Um adeus a Michael Crichton

Acabo de saber pelo The New York Times que Michael Crichton faleceu hoje ontem, 4/11, aos 66 anos. Pelo que fez à ficção científica, já deixa saudades.
Nos últimos tempos, Crichton trabalhava no roteiro de “Jurassic Park IV” e na refilmagem do clássico “Westworld – Onde ninguém tem alma”, de 1973 – história sobre um resort [...]

Acabo de saber pelo The New York Times que Michael Crichton faleceu hoje ontem, 4/11, aos 66 anos. Pelo que fez à ficção científica, já deixa saudades.

Nos últimos tempos, Crichton trabalhava no roteiro de “Jurassic Park IV” e na refilmagem do clássico “Westworld – Onde ninguém tem alma”, de 1973 – história sobre um resort habitado por robôs programados para satisfazer todas as necessidades humanas, mas que saem do controle.

Antes de “Westworld”, Crichton já havia escrito o romance-que-virou-filme “O Enigma de Andrômeda” (1971). Depois, ainda escreveria “O Homem Terminal” (1974), cujo filme contaria com uma atuação marcante de George Segal como o homem que recebe um implante cerebral para controlar seus acessos de fúria.

E há muito mais: Twister, Jurassic Park, Timeline, E.R…. Sem contar as dezenas de livros.

Do Versão Zero, nosso sincero obrigado!

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Tropas Estelares, de volta em DVD

Num desses ônibus paulistanos com TV de bordo, fico sabendo que “Starship Troopers – Tropas Estelares” ganhou uma terceira seqüência: “Starship Troopers 3: Marauder”. Pelo trailler, a história não mudou: a Terra precisa novamente combater a praga de insetos gigantes alienígenas.
Para quem não lembra, “Starship Troopers” (1997) foi dirigido por Paul Verhoeven, o mesmo de [...]

Num desses ônibus paulistanos com TV de bordo, fico sabendo que “Starship Troopers – Tropas Estelares” ganhou uma terceira seqüência: “Starship Troopers 3: Marauder”. Pelo trailler, a história não mudou: a Terra precisa novamente combater a praga de insetos gigantes alienígenas.

Para quem não lembra, “Starship Troopers” (1997) foi dirigido por Paul Verhoeven, o mesmo de “RoboCop”. Na época, o filme e seu diretor foram acusados de fascistas, por sugerir hostilidade a estrangeiros (baseado na ambigüidade do significado de “alien” no filme) e por enaltecer uma sociedade militarizada (o lema “Seu alistamento garante o direito à cidadania”, lembrado o tempo todo no primeiro filme, continua a perturbar).

Por tudo isso, talvez valha a pena gastar alguns reais para ver este terceiro episódio. A versão em DVD sai nos EUA dia 5 de agosto. No Brasil, ele também deverá ir direto às locadoras – a entrega está prevista para o fim de agosto.

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Filmes que marcaram nossas vidas: “O Incrível Homem que Derreteu”

Em meados dos anos 70, a cápsula americana Scorpio 5 leva uma equipe de 3 astronautas a Saturno. Mas parece que o sol nascente daquele planeta não faz muito bem à saúde, e o astronauta Steve West começa a derreter – literalmente.
Esse é o mote do filme “O Incrível Homem que Derreteu” (The Incredible Melting Man, 1977), [...]

Em meados dos anos 70, a cápsula americana Scorpio 5 leva uma equipe de 3 astronautas a Saturno. Mas parece que o sol nascente daquele planeta não faz muito bem à saúde, e o astronauta Steve West começa a derreter – literalmente.

Esse é o mote do filme “O Incrível Homem que Derreteu” (The Incredible Melting Man, 1977), uma produção trash que metia medo nas crianças (inclusive em mim) quando era exibido à noite pela TV Bandeirantes.

Visto hoje, contudo, a coisa toda é hilária. Atores canastrões, efeitos de festa de Halloween e uma sucessão de mortes que fazem o filme acabar por falta de elenco fazem par com a já clássica cena em que o homem, tornado monstro, tem sua última demonstração de ternura.

Sem contar que a história toda – astronauta vai a Saturno, volta, é internado, descobre que está derretendo, quebra tudo no hospital e mata sua primeira vítima – já é contada nos 8 primeiros minutos do filme. O que dizer dos 92 minutos restantes?

É preciso lembrar que, em 1977 – ano, aliás, em que “Star Wars” veio ao mundo -, os maiores vilões sobrenaturais do cinema ainda eram Drácula, Lobisomem e Frankenstein. Jason, Freddy Krueger, Alien e todo o resto da turma viriam depois.

De qualquer modo, rever filmes como esse é bacana também pelas cenas que costumavam ser cortadas pela censura federal ou que hoje, pelas normas politicamente corretas, nunca seriam exibidas. A cabeça esfacelada da enfermeira e os seios à mostra de uma das quase-vítimas me eram desconhecidas, ao mesmo tempo em que lembrava da cena em que três crianças “brincavam” de fumar escondido nos fundos da casa – e a que ensinava, aliás, ainda tinha dentes-de-leite.

Em meio a tanto descalabro, sorte mesmo teve o ator principal, cujo rosto aparece no máximo por 30 segundos no filme todo. No resto, ou está mascarado, ou derretendo. Tornou-se, assim, um dos raros protagonistas anônimos do cinema mundial. Melhor assim.

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