O futuro: celulares, banda larga… E planos B

Diz um novo estudo da IDC, a empresa norte-americana de pesquisas de mercado: as prestadoras de serviço de telefonia fixa continuam a perder mercado para as operadoras de celular.
O estudo, intitulado “Brazil Telecom Services Database 2008″, revela que 49% da receita do setor vai para os bolsos das operadoras móveis. Tendência irreversível, diz a IDC.
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Diz um novo estudo da IDC, a empresa norte-americana de pesquisas de mercado: as prestadoras de serviço de telefonia fixa continuam a perder mercado para as operadoras de celular.

O estudo, intitulado “Brazil Telecom Services Database 2008″, revela que 49% da receita do setor vai para os bolsos das operadoras móveis. Tendência irreversível, diz a IDC.

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O problema – para as empresas, não para o consumidor – é que o tráfego e a base de clientes de celular têm crescido mais rapidamente que a receita – reflexo da competição no setor e da conseqüente redução das tarifas.

Pra ver a banda passar

E as operadoras de telefonia fixa, vão agonizar em silêncio? Bem, a IDC diz que não. O caminho, para elas, está na prestação de serviços de banda larga.

A internet rápida responde hoje por 9% da receita da telefonia fixa e, em 2012, a bola de cristal da IDC prevê que essa fatia vai subir para 16%.

Não sei se esse estudo leva em conta a concorrência com a banda larga móvel. Mas, depois do que ocorreu ontem em São Paulo, com a internet fixa entrando em parafuso, acredito que a internet móvel (e seus práticos modenzinhos de bolso, sem fio) vão fazer parte da lista de compras e dos planos de contingência de boa parte dos cidadãos.

Assim como o telefone fixo – que, apesar de decadente, é 100% compatível com o velho fax. E não se esqueçam: foi por fax que, na crise do apagão da internet paulista, a Telefônica tentou se explicar para os jornais da TV…

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O dia em que São Paulo virou uma ilha

Ainda não sabemos ao certo o que causou o apagão que deixou boa parte do Estado de São Paulo sem internet entre 2/7 e 4/7/2008. A Telefônica, responsável pelo serviço que deu pane, continua a dizer que tem investigado o incidente, mas que por enquanto desconhece suas causas. O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, [...]

Ainda não sabemos ao certo o que causou o apagão que deixou boa parte do Estado de São Paulo sem internet entre 2/7 e 4/7/2008. A Telefônica, responsável pelo serviço que deu pane, continua a dizer que tem investigado o incidente, mas que por enquanto desconhece suas causas. O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, foi à TV ontem à noite (no telejornal da TV Globo) e disse que a empresa não descarta nem um “ataque hacker”.

Não sabemos a causa, mas sentimos as conseqüências. A pane impediu a prestação plena de diversos serviços públicos, como o registro de ocorrências pela polícia e o atendimento do INSS e das agências do Poupatempo. Casas lotéricas – que, além de fazerem apostas, também recebem contas e carregam bilhetes eletrônicos de transporte público – deixaram de funcionar. E algumas agências bancárias também saíram do ar.

No caos, piada vira profecia

O lado irônico dessa história é que há um ano o site Cocadaboa plantou uma notícia falsa sobre um tal “apagão da internet” no Brasil – que seria causado, entre outras razões, pela rápida “expansão da oferta de banda larga no país”. A tal história, que depois foi atribuída ao portal Terra, espalhou-se por meio de blogs e, no caminho, foi devidamente desmentida pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil. Isso não impediu que hoje ela voltasse a aparecer em novos blogs, agora como profecia cumprida.

Em setembro do ano passado, outra pegadinha – desta vez, da respeitável Symantec. Um novo sistema de alertas fez com que milhares de usuários recebessem um e-mail avisando sobre o colapso iminente da internet mundial, classificado pela empresa como nível 4, o mais perigoso. Horas depois, veio o desmentido: tratava-se apenas de um teste – na verdade, até hoje nunca tivemos uma situação de nível 4.

Entre janeiro e fevereiro deste ano, contudo, houve um problema sério envolvendo a internet. Os cabos submarinos da costa do Mediterrâneo sob domínio do Egito foram rompidos, e boa parte do Oriente Médio e da Índia ficou sem conexão com a Europa. O tráfego foi logo remanejado para outras rotas, que ficaram sobrecarregadas.

Em muitos casos, as causas de acidentes como o que isolou o Oriente Médio se devem ao tráfego marítimo, a tempestades ou até a mordidas de tubarão. Como em São Paulo essas hipóteses podem ser descartadas, ficamos com a dúvida – até que alguém da Telefônica se disponha a explicar exatamente o que ocorreu e como foi consertado. E não vale dizer que “desligou, ligou, funcionou”…

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