Notebook para professores do RJ: quem sabe?

Estranho que tão pouca gente em São Paulo tenha comentado o programa de distribuição de notebooks para professores conduzido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro no primeiro semestre deste ano.
Segundo matéria de André Machado, de “O Globo”, publicada em 22 de abril de 2008, o governo do Rio começava, na época, a “despejar [...]

Edward J. Olmos como professor em "O Preço do Desafio"

O ator Edward J. Olmos como o abnegado professor de matemática em O Preço do Desafio (1988)

Estranho que tão pouca gente em São Paulo tenha comentado o programa de distribuição de notebooks para professores conduzido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro no primeiro semestre deste ano.

Segundo matéria de André Machado, de “O Globo”, publicada em 22 de abril de 2008, o governo do Rio começava, na época, a “despejar 31 mil laptops sobre os professores das escolas públicas, com previsão de outros 10 mil em nova licitação” (a palavra que o repórter usou foi “despejando”, no presente).

Saiba mais sobre inclusão digital na educação

>> Governo federal cria portal para comprar notebook

>> São Paulo vende notebooks a professores da rede

>> Portugal distribui netbooks a estudantes

A iniciativa, batizada de “Conexão Professor”, já tinha sido alvo de matéria pelo mesmo jornal em fevereiro deste ano, quando o governo entregou os primeiros laptops a professores da cidade de Itaperuna (RJ). Segundo informações oficiais, cada note do primeiro lote custou R$ 1.903.

E como funciona o programa? De novo, nos baseamos nas informações de Machado. O governo, por meio de uma empresa estatal, a Investiplan, comprou, via licitação, os 31 mil notebooks. Ganharam a oferta CCE e Positivo, com máquinas cuja configuração incluía processador Celeron M, 512 MB de memória e disco de 80 gigas, gravador de CD e leitor de DVD, Windows XP Pro e MS Office.

Um diferencial importante: os notes vieram com um modem USB para acesso sem fio à internet, via operadora Oi.

Professores de mais de 1.430 escolas receberam os portáteis. Aqui, completamos com o que a leitora Marcia nos contou: para participar do programa, o professor tinha que trabalhar em sala de aula. Os nomes dos contemplados foram escolhidos a partir de uma lista elaborada pelas diretorias das escolas, junto com a Secretaria de Educação.

E foi isso. Muitos professores já receberam seu note com internet sem fio, que é de propriedade do governo, mas foi cedido em comodato – ao recebê-lo, o professor assina um termo de responsabilidade e pronto. O governo do Rio diz ter gasto até agora R$ 70 milhões na “empreitada” (outra palavra do repórter de “O Globo”).

O que paga o professor? Nada. Nem pelo note, que é do governo; nem pelo acesso à internet.

Por que será que soubemos tão pouco a respeito?

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Notebook para professor: SP lança programa

Professores paulistas da rede estadual acabam de ganhar uma alternativa para a compra de seu notebook.

Hoje, Dia do Professor, o governo do Estado anunciou o programa Computador do Professor / Professor em Rede. Quem aderir poderá comprar seu notebook em até 24 prestações sem juros. As adesões serão feitas neste site aqui, a partir de [...]

Professores paulistas da rede estadual acabam de ganhar uma alternativa para a compra de seu notebook.


Hoje, Dia do Professor, o governo do Estado anunciou o programa Computador do Professor / Professor em Rede. Quem aderir poderá comprar seu notebook em até 24 prestações sem juros. As adesões serão feitas neste site aqui, a partir de 20 de outubro, e serão encerradas em 3 de novembro.

O governo anunciou que 15 mil professores se inscreveram no 1.o dia do programa. A rede estadual paulista tem 130 mil professores efetivos.

[21/11/08] No total, cerca de 84 mil professores aderiram ao programa. Destes, 81 mil são vinculados à Secretaria da Educação e 3 mil ao Centro Paula Souza. O chamamento público para a recepção de propostas de venda vai ocorrer até o fim de novembro. (Thanks, Marcelo!)

O esquema desse projeto é bem diferente do proposto pelo Programa Computador Portátil para Professores do Governo Federal, que é mais amplo porém ainda não saiu do papel (ou do site).

Por enquanto, a única definição que existe – além do programa em si – é sobre a configuração do note (ver tabela abaixo). O preço é estimado em 1.600 reais, mas pode ser mais ou menos que isso.

E por que? Simples: com a lista de professores cadastrados, o banco Nossa Caixa vai fazer uma licitação para compra desses computadores.

Depois que a compra for realizada, o professor irá retirar o note na agência da Nossa Caixa que tiver indicado no ato da reserva. O valor será pago em 6, 12 ou 24 prestações sem juros, debitadas em folha.

O chato é que apenas professores efetivos do magistério estadual e docentes permanentes do Centro Paula Souza podem participar. Ficam de fora a legião de professores eventuais e os admitidos em caráter temporário.

O programa também poderia oferecer um plano amigo para contratação de banda larga. Afinal, computador sem internet hoje em dia é como carro sem combustível. Em vez disso, o governo paulista acena com um endereço de e-mail do tipo nome@professor.sp.gov.br.

E o subsídio do governo bem que poderia ser maior. No plano paulista, fica limitado aos juros e ao IOF. Mesmo assim, ainda é melhor que o proposto pelo Governo Federal: estima-se que a parcela em 24 vezes seja de 64 reais.

Coincidentemente, estamos às vésperas do segundo turno das eleições municipais. Mas isso é outra história, não é?

PS: A configuração do sistema operacional e do Office foi alterada no site do governo. A tabela abaixo já está atualizada (acesso feito em 24/10/2008).

O notebook do professor paulista
Processador Processador de núcleo duplo de 1,46 GHz
Sistema Windows Vista Home Premium
Softwares Office 2007 Standard + sws pedagógicos
Memória RAM 2 GB
Disco rígido 160 GB (5.400 rpm)
Drive óptico Gravador de DVD
Tela 15,4 polegadas widescreen
Placa de vídeo
PCI Express com até 224 MB compartilhada
Fonte: Governo do Estado de São Paulo


Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Precisa de papel monolog? Tente a internet

Já tínhamos indicado, neste Versão Zero, uma forma de conseguir papel milimetrado na internet.
Mas dá para ir bem mais longe com o Graph Paper Printer 4.03 (thanks, Daniel!). O programa é criação do biomédico francês Philippe Marquis e pode ser baixado aqui.
Ele permite imprimir folhas com pautas musicais, pontilhados, quadriculados, tabelas, triângulos, losangos, hexágonos, escalas [...]

Escala musical ou semicirculo logaritmico. Você decide

Escala musical ou logarítmica? Você decide

Já tínhamos indicado, neste Versão Zero, uma forma de conseguir papel milimetrado na internet.

Mas dá para ir bem mais longe com o Graph Paper Printer 4.03 (thanks, Daniel!). O programa é criação do biomédico francês Philippe Marquis e pode ser baixado aqui.

Ele permite imprimir folhas com pautas musicais, pontilhados, quadriculados, tabelas, triângulos, losangos, hexágonos, escalas logaritmicas, quadráticas e tantas outras, ajustadas por eixo – uma mão na roda para alunos e para professores, e também o fim daquela busca insana por papéis especiais.

O bacana é que o programa serve tanto para alunos do Ensino Fundamental, que precisam de papéis quadriculados, aos do Ensino Superior, que podem construir papéis até para explorar geometrias não-Euclidianas.

Segundo o autor, o Graph Paper Printer pode ser copiado e utilizado livremente. A única exigência é o envio de um cartão postal, com um selo bem bacana, para seu filho. Considerando que a última atualização do software ocorreu em 2000, provavelmente o filho nem se importe mais com isso…

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
   Páginas:    
Versão Zero
 
Computadores, gadgets, celulares, software, internet, testes e muito mais
 
Páginas
 
 
Categorias
 
 
Twitter
 
 
Busca
 
 
Arquivo
 
February 2012
S M T W T F S
« Nov    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
26272829  
 
Tags
 
 
Comentários