Mini games Nintendo, agora a 20 reais

Se é verdade que saem perdendo se comparados aos joguinhos atuais para celular, os mini games Nintendo Classics têm um trunfo inigualável: o ar retrô de pocket game dos anos 80.
A boa notícia é que eles ficaram mais baratos. Em uma loja Ri Happy de um grande shopping de São Paulo, os joguinhos eram vendidos [...]

Na Ri Happy de São Paulo: em promoção

Na Ri Happy de São Paulo: em promoção

Se é verdade que saem perdendo se comparados aos joguinhos atuais para celular, os mini games Nintendo Classics têm um trunfo inigualável: o ar retrô de pocket game dos anos 80.

Minigame Carrera

Minigame Carrera

A boa notícia é que eles ficaram mais baratos. Em uma loja Ri Happy de um grande shopping de São Paulo, os joguinhos eram vendidos ontem a 19,99 reais.

Compare com os preços na loja virtual Submarino: lá, esses mesmos games não saem por menos de 40 reais.

Os títulos disponíveis são Carrera, Soccer, Mario’s Cement Factory, Super Mario Bros e Donkey Kong Jr. Todos têm as funções de relógio e alarme.

Quem tiver sorte de encontrar, leva.

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Teste Retrô: TK90X (1985)

Em junho de 1985, chegava ao mercado mais um microcomputador brasileiro, filhote da reserva de mercado: o TK90X. Parte do acervo deste Versão Zero, a unidade 35.002 é o novo alvo do Retro-review – Teste Retrô, série que apresenta as máquinas que fizeram a história da informática brasileira.
O TK90X foi o segundo melhor computador Sinclair-compatível [...]

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Em junho de 1985, chegava ao mercado mais um microcomputador brasileiro, filhote da reserva de mercado: o TK90X. Parte do acervo deste Versão Zero, a unidade 35.002 é o novo alvo do Retro-review – Teste Retrô, série que apresenta as máquinas que fizeram a história da informática brasileira.

O TK90X foi o segundo melhor computador Sinclair-compatível produzido pela Microdigital. O melhor foi o TK95, com teclado de verdade. Por dentro, contudo, eram iguais – e tinham a imagem em cores na TV como diferencial. Os outros – TK80, TK82C, TK83 e TK85 – usavam o mesmo Basic, mas tinham bem menos memória e eram (snif!) em preto e branco.

Leia mais sobre memória da computação

>> Micro brasileiro dos anos 80, um item raro

>> Uma visita à Apple, pelo túnel do tempo

O TK90X é cópia de um computador inglês, o ZX Spectrum da Sinclair Research. Voltados para iniciantes, os computadores TK eram os mais baratos do mercado. Isso não queria dizer acessível. Segundo o fansite TK90X, na época do lançamento o modelo de 48 KB custava Cr$ 1.749.850. Na época, o salário mínimo era de Cr$ 333 mil.

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Não era, portanto, brinquedo de filho de operário. Mas era um brinquedo. Caixa de plástico, teclado de borracha, fonte externa, sinalização de silk screen que apagava com o tempo eram suas características. Mas ele entendia Basic, e com ele técnicos e engenheiros tinham uma potente calculadora programável.

O visor dessa calculadora tinha que ser uma TV. O TK90X ligava-se ao “monitor” por um cabo RF (radiofreqüência), tal como o videogame Atari. Era preciso sintonizar a TV no canal 3 para enxergar a tela do TK. Para guardar e carregar programas e dados, era preciso usar um gravador e fitas cassete.

Para devolver a vida ao TK, usei um televisor de tubo Philips e um gravador portátil Panasonic RQ-L31, comprado há dois anos. Encontrei algumas fitas velhas com programas da época, mas a única que funcionou a contento foi a fita “Arco Íris”, com um curso sobre o TK e que era enviada junto com o aparelho.

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Tal como fiz com o Apple da Milmar, escrevi um programa em Basic para cálculo de fatorial. Aliás, digitar no TK é um pouco diferente, já que cada tecla tem diversas funções. Para digitar o comando Print, por exemplo, não se escreve letra a letra; basta teclar P. Outras funções são acessíveis apertando as teclas Caps Shift e Symbol Shift.

E não é que o sistema funciona? Além de poupar digitação, as funçõezinhas pré-programadas e impressas no teclado transformam a programação num divertido jogo de caça-palavras. Quem não está acostumado fica procurando por elas no teclado. As pintadas em vermelho são as mais difíceis de achar sob luz fraca.

Usar o cassete foi outra aventura. Para minha alegria, a carga da fita “Arco Íris” funcionou na primeira. Gravar meu programa de fatorial (usei uma fita nova) também foi moleza. Mas quem disse que eu conseguia carregá-lo de novo? Foi preciso uma sessão de ajustes no volume para encontrar o ponto ideal de leitura. Depois de seis ou sete tentativas, deu certo.

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Não é o caso de dizer que o TK é ruim. Um estudante de Exatas da época iria se maravilhar com a coisa. Imagine fazer integração numérica, cálculos estatísticos, aproximações polinomiais de funções, resolução de sistemas com matrizes e interpolações com qualquer técnica, sem precisar ir à Nasa!

Muitos periféricos foram prometidos para o TK. Impressora, leitor de disquetes… Coisas que só cheguei a ver em revistas. Alguns foram realmente lançados, mas o preço proibitivo (a impressora térmica custava bem mais que o computador) fez deles itens raros, muito raros. A Microdigital ainda iria produzir clones de Apple, de videogame e de PC.

Teste Versão Zero: TK90X
Processador Z80A de 3,58 Mhz
RAM 48 KB
Teclado Borracha, 40 teclas
Vídeo TV, 24 linhas x 32 colunas
Resolução 256 x 192 pixels
Fonte 9 volts DC, 600 mA
Lançamento Junho de 1985
Fonte: www.tk90x.com.br

Uma curiosidade: sabe qual foi o último produto da Microdigital antes de fechar? Um teclado musical. De brinquedo…

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Micro brasileiro dos anos 80, um item raro

Revirando papéis velhos, encontrei um exemplar intacto da revista Byte Brasil de 1994 – e, nela, um artigo escrito pelo colega Marcelo Bernstein sobre pesquisa, feita pela FGV, do uso de informática pelas empresas.
Depois de 14 anos, o que poderia haver de interessante numa velha revista de informática? Bem, para os colecionadores de velhos micros [...]

Revirando papéis velhos, encontrei um exemplar intacto da revista Byte Brasil de 1994 – e, nela, um artigo escrito pelo colega Marcelo Bernstein sobre pesquisa, feita pela FGV, do uso de informática pelas empresas.

Depois de 14 anos, o que poderia haver de interessante numa velha revista de informática? Bem, para os colecionadores de velhos micros da época da reserva de mercado, há algo, sim: a tabela abaixo.

Evolução das vendas de micros no Brasil
Ano Quantidade Base ativa Base de PC % PC/Total
1982 12.000 15.000 0 0%
1984 70.000 120.000 3.000 3%
1986 230.000 480.000 20.000 4%
1988 400.000 1.180.000 170.000 14%
Fonte: Revista Byte Brasil, agosto 1994; CIA/FGV

Ela mostra a quantidade de micros vendidos no Brasil entre 1982 e 1988. Foi nessa época que a indústria nacional produziu máquinas como TK, Unitron e CP-500.

Leia mais sobre micros antigos

>>> Teste: Apple Laser IIc da Milmar

A coluna Base Ativa estimava a quantidade de micros em operação nas empresas. Base de PC estimava o número de equipamentos compatíveis com micros IBM PC. A última coluna dava o porcentual de PCs em uso, em relação ao total de micros.

A tabela dá uma idéia de como pode ser difícil, por exemplo, encontrar um exemplar do TK-82C, produzido pela Microdigital no início dos anos 1980.

Em 1988, juntavam-se a nós os clones de MSX, como Hot Bit e Expert. Dado o crescimento da produção brasileira, torna-se facilmente explicável por que é bem mais fácil achar um deles para comprar.

Para comparar: o Brasil fechou 2007 com 10,7 milhões de micros vendidos, o que deu ao nosso país a quinta posição no ranking mundial.

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