Brasil e internet móvel: namoro firme

Numa das visitas que Bill Gates fez ao Brasil, em meados dos anos 90, alguém contara ao fundador da Microsoft que nossa telefonia fixa era bastante atrasada e de alcance limitado. Ao que ele teria dito: -Que sorte a de vocês. Já podem saltar direto para os celulares!
Aos mais incautos, pode parecer uma anedota semelhante [...]

Numa das visitas que Bill Gates fez ao Brasil, em meados dos anos 90, alguém contara ao fundador da Microsoft que nossa telefonia fixa era bastante atrasada e de alcance limitado. Ao que ele teria dito: -Que sorte a de vocês. Já podem saltar direto para os celulares!

Aos mais incautos, pode parecer uma anedota semelhante à da rainha Maria Antonieta, que aconselhou aos pobres famintos franceses o consumo de finos brioches. Mas Gates -que pode ser tudo, menos bobo- estava certo.

Explica-se: é que Versão Zero ficou sabendo dos indicadores de banda larga móvel divulgados pela empresa de pesquisas IDC. Segundo tais dados, a internet móvel é hoje responsável pela conexão de 9% dos 8,1 milhões de usuários de banda larga tupiniquins. Nos EUA, esse índice fica em 6%.

A explicação do IDC bem poderia tê-la dado Gates: a internet móvel ocupa o espaço deixado pela banda larga convencional, que precisa de cabos e postes. Com um modem 3G, muita gente que mora em lugares remotos passa a contar com internet rápida e instantânea.

A aposta do IDC é que, com o tempo, a proporção entre internautas wireless e cabeados favoreça ainda mais o movimento libertário dos sem-fio. Alguém duvida?

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