Notebooks de 1.300 reais: estamos quase lá

Enquanto esperamos pelo notebook de mil reais para professores, o mercado se agita. O Versão Zero ficou sabendo que uma montadora de notebooks chamada Kennex começa a vender, nas lojas do hipermercado Extra nas ruas e na internet, um notebook de 1.300 reais.
O modelo básico terá processador Celeron M550, 1 giga de memória RAM e [...]

mais perto da barreira de 1.000 reais

Kennex: mais perto da barreira de 1.000 reais

Enquanto esperamos pelo notebook de mil reais para professores, o mercado se agita. O Versão Zero ficou sabendo que uma montadora de notebooks chamada Kennex começa a vender, nas lojas do hipermercado Extra nas ruas e na internet, um notebook de 1.300 reais.

O modelo básico terá processador Celeron M550, 1 giga de memória RAM e disco rígido de 120 gigas. A tela é de 15 polegadas, no formato Wide. Gravador de DVD, rede sem fio, leitor de cartões de memória, bateria de 6 células e câmera embutida de 1,3 megapixel completam o pacote.

No momento em que escrevo isto, o Extra tem dois notebooks à venda por 1.299 reais. Um é o Kennex. O outro, da marca Mirax, usa o Celeron M540 e tem HD menor – 80 gigas – mas vem com Windows Vista Starter Edition, o que, dependendo da opinião de quem compra, pode ser uma cruz ou uma vantagem. O sistema operacional do note da Kennex é o Linux Insigne.

Seja qual for sua escolha, o importante é notar que, em parte por causa do real sobrevalorizado, o mercado vem respondendo com modelos cada vez mais baratos – e faz com que a iniciativa do governo federal se torne cada vez mais irrelevante, pelo menos nos grandes centros. É ou não é?

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Notebook para professor? O mercado já tem

Enquanto o programa Computador Portátil para Professores não sai do papel (ou do site, como queiram), o próprio mercado se encarrega de facilitar as coisas para quem cobiça um notebook.
Um excelente exemplo é a oferta atual da Dell: um notebook Inspiron 1525 completo, que pode ser pago em 12 parcelas de 134 reais, mais frete [...]

para o professor que não quer esperar pelo governo

Inspiron 1525: para o professor que não quer esperar pelo programa de inclusão digital do governo

Enquanto o programa Computador Portátil para Professores não sai do papel (ou do site, como queiram), o próprio mercado se encarrega de facilitar as coisas para quem cobiça um notebook.

Um excelente exemplo é a oferta atual da Dell: um notebook Inspiron 1525 completo, que pode ser pago em 12 parcelas de 134 reais, mais frete (o preço à vista é 1.599 reais).

O programa do governo prevê a oferta de modelos de 1.000 reais – que, financiados a taxas de até 1,8% ao mês, custariam na verdade 1.240 reais.

Sem contar a configuração – que, no caso dos micros do governo, é bem mais modesta. Para participar do programa, basta que o fabricante ofereça um PC com chip Celeron, 512 MB de memória, disco rigido de 40 GB e drive Combo (que lê DVD e grava CD).

O micro da Dell tem chip Celeron, mas também vem com 1 GB de RAM, disco de 80 GB e gravador de DVD e CD. E ainda tem o mimo de permitir a cor da tampa entre 12 opções disponíveis.

Isso sem falar nas ofertas dos hipermercados, onde vez ou outra pipocam notebooks completos por menos de 1.200 reais.

Moral da história: esperar para que?

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Portugal: netbook para alunos, a 50 euros cada

Leio com algum espanto, aqui, que o governo de Portugal teria encomendado 500 mil notebooks do modelo Classnote PC, da Intel, para uso educacional.
É mais ou menos a idéia que nosso governo tinha, até o começo deste ano, de equipar as escolas públicas com notebooks educacionais.
Leia mais sobre inclusão digital na educação
>> Professor terá notebook [...]

PC português custará 50 euros

Magalhães, o netbook português, pode sair de graça

Leio com algum espanto, aqui, que o governo de Portugal teria encomendado 500 mil notebooks do modelo Classnote PC, da Intel, para uso educacional.

É mais ou menos a idéia que nosso governo tinha, até o começo deste ano, de equipar as escolas públicas com notebooks educacionais.

Leia mais sobre inclusão digital na educação

>> Professor terá notebook de mil reais

>> Portal para professor encomendar notebook já está pronto

O projeto brasileiro foi engavetado: o governo achou o preço, de pouco mais de 600 reais por peça (a melhor oferta havia sido feita pela Positivo), alto demais.

Em Portugal, no entanto, parece que a coisa vingou – ou melhor, passou mais fácil. O Magalhães, como foi batizado o micrinho, será produzido em Portugal, mediante parceria entre a Intel – dona do projeto – e o grupo industrial JP Sá Couto, que para fabricá-lo se associou a outra empresa portuguesa, chamada Prológica (que, curiosamente, tem o mesmo nome de uma antiga fabricante brasileira de PCs).

O tom do anúncio é de festa, pois mil novos empregos serão criados. E o micrinho – alardeado como o “primeiro computador portátil português” – custará, no máximo, 50 euros (125 reais).

Preço depende da renda familiar

A mágica portuguesa é a seguinte. O Magalhães será parte do projeto português de inclusão digital escolar, chamado e-escola. O governo classificou os alunos em três grupos, de acordo com as condições financeiras.

Quem tem mais condições, paga 50 euros por peça. Os da faixa intermediária pagarão 20 euros (50 reais). Os mais necessitados terão o micrinho de graça.

O fabricante, JP Sá Couto, declarou que o custo de produção é de 180 euros (450 reais). A diferença será paga pelo governo e pelas empresas envolvidas.

A meta portuguesa com esse projeto, chamado e-escolinhas, é distribuir 500 mil Magalhães aos alunos das séries iniciais do ciclo básico, que têm entre 6 e 11 anos. Ao contrário do e-escola, no e-escolinhas a conexão com a internet é opcional.

Ainda se discute qual sistema operacional será utilizado no bichinho – se Windows (o mais provável) ou Linux. Os mais críticos desabam referências ao ufanismo do “primeiro portátil português” – afinal, trata-se da plataforma Classmate PC.

De qualquer forma, quem queria ver as crianças brincando com notebook na sala de aula conseguiu ter seu sonho realizado. Será um bom laboratório das coisas que, algum dia, poderão ocorrer também por aqui.

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Governo cria portal para professor comprar notebook

Enfim, mais detalhes sobre o Projeto Computador Portátil para Professores. O Governo Federal criou um site web com informações para os interessados.
Atualizado em 22/09/08: segundo os responsáveis pelo programa, nenhum fabricante ainda se cadastrou para ofertar notebooks pelo programa (leia a íntegra da resposta aqui).
O portal traz as informações básicas sobre a inscrição no programa, [...]

Enfim, mais detalhes sobre o Projeto Computador Portátil para Professores. O Governo Federal criou um site web com informações para os interessados.

Atualizado em 22/09/08: segundo os responsáveis pelo programa, nenhum fabricante ainda se cadastrou para ofertar notebooks pelo programa (leia a íntegra da resposta aqui).

O portal traz as informações básicas sobre a inscrição no programa, a configuração mínima que as máquinas devem ter e até o logotipo oficial que deve ser afixado em cada portátil vendido (ver modelo abaixo). Mas não há nada para vender.

Leia mais sobre Computador Portátil para Professores

>> Governo paulista lança programa de notebook para professores

>> Testamos o PC 81001, netbook da Proview

>> Professor terá notebook de mil reais

>> Proview 81001: será este o notebook do professor?


Para os fabricantes de PC, o site oferece instruções para participar do programa. Ainda não há nenhum cadastrado. Especificações

Notebook do professor: a configuração básica
Processador Celeron M, Mobile Sempron ou similar
Frequência 1,4 GHz
Barramento 333 MHz
Memória RAM 512 MB
Disco rígido 40 GB
Drive óptico Combo (DVD e gravador de CD)
Tela 14 polegadas ou maior, TFT
Conexões Modem, Ethernet e Wi-Fi
Fonte: Governo Federal

Ainda interessado? Então, muna-se de paciência. O cronograma de implantação do Projeto envolve três fases: Teste, Fase 1 e Fase 2. Na fase Teste, que vai de 11 de agosto a 9 de setembro, os Correios – que é quem vai receber os pedidos – irão atender 64 cidades selecionadas, a maioria no interior dos Estados. A lista, que pode ser vista aqui, inclui municípios como Parintins (AM) e Sete Barras (SP). Na Fase 1 (10 de setembro a 8 de outubro), serão atendidas também as Capitais dos Estados. A Fase 3 começará em 9 de outubro e vai englobar todos os municípios. Esta foto foi incluida no site apenas para mostrar onde o adesivo deverá ser afixado. Não representa o notebook que será oferecido – coisa, aliás, que o Versão Zero está curioso para conhecer…

Em Portugal, o projeto de distribuir laptops para alunos das séries iniciais finalmente decolou. Cada maquininha vai custar no máximo 50 euros. Saiba mais clicando aqui.


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Professor terá notebook de mil reais

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União o decreto que facilita a compra de notebooks por professores.

Trata-se do projeto Computador Portátil para Professores, instituído pelo decreto 6.504, que já havia sido assinado pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva em 4 de julho.
Leia mais sobre Computador para Professores
>> Testamos o PC 81001, o netbook [...]

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União o decreto que facilita a compra de notebooks por professores.

izzy_digimon

Trata-se do projeto Computador Portátil para Professores, instituído pelo decreto 6.504, que já havia sido assinado pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva em 4 de julho.

Leia mais sobre Computador para Professores

>> Testamos o PC 81001, o netbook da Proview

>> Proview 81001: é esse o notebook do professor?

>> Portal para professor comprar notebook já está pronto

A intenção, de acordo com o texto do decreto, é “promover a inclusão digital de professores ativos da rede pública e privada da educação básica, profissional e superior (…) mediante a aquisição de soluções de informática constituídas de computadores portáteis”.

Há alguns critérios que devem ser obedecidos. Os notebooks devem ser produzidos no país, o valor não poderá ser maior que mil reais e cada professor poderá comprar apenas um computador.

O parcelamento será feito junto aos bancos credenciados. Segundo o governo, as taxas deverão ficar entre 1,4% e 1,8% ao mês.

Os pedidos poderão ser feitos nas agências dos Correios ou em agências dos bancos participantes do projeto. As vendas devem começar em setembro, inicialmente nas capitais.

Notebook de R$ 1 mil: as parcelas*
Financiamento em 24 meses
Taxa Prestação Valor final
1,4% R$ 49,35 R$ 1.184,40
1,8% R$ 51,68 R$ 1.240,32
* Estimativa

Netbooks de fora?

O decreto atribui ao Ministério da Ciência e Tecnologia a definição da configuração mínima das máquinas. É também esse ministério que receberá os pedidos de credenciamento dos fabricantes.

Já o Ministério da Educação tem 15 dias para criar um sistema que comprove a vinculação profissional do professor. Pelas contas do governo, o projeto poderá beneficiar 3,4 milhões de professores.

Para funcionar, o programa depende da adesão dos participantes – fabricantes e bancos. Não há verba nem subsídio do governo para sua implementação.

E, ao contrário do que foi noticiado, o decreto não estabelece a configuração mínima, que deverá ser confirmada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em no máximo 15 dias.

O portal de notícias G1, por exemplo, afirmou que o laptop deveria ter 512 MB de RAM e HD de 40 GB. Se isso se confirmar, os netbooks, como o Positivo Mobo, ficarão de fora.

Mais curioso foi o portal Universia, que incluiu nas especificações mínimas monitor LCD ou CRT – como se fosse possível, hoje em dia, um notebook com monitor de tubo (CRT).

Experiência portuguesa

Há um ano, Portugal lançava seu programa de inclusão digital para alunos, professores e formandos.

O programa e-professor, como foi chamado, começou em setembro passado e permite que professores do ensino primário e secundário comprem um laptop e contratem o acesso à internet banda larga em condições facilitadas.

Em um dos planos, o professor paga entrada de 150 euros, ou 375 reais (por um notebook Insys Pentium Dual Core, 3 GB de RAM, disco de 250 GB e sistema Linux), e se compromete a pagar mensalidade de 17,50 euros, ou 43,75 reais, durante 3 anos por uma banda larga de 512 kbps. E só.

O programa é parcialmente financiado por um Fundo para a Sociedade da Informação, composto por dinheiro das operadoras móveis – é, na verdade, parte do dinheiro pago pelas licenças 3G. Deve atingir 500 mil pessoas, entre estudantes e professores.

O Brasil também tem seu Fundo – é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, composto por 1% da receita bruta das operadoras de telefonia e 50% da receita da Anatel.

Desde sua criação em 2000, o Fust acumulou uma verba de 6 bilhões de reais, que por enquanto não foi utilizada.

O governo português anunciou, em 30 de julho, a distribuição de 500 mil mini-notebooks aos alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental. Os equipamentos, que são semelhantes aos que a Positivo ofertou ao governo brasileiro no começo deste ano, serão fabricados em Portugal e serão subsidiados: para os pais, vão custar entre zero e 50 euros. Saiba mais clicando aqui.


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