Brasil, 2010: o ano dos laptops

Leio na Folha de S.Paulo (via France Presse) que os notebooks já são maioria no total de PCs vendidos nos EUA.
A nota afirma que os portáteis representaram 55,2% dos micros comercializados para empresas e usuários domésticos. Os dados são da consultoria IDC e referem-se ao 3.o trimestre deste ano.
Isso faz lembrar o que um executivo [...]

Leio na Folha de S.Paulo (via France Presse) que os notebooks já são maioria no total de PCs vendidos nos EUA.

A nota afirma que os portáteis representaram 55,2% dos micros comercializados para empresas e usuários domésticos. Os dados são da consultoria IDC e referem-se ao 3.o trimestre deste ano.

Isso faz lembrar o que um executivo da HP disse durante o megalançamento que a empresa promoveu em São Paulo no começo de outubro (e que Versão Zero foi conferir).

Citando o IDC, o executivo afirmou que o mercado brasileiro de PCs para uso doméstico em 2009 será “meio a meio” – metade notebook, metade desktop.

E a virada brasileira está prometida para 2010, quando a maioria dos PCs vendidos por aqui será composta de laptops. Se a onda continuar com essa força, em 2012 os notes já responderão por 70% dos PCs vendidos. Nesse ano, o total de PCs vendidos no país será de 30 milhões. Em 2008, o número deverá ficar entre 13 e 14 milhões.

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O futuro: celulares, banda larga… E planos B

Diz um novo estudo da IDC, a empresa norte-americana de pesquisas de mercado: as prestadoras de serviço de telefonia fixa continuam a perder mercado para as operadoras de celular.
O estudo, intitulado “Brazil Telecom Services Database 2008″, revela que 49% da receita do setor vai para os bolsos das operadoras móveis. Tendência irreversível, diz a IDC.
Leia [...]

Diz um novo estudo da IDC, a empresa norte-americana de pesquisas de mercado: as prestadoras de serviço de telefonia fixa continuam a perder mercado para as operadoras de celular.

O estudo, intitulado “Brazil Telecom Services Database 2008″, revela que 49% da receita do setor vai para os bolsos das operadoras móveis. Tendência irreversível, diz a IDC.

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>> Brasil e internet móvel: namoro firme

O problema – para as empresas, não para o consumidor – é que o tráfego e a base de clientes de celular têm crescido mais rapidamente que a receita – reflexo da competição no setor e da conseqüente redução das tarifas.

Pra ver a banda passar

E as operadoras de telefonia fixa, vão agonizar em silêncio? Bem, a IDC diz que não. O caminho, para elas, está na prestação de serviços de banda larga.

A internet rápida responde hoje por 9% da receita da telefonia fixa e, em 2012, a bola de cristal da IDC prevê que essa fatia vai subir para 16%.

Não sei se esse estudo leva em conta a concorrência com a banda larga móvel. Mas, depois do que ocorreu ontem em São Paulo, com a internet fixa entrando em parafuso, acredito que a internet móvel (e seus práticos modenzinhos de bolso, sem fio) vão fazer parte da lista de compras e dos planos de contingência de boa parte dos cidadãos.

Assim como o telefone fixo – que, apesar de decadente, é 100% compatível com o velho fax. E não se esqueçam: foi por fax que, na crise do apagão da internet paulista, a Telefônica tentou se explicar para os jornais da TV…

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Brasil e internet móvel: namoro firme

Numa das visitas que Bill Gates fez ao Brasil, em meados dos anos 90, alguém contara ao fundador da Microsoft que nossa telefonia fixa era bastante atrasada e de alcance limitado. Ao que ele teria dito: -Que sorte a de vocês. Já podem saltar direto para os celulares!
Aos mais incautos, pode parecer uma anedota semelhante [...]

Numa das visitas que Bill Gates fez ao Brasil, em meados dos anos 90, alguém contara ao fundador da Microsoft que nossa telefonia fixa era bastante atrasada e de alcance limitado. Ao que ele teria dito: -Que sorte a de vocês. Já podem saltar direto para os celulares!

Aos mais incautos, pode parecer uma anedota semelhante à da rainha Maria Antonieta, que aconselhou aos pobres famintos franceses o consumo de finos brioches. Mas Gates -que pode ser tudo, menos bobo- estava certo.

Explica-se: é que Versão Zero ficou sabendo dos indicadores de banda larga móvel divulgados pela empresa de pesquisas IDC. Segundo tais dados, a internet móvel é hoje responsável pela conexão de 9% dos 8,1 milhões de usuários de banda larga tupiniquins. Nos EUA, esse índice fica em 6%.

A explicação do IDC bem poderia tê-la dado Gates: a internet móvel ocupa o espaço deixado pela banda larga convencional, que precisa de cabos e postes. Com um modem 3G, muita gente que mora em lugares remotos passa a contar com internet rápida e instantânea.

A aposta do IDC é que, com o tempo, a proporção entre internautas wireless e cabeados favoreça ainda mais o movimento libertário dos sem-fio. Alguém duvida?

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