Seagate traz discão de 1 terabyte para PC

O disco rígido do meu PC, de 40 gigas (quá, quá), deve estar prestes a caducar. Só assim para entender como já chegamos ao ponto de ter, no desktop, um discão de 1 terabyte.
Fabricado pela Seagate, o Barracuda ES.2 promete trabalhar com menos energia – ganhou, por isso, a pecha de “ecológico”. Sua interface, a [...]

haja arquivo

1 tera: haja arquivo

O disco rígido do meu PC, de 40 gigas (quá, quá), deve estar prestes a caducar. Só assim para entender como já chegamos ao ponto de ter, no desktop, um discão de 1 terabyte.

Fabricado pela Seagate, o Barracuda ES.2 promete trabalhar com menos energia – ganhou, por isso, a pecha de “ecológico”. Sua interface, a SAS – sucessora do velho e bom SCSI -, segura outra promessa: a de ser ate 135% mais eficiente que a SATA.

E, para quem acredita em estatísticas, ouça esta: o ES.2 pode funcionar sem falhas por até 1,2 milhão de horas (pouco mais de 136 anos). É bom lembrar que a garantia dura bem menos: 5 anos.

A Seagate diz que o discão já está à venda no Brasil. Além do super HD de 1 tera, há opções de 750, 500 e 250 gigas. O preço? É segredo. Por enquanto.

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Teste Retrô: Sinclair ZX81 (1981)

Mais uma peça para o acervo do Versão Zero: o microcomputador ZX81, da inglesa Sinclair – considerado por muitos como o primeiro micro realmente popular.
O ZX81 começou a ser vendido em março de 1981. Era um computador de uso doméstico, para usar ligado à televisão. Para guardar programas, era preciso um gravador, fita cassete, sorte [...]

zx_escolhida_1

Mais uma peça para o acervo do Versão Zero: o microcomputador ZX81, da inglesa Sinclair – considerado por muitos como o primeiro micro realmente popular.

O ZX81 começou a ser vendido em março de 1981. Era um computador de uso doméstico, para usar ligado à televisão. Para guardar programas, era preciso um gravador, fita cassete, sorte e paciência.

Mais importante foi seu uso: muitos começaram na computação pelas portas da Sinclair. De fato, estima-se que a produção total desse micrinho tenha ultrapassado 1 milhão de unidades.

Dadas as características da máquina, é de se espantar que tenha cativado tanta gente. Confira: processador Z80A de 3,5 MHz, 1 kbyte de memória principal, teclado de membrana, ausência de som…

zx_escolhida_4

Bizarro, não é? Pois a mágica estava justamente na simplicidade. Com o pouco que havia, era preciso fazer milagres. E, da linguagem Basic, acesssível pelo teclado pré-programado, o entusiasta saltava logo para a linguagem de máquina, formada por longas seqüências de números na base hexadecimal.

Os mais engajados podiam encomendar seu micro desmontado. Até há pouco tempo, uma empresa de Nova York, a Zebra Systems, ainda vendia kits do ZX81 para hobistas. E, acredite, houve quem criasse impressora, expansões e até leitor de disquetes para o micrinho.

Usar o ZX81 hoje é uma experiência e tanto. O desafio começa pela sintonia da TV. O manual diz que o canal correto é o 36 UHF, mas só consegui ver a imagem no 35. Também tive que providenciar um novo cabo, já que o original não se encaixa em nossas TVs. E, claro, um conversor AC/DC, pois o original só opera em 220 V.

Programação na TV

A imagem, que já era sofrível em 1981, continua ruim. Não é por acaso que a internet está cheia de esquemas para adaptar um conector AV (vídeo composto) ao ZX81.

zx_escolhida_2

Ainda sobre a tela, a capacidade máxima é de 24 linhas por 32 colunas, em 2 cores – preto e branco. No modo gráfico, a resolução é de 64 x 44 pixels – que, na TV, parecem tijolos. As duas últimas linhas são reservadas para digitação de comandos, mensagens de erro e entrada de dados.

Comparado ao que existe hoje, o ZX81 parece mais uma calculadora programável. Peso de calculadora ele tem: com pouco mais de 300 gramas e com um gabinete de 16,5 cm x 17,5 cm, o ZX81 cabe fácil na bolsa ou na mochila.

No Brasil, o ZX81 teve diversos clones, fabricados durante o período da reserva de mercado de informática. Os principais “representantes” locais foram Microdigital e Prológica. Foi uma época de desafios, mas também de sonhos – realizados, muitas vezes, pelo teclado de um ZX81-compatível.

zx_escolhida_3

Sinclair ZX81
Linguagem Sinclair Basic
Processador Z80A (3,5 Mhz)
Memória 1 kbyte RAM (8 kbytes de ROM)
Vídeo TV (canal 36 UHF)
Teclado 40 teclas, formato de membrana
Armazenamento Gravador cassete
Cores Duas (Preto e branco)
Som Não
Preço (1981) 55 libras (kit), 70 libras (montado)

Fontes: Old-Computers.com, ZX81 Home Page, Erik Klein’s Vintage Computers, Clube do TK90X

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Teste Retrô: TK90X (1985)

Em junho de 1985, chegava ao mercado mais um microcomputador brasileiro, filhote da reserva de mercado: o TK90X. Parte do acervo deste Versão Zero, a unidade 35.002 é o novo alvo do Retro-review – Teste Retrô, série que apresenta as máquinas que fizeram a história da informática brasileira.
O TK90X foi o segundo melhor computador Sinclair-compatível [...]

img_3171-copy

Em junho de 1985, chegava ao mercado mais um microcomputador brasileiro, filhote da reserva de mercado: o TK90X. Parte do acervo deste Versão Zero, a unidade 35.002 é o novo alvo do Retro-review – Teste Retrô, série que apresenta as máquinas que fizeram a história da informática brasileira.

O TK90X foi o segundo melhor computador Sinclair-compatível produzido pela Microdigital. O melhor foi o TK95, com teclado de verdade. Por dentro, contudo, eram iguais – e tinham a imagem em cores na TV como diferencial. Os outros – TK80, TK82C, TK83 e TK85 – usavam o mesmo Basic, mas tinham bem menos memória e eram (snif!) em preto e branco.

Leia mais sobre memória da computação

>> Micro brasileiro dos anos 80, um item raro

>> Uma visita à Apple, pelo túnel do tempo

O TK90X é cópia de um computador inglês, o ZX Spectrum da Sinclair Research. Voltados para iniciantes, os computadores TK eram os mais baratos do mercado. Isso não queria dizer acessível. Segundo o fansite TK90X, na época do lançamento o modelo de 48 KB custava Cr$ 1.749.850. Na época, o salário mínimo era de Cr$ 333 mil.

img_3172-copy

Não era, portanto, brinquedo de filho de operário. Mas era um brinquedo. Caixa de plástico, teclado de borracha, fonte externa, sinalização de silk screen que apagava com o tempo eram suas características. Mas ele entendia Basic, e com ele técnicos e engenheiros tinham uma potente calculadora programável.

O visor dessa calculadora tinha que ser uma TV. O TK90X ligava-se ao “monitor” por um cabo RF (radiofreqüência), tal como o videogame Atari. Era preciso sintonizar a TV no canal 3 para enxergar a tela do TK. Para guardar e carregar programas e dados, era preciso usar um gravador e fitas cassete.

Para devolver a vida ao TK, usei um televisor de tubo Philips e um gravador portátil Panasonic RQ-L31, comprado há dois anos. Encontrei algumas fitas velhas com programas da época, mas a única que funcionou a contento foi a fita “Arco Íris”, com um curso sobre o TK e que era enviada junto com o aparelho.

img_3191-copy

Tal como fiz com o Apple da Milmar, escrevi um programa em Basic para cálculo de fatorial. Aliás, digitar no TK é um pouco diferente, já que cada tecla tem diversas funções. Para digitar o comando Print, por exemplo, não se escreve letra a letra; basta teclar P. Outras funções são acessíveis apertando as teclas Caps Shift e Symbol Shift.

E não é que o sistema funciona? Além de poupar digitação, as funçõezinhas pré-programadas e impressas no teclado transformam a programação num divertido jogo de caça-palavras. Quem não está acostumado fica procurando por elas no teclado. As pintadas em vermelho são as mais difíceis de achar sob luz fraca.

Usar o cassete foi outra aventura. Para minha alegria, a carga da fita “Arco Íris” funcionou na primeira. Gravar meu programa de fatorial (usei uma fita nova) também foi moleza. Mas quem disse que eu conseguia carregá-lo de novo? Foi preciso uma sessão de ajustes no volume para encontrar o ponto ideal de leitura. Depois de seis ou sete tentativas, deu certo.

img_3189-copy

Não é o caso de dizer que o TK é ruim. Um estudante de Exatas da época iria se maravilhar com a coisa. Imagine fazer integração numérica, cálculos estatísticos, aproximações polinomiais de funções, resolução de sistemas com matrizes e interpolações com qualquer técnica, sem precisar ir à Nasa!

Muitos periféricos foram prometidos para o TK. Impressora, leitor de disquetes… Coisas que só cheguei a ver em revistas. Alguns foram realmente lançados, mas o preço proibitivo (a impressora térmica custava bem mais que o computador) fez deles itens raros, muito raros. A Microdigital ainda iria produzir clones de Apple, de videogame e de PC.

Teste Versão Zero: TK90X
Processador Z80A de 3,58 Mhz
RAM 48 KB
Teclado Borracha, 40 teclas
Vídeo TV, 24 linhas x 32 colunas
Resolução 256 x 192 pixels
Fonte 9 volts DC, 600 mA
Lançamento Junho de 1985
Fonte: www.tk90x.com.br

Uma curiosidade: sabe qual foi o último produto da Microdigital antes de fechar? Um teclado musical. De brinquedo…

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Um HD externo com grife italiana

Compactos e fáceis de levar, os HDs externos começam a ganhar versões sofisticadas.
Uma delas é a Simple Tech, que a Elgin Info Products começa a vender por aqui.
Leia mais sobre HD externo
>> Um HD externo para o Eee PC
A linha tem cinco opções de cores e capacidades que variam de 120 GB a 500 GB, [...]

Compactos e fáceis de levar, os HDs externos começam a ganhar versões sofisticadas.

Uma delas é a Simple Tech, que a Elgin Info Products começa a vender por aqui.

Leia mais sobre HD externo

>> Um HD externo para o Eee PC

A linha tem cinco opções de cores e capacidades que variam de 120 GB a 500 GB, com alguns modelos de mesa e outros que cabem no bolso e na bolsa. E com uma distinção: o design assinado pelo estúdio italiano Pininfarina. Os discos rígidos têm velocidade de 7.200 rpm.

Os drives Simple Tech custam R$ 499 (de bolso, 120 GB, cor preta), R$ 599 (de mesa, 320 GB, cor azul) e R$ 799 (de mesa, 500 GB, na cor preta, e de bolso, 250 GB, nas cores azul e rosa).

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Entrevistas do “Roda Viva”, agora na internet

Taí um gasto de dinheiro público sobre o qual não se pode reclamar. As entrevistas feitas pelo programa “Roda Viva”, da TV Cultura, estão sendo transcritas e publicadas no site Memória Roda Viva, uma iniciativa conjunta da TV Cultura, Unicamp e Fapesp.
Leia mais sobre memória da TV
>> Globo escreve suas memórias na web
No acervo atual, [...]

Taí um gasto de dinheiro público sobre o qual não se pode reclamar. As entrevistas feitas pelo programa “Roda Viva”, da TV Cultura, estão sendo transcritas e publicadas no site Memória Roda Viva, uma iniciativa conjunta da TV Cultura, Unicamp e Fapesp.

Leia mais sobre memória da TV

>> Globo escreve suas memórias na web

No acervo atual, há pelo menos uma entrevista de interesse para quem se importa com os efeitos das tecnologias da informação sobre a sociedade (que é, também, um dos temas deste blog): a do sociólogo Manuel Castells, feita em 1999.

Nela, Castells anuncia o fim da privacidade, combate a idéia de que as novas tecnologias causam desemprego e aponta a defesa da ecologia como a semente de uma luta de resistência contra o capitalismo globalizante.

Mas há muito mais. Steve Ballmer, presidente da Microsoft e os filósofos Edgar Morin e Pierre Levy também passaram por lá e tiveram suas entrevistas transcritas.

Por enquanto, o site traz 205 entrevistas. A idéia é que todo o material exibido em mais de 20 anos de programa seja transcrito na íntegra. Que venham, então!

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Globo escreve suas memórias na web

Pode ser que as próximas gerações sejam irremediavalmente perdidas para a internet. Eu, não – antes da internet, já me havia perdido irremediavelmente para a TV.
Por isso, se você treme quando ouve a vinheta do Plantão da TV Globo, vai gostar de bisbilhotar no site Memória Globo, que acaba de ir ao ar. São dezenas [...]

Pode ser que as próximas gerações sejam irremediavalmente perdidas para a internet. Eu, não – antes da internet, já me havia perdido irremediavelmente para a TV.

Por isso, se você treme quando ouve a vinheta do Plantão da TV Globo, vai gostar de bisbilhotar no site Memória Globo, que acaba de ir ao ar. São dezenas de fotos, vídeos, biografias, fichas técnicas e depoimentos que, vistos na sua totalidade, dão uma idéia da importância que esta emissora teve na história recente do país.

É certo que muita coisa ficou de fora, mas felizmente os fatos mais importantes não foram esquecidos. Como o papel da Globo nos episódios da apuração de votos nas eleições para governador do Rio de Janeiro em 1982, ou a edição do debate entre os então candidatos Collor e Lula às vésperas das eleições para presidente em 1989.

Boa parte dessa informação deve ser lida como o depoimento do “outro lado”, sem dúvida. Mas tem muito mais. Para dar uma idéia das pérolas que podem ser encontradas lá, reproduzo texto sobre um programa humorístico chamado Bairro Feliz, exibido em 1965. Confira muito mais no site.

No quadro da escola de samba, Grande Otelo era acompanhado pelo conjunto Os Originais do Samba, que tinha entre seus integrantes o cabo da Aeronáutica Antônio Carlos. Ele participava do programa sem o conhecimento dos seus superiores e, por isso, tentava se manter o mais escondido possível em cena, até que teve um ataque de riso durante um dos programas, quando Grande Otelo deixou cair no chão um livro onde havia guardado o script, porque não havia decorado o texto. Desconcertado, o comediante olhou para o sambista, que era negro, calvo e sem pelos no rosto, e fuzilou: “Tá rindo de quê, ô mussum?” levando a platéia às gargalhadas. “Mussum” era o nome de uma enguia preta e sem escamas. Milton Gonçalves conta que Antônio Carlos passou algumas semanas irritado com o apelido, mas acabou adotando-o como nome artístico, com o qual entraria para o grupo Os trapalhões e para a história do humor brasileiro.

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
   Páginas:    
Versão Zero
 
Computadores, gadgets, celulares, software, internet, testes e muito mais
 
Páginas
 
 
Categorias
 
 
Twitter
 
 
Busca
 
 
Arquivo
 
July 2010
S M T W T F S
« Jun    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
 
Tags
 
 
Comentários