O Centro Cultural São Paulo, enfim, virou um hot spot. Desde o começo de novembro já é possível acessar a internet sem fio nas áreas que incluem a biblioteca, o piso superior, o restaurante e a rampa que dá acesso à estação Vergueiro do metrô.
A rede de 7 antenas é inteligada com fibra óptica e dispõe de link de 1 megabit/s, que pode ser compartilhado por até 140 usuários simultâneos.
Para acessar a rede do CCSP é preciso cadastrar-se no departamento de informática e obter uma senha, que lhe dará direito a navegar por até 4 horas. Se precisar, o usuário poderá renovar a autorização para mais 4 horas. Caso a bateria do note não aguente, algumas bancadas com tomadas estarão à disposição.
O irônico é a tal lei disciplinadora do uso da internet pública, a 14.098, baixada pela prefeitura de São Paulo em 2005. A lista do “não-pode” inclui sites de relacionamento, games on-line e salas de bate-papo. Também não se pode usar a rede para “fins comerciais ou políticos”. Portais, só se forem de conteúdo educacional ou informativo.
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O problema é definir o que são esses conteúdos. Consultar um site de compras ou anunciar um item em leilão se enquadra em “fins comerciais”? Qual o problema em checar as mensagens que chegam via Orkut? E por que negar o uso da internet para “fins políticos”? O site Vermelho.org é político ou informativo? E um turista estrangeiro, pode ou não usar a rede? Vá entender.
Melhor usar o serviço enquanto ele existe. De garantido, temos só este mês e dezembro – os 2 meses em que o projeto funcionará em caráter experimental. Ah, e cuidado com a mochila: se já é fácil perder um “book” numa biblioteca, imagine um “notebook”.




