Expressões algébricas e a calculadora

Responda rápido: quanto é -2 ao quadrado?
Se respondeu 4, é por que ainda não programou um computador.
É que tanto o computador como as calculadoras modernas se apóiam em uma ordem de precedência de operadores aritméticos. Segundo essa ordem, a exponenciação é resolvida primeiro; depois vem o operador de sinal negativo. Como resultado, -2 ao quadrado [...]

Responda rápido: quanto é -2 ao quadrado?

Se respondeu 4, é por que ainda não programou um computador.

É que tanto o computador como as calculadoras modernas se apóiam em uma ordem de precedência de operadores aritméticos. Segundo essa ordem, a exponenciação é resolvida primeiro; depois vem o operador de sinal negativo. Como resultado, -2 ao quadrado é igual a -4.

Isso não acontece com todas as calculadoras. Na Sharp EL-501W, o quadrado de -2 é 4. Mas na Casio fx-82MS, -2^2 = -4. Em alguns casos, para obter o resultado desejado será preciso usar parênteses. Assim, o quadrado de -2 ainda será -4, mas (-2) ao quadrado será 4.

Para que você também não se perca na hora de calcular expressões algébricas, segue uma útil tabela, tirada de um velho livro sobre o Basic do micro Timex Sinclair 1000/ZX81. E boas contas.

Operadores aritméticos
Ordem de precedência
Símbolo Operação Nível
** Exponenciação 10
- Negativo 9
* e / Multiplicação e divisão 8
+ e - Adição e subtração 6
Fonte: “Basics – A Guide to the Timex/Sinclair 1000”


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Aprenda matemática como se faz na Índia

Leio no The New York Times de ontem que um empresário americano criou um serviço na web para ajudar crianças a estudar matemática… Do jeito que se faz na Índia.
Trata-se do Indian Math Online. Seu co-fundador, Bob Compton, disse que a idéia surgiu depois de ter financiado a produção do filme-documentário 2 Million Minutes, que [...]

planos a partir de US$ 12,50 ao mês

Indian Math Online: planos a partir de US$ 12,50 ao mês

Leio no The New York Times de ontem que um empresário americano criou um serviço na web para ajudar crianças a estudar matemática… Do jeito que se faz na Índia.

Trata-se do Indian Math Online. Seu co-fundador, Bob Compton, disse que a idéia surgiu depois de ter financiado a produção do filme-documentário 2 Million Minutes, que compara o Ensino Médio dos Estados Unidos com os da China e da Índia.

Compton disse ao NYT que, em matemática, os garotos indianos estão três anos à frente de suas filhas. E que o site, com serviços que custam de 12,50 a 20 dólares/mês, é uma forma de diminuir este “gap”.

Por trás do Indian Math Online está uma equipe de professores e analistas de software, todos indianos. E, além da bateria de problemas (que devem ser resolvidos pelo aluno em um tempo determinado), há um portal para pais, que podem acompanhar a evolução de seus filhos, por tópico.

O Versão Zero vai experimentar o serviço gratuitamente por uma semana. Será que ficaremos mais espertos?

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Danica McKellar, atriz e… Bacharel em Matemática

Estrela do seriado “Anos Incríveis”, Danica McKellar tornou-se bacharel em Matemática Pura pela UCLA e autora de livros de apoio ao estudo da disciplina.

A moça da foto bem que poderia ser a musa dos nerds. Bacharel em Matemática Pura pela UCLA e autora de dois livros sobre o tema, Danica McKellar é mais conhecida pelo trabalho como atriz.

Não reconhece? Danica foi a Winnie Cooper do nostálgico seriado Anos Incríveis (The Wonder Years), exibido pela TV Cultura de São Paulo na década de 90.

Nascida em 1975, Danica tinha 13 anos quando começou a atuar na série. Hoje, com 33, ela divide o trabalho em frente às câmeras com a divulgação dos livros – a saber, Math Doesn’t Suck, de 2007, e Kiss My Math, lançado em agosto.

Em Math Doesn’t Suck, Danica promete ajudar as meninas a sobreviver à matemática do High School (o Ensino Médio americano) “sem quebrar as unhas nem perder a cabeça”.

Kiss My Math mistura tópicos de pré-álgebra (que, para nós, é a matemática dos últimos ciclos do Ensino Fundamental) com questões de comportamento, carreira, amigos e atitude – sua capa é o cruzamento entre um livro-texto escolar e a revista Capricho.

Um detalhe curioso: há quatro anos, comprei um livro de matemática – The Idiot’s Guide to Calculus, de W. Michael Kelley – sem nunca notar que, impresso na orelha, havia uma recomendação assinada por Danica…

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“Super Crunchers” e a ditadura das estatísticas

Das mudanças climáticas à performance no beisebol, os americanos são fanáticos por estatísticas. Talvez por isso, “Super Crunchers – Por que pensar com números é a nova maneira de ser inteligente” (Ediouro, 226 páginas, R$ 34,90) não deveria surpreender. Mas surpreende.
O livro do economista, advogado e professor da Universidade de Yale Ian Ayres reúne uma coleção de casos públicos [...]

Das mudanças climáticas à performance no beisebol, os americanos são fanáticos por estatísticas. Talvez por isso, “Super Crunchers – Por que pensar com números é a nova maneira de ser inteligente” (Ediouro, 226 páginas, R$ 34,90) não deveria surpreender. Mas surpreende.

O livro do economista, advogado e professor da Universidade de Yale Ian Ayres reúne uma coleção de casos públicos e privados em que a análise estatística desempenha um papel decisivo para a tomada de decisão.

Não vá pensar, contudo, que é um livro de estatística – em nome da fluidez da leitura, Ayres nos poupa dos cálculos.

O interessante é que tais histórias tornam-se, involuntariamente, bastante reveladoras da época em que vivemos. Como a do formulário de solicitação de emprego do Wal-Mart, em que uma única resposta inadequada pode significar a recusa da vaga. Ou a aprovação de roteiros de filmes baseada tão somente nas preferências consagradas pelo público.

Sua excelência, o computador

A estatística – cuja raiz vem do termo Estado, por ser o governo um colecionador de números por excelência – está aí há séculos. Por que, então, tanta atenção a ela justo agora? Ayres, pacientemente, explica: nunca houve tanto poder computacional para lidar com esses números. E nunca tantos números foram colecionados de uma vez.

Cartões de crédito, códigos de barras, celulares com GPS, localizadores de veículos, etiquetas com chip e muitas outras inovações do nosso tempo são todas fornecedoras de dados para governos e grandes corporações – que, com software adequado, são capazes de extrair padrões de comportamento e de consumo.

E para que? Simples: conhecendo nossas preferências, eles querem ou aumentar seus lucros, no caso das corporações, ou arrecadar mais impostos, no caso do governo.

Mais do mesmo?

O exemplo dos estúdios de Hollywood é emblemático. Com modelos matemáticos, alguns produtores acreditam prever se um filme será um sucesso ou um desastre. Tais modelos, contudo, baseiam-se na experiência prévia do estúdio e dos espectadores – assim, se um filme novo se parecer com algo que você já viu antes, não será por acaso.

Longe de ser crítico, Ayres é um entusiasta dessas técnicas. Mas acredita que as pessoas devem saber do que elas são capazes, para que possam decidir em questões que envolvam direitos civis, como a da privacidade. E aponta casos em que, na sua opinião, o uso da estatística leva a mais acertos do que erros, como na medicina e na educação básica.

Não dá para concordar com Ayres o tempo todo, principalmente no capítulo sobre educação – um descalabro recheado de noções reducionistas. Mas, com algum desconto, ”Super Crunchers” torna-se esclarecedor e até didático, pois prova que o Big Brother orwelliano, enfim, existe. Viver com isso pode ser até ruim; ignorar sua existência, contudo, é bem pior.

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HP 35s: uma calculadora retrô

Vida de engenheiro não era fácil. Pelo menos até 1972, ano em que a HP pôs à venda a HP 35, primeira calculadora científica de bolso do mundo (e que pode ser conferida no The Museum of HP Calculators). Seu design quadradão está de volta, 35 anos depois, na HP 35s.
Mas as semelhanças param por [...]

hp35sVida de engenheiro não era fácil. Pelo menos até 1972, ano em que a HP pôs à venda a HP 35, primeira calculadora científica de bolso do mundo (e que pode ser conferida no The Museum of HP Calculators). Seu design quadradão está de volta, 35 anos depois, na HP 35s.

Mas as semelhanças param por aí. A HP 35s tem 800 memórias e aceita os dois principais sistemas de entrada de dados, o algébrico e o RPN (usado, por exemplo, na HP 12c). A calculadora de 1972 era cara. Custava US$ 395, o equivalente a 1.900 dólares atuais de acordo com a The Inflation Calculator. A HP 35s é bem mais em conta: 59,99 dólares.

Como a loja virtual da HP americana só entrega para os EUA e o Canadá, o jeito é encontrar alternativas, como a Calculator Source. Uma curiosidade: o “35″ da HP 35 corresponde ao número de teclas. A HP 35s, contudo, tem 43.

Vi hoje, 14/06/08, que dá para comprar a HP 35s no Brasil. Está lá, no site da Americanas.com, por 279 reais. Tudo bem que o acabamento do produto parece bacana e a bolsinha para transporte deve ser bem resistente, mas tem que custar tanto?


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