É hoje a estréia do filme “O Dia em que a Terra Parou”, que já foi comentado aqui. Nele, Keanu Reeves é um extraterrestre que tem a missão de alertar a humanidade sobre seu próprio extermínio. Vamos conferir – e torcer para não sentir saudades da versão original, de 1951.
É hoje a estréia do filme “O Dia em que a Terra Parou”, que já foi comentado aqui. Nele, Keanu Reeves é um extraterrestre que tem a missão de alertar a humanidade sobre seu próprio extermínio. Vamos conferir – e torcer para não sentir saudades da versão original, de 1951.
Estréia nesta sexta-feira 12 de dezembro, nos EUA e em vários outros países, O Dia em que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still), remake do clássico de ficção científica de 1951.
Dessa vez, o papel do alienígena que chega à Terra para pregar a paz interplanetária é de Keanu Reeves. Seu robô Gort, [...]

Keanu é Klaatu
Estréia nesta sexta-feira 12 de dezembro, nos EUA e em vários outros países, O Dia em que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still), remake do clássico de ficção científica de 1951.
Dessa vez, o papel do alienígena que chega à Terra para pregar a paz interplanetária é de Keanu Reeves. Seu robô Gort, que em 1951 era uma pessoa “em lata”, agora será construido com ajuda do computador. Pena.
E até que demoraram. Da última vez que vi esse filme na TV, no começo dos anos 90, gravei numa fita de vídeo que, descobri agora, mofou.
Talvez os produtores estivessem simplesmente esperando o surgimento de uma nova ameaça à paz mundial – afinal, entre a queda do Muro e os atentados de 11 de setembro, tudo que se discutia era a hipótese do “fim da história”, tal como alertava Francis Fukuyama.
Segundo o Internet Movie Data Base, a estréia no Brasil será em 9 de janeiro de 2009. Se tudo der certo, estaremos por aí para conferir.
Não é todo dia que se pode brincar de cinema – ainda mais usando equipamentos de verdade, e cercado de gente que sabe o que está fazendo.
Mas essa é a surpreendente proposta de “Rebobine, Por Favor – A Exposição“, que começa hoje, 2 de dezembro, no MIS – Museu da Imagem e do Som, nos [...]
Não é todo dia que se pode brincar de cinema – ainda mais usando equipamentos de verdade, e cercado de gente que sabe o que está fazendo.
Mas essa é a surpreendente proposta de “Rebobine, Por Favor – A Exposição“, que começa hoje, 2 de dezembro, no MIS – Museu da Imagem e do Som, nos Jardins, em São Paulo (SP).
No evento, as pessoas podem formar grupos para se inscrever num rápido workshop – pré-requisito para botar a mão na massa e refilmar cenas de filmes conhecidos do público, usando câmera e cenários fornecidos.
Os organizadores prevêem que o trabalho de preparação e filmagem leva cerca de 4 horas. Depois de pronto, o filme é visto pelos participantes e passa a fazer parte da exposição, além de ser exibido na internet, pelo UOL.
O filme
“Rebobine, Por Favor” (Be Kind, Rewind) é o nome do filme dirigido pelo francês Michel Gondry, ganhador do Oscar de 2005 pelo roteiro de “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”.
Nesta história, Jack Black sofre uma descarga elétrica e apaga acidentalmente todas as fitas VHS da locadora decadente de seu amigo. Para compensá-lo, ele tem uma idéia: refilmar de forma doméstica os títulos perdidos.
O filme já deu as caras por aqui em mostras e festivais. Sua estréia nos cinemas, contudo, está programada para 16 de janeiro de 2009. Em São Paulo, a estréia foi em 12/12/2008.
Já a exposição começa hoje e vai até 11 de janeiro. O MIS fica na Av. Europa, 158. tel. 11/2117-4777.
Estréia hoje nos cinemas dos EUA uma história tão curiosa quanto desconhecida: a do inventor do limpador intermitente de pára-brisa.
“Flash of Genius” traz o ator Greg Kinnear no papel de Robert Kearns, engenheiro que em 1963 inventou o motorzinho que usamos hoje sob garoa ou chuva fraca.
Assim que recebeu a patente definitiva, em 1967, Kearns [...]
Estréia hoje nos cinemas dos EUA uma história tão curiosa quanto desconhecida: a do inventor do limpador intermitente de pára-brisa.
“Flash of Genius” traz o ator Greg Kinnear no papel de Robert Kearns, engenheiro que em 1963 inventou o motorzinho que usamos hoje sob garoa ou chuva fraca.
Assim que recebeu a patente definitiva, em 1967, Kearns – que já havia trabalhado para a inteligência americana e à época era professor universitário – foi a Detroit mostrá-la aos grandes fabricantes de automóveis.
Mas tudo dá errado. A Ford se apropria da invenção e passa a usá-la em seus carros, começando pelo Mustang 1969. Tudo sem dar um tostão a Kearns. O que se segue é uma batalha jurídica de décadas que custou ao engenheiro 10 milhões de dólares e o fez ir até a Suprema Corte.
A causa foi ganha em 1995. Kearns recebeu da Ford e da Chrysler cerca de 30 milhões de dólares. No entanto, não teve muito tempo para aproveitar o dinheiro. Morreu em 2005, vítima de câncer no cérebro. Como se vê, a realidade, às vezes, supera a imaginação.
Em meio à leitura de “Super Crunchers”, encontrei uma referência ao que bem pode ser o primeiro filme romântico em que um computador aparece como protagonista. Trata-se de ”Amor Eletrônico” (Desk Set), de 1957, estrelado por Katharine Hepburn e Spencer Tracy – além de Emmerac, o computador.
No filme, Bunny Watson (Katharine) é a chefe do departamento de pesquisas [...]
Em meio à leitura de “Super Crunchers”, encontrei uma referência ao que bem pode ser o primeiro filme romântico em que um computador aparece como protagonista. Trata-se de ”Amor Eletrônico” (Desk Set), de 1957, estrelado por Katharine Hepburn e Spencer Tracy – além de Emmerac, o computador.
No filme, Bunny Watson (Katharine) é a chefe do departamento de pesquisas de uma rede de TV. Ela e suas três assistentes têm como trabalho responder a dúvidas dos produtores e dos jornalistas, com base em uma biblioteca reservada repleta de estatísticas, citações e almanaques.
Eis que chega o computador – e, com ele, o “especialista em eficiência” Richard Sumner (Tracy), precursor do que conheceríamos depois como analista de sistemas. Como se pode esperar de um filme desses, da aparente rivalidade entre Richard e Bunny nasce o romance que dará sentido ao filme.
Mas há algo mais em “Amor Eletrônico”, que não teve pudor em estampar logo nos créditos iniciais um agradecimento profundo à IBM (ver foto acima).
Que, talvez, tenha a ver com o tom didático de certas cenas, como a que apresenta a chegada do mainframe à biblioteca – nela, uma zelosa operadora dá sucessivas broncas às assistentes de Bunny, por trazerem pó ao ambiente, deixarem a porta aberta e fumarem dentro da sala.
A impressão que se tem, a essa altura, é que o filme foi usado para treinar os trabalhadores a lidar com o recém-chegado “cérebro eletrônico”. (Isso, aliás, é curioso: em nenhum momento os atores falam a palavra “computador” – preferem “electronic brain”.)
Um discurso mais intencional aparece quando as assistentes conversam sobre o medo de perderem seus empregos para a nova máquina. Sinais de uma tensão moderna, que se resolve no final com algum humor e um tom conciliatório – que, sabemos agora, não foi de todo verdadeiro.
Como diversão, “Amor Eletrônico” é para apreciadores do velho cinemão, visto que é um filme bem datado. Sua melhor qualidade, hoje, é funcionar como registro de uma época em que o computador começava a fazer parte do imaginário das pessoas. E profetizar o dia em que, por meio de um terminal, qualquer um pudesse fazer perguntas em linguagem natural, recebendo uma lista com as respostas relacionadas.
Google, quem diria, nasceu em 1957…
Fato curioso: “Amor Eletrônico” pode ser comprado em um DVD duplo, com um filme em cada face – o outro filme é “A Fonte dos Desejos”. Ou seja, lado B não é só coisa dos tempos de vinil!
Em meados dos anos 70, a cápsula americana Scorpio 5 leva uma equipe de 3 astronautas a Saturno. Mas parece que o sol nascente daquele planeta não faz muito bem à saúde, e o astronauta Steve West começa a derreter – literalmente.
Esse é o mote do filme “O Incrível Homem que Derreteu” (The Incredible Melting Man, 1977), [...]
Em meados dos anos 70, a cápsula americana Scorpio 5 leva uma equipe de 3 astronautas a Saturno. Mas parece que o sol nascente daquele planeta não faz muito bem à saúde, e o astronauta Steve West começa a derreter – literalmente.
Esse é o mote do filme “O Incrível Homem que Derreteu” (The Incredible Melting Man, 1977), uma produção trash que metia medo nas crianças (inclusive em mim) quando era exibido à noite pela TV Bandeirantes.
Visto hoje, contudo, a coisa toda é hilária. Atores canastrões, efeitos de festa de Halloween e uma sucessão de mortes que fazem o filme acabar por falta de elenco fazem par com a já clássica cena em que o homem, tornado monstro, tem sua última demonstração de ternura.
Sem contar que a história toda – astronauta vai a Saturno, volta, é internado, descobre que está derretendo, quebra tudo no hospital e mata sua primeira vítima – já é contada nos 8 primeiros minutos do filme. O que dizer dos 92 minutos restantes?
É preciso lembrar que, em 1977 – ano, aliás, em que “Star Wars” veio ao mundo -, os maiores vilões sobrenaturais do cinema ainda eram Drácula, Lobisomem e Frankenstein. Jason, Freddy Krueger, Alien e todo o resto da turma viriam depois.
De qualquer modo, rever filmes como esse é bacana também pelas cenas que costumavam ser cortadas pela censura federal ou que hoje, pelas normas politicamente corretas, nunca seriam exibidas. A cabeça esfacelada da enfermeira e os seios à mostra de uma das quase-vítimas me eram desconhecidas, ao mesmo tempo em que lembrava da cena em que três crianças “brincavam” de fumar escondido nos fundos da casa – e a que ensinava, aliás, ainda tinha dentes-de-leite.
Em meio a tanto descalabro, sorte mesmo teve o ator principal, cujo rosto aparece no máximo por 30 segundos no filme todo. No resto, ou está mascarado, ou derretendo. Tornou-se, assim, um dos raros protagonistas anônimos do cinema mundial. Melhor assim.
Está dando o que falar a cena do filme Sex and the City em que Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) pede o celular emprestado à sua amiga Samantha (Kim Cattrall) e recebe um iPhone, ao que retruca: -Me dá um telefone que eu possa usar!
A reação dos geeks varia entre chamar Carrie de burra a [...]

Está dando o que falar a cena do filme Sex and the City em que Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) pede o celular emprestado à sua amiga Samantha (Kim Cattrall) e recebe um iPhone, ao que retruca: -Me dá um telefone que eu possa usar!
A reação dos geeks varia entre chamar Carrie de burra a propor que lhe dêem um celular da Apple de presente…
Quem gosta de carros (e mesmo quem não gosta) tem de ver “Quem matou o carro elétrico?” (2006). O documentário de Chris Paine conta a história do EV1 (foto), carro elétrico da GM lançado em 1996 e que foi recolhido do mercado em 2004. De forma inexplicável, diga-se: a GM alugava o carro e, um [...]

Quem gosta de carros (e mesmo quem não gosta) tem de ver “Quem matou o carro elétrico?” (2006). O documentário de Chris Paine conta a história do EV1 (foto), carro elétrico da GM lançado em 1996 e que foi recolhido do mercado em 2004. De forma inexplicável, diga-se: a GM alugava o carro e, um dia, decidiu que todos os contratos seriam cancelados. O destino dos veículos? Veja a foto abaixo.

No começo, pensei que o filme iria se resumir ao EV1. Mas o carro, mostra Paine – também ele ex-dono de um EV1 -, foi apenas a ponta de um iceberg construído sobre jogos de poder, que se desdobram até hoje. A entrevista com os atores desse jogo – governo, empresas, consumidores – não dá espaço para teorias da conspiração: quase todos foram culpados pela morte precoce do elétrico.
Curiosamente, um dos carros mais famosos hoje nos EUA é o Toyota Prius, que é híbrido. E o exemplo merece atenção. A tecnologia do EV1, ensina Paine, tinha potencial para fazer desmoronar toda uma indústria – no caso, a da distribuição dos combustíveis. Já o carro híbrido, movido a gasolina, com ajuda de um motor elétrico, não.
O preço do abandono foi alto. Paine sustenta a tese de que a timidez americana em abraçar essa tecnologia resultou na liderança japonesa do setor. Toyota e Honda já mostraram carros híbridos alimentados pela tomada, e a rapidez na evolução das baterias torna a adoção de carros elétricos uma questão de tempo.
E muito antes disso, no Brasil dos anos 80, um engenheiro paulista fabricava, com o apoio da Itaipu Binacional, carros elétricos. Mas essa é outra história, que todos sabemos como terminou.
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