Medir, contar e comparar: o caso internet

Provocativo, o fundador e presidente do conselho da 24/7 Real Media, David Moore, lançou à plateia do Digital Age 2.0 a pergunta: que significa medir a quantidade de cliques num anúncio na internet? O painel seguinte, com diretores de Google, UOL, Yahoo, Microsoft, entre outras, manteve a questão no ar.
A questão é que as métricas [...]

Provocativo, o fundador e presidente do conselho da 24/7 Real Media, David Moore, lançou à plateia do Digital Age 2.0 a pergunta: que significa medir a quantidade de cliques num anúncio na internet? O painel seguinte, com diretores de Google, UOL, Yahoo, Microsoft, entre outras, manteve a questão no ar.

A questão é que as métricas que usamos atualmente, como o número de cliques num anúncio, simplesmente não contam a história toda. Afinal, o inernauta é exposto ao anúncio mesmo que não clique nele – e isso, diz a indústria de publicidade online, não entra na conta nem de quem mede, nem de quem paga.

É no mínimo curioso isso. Porque medir, contar e comparar são símbolos de nossa era. Medimos e comparamos até o que não se deixa medir nem comparar – caso do nível de aprendizado das crianças, por exemplo.

Nas ciências, temos o apoio relativamente seguro das metodologias. Não dá para fazer um censo? Usemos a amostragem. Não dá para uma análise quantitativa? Usemos a qualitativa, baseada em entrevistas. O problema é que, quando está longe das clínicas de usabilidade, o usuário da internet é arredio a entrevistas. Quanto vale sua atenção? Como medi-la?

Quem souber a resposta, que dê um passo à frente.

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O caminho da felicidade

O Versão Zero está presente ao Digital Age 2.0, evento sobre economia e negócios na web promovido pelos amigos da Now! Digital. E chegou à palestra de Tony Hsieh, CEO da Zappos.com, pensando ouvir teorizações e dicas práticas sobre como vender sapatos na internet. Mas o discurso foi outro, pautado por insights de motivação, inspiração [...]

digital-age-20-zappos-tony-hsiehO Versão Zero está presente ao Digital Age 2.0, evento sobre economia e negócios na web promovido pelos amigos da Now! Digital. E chegou à palestra de Tony Hsieh, CEO da Zappos.com, pensando ouvir teorizações e dicas práticas sobre como vender sapatos na internet. Mas o discurso foi outro, pautado por insights de motivação, inspiração e felicidade.

Auto-ajuda? Longe disso. A Zappos fez sua reputação com base na excelência do atendimento ao consumidor. E não conseguiu seu sucesso (a empresa acaba de se juntar à Amazon) obrigando seus empregados a seguirem scripts. Em vez disso, Hsieh investiu seu tempo na criação de uma cultura corporativa inspiradora e perene.

O movimento é curioso. Não se trata apenas de um empreendimento capitalista que se apropria de uma temática ascética. É certo que a questão da motivação está intimamente relacionada com a felicidade individual. Esta, por sua vez, tem ganhado cada vez mais a atenção de economistas, que buscam criar uma métrica da felicidade que substitua ou complemente os números frios do PIB. Em outros campos, como a Educação, pesquisadores tentam incutir nos jovens a motivação necessária para a elaboração de projetos e de estratégias para seu sucesso pessoal.

Para Hsieh, o caminho da motivação passa pela inspiração. “Inspire-os e a motivação virá”, diz. Os lucros também.

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Teste: sebo na internet funciona?

Livro, no Brasil, é caro. Não estou falando das liquidações de auto-ajuda ou dos best sellers do verão passado e sim dos que são realmente necessários para um curso universitário, por exemplo.
Daí que os sebos – lojas que compram e vendem livros usados – são uma excelente alternativa para estudantes. Junte isso ao fenômeno da [...]

Livro, no Brasil, é caro. Não estou falando das liquidações de auto-ajuda ou dos best sellers do verão passado e sim dos que são realmente necessários para um curso universitário, por exemplo.

Daí que os sebos – lojas que compram e vendem livros usados – são uma excelente alternativa para estudantes. Junte isso ao fenômeno da internet e teremos algo como o Estante Virtual, um mercado que reúne compradores e donos de sebos de todo o país.

O site foi idéia do administrador carioca André Garcia. Para pôr o projeto em pé, Garcia aprendeu a programar e catalogou por conta própria diversos sebos, atraindo-os para o ambiente do comércio eletrônico.

O esforço deu certo. No ar desde outubro de 2005, o Estante Virtual diz reunir hoje 1.036 sebos de 192 cidades. E os números não param de aumentar.

Custo pode ser zero

Uma vantagem do Estante Virtual é que qualquer pessoa pode “comprar” seu espaço na estante e ofertar seus livros. Para anunciar até 100 livros, não há custo mensal, nem comissão nas vendas.

À medida que a coleção ofertada aumenta, os custos aparecem – mas nada que possa ser considerado abusivo. O plano Super, para uma estante de 60 mil livros, tem mensalidade de 132 reais e comissão de 5%.

Versão Zero testou o serviço, procurando por quatro livros – três foram localizados, com ajuda do site, em sebos da cidade de São Paulo, que decidimos visitar pessoalmente; o último estava em Campinas (SP) e o contato foi feito por telefone.

No primeiro deles, Flanarte – R. Sete de Abril, 264 -, o livro não foi encontrado. Chegamos num dia em que as estantes estavam sendo rearrumadas. Para piorar, era dia de apagão na internet paulista, e os vendedores não podiam consultar o Estante Virtual para conferir a localização.

Dicas para compras em sebos virtuais
Consulte a loja para saber se o livro ainda está lá
Se for visitá-la, pergunte se ela é aberta ao público
Combine previamente o prazo e a forma de envio
Nos depósitos bancários, negocie o arredondamento
dos centavos para usar os caixas rápidos
Em caso de greve dos serviços de entrega, considere
a possibilidade de atrasos no recebimento

O Ventania – R. 24 de Maio, 188 – foi o segundo a ser visitado. Estava fechado. Mas, como na mesma galeria havia uma loja de LPs com o mesmo nome, fomos conferir. E descobrimos que o Ventania Livros só funciona na internet. Sorte nossa que já sabíamos o que queríamos – o dono se dispôs a abrir o depósito e pegar o livro. Aqui, a compra deu certo.

A história foi diferente no pequeno Sebusp – Av. Corifeu de Azevedo Marques, 1397. Lá, o vendedor procurou o livro por uns 10 minutos. Quando foi conferir o livro de saída, descobriu que o título havia sido vendido, só que não tinham dado baixa no Estante Virtual. Outra compra frustrada.

Já o vendedor do Iluminações, de Campinas, encontrou o livro – descrevendo inclusive sua capa – e disse que poderia guardá-lo para nós até que o pagamento, por depósito bancário, fosse efetuado. Consideramos o livro encontrado – embora, por causa da greve dos Correios, decidimos não encomendá-lo.

Conclusões

Diante dos desacertos, recomendamos ligar antes para o sebo e conferir se o livro está realmente lá. Você pode escolher entre usar os métodos de pagamento do site ou depositar na conta da loja, tendo o cuidado de acertar os detalhes do preço, do prazo de entrega e da confirmação do pagamento.

Se resolver visitar a loja, certifique-se de que ela existe – às vezes, e o que parece ser cada vez mais comum, ela é apenas um depósito de livros que é oferecido exclusivamente pela internet. E você dará com a cara na porta.

De qualquer modo, o site é capaz de poupar horas preciosas e de levar o comprador aonde o livro está. Desde que, claro, tomadas algumas precauções – como ligar antes ou mandar um e-mail para confirmar a existência do exemplar.

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