Revirando papéis velhos, encontrei um exemplar intacto da revista Byte Brasil de 1994 – e, nela, um artigo escrito pelo colega Marcelo Bernstein sobre pesquisa, feita pela FGV, do uso de informática pelas empresas.
Depois de 14 anos, o que poderia haver de interessante numa velha revista de informática? Bem, para os colecionadores de velhos micros da época da reserva de mercado, há algo, sim: a tabela abaixo.
| Evolução das vendas de micros no Brasil | ||||
| Ano | Quantidade | Base ativa | Base de PC | % PC/Total |
| 1982 | 12.000 | 15.000 | 0 | 0% |
| 1984 | 70.000 | 120.000 | 3.000 | 3% |
| 1986 | 230.000 | 480.000 | 20.000 | 4% |
| 1988 | 400.000 | 1.180.000 | 170.000 | 14% |
| Fonte: Revista Byte Brasil, agosto 1994; CIA/FGV | ||||
Ela mostra a quantidade de micros vendidos no Brasil entre 1982 e 1988. Foi nessa época que a indústria nacional produziu máquinas como TK, Unitron e CP-500.
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A coluna Base Ativa estimava a quantidade de micros em operação nas empresas. Base de PC estimava o número de equipamentos compatíveis com micros IBM PC. A última coluna dava o porcentual de PCs em uso, em relação ao total de micros.
A tabela dá uma idéia de como pode ser difícil, por exemplo, encontrar um exemplar do TK-82C, produzido pela Microdigital no início dos anos 1980.
Em 1988, juntavam-se a nós os clones de MSX, como Hot Bit e Expert. Dado o crescimento da produção brasileira, torna-se facilmente explicável por que é bem mais fácil achar um deles para comprar.
Para comparar: o Brasil fechou 2007 com 10,7 milhões de micros vendidos, o que deu ao nosso país a quinta posição no ranking mundial.


