
(Atualizado em 17/04/08: por causa da crise financeira que assola a Gradiente, este produto poderá não estar disponível nas lojas. Saiba mais sobre a crise e suas conseqüências clicando aqui.)
O melhor da TV digital brasileira é a mobilidade: com o aparelho certo, qualquer um pode assistir a instigante programação dos canais abertos do País. Mas a coisa tem demorado a andar. Os adaptadores USB para notebook custam os tubos, e você ainda tem de entrar com o notebook. Sabemos que os japoneses, que gentilmente nos cederam a tecnologia da TV digital, assistem há tempos TV no celular. E aqui?
Leia mais sobre TV digital
>> Testamos o receptor de TV digital USB DT-0818, da Aiko
Bom, por aqui as coisas parecem começar a engrenar. A Gradiente, por exemplo, acaba de anunciar o lançamento da Pocket TV – DTV 500, um aparelho portátil para recepção móvel de TV digital.
Disse “acaba de lançar”? Bom, há aí um certo exagero. Oficialmente, a Gradiente lançou a DTV-500 em dezembro, mas parece que as lojas ainda não souberam disso.
A julgar pelas especificações, o aparelhinho é bem pequeno mesmo. Pesa 87 gramas e mede 9,6 x 7,3 x 1,1 cm (largura x altura x profundidade). A tela LCD de 3,5 polegadas é sob medida para a baixa resolução da TV digital móvel (padrão 1-Seg). Lembre-se, a vantagem aqui é a qualidade da recepção em movimento e não a alta definição.
Como receptor digital, a DTV-500 é completinha. Mostra a grade da programação (quando disponível) e tem tecla SAP. Um detalhe é que ela não tem tela Widescreen – ao ver imagens nesse formato, que é mais largo, uma barra preta aparecerá no pé da tela. Como a maior parte da programação das TVs brasileiras ainda segue a proporção 4:3, isso não fará muita falta (por enquanto).
O telespectador tem as opções de tela Normal, Zoom e Cheia. A Normal é a proporção 4:3, a Zoom estica as imagens em Widescreen e a Cheia corta as beiradas da imagem em Widescreen.
A Gradiente diz que a bateria agüenta 3 horas e meia de uso com fones de ouvido – nesse ponto, só a experiência poderá confirmar, mas se durar o suficiente para um filme, já estará bom. A DTV 500 vem com alça, carregador e fone de ouvido.
O preço? Ainda não confirmei, mas dizem as más línguas que deverá girar em torno de 800 reais. Não é dessa vez que se irá desbancar a TV Bakosonic da portaria, mas terá presença certa nas numeradas de certas partidas de futebol. (Não, não pensei no Parque São Jorge.)
Interessado em TV digital de bolso? Clique aqui e conheça também o celular Samsung V820L, que capta sinal de TV digital no padrão 1-seg.








Eis que quase dois meses se passaram desde o advento da TV digital em São Paulo. E os conversores baratos, aqueles que seriam vendidos por menos de 200 reais, onde estão? Imagino a agonia da fictícia Família Silva, criada para a propaganda do governo na TV, ao ver os conversores Philips de 1.099 reais, os da Sony de 999 reais, e os da Positivo, cujo modelo mais barato (e depenado de recursos) custa 499 reais. Sei que é chato comparar, mas nos Estados Unidos as transmissões analógicas serão encerradas já em fevereiro do ano que vem. E quem não tem dinheiro para trocar de TV? Aí é que está: a partir deste mês, cada família americana terá direito a até 