Vai um MP11 aí?

É de gargalhar a forma como o consumidor brasileiro adotou rapidamente os nomes MP6, MP7, MP8 e outros para identificar os aparelhos multifuncionais que vêm da China.
Na origem, MP era uma forma abreviada de escrever MPEG, que por sua vez significa Moving Picture Experts Group – um grupo de especialistas comissionado pela organização internacional de [...]

É de gargalhar a forma como o consumidor brasileiro adotou rapidamente os nomes MP6, MP7, MP8 e outros para identificar os aparelhos multifuncionais que vêm da China.

Na origem, MP era uma forma abreviada de escrever MPEG, que por sua vez significa Moving Picture Experts Group – um grupo de especialistas comissionado pela organização internacional de normas, a ISO, para estabelecer padrões de compactação de sinais digitais de áudio e vídeo.

Isso é velho – o MPEG existe desde 1988. Desde então, eles têm publicado as tais normas. Daí surgiram o MPEG1 (do qual a especificação de nível 3, ou MP3, é bastante conhecida); o MPEG2, para vídeo; e o MPEG4, para vídeo e animação 3D (e que se submete às exigências das normas da indústria para controle de direitos autorais).

Em nenhum lugar do mundo, contudo, as pessoas chamam os tocadores pessoais de mídia (PMP, na sigla em inglês) de MP6, MP7 ou MP11, como temos visto no Brasil. Esses números passaram a significar, por aqui, o número de recursos presentes no aparelho. Como se pudéssemos chamar um canivete suíço de CS7, CS8 ou CS9, tendo como base a contagem das lâminas.

Mas é preciso reconhecer que, a essa altura, já não dá para dizer que não existem MP7. Existem, sim – afinal, se o povo chama o aparelho de MP7, então ele está lá. As línguas são assim, vivas e maleáveis. Só nos resta esperar pelo MP30.

E quer saber o que é mais curioso? A própria página do MPEG, no site da ISO, cita o desenvolvimento de padrões chamados MPEG7 e MPEG21. Que, claro, não tem nada que ver com os aparelhos chineses – são só novas normas de compactação e codificação de áudio e vídeo.

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China inventa o celular de 3 chips

Quando um leitor deste blog que conhece Ciudad del Leste (Paraguai) afirmou que já existem celulares prontos para usar mais de 2 chips, quase não acreditei.
Mas foi só procurar para encontrar os tais “MP7″ que, não contentes em funcionar também como celular, ainda são capazes de receber 3 cartões GSM.
Encontrei um deles no site de [...]

Os 3 cartões vão atrás da bateria

Os 3 cartões vão atrás da bateria

Quando um leitor deste blog que conhece Ciudad del Leste (Paraguai) afirmou que já existem celulares prontos para usar mais de 2 chips, quase não acreditei.

Mas foi só procurar para encontrar os tais “MP7″ que, não contentes em funcionar também como celular, ainda são capazes de receber 3 cartões GSM.

Encontrei um deles no site de leilões Mercado Livre. Foi arrematado por 585 reais. E olha que tem recursos de monte. Só não encontrei o Wi-Fi. E a freqüência é 900/1800 MHz – usuários da Vivo de 850 MHz, procurem outro aparelho.

O mesmo leitor jura que viu aparelhos com slots para até 8 linhas – praticamente um PABX de bolso. Esse eu ainda não vi, nem em foto. Não duvido que exista. Mas quem precisaria de uma coisa dessas?

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