
Imaginem a situação. Você é um jornalista de tecnologia e está na Califórnia, cobrindo um fórum patrocinado pela maior empresa de chips do mundo. E pela manhã, no caminho do hotel para o evento, você esbarra na rua com ninguém menos que Steve Wozniak, co-fundador da Apple e inventor do microcomputador Apple II, que teve muitos clones no Brasil.
Foi o que aconteceu com o amigo Mario Nagano, editor de testes do blog Zumo, que puxou uma conversa com Woz, como o chamam. (Sinceramente, fosse eu a encontrá-lo, talvez só conseguisse balbuciar um “obrigado”…) Desse rápido bate-papo saiu uma foto. Que me inspirou a deixar um longo comentário. Que depois decidi copiar e colar também aqui. E que segue abaixo.
Steve Wozniak é um nome que remete a muitas coisas. Geralmente lemos sobre ele nas notas de rodapé. Uma dessas notas dizia que ele usava a própria garagem para ensinar matemática às crianças do bairro – usando, claro, Macs. Coisa que pensei que um dia, também, pudesse fazer.
Mas fazer uma segunda faculdade por 5 anos – coisa que de fato fiz – é fácil. Ser Wozniak é outra história. E agora ele está aí, numa foto ao lado de um cara que conheço e sei que existe, usando uma camiseta pólo esgarçada, com muitos quilos a mais – fruto da dieta especial do país mais rico do mundo -, usando um veículo (um patinete Segway) que, fosse na barbárie paulistana, lhe daria não alegrias, mas muitas fraturas.
Steve Wozniak sempre foi, para mim, uma lenda. Agora, ao lado do Nagano, sei que ele existe, mas já não me importa. Ainda o imagino abrindo a garagem numa dessas manhãs geladas da Califórnia, capuccino na mão, ligando os computadores e esperando que venham as crianças. É o Mágico de Woz. É neste em que acredito. Longa vida a Woz!


