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	<title>// Versão Zero &#187; Ian Ayres</title>
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	<description>Computadores, gadgets, celulares, software, internet, testes e muito mais</description>
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		<title>&#8220;Super Crunchers&#8221; e a ditadura das estatísticas</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 13:28:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robinson</dc:creator>
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		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[estatística]]></category>
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		<description><![CDATA[Das mudanças climáticas à performance no beisebol, os americanos são fanáticos por estatísticas. Talvez por isso, &#8220;Super Crunchers &#8211; Por que pensar com números é a nova maneira de ser inteligente&#8221; (Ediouro, 226 páginas, R$ 34,90) não deveria surpreender. Mas surpreende.
O livro do economista, advogado e professor da Universidade de Yale Ian Ayres reúne uma coleção de casos públicos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.supercrunchers.com"><img class="alignright size-full wp-image-845" src="http://versaozero.files.wordpress.com/2008/06/supercrunchers.jpg" alt="" width="215" height="320" /></a>Das mudanças climáticas à performance no beisebol, os americanos são fanáticos por estatísticas. Talvez por isso, &#8220;Super Crunchers &#8211; Por que pensar com números é a nova maneira de ser inteligente&#8221; (Ediouro, 226 páginas, R$ 34,90) não deveria surpreender. Mas surpreende.</p>
<p>O livro do economista, advogado e professor da Universidade de Yale Ian Ayres reúne uma coleção de casos públicos e privados em que a análise estatística desempenha um papel decisivo para a tomada de decisão.</p>
<p>Não vá pensar, contudo, que é um livro de estatística &#8211; em nome da fluidez da leitura, Ayres nos poupa dos cálculos.</p>
<p>O interessante é que tais histórias tornam-se, involuntariamente, bastante reveladoras da época em que vivemos. Como a do formulário de solicitação de emprego do Wal-Mart, em que uma única resposta inadequada pode significar a recusa da vaga. Ou a aprovação de roteiros de filmes baseada tão somente nas preferências consagradas pelo público.</p>
<p><strong>Sua excelência, o computador</strong></p>
<p>A estatística &#8211; cuja raiz vem do termo Estado, por ser o governo um colecionador de números por excelência &#8211; está aí há séculos. Por que, então, tanta atenção a ela justo agora? Ayres, pacientemente, explica: nunca houve tanto poder computacional para lidar com esses números. E nunca tantos números foram colecionados de uma vez.</p>
<p>Cartões de crédito, códigos de barras, celulares com GPS, localizadores de veículos, etiquetas com chip e muitas outras inovações do nosso tempo são todas fornecedoras de dados para governos e grandes corporações &#8211; que, com software adequado, são capazes de extrair padrões de comportamento e de consumo.</p>
<p>E para que? Simples: conhecendo nossas preferências, eles querem ou aumentar seus lucros, no caso das corporações, ou arrecadar mais impostos, no caso do governo.</p>
<p><strong>Mais do mesmo?</strong></p>
<p>O exemplo dos estúdios de Hollywood é emblemático. Com modelos matemáticos, alguns produtores acreditam prever se um filme será um sucesso ou um desastre. Tais modelos, contudo, baseiam-se na experiência prévia do estúdio e dos espectadores &#8211; assim, se um filme novo se parecer com algo que você já viu antes, não será por acaso.</p>
<p>Longe de ser crítico, Ayres é um entusiasta dessas técnicas. Mas acredita que as pessoas devem saber do que elas são capazes, para que possam decidir em questões que envolvam direitos civis, como a da privacidade. E aponta casos em que, na sua opinião, o uso da estatística leva a mais acertos do que erros, como na medicina e na educação básica.</p>
<p>Não dá para concordar com Ayres o tempo todo, principalmente no capítulo sobre educação &#8211; um descalabro recheado de noções reducionistas. Mas, com algum desconto, &#8221;Super Crunchers&#8221; torna-se esclarecedor e até didático, pois prova que o Big Brother orwelliano, enfim, existe. Viver com isso pode ser até ruim; ignorar sua existência, contudo, é bem pior.</p>
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