AMD: o Geode morreu. Viva o Neo

A fabricante de chips AMD decidiu suspender o desenvolvimento do Geode, processador voltado para aplicações específicas, mas que tem sido usado até em ultraportáteis – caso do Proview Compact PC-81001.
A essa altura, tal notícia não deveria surpreender. Afinal, o Geode nasceu há 10 anos como produto de outra empresa, a National Semiconductor. Em 2003, ele [...]

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A fabricante de chips AMD decidiu suspender o desenvolvimento do Geode, processador voltado para aplicações específicas, mas que tem sido usado até em ultraportáteis – caso do Proview Compact PC-81001.

A essa altura, tal notícia não deveria surpreender. Afinal, o Geode nasceu há 10 anos como produto de outra empresa, a National Semiconductor. Em 2003, ele passou às mãos da AMD, que apostou no seu potencial em projetos específicos.

Em seu lugar deverá entrar o Neo, chip da AMD voltado especialmente para o promissor mercado de ultraportáteis de baixo custo.

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Geode: conheça o chip do netbook da Proview

Ao incluir um processador de 500 MHz num notebook – mais especificamente, o netbook PC81001, à venda por menos de 1.000 reais -, a Proview foi ousada. Por isso, o Versão Zero quis saber mais sobre o tal chip.
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o tudo-em-um da AMD

Geode: o tudo-em-um da AMD

Ao incluir um processador de 500 MHz num notebook – mais especificamente, o netbook PC81001, à venda por menos de 1.000 reais -, a Proview foi ousada. Por isso, o Versão Zero quis saber mais sobre o tal chip.

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Vamos aos fatos. O Geode LX800 faz parte da família LX de processadores da AMD para o mercado de computadores “embarcados” – é o nome que se dá aos computadores instalados em máquinas, carros e aviões.

O que ele faz num notebook? Certamente a escolha foi guiada pelo equilíbrio entre custo e benefício. Cabe aqui um pouco de história. Originalmente, o Geode foi cria da fabricante norte-americana National Semiconductor. Seu mercado inicial era os thin clients, micrinhos enxutos que, em meados de 1999, tiveram a ambição de substituir os micros de mesa. O plano, à época, fracassou e, em 2003, a família de processadores foi comprada pela AMD.

Em todo esse tempo, o espírito econômico do Geode foi preservado. O chip inclui, além da CPU em si, o processador de vídeo e o controlador de memória. Ou seja: é bem integrado. E o LX800 nem é o mais rápido – há outro, o LX900, que funciona a 600 MHz, mas consome mais eletricidade.

O FIC, de 2005

O FIC, de 2005

E os ancestrais do Geode já passaram pelo Brasil. Em dezembro de 2005, a AMD e a Telefônica anunciaram o FIC Conectado, um serviço inovador que incluía acesso discado a internet, software, suporte e um pequeno computador do tamanho de uma marmita, movido por – adivinhe – um Geode GX de 533 MHz. (Dentro da AMD, a máquina era chamada de PIC, ou Personal Internet Communicator.)

Na época, ele era comercializado por 799 reais, mais mensalidade de 42,90 reais. Até o começo deste ano, ele ainda podia ser comprado no Submarino – houve quem o encomendasse por 99 reais. A peça ainda está no Submarino, com o status de não disponível – o que faz do PC81001, atualmente, o maior – senão o único – representante do Geode no mercado.

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