É costume dizer que o trânsito de São Paulo, de tão duro, não é para amadores.
A Nokia está bem longe de ser amadora em seu ramo. Mas sua decisão de abandonar a venda de celulares no Japão, anunciada ontem, dá uma idéia de quão duro é o mercado de celulares daquele país.
E não é coisa só da Nokia. Qualquer fabricante estrangeiro tem muito trabalho para conquistar o mercado local. A Reuters, tomando como base dados do IDC Japão, disse que as empresas de fora têm, combinadas, 5% de participação. Sony Ericsson fica fora dessa conta.
Compare: no mundo, a Nokia tem cerca de 40% do mercado. No Japão, meros 0,3%.
E a culpa, de quem é? Bem, os fabricantes estrangeiros dizem que os japoneses gostam de aplicações diferenciadas, como assistir à TV ou fazer pagamentos pelo celular.
Sem contar que, no Japão, pelo que apuramos, não há redes GSM, uma tecnologia de origem européia (Roaming, no entanto, é possivel, mediante o uso de seu chip daqui com aparelhos 3G alugados por lá).
A Nokia permanecerá no Japão com a marca Vertu de aparelhos de luxo – aqueles modelos que se vê de vez em quando, com pedras preciosas incrustadas, e que podem custar até 100 mil euros.





