Sony: quem tem medo do netbook?

Ok. A Asus tem seu netbook. A Acer tem. A HP também. Até a Dell não ficou de fora.
Então o que a Sony está esperando para lançar o seu?
Rumores não faltam. Um jornal taiwanês afirmou que a firma do Walkman vai lançar seu ultraportátil de baixo custo até o fim de 2008. Outras fontes dizem [...]

netbook de luxo, por R$ 10 mil

Vaio TZ35AN: netbook de luxo, por R$ 10 mil

Ok. A Asus tem seu netbook. A Acer tem. A HP também. Até a Dell não ficou de fora.

Então o que a Sony está esperando para lançar o seu?

Rumores não faltam. Um jornal taiwanês afirmou que a firma do Walkman vai lançar seu ultraportátil de baixo custo até o fim de 2008. Outras fontes dizem até que a Sony estaria avaliando a plataforma OpenBook, da Via.

A bomba ninja de fumaça foi lançada por um executivo da Sony, que disse que a empresa “não vai competir com a Asus”.

Enquanto esperamos, temos que nos deparar com coisas como o Vaio VGN TZ35AN, que promete “ultraportabilidade” com uma configuração composta de Intel Core 2 Duo, tela de 11,1 polegadas, chassi de fibra de carbono e 1,2 kg de peso, por módicos 9.999 reais.

O que seria deste Vaio se um netbook Sony chegasse agora às lojas, hein?

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Teste: expanda o netbook com um cartão SD

Os mini-notebooks, também chamados de netbooks, costumam usar uma memória flash no lugar do HD.
Isso faz com que, em geral, o desempenho desses micrinhos seja bem melhor que o dos notebooks com HD – e compensa, em parte, outras deficiências, como o processador mais lento.
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>> Teste: Positivo Mobo
>> HP adere aos mini-notebooks
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Os mini-notebooks, também chamados de netbooks, costumam usar uma memória flash no lugar do HD.

Isso faz com que, em geral, o desempenho desses micrinhos seja bem melhor que o dos notebooks com HD – e compensa, em parte, outras deficiências, como o processador mais lento.

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>> Teste: Positivo Mobo

>> HP adere aos mini-notebooks

>> Netbooks tentam reproduzir sucesso do Eee PC

O problema é que essas memórias internas ainda têm tamanho limitado. O Eee PC 701, por exemplo, tem 4 GB. O Positivo Mobo, por sua vez, tem 2 GB.

A boa notícia é que esses micrinhos podem ter seu HD expandido quase que instantaneamente. Basta usar cartões de memória SD – ou sua versão melhorada SDHC.

Mas será que usar a memória interna e o cartão SD dá na mesma? Versão Zero decidiu testar o desempenho dessas memórias, usando como exemplo um Eee PC.

Antes, um pouco de história sobre esses cartões.

Os cartões SD são padronizados pela SD Card Association. Fundado em 2000, o grupo reúne as principais indústrias eletrônicas do mundo. Seus primeiros associados foram Panasonic, SanDisk e Toshiba.

A capacidade dos cartões SD evoluiu ao longo dos anos até que, em 2006, a SD Card Association anunciou a especificação SD 2.0. O cartão SDHC é resultado dessa nova especificação.

Mais espaço

A sigla SDHC identifica cartões com capacidade maior que 2 GB (HC significa High Capacity, ou Alta Capacidade).

Além do logotipo SDHC, os cartões SDHC devem trazer a identificação da classe – um número que identifica o desempenho mínimo garantido para o cartão.

Desempenho SDHC
Classe Velocidade
2 2 MB/s
4 4 MB/s
6 6 MB/s

Ainda sobre compatibilidade: um aparelho compatível com SDHC vai ler cartões SD e SDHC, enquanto um aparelho feito para cartões SD não vai ler cartões SDHC. Os aparelhos e leitores de cartões SD puros só poderão usar cartões SD de 2 GB ou menores (ver figura abaixo, extraída daqui).

Como foi feito o teste

O equipamento usado no teste foi um Eee PC 710, da Asus, com memória RAM de 512 MB e memória flash interna de 4 GB, rodando Linux Xandros. Seu processador é um Celeron 900, sem overclock – ou seja, funcionando a 630 MHz, conforme especificações de fábrica da Asus.

O cartão escolhido foi SDHC Classe 6, com capacidade de 4 GB e da marca Transcend.

A medição da velocidade das memórias foi feito com o “hdparm”, um programa do Linux que testa operações de leitura. A seguir, os passos do teste:

1) Pressionamos Control Alt T, para abrir a janela do Terminal.

2) Instalamos o programa “hdparm”, com o comando:

sudo apt-get install hdparm

3) Você poderá checar a versão do “hdparm” usando o comando:

sudo hdparm –v

Como a saída na tela é muito rápida, você poderá gravá-la em um arquivo texto usando o comando:

sudo hdparm –v 2>hdparmhelp.txt

Depois abra o arquivo com um editor de texto, como no comando:

edit hdparmhelp.txt

E verifique a versão – que, no caso, foi a 6.9. (Para sair do Edit, tecle F10.)

4) Use o comando “df” para verificar os sistemas de arquivo (filesystems) disponíveis. No nosso caso, o filesystem a ser testado é o /dev/sda1 e o comando para fazer isso é:

sudo hdparm –t /dev/sda1

(Onde “-t” significa “teste”.)

O resultado médio de 3 testes de leitura para a memória flash interna do Eee PC foi 25,3 MB/segundo.

5) Depois, inserimos o cartão SD. Agora, quando executamos o comando df, obtemos dois filesystems:

/dev/sda1
/dev/sdb1

O filesystem sdb1 é o cartão SD. Vamos testá-lo com o comando:

sudo hdparm –t /dev/sdb1

E obtemos como média de 3 testes o resultado de 15,9 MB/segundo.

6) Repetimos o resultado para um pen drive Kingston de 2 GB, e o resultado médio, após 3 testes, foi ainda melhor:18,4 MB/segundo.

Os resultados foram sumarizados na tabela abaixo.

Memória Leitura MB/s
Flash interna 25,3
SDHC 15,9
Pen drive 18,4

Um cartão SDHC classe 6 garante velocidade de pelo menos 6 MB/segundo. Assim, pelo teste, o cartão Transcend SDHC excede as especificações SD.

Agora que você acompanhou passo a passo a mecânica do teste, será possível conferir e comparar o desempenho de outros cartões e HDs removíveis.

Conclusão

Embora a velocidade do cartão seja menor que a da memória flash interna, ela ainda é muito eficiente para o armazenamento de arquivos de dados e programas.

Há ainda a possibilidade de usar o cartão SDHC como disco de boot de um sistema alternativo – como o Windows XP (que, aliás, será um dos próximos testes).

O pen drive pode até ter desempenho melhor, mas a praticidade do encaixe nos faz preferir o SDHC para expandir o “HD” de nosso netbook.

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Teste: Positivo Mobile Mobo

Já estamos perdendo a conta do número de mini-notebooks lançados no mercado internacional. No Brasil, o nicho dos portáteis baratinhos é representado, até agora, por 2 modelos: o Eee PC, da Asus, e o Mobo, da Positivo Informática.
Leia mais sobre mini-notebooks
>> Testamos o PC 81001, da Proview

O Mobo e o Eee PC são bastante parecidos. [...]

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Já estamos perdendo a conta do número de mini-notebooks lançados no mercado internacional. No Brasil, o nicho dos portáteis baratinhos é representado, até agora, por 2 modelos: o Eee PC, da Asus, e o Mobo, da Positivo Informática.

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O Mobo e o Eee PC são bastante parecidos. Ambos têm tela LCD de 7 polegadas e usam memória flash no lugar do HD. Mas também há diferenças importantes entre os dois, e que podem ser decisivas na hora da compra.

Este novo teste de Versão Zero concentra-se no Mobo, um micrinho que compartilha o mesmo hardware que o Kira, da espanhola Airis. É preciso reconhecer que o Mobo foi bem adaptado ao uso no Brasil: tem teclado com cedilha e manual e sistema operacional em português.

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Sistema espremido

O Mobo vem com Windows XP Home, atualizado com o Service Pack 2. O sistema se espreme nos 2 GB da memória flash; sobram 800 MB livres para outros arquivos e programas. A compactação de dados já vem ligada e o tamanho do arquivo de paginação é zero.

Sem arquivo de paginação – um truque de software que faz o computador aparentar ter mais memória RAM do que realmente tem, descarregando o excesso no HD -, o Windows fica dependendo unicamente da memória física, que é de menos de 500 MB (descontados daí o naco dedicado à memória de vídeo).

Não que a falta da paginação seja limitadora: carregamos uma dezena de aplicativos sem ameaçar o funcionamento do sistema. Mas, se for fazer algo mais pesado, como editar fotos ou vídeo, cuidado.

Outro sinal de ambiente limitado é que a opção Hibernar deve ser usada com cautela. Essa opção, que economiza tempo na hora de ligar o sistema, até pode ser ligada, mas vai tomar 447 MB, ou metade do espaço livre no disco (isso é necessário para guardar uma “fotografia” da memória na hora em que o micro é desligado).

Se o espaço no drive C for mesmo um problema, uma solução é encaixar um cartão SD ou SDHC no slot frontal – uma espécie de upgrade instantâneo para o armazenamento de grandes arquivos, como músicas e filmes. Ou apelar para um HD externo, como o da foto que abre este teste.

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Máquina zerada

Apesar de ser um exemplar que já passou por muitos testes, o Mobo chegou ao laboratório do Versão Zero como se tivesse vindo da fábrica. Ligamos o micrinho e logo o Windows XP pediu dados para criação de usuários e sugeriu o registro do sistema na Microsoft.

O processo de inicialização inclui também a criação de uma conta na internet discada da Positivo, um serviço que é prestado pela Brasil Telecom. Isso pode ser deixado de lado, caso se vá usar alguma banda larga ou conexão sem fio (Wi-Fi). Mas é bom saber que tem.

Há também um serviço online de consulta ao dicionário Aurélio, com franquia de um ano. O cadastro no site do dicionário exige número de série do PC, usuário e senha, e a consulta só poderá ser feita a partir de um computador Positivo. Essa verificação é feita por um controle ActiveX, que é baixado no micro logo no primeiro acesso.

A lista de softwares inclui ainda os gratuitos BrOffice – conjunto de aplicativos de escritório com planilha eletrônica, processador de textos e software de apresentação – e Adobe Reader. Faltou o Java, que é essencial para muitos sites e que nós tivemos de instalar por conta própria.

Dicas para usar bem o Mobo
Para digitação prolongada
Use teclado e mouse USB de tamanho natural. Se
possível, use também monitor externo
Para navegação na internet
Use a tecla F11 para expandir a tela do navegador
Para aumentar a área da trabalho
Oculte a barra de tarefas do Windows clicando nela com
o botão direito e escolhendo Propriedades, Ocultar
Automaticamente a Barra de Tarefas. Para fazê-la
aparecer de novo, arraste o cursor para o rodapé da tela
Para melhorar a leitura de textos
Ative o ClearType, que suaviza o contorno das letras.
Clique com o botão direito na área de trabalho e escolha
Propriedades, Aparência, Efeitos e trocando “padrão”
para “ClearType”
Para estender a duração da bateria
Desligue o Wi-Fi quando não estiver usando e diminua o
brilho da tela LCD

Ajuste fino

O Java não foi o único acerto necessário no Mobo saído da caixa. Depois de ligar o micro, notamos que a imagem parecia distorcida. Decidimos então mudar o modo de exibição para ajustar o Windows ao formato widescreen, clicando na área de trabalho com o botão direito e escolhendo o modo 800×480, True Color, 60 Hertz na ficha Propriedades, Adaptador.

A digitação no Mobo é relativamente confortável. Conta pontos os cantos arredondados da base, que se encaixam bem nas palmas das mãos. Mas não vá pensar em passar horas digitando no micrinho. Se isso for mesmo preciso, arranje um teclado USB e, se der, ligue um monitor externo à saída VGA.

Mesmo porque o teclado do Mobo traz algumas idiossincrasias. Exemplo: é preciso apertar Alt-Gr, Q para obter a barra /, e Alt-Gr, W para obter a interrogação ? (foto abaixo). Se você tiver um teclado externo ABNT2, bastará espetar e usar.

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O sistema de restauração da configuração original do Mobo também é curioso. Exige o uso de um pen drive de pelo menos 1 GB. A Positivo fornece apenas o CD com o sistema original. A partir desse CD, a pessoa poderá usar um PC comum e criar, no pen drive, os arquivos necessários para a restauração. Esse pen drive servirá de “disco de boot” para o Mobo. Depois de utilizado, será preciso reformatar o pen drive usando, de novo, o CD da Positivo.

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Bateria nota dez

A duração da bateria é a grande surpresa. Ligado e carregado, o Mobo promete funcionar por 4h40. Deixamos rodar “O incrível homem que derreteu”, com som e Wi-Fi ligados e tela no brilho máximo. No fim, o XP ainda acusava energia para mais 3h00. Rodamos o filme mais uma vez, até o fim. E ainda sobrou gás no Mobo para 1h14 de operação.

O segredo está no processador. O Via C7-M ULV ajusta sua velocidade – e, portanto, seu consumo de energia – à tarefa que estiver sendo executada. Tem que exibir vídeo? Tome potência. Vai apenas digitar texto? Ok, vamos economizar.

Isso acaba distorcendo um pouco a estimativa que o Windows XP faz da durabilidade da carga. Em certo momento do teste, quando navegávamos na internet, o sistema prometia autonomia de 40 minutos, mas bastou rodar um vídeo do YouTube para que o sistema desligasse abruptamente, sem avisar ninguém.

E upgrade, dá para fazer? Segundo o manual, não. Diz lá: “A arquitetura do Positivo Mobile Mobo não permite que se acrescentem dispositivos internos de expansão, ou seja, não é possível realizar upgrade”. De fato, não há sequer uma porta de acesso à memória RAM (foto acima). Relatos na internet dão conta de que a troca de RAM é possível, desde que se remova o teclado. Portanto, se for realmente necessário, melhor procurar um técnico.

O que é legal no Mobo

Posição do microfone no teclado melhora recepção da voz
Tela LCD brilhante
Longa duração da carga da bateria
Boa ventilação contra o superaquecimento
Cabe numa bolsa pequena e não chama atenção

O que não é tão legal assim

Poucas opções de ajuste de iluminação da tela
Posição frontal do slot de memória atrapalha encaixe
Carregador grande e com tomada de 3 pinos
Só tem duas portas USB
Não dá para ampliar a memória RAM

Por dentro do Mobo
Processador Via C7-M ULV de 1 Ghz
Tela LCD TFT de 7 polegadas, widescreen
Memória RAM de 512 MB DDR2
Webcam embutida, resolução de 640×480 (0,3 MP)
Memória flash de 2 GB (tem a função do HD)
Leitor de cartões 3 em 1 (para SD, MMC e MS)
Porta de rede 10/100 Mbps
2 portas USB
Porta VGA
Rede sem fio Wi-Fi 802.11 b/g
Modem interno 56Kbps
Bateria Li-Ion 4800 mAh; autonomia aproximada 4 h
Teclado de 80 teclas,
Touchpad com 2 botões, controle de rolagem de tela
Alto-falantes e microfone embutidos
Peso: 1,1 kg
Acompanha: bateria, carregador, bolsa protetora
Preço: 999 reais


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