Medir, contar e comparar: o caso internet

Provocativo, o fundador e presidente do conselho da 24/7 Real Media, David Moore, lançou à plateia do Digital Age 2.0 a pergunta: que significa medir a quantidade de cliques num anúncio na internet? O painel seguinte, com diretores de Google, UOL, Yahoo, Microsoft, entre outras, manteve a questão no ar.
A questão é que as métricas [...]

Provocativo, o fundador e presidente do conselho da 24/7 Real Media, David Moore, lançou à plateia do Digital Age 2.0 a pergunta: que significa medir a quantidade de cliques num anúncio na internet? O painel seguinte, com diretores de Google, UOL, Yahoo, Microsoft, entre outras, manteve a questão no ar.

A questão é que as métricas que usamos atualmente, como o número de cliques num anúncio, simplesmente não contam a história toda. Afinal, o inernauta é exposto ao anúncio mesmo que não clique nele – e isso, diz a indústria de publicidade online, não entra na conta nem de quem mede, nem de quem paga.

É no mínimo curioso isso. Porque medir, contar e comparar são símbolos de nossa era. Medimos e comparamos até o que não se deixa medir nem comparar – caso do nível de aprendizado das crianças, por exemplo.

Nas ciências, temos o apoio relativamente seguro das metodologias. Não dá para fazer um censo? Usemos a amostragem. Não dá para uma análise quantitativa? Usemos a qualitativa, baseada em entrevistas. O problema é que, quando está longe das clínicas de usabilidade, o usuário da internet é arredio a entrevistas. Quanto vale sua atenção? Como medi-la?

Quem souber a resposta, que dê um passo à frente.

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O futuro dos anúncios, na internet e fora dela

Como você chegou até este blog? O que está procurando? E por que (não) clicou no anúncio ao lado? Estas são algumas das perguntas quase filosóficas que atormentam quem quer ganhar dinheiro com publicidade na web. Algumas das pessoas mais influentes do setor estiveram pela manhã aqui no Digital Age 2.0 para discutir isso e [...]

Como você chegou até este blog? O que está procurando? E por que (não) clicou no anúncio ao lado? Estas são algumas das perguntas quase filosóficas que atormentam quem quer ganhar dinheiro com publicidade na web. Algumas das pessoas mais influentes do setor estiveram pela manhã aqui no Digital Age 2.0 para discutir isso e as possibilidades são abertas com o mundo da publicidade online.

Antes que diga que não tem nada a ver com isso, pense duas vezes. Pode ser que você ignore os banners, odeie os pop-ups e ria com os classificados do Google. Ao mesmo tempo, não só adorou o comercial com bebês da água mineral Evian como repassou o link a todos os seus amigos e conhecidos. Isso mesmo: sem perceber, você serviu de meio para a mensagem de um produto – e isso é apenas uma das possibilidades.

Se as pessoas se abalam com tais mudanças, imagine a indústria da publicidade. Muitos anunciantes já descobriram que basta produzir um vídeo interessante: a legião de seguidores do YouTube fará o resto (e esse vídeo nem precisa ser caro – graças aos reality shows e a filmes como “A Bruxa de Blair”, as pessoas se acostumaram a suportar câmeras trêmulas e imagens desfocadas). Já se a intenção é pegar o consumidor no momento exato da decisão de compra, uma saída é anunciar em portais de serviços de busca de preços e de comparativos.

Apesar de todas essas vantagens, o preço e o prestígio de um anúncio no horário nobre da TV continuam em alta – pelo menos para grandes anunciantes e agências de publicidade. Para complicar, ao que parece ninguém sabe ainda como virar o jogo em prol da publicidade (altamente) rentável na internet (embora as pessoas passem cada vez mais tempo diante de um PC). Haverá uma grande ideia salvadora? Ou a virada é uma questão de tempo? A ver.

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Lei Cidade Limpa não vale na CPTM

Ok, é off-topic. Mas não resisti.
Nas ruas de São Paulo, onde vigora a Lei Cidade Limpa, estes gigantescos cartazes não seriam permitidos. Mas, dentro do espaço público-privado que são as estações da CPTM, não há restrições.
Sorte dos anunciantes, que têm à disposição um público cativo que espera até 15 minutos pela chegada do próximo trem.
As [...]

blog_cptm_1

Ok, é off-topic. Mas não resisti.

Nas ruas de São Paulo, onde vigora a Lei Cidade Limpa, estes gigantescos cartazes não seriam permitidos. Mas, dentro do espaço público-privado que são as estações da CPTM, não há restrições.

Sorte dos anunciantes, que têm à disposição um público cativo que espera até 15 minutos pela chegada do próximo trem.

As fotos foram tiradas na Estação Barra Funda – onde, aliás, o mezanino que servia de sala de espera para os trens foi ocupado por mais uma leva de quiosques.

E eu pensava que aquela sala de espera iria ganhar as modernas telas LCD da TV Trem.

blog_cptm_2

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Wal-Mart oferece classificados grátis nos EUA

Se você pensa que publicar anúncios pessoais é coisa para jornais, é hora de mudar de idéia.
A rede Wal-Mart estreou, nos EUA, um serviço gratuito de anúncios classificados, bem no estilo do popular Craigslist.
Na verdade, o serviço nem é tocado pela Wal-Mart e sim por uma empresa nova, chamada Oodle. O pulo do gato, aqui, é [...]

Se você pensa que publicar anúncios pessoais é coisa para jornais, é hora de mudar de idéia.

A rede Wal-Mart estreou, nos EUA, um serviço gratuito de anúncios classificados, bem no estilo do popular Craigslist.

Na verdade, o serviço nem é tocado pela Wal-Mart e sim por uma empresa nova, chamada Oodle. O pulo do gato, aqui, é o empréstimo de marcas (“Wal-Mart Classifieds: powered by Oogle”). A Wal-Mart estima que, a cada semana, cerca de 130 milhões de pessoas comprem algum produto em suas lojas.

Será que veremos, por aqui, serviços do tipo “Classificados Carrefour”? Que é possível, é. Mas o difícil é imaginar quem se habilitaria a fornecer o serviço de graça.

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