Teste: console chinês revive era de ouro do Mega Drive

Quem cresceu nos anos 90 diante de um Sega Saturn Genesis (Mega Drive, no Brasil) tem uma opção atual de matar as saudades: o E-time Game Play, um videogame portátil, alimentado a pilhas e que carrega jogos a partir de um cartão de memória SD.
O Game Play é mais um daqueles eletrônicos chineses ditos “genéricos”, [...]

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Quem cresceu nos anos 90 diante de um Sega Saturn Genesis (Mega Drive, no Brasil) tem uma opção atual de matar as saudades: o E-time Game Play, um videogame portátil, alimentado a pilhas e que carrega jogos a partir de um cartão de memória SD.

O Game Play é mais um daqueles eletrônicos chineses ditos “genéricos”, com acabamento simples e documentação escassa. Este exemplar, encomendado pelo Versão Zero no site Deal Extreme, custou US$ 21,98 (frete incluso) e levou cerca de 30 dias para chegar.

A documentação, como dissemos, é bastante resumida. A caixa veio com 3 folhetos – 2 em chinês e 1 em inglês. Eles nos dizem o que queremos saber: como formatar o SD e como carregar e selecionar os jogos.

etime 2 memoria

O primeiro aviso é que o cartão deve ter no máximo 4 Gbytes e a formatação deve ser FAT ou FAT32 – ou seja, não lê NTFS.

O segundo aviso é que os jogos – na verdade, imagens .rom que você terá de obter na internet – devem ser gravados numa pasta chamada “game”, no diretório raiz do cartão.

O console liga-se à TV por um par de cabos AV. Sua alimentação vem de 3 (por que 3?) pilhas do tipo AA – preferimos usar as recarregáveis, por comodidade. Para ligá-lo há um interruptor do lado esquerdo.

etime 3 carga

Assim que o console é ligado, aparece na TV uma lista com os jogos na memória do console. Pressione o botão B e você verá os jogos gravados na pasta Game do cartão SD.

Usamos o botão direcional para escolher o jogo a ser carregado. Toques para cima e para baixo fazem correr a lista; um toque para a direita selecionará o jogo, e um segundo toque vai copiá-lo para a memória do console.

A partir daí, basta pressionar novamente B para ver a lista dos jogos na memória, e Start para carregá-lo. Pronto – aqueles velhos jogos do Mega Drive já podem ser jogados de novo.

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O controle em si não é ruim. Os botões são macios e respondem bem. Para os jogos que podem ser jogados em dupla, há um conector, do lado direito, para um segundo controle.

O volume do jogo pode ser controlado pressionando-se as teclas Select + Direcional Up/Down, e o menu de seleção de games (para “troca de cartucho”) aparece quando se pressiona Select + Start por mais de 2 segundos.

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O encaixe do cartão SD é por mola, o que facilita a remoção. Detalhe: você terá que arranjar cartão e pilhas, pois a caixa do brinquedo só traz o console, o cabo AV (que é fixo) e os folhetos/manuais.

O uso de pilhas traz um problema: quando começam a ficar fracas, o videogame pode desligar sozinho. Algo frustrante para quem passou meia hora jogando Sonic ou Megaman… Não há como usar um alimentador AC, portanto o jeito é se acostumar com a ideia de que aquele recorde poderá ser perdido a qualquer momento.

Para matar a saudade, o E-time Game Play até que serve. Ainda não sabemos se é realmente durável, uma dúvida que acompanha todo aparelho chinês genérico. Também não é para amadores, pois será preciso vasculhar a internet em busca dos arquivos de jogos.

Em tempo: a licenciada Sega no Brasil, a Tec Toy, vende diversos consoles com jogos do Mega Drive na memória – um deles, o MD Play, tem tela LCD de 2,8″ e usa cartões com jogos (sem no entanto permitir download da internet). Custam mais caro, mas têm garantia e podem ser comprados em diversas lojas de brinquedos e em magazines virtuais.

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