
A notícia do dia não tem lá muito de tecnológica, mas serve de alento a quem já se cansou de andar de ônibus: a Tata anunciou oficialmente a estreia do Nano no mercado indiano. O carrinho, que foi anunciado no começo de 2008 – e que foi responsável, na época, por uma avalanche de acessos a este blog -, será lançado dia 23 de março de 2009, em Mumbai.
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Já na primeira semana de abril, as concessionárias da Tata terão um Nano em seus showrooms. Na semana seguinte, as lojas passarão a receber pedidos para compra do Nano.
Preço de notebook
Extremamente básico – seu motor é de 624 cc -, o Nano foi anunciado como o carro das 100 mil rúpias (1 lakh), o que em janeiro de 2008 equivalia a 2.500 dólares, mas que hoje, com a depreciação da moeda americana, valem menos de 2 mil dólares – o mesmo que um notebook topo de linha no Brasil. Ele foi concebido para substituir as motocicletas e scooters que, na Índia, chegam a carregar famílias inteiras.
O Nano demorou a sair por diversas razões. A mais pitoresca foi a demora na escolha da região onde será instalada a fábrica dos Nano. O primeiro sítio, na região de Bengala Ocidental, mostrou-se complicado: além de ser disputado por agricultores em busca de terras cultiváveis, também dependia de uma intricada rede de decisões políticas, orquestrada por uma cacique local chamada, imaginem, Mamata Banerjee (que não tem nada a ver com o extinto banco carioca).
Mamata e Bengala ficaram para trás. Agora localizada em Sanand, na região de Gujarat, a fábrica da Tata terá capacidade de produzir 250 mil carros por ano, expansível para 500 mil. A Tata diz que a iniciativa irá criar cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos.
Ainda é uma produção modesta se levarmos em conta o potencial mercado global para o carrinho. Mas apostamos na possibilidade de que a Fiat, que é parceira da Tata em diversos países, venha a oferecer o Nano como substituto do velho Uno/Mille, que sairá do mercado em 2011. O preço, no entanto, deverá ser bem mais que os tais 2 mil dólares cobrados na Índia.


