AMD: o Geode morreu. Viva o Neo

A fabricante de chips AMD decidiu suspender o desenvolvimento do Geode, processador voltado para aplicações específicas, mas que tem sido usado até em ultraportáteis – caso do Proview Compact PC-81001.
A essa altura, tal notícia não deveria surpreender. Afinal, o Geode nasceu há 10 anos como produto de outra empresa, a National Semiconductor. Em 2003, ele [...]

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A fabricante de chips AMD decidiu suspender o desenvolvimento do Geode, processador voltado para aplicações específicas, mas que tem sido usado até em ultraportáteis – caso do Proview Compact PC-81001.

A essa altura, tal notícia não deveria surpreender. Afinal, o Geode nasceu há 10 anos como produto de outra empresa, a National Semiconductor. Em 2003, ele passou às mãos da AMD, que apostou no seu potencial em projetos específicos.

Em seu lugar deverá entrar o Neo, chip da AMD voltado especialmente para o promissor mercado de ultraportáteis de baixo custo.

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Chip brasileiro: será que desta vez vai?

Leio na revista “Retrato do Brasil” deste mês (número 11) que o Brasil vai voltar a produzir chips. O santo do milagre é o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada – Ceitec, em Porto Alegre (RS). Vale dizer que será a única fábrica do gênero ao sul dos Estados Unidos. Seu primeiro projeto, um [...]

Leio na revista “Retrato do Brasil” deste mês (número 11) que o Brasil vai voltar a produzir chips. O santo do milagre é o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada – Ceitec, em Porto Alegre (RS). Vale dizer que será a única fábrica do gênero ao sul dos Estados Unidos. Seu primeiro projeto, um chip para rastreamento de gado, está prestes a virar produto.

A criação do Ceitec é curiosa. Seu maquinário foi doado ao Rio Grande do Sul pela empresa norte-americana Motorola na virada do milênio (diz a revista que o Governo de São Paulo, a quem as máquinas foram inicialmente oferecidas, não se interessou pelo projeto). A empresa também custeou o frete – estima-se que US$ 1 milhão tenham sido gastos no transporte do maquinário, por avião, de Austin, Texas, ao Rio Grande.

Para montar a instalação, no entanto, seriam precisos outros US$ 36 milhões – daí o providencial aporte de captal do governo federal no projeto, que já conta com o apoio do Estado e da Prefeitura, além de várias universidades e da própria Motorola – que, além de doar as máquinas, também ofereceu o treinamento para sua operação.

Novela nova, roteiro antigo

O Brasil já teve microeletrônica. Jorge Tapia nos conta, no livro “A Trajetória da Política de Informática Brasileira” (Papirus/Ed. da Unicamp), que em 1981, sob a asa da reserva de mercado, o governo selecionou três empresas – Sid, Itaú (Itaucom) e Docas de Santos (Elebra) – para produzir circuitos integrados. Para projetá-los, o governo criou o Centro Tecnológico para Informática (CTI), em Campinas. Tudo isso, hoje, é história, como rememora Tapia.

E o Brasil, sem uma indústria de semicondutores, importa toneladas de chips pagos com dólares provenientes da exportação de minérios e alimentos, além dos dólares que entram no país a título de investimento. O problema desse modelo é que, se o ritmo dos investimentos desacelerar, a simples venda de soja e ferro ao Exterior pode não equilibrar o pagamento pela tecnologia que a gente consome.

Quem gostou da idéia da fábrica de chips e estiver disposto a ajudar, fique de olho: há diversas vagas abertas nas áreas de design e fabricação. Pode ser a oportunidade de uma vida – e de fazer história.

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