Teste: Positivo Mobile Mobo Kids

Feito para crianças, o Positivo Mobile Mobo Kids pode ser usado por qualquer pessoa – afinal, sua alma é a de um notebook com Windows XP. Mas alguns detalhes da construção, como o gabinete reforçado e o teclado resistente a líquidos, foram pensados justamente para atender a esses pequenos usuários.
É com essa perspectiva que o [...]

O Mobo Kids é revestido com uma capa removivel e lavável

O Mobo Kids é revestido com uma capa com alça, removível e de limpeza fácil (1). Não há modem: internet, só via cabo de rede (2) ou Wi-Fi. Para expansão, há duas portas USB, uma de cada lado (3). O leitor de cartões de memória SD fica na parte de trás (4). (Clique na foto para ampliar)

Feito para crianças, o Positivo Mobile Mobo Kids pode ser usado por qualquer pessoa – afinal, sua alma é a de um notebook com Windows XP. Mas alguns detalhes da construção, como o gabinete reforçado e o teclado resistente a líquidos, foram pensados justamente para atender a esses pequenos usuários.

É com essa perspectiva que o Versão Zero avaliou o Mobo Kids, que já é vendido no varejo a tempo para o Natal.


Historicamente, os netbooks surgiram em parte graças ao Mobo Kids – ou, para ser mais preciso, ao projeto Intel Classmate PC, do qual o Kids (e, mais recentemente, o computador português Magalhães) é derivado.

Tela, teclado e trackpad são pequenos, assim como a capacidade de memória (512 Mb de RAM e 2 gigas de memória flash, que serve de disco rígido).

Apresentado no Brasil em maio de 2008, o Mobo Kids já fazia parte do portfólio de soluções de tecnologia educacional da Positivo. A novidade é que agora qualquer um pode adquiri-lo.

Um fabricante, dois Mobos

Não confunda o Mobo Kids com o Mobo (que Versão Zero testou aqui). Embora tenha pontos em comum, como memória e disco, a proposta e o hardware são bastante diferentes.

O Kids, por exemplo, tem processador Celeron M 900 Mhz (o Mobo usa o Via C7-M). Itens de expansão e comunicação também mudam: o Kids não tem modem, nem saída VGA, nem webcam.

Além disso, no Kids o encaixe para cartão de memória SD fica escondido sob a capa protetora – longe de ser um dos lugares mais práticos.

O teclado também é diferente. O do Mobo Kids é mais alto e oferece uma resposta tátil ligeiramente melhor; no entanto, não entendemos por que não existe Shift do lado direito. O apoio para o pulso oferecido pelo gabinete também é melhor no Kids.

Software

O sistema do Mobo Kids é o Windows XP com Service Pack 2. Para que funcione sem problemas num micrinho desses, o arquivo de paginação e a opção de atualização automática vêm desligados. O usuário pode religá-los, mas não aconselhamos: isso vai consumir boa parte do pouco espaço em disco restante (cerca de 900 megas, com a compactação ativada).

A autonomia da bateria não é tão boa quanto a do Mobo, que era capaz de funcionar por 4 horas. Mas vai longe. Em nosso teste, com tela no brilho máximo e Wi-Fi ligado, o Kids terminou a primeira hora de trabalho com 57% de carga e a segunda hora, com 11%.

Uma coisa boa do Windows XP é que se pode encontrar diversos programas educacionais compatíveis – incluindo os da própria Positivo. Instalamos o Poly, para estudo de planificação de sólidos geométricos; o Winplot, para gráficos de funções; e o Gcompris, com atividades para estudantes de 2 a 10 anos. A Positivo permite o uso gratuito do dicionário Aurélio On-line por 1 ano.

Com o conversor digital, uma TV de conveniência

Com o conversor digital, uma TV de conveniência

Também usamos o Kids com o conversor USB de TV digital da Aiko. Se a anteninha estiver bem posicionada, a imagem vem fácil. O micrinho dá conta da decodificação. Em tela cheia, observamos alguns engasgos na imagem, mas isso pode ter sido causado pela má recepção no lugar do teste.

Nos jogos online – coisa que meninos e meninas adoram –, dado o tamanho reduzido da tela, vai ser preciso expandir a janela do navegador com a tecla F11. Às vezes, nem isso ajuda – alguns jogos educacionais do site da revista Nova Escola, por exemplo, não cabem inteiros na tela de 7 polegadas.

Ainda sobre a tela, o sistema traz o Seletor de Resolução, programa da Intel que permite ajustar a tela para trabalhar de 4 modos diferentes. São eles: Normal (800 x 480), Comprimido (800 x 600), Pan (800 x 600) e Super Pan (1.024 x 768).

Enquanto os dois primeiros fazem a tela toda caber no LCD de 7 polegadas (o Comprimido faz a imagem ficar achatada), nos dois últimos é como se a tela LCD “navegasse” sobre a área total oferecida pela resolução maior – uma solução para janelas que teimam em ficar de fora da área do LCD.

O Mobo Kids ao lado do Eee PC 701, entre um monitor de 17 polegadas e um teclado de tamanho natural

O Mobo Kids ao lado do Eee PC 701, e entre um monitor de 17 polegadas e um teclado de tamanho natural. (Clique na foto para ampliar)

Conclusão

Embora tenha sido feito para crianças, o Positivo Mobo Kids é um notebook de verdade. Por isso, é bom que seu uso seja acompanhado pelos pais, que podem instalar novos programas educacionais e indicar, junto com os professores, os melhores sites para estudo e diversão.

Dado o público-alvo desta máquina, o reduzido tamanho da tela e do teclado pode ser até um facilitador. Nem a duração limitada da bateria atrapalha, visto que é saudável que as crianças (e os adultos também!) não permaneçam muito tempo diante do teclado.

Por outro lado, não seria mal se o Mobo Kids tivesse uma webcam embutida ou mesmo Bluetooth, para comunicação com o celular ou com outros Mobo Kids.

Lá fora, a Intel anunciou a segunda geração do Classmate PC. Ela tem disco rígido de 30 gigas, webcam, tela de 7 ou 9 polegadas, trackpad retangular e tecla Shift dos dois lados – esquerdo e direito. Se chegar aqui com preço competitivo, vai valer a pena.

Positivo Mobile Mobo Kids
Sistema Windows XP Service Pack 2
Processador Celeron M 900 Mhz
Memória 512 MB
HD 2 GB, tipo memória flash
Tela 7 polegadas, widescreen
Expansão Cartão SD, 2 portas USB
Redes Ethernet e Wi-Fi
Bateria Autonomia para até 3 horas
Preço R$ 999,00
Informações www.positivoinformatica.com.br
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Mini 1000, o novo netbook da HP

A HP lançou nos Estados Unidos sua coleção outono-inverno de netbooks, representada pela série Mini 1000.
O Mini 1000 rouba um pouco da cena do HP 2133 e tem tudo para agradar aos que admiram a marca, mas queriam um netbook mais discreto (ou menos prateado).
Discreto, aqui, não significa despojado. O Mini 1000 traz soluções diferentes, [...]

A HP lançou nos Estados Unidos sua coleção outono-inverno de netbooks, representada pela série Mini 1000.

O Mini 1000 rouba um pouco da cena do HP 2133 e tem tudo para agradar aos que admiram a marca, mas queriam um netbook mais discreto (ou menos prateado).

Mini Mobile Drive Bay

Mini Mobile Drive Bay

Discreto, aqui, não significa despojado. O Mini 1000 traz soluções diferentes, para dizer o mínimo. Algumas são legais – caso da porta USB recuada que serve para encaixe do Mini Mobile Drive Bay, uma expansão em forma de pen drive. Outras, nem tanto – caso da porta mini-VGA, que exige um cabo adicional (vendido em separado) para usar um monitor comum. E não podemos deixar de celebrar a mágica que faz o teclado ter 92% do tamanho de um teclado comum.

Para os mais afoitos, o Mini 1000 está disponível imediatamente nos EUA na versão com Windows XP, a partir de 399,99 dólares. A HP promete lançar em breve a versão Mobile Internet Experience, que traz uma interface especial de acesso rápido a sites e aplicativos (feita com Linux!) e que custará a partir de 379,99 dólares.

design oriental

Vivienne Tam Edition: design oriental

Agora, se discrição não é com você, espere pelo modelo em tons violeta e vermelho, decorado pela estilista chinesa radicada em Nova York Vivienne Tam. A peça, chamada Vivienne Tam Edition, custará a partir de 699,99 dólares.

HP Mini 1000
Sistema Windows XP ou Linux
Processador Intel Atom N270
Memória 1 ou 2 gigas
Armazenamento 8, 16 ou 60 gigas (HD)
Tela 8,9 ou 10,2 polegadas
Expansão 2 portas USB, leitor SD/MMC
Redes Wi-Fi ou banda larga sem fio
Bateria 3 células
Peso 1 kg
Dimensões 25,4 x 12,7 cm
Preço A partir de US$ 379,99 nos EUA


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Netbooks tentam reproduzir sucesso do Eee PC

Pequenos, enxutos e baratos. Com essa combinação improvável, os PCs ultraportáteis têm ganhado cada vez mais adeptos, tanto entre consumidores como entre fabricantes.
A Computex, feira de tecnologia de Taipei (Taiwan) que terminou hoje, 07/06, deu várias provas disso. Asus, Acer, MSI e FIC (dona da Everex) mostraram seus novos produtos para o nicho.
Que, por sinal, [...]

Pequenos, enxutos e baratos. Com essa combinação improvável, os PCs ultraportáteis têm ganhado cada vez mais adeptos, tanto entre consumidores como entre fabricantes.

A Computex, feira de tecnologia de Taipei (Taiwan) que terminou hoje, 07/06, deu várias provas disso. Asus, Acer, MSI e FIC (dona da Everex) mostraram seus novos produtos para o nicho.

Que, por sinal, náo pára de crescer. Até HP e Dell estão de olho nesse segmento, inaugurado de fato pelo Eee PC, da Asus.

Nos EUA, no fim de 2007, a Asus fechou as 2 primeiras semanas do lançamento do Eee PC com 10 mil unidades vendidas. Este ano, a previsão era de que de 3 a 5 milhões de Eee PC seriam vendidos por lá.

Tanta concorrência pode complicar bastante a vida da Asus. O mercado, contudo, agradece.

Fórmula do sucesso

A fórmula de um netbook, como esses aparelhos são chamados, é simples. Tire o leitor de CD/DVD; troque o disco rígido por chips de memória; use uma tela menor; e, para reduzir custos, instale software livre.

A receita, que ainda faz muita gente torcer o nariz, provou ser bem sucedida. Baratos e leves, os netbooks são a solução para estudantes e profissionais que, embora precisem estar conectados, não se adaptam às limitações físicas de um smartphone.

Variações dessa culinária não param de aparecer. O CE2A1 da FIC, por exemplo, tem tela de 8,9 polegadas e processador Via C7-M de 1,2 GHz. Outro modelo, mais avançado, usa processador Intel Atom N270, o queridinho da nova geração de mininotebooks.

A MSI mostrou o U100 (foto acima), que tem tela ainda maior -10 polegadas- e processador Atom de 1,6 GHz, com opção entre sistemas Windows e Linux.

Já a Acer manteve a marca Aspire no One (foto ao lado), netbook com tela de 8,9 polegadas, processador Atom, escolha entre Windows e Linux (distribuição Linpus) e entre HD e memória SSD.

E a Asus, ficou para trás? Ainda não. Sua linha Eee PC de mininotebooks ganhou três modelos: o Eee PC 901 (tela de 8,9″ e memória SSD de 12 GB ou 20 GB), o Eee PC 1000 (tela de 10″ e memória SSD de 40 GB) e o Eee PC 1000(H) (tela de 10″ e HD de 80 GB). Todos têm processador Atom de 1,6 GHz.

O problema, para variar, será o preço. Claro que, perto destes, o Eee PC 701 2G original (US$ 299,99 na Amazon) parece simples demais. Mas, à medida que ganham recursos, como HD e tela maior, os netbooks ficam cada vez mais distantes da faixa de preço inicial de 200 dólares.

No Brasil, o problema ganha outra dimensão, já que os netbooks mais simples, como o Positivo Mobo e o Eee PC 4G, custam relativamente caro – cerca de 1.000 reais (entre 580 e 600 dólares).

A briga, como se vê, será boa. E você, ainda acha que os netbooks não têm futuro?

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HP adere à onda dos mini-notebooks

E não é que a HP se rendeu aos ultraportáteis de baixo custo? A empresa americana lançou nesta terça o HP 2133, um mini-notebook que lembra bastante micros como o Eee PC, da Asus, e o Cloudbook, da Everex.
Leia mais sobre mini-notebooks
>> Versão Zero testa o netbook PC 81001, da Proview
>> Testamos o Mobo, da [...]

E não é que a HP se rendeu aos ultraportáteis de baixo custo? A empresa americana lançou nesta terça o HP 2133, um mini-notebook que lembra bastante micros como o Eee PC, da Asus, e o Cloudbook, da Everex.

Leia mais sobre mini-notebooks

>> Versão Zero testa o netbook PC 81001, da Proview

>> Testamos o Mobo, da Positivo

Estava na cara que notebooks realmente pequenos e baratos seriam, por si, um poderoso nicho de mercado. E não é só para estudantes – como, aliás, faz questão de ressaltar o comunicado à imprensa divulgado pela HP.

Consultores, programadores, administradores de sistemas – todo mundo quer andar por aí com um equipamento mais leve. Cabe em qualquer bolsa e o ladrão não vê.

Nem as limitações intimidam. Não tem leitor de CD? Isso não é problema quando se tem pen drives de 4 GB ou maiores. O teclado é pequeno? Deixe um kit com mouse e teclado full size à disposição em casa ou no escritório.

Pelas fotos, é difícil fazer idéia do resultado final alcançado pela HP. Dá para ver apenas que as teclas parecem ligeiramente maiores que as do Eee PC. Segundo a fabricante, o teclado tem 92% do tamanho de um teclado normal.

O que há por dentro

De resto, as especificações técnicas divulgadas pela HP são curiosas. A começar pelo processador, que, pasmem, não é Intel. Seguem os detalhes, conforme divulgados pela empresa:

Sistemas compatíveis: Windows Vista Business, Windows Vista Home Basic, FreeDOS, SuSE Linux Enterprise Desktop 10

Tela: WXGA de 8,9 polegadas (1.280 x 768 pixels – é maior que a dos primeiros Eee PC, mas, como a resolução também é maior, o conforto na leitura deve ser equivalente)

Processador: Via C7-M Ultra Low Voltage de até 1,6 GHz (do mesmo tipo, mas ligeiramente mais veloz que o do Everex Cloudbook)

Memória: um slot SODIMM para DDR2 667 MHz (idêntico ao Eee PC)

Armazenamento: opção de HD (com capacidades de 120 e 160 GB e velocidades de 5.400 ou 7.200 rpm) e disco de estado sólido de 64 GB; opcionalmente, o micro pode vir com um drive de 4 GB se equipado com SuSe Linux

Wireless: 802.11a/b/g, com Bluetooth opcional

Slots de expansão: 1 SD, 1 ExpressCard/54

Portas: 2 USB (no Eee PC são 3), saída VGA, webcam VGA integrada opcional

Bateria: de íon de lítio, com 2 opções: 3 ou 6 células.

Peso: 1,19 kg (mais pesado que Eee PC e Cloudbook)

Dimensões: 3,3 mm (altura frontal) x 25,5 mm (largura) x 16,5 mm (profundidade)

A HP diz que seu mini-notebook estará disponível nos EUA ainda este mês, com preços a partir de 499 dólares (ou seja, sem opcionais como Bluetooth ou webcam, e provavelmente com SuSE Linux e 4 GB de disco Solid State).

Já era hora de levarem os chineses mais a sério, não?

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