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Teste: celular Samsung V820L com TV digital

O SGH-V820L, da Samsung, é um celular com um atrativo praticamente imbatível: a recepção móvel de TV digital.

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O SGH-V820L, da Samsung, é um celular com um atrativo praticamente imbatível: a recepção móvel de TV digital. No Brasil, foi o primeiro a oferecer o recurso, que agora pode ser visto (literalmente) também no CelTV da Semp Toshiba.

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O Versão Zero teve a oportunidade de conhecer o V820L de perto. Assistimos à TV, tiramos fotos e andamos com ele pela cidade de São Paulo por alguns dias. Confira.

Televisão

O V820L sintoniza TV digital móvel, ou seja, com a baixa resolução do padrão 1seg. Melhor dizendo: com resolução adequada ao tamanho da tela do celular, que é de aproximadamente 2,5 polegadas.

A imagem é nítida e brilhante, embora seja um tanto limitada para ler legendas ou Closed Caption. O som do pequeno alto-falante é bastante audível, mesmo em ambientes com algum ruído (como num carro em trânsito). A visualização fica melhor quando giramos a tela para fora, fechando o celular; desse modo, ela fica com cara de TV de bolso. Na verdade, basta fazer isso para que a TV seja ligada.

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No modo TV, os botões externos mudam de função. O Zoom vira volume; a captura de foto vira Menu; e o botão TV vira seletor de formato de tela. O Menu tem algumas funções interessantes. A partir do EPG (guia eletrônico da programação), por exemplo, você pode selecionar um programa e ajustar um alarme para avisá-lo quando ele começar.

É também pelo Menu que ligamos o Closed Caption ou transferimos o som para um fone de ouvido estéreo Bluetooth (tentamos usar um fone mono Panasonic, mas ele só serviu para chamadas de voz).

A recepção do sinal é facilitada por uma antena telescópica de 8 centímetros. Na maioria das vezes, ela nem é necessária, embora melhore o sinal de canais com transmissão mais fraca. Um exemplo: sintonizamos a TV Globo com o V820L em movimento e com a antena recolhida, num trajeto de 25 quilômetros da Zona Oeste à Zona Leste de São Paulo, percorridos em 1 hora. Perdemos o sinal em três breves momentos, um deles dentro de um túnel (o que é compreensível). No resto do caminho, a imagem e o som chegaram sincronizados e com qualidade, mesmo com a antena recolhida.

Curioso notar que a proporção da tela é 4:3, a mesma da TV normal. Se preferir, o usuário pode adaptar a imagem para aparecer no formato Wide – nesse caso, ela ganhará faixas pretas acima e abaixo da tela. É bom lembrar que boa parte da programação atual das nossas emissoras ainda é transmitida na proporção 4:3, portanto isso não significa necessariamente uma limitação. E, como mimo, a Samsung inclui como acessório um interessante pingente plástico que, aberto, serve como apoio de mesa para a TV.

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Fotografia

Usar o V820L como câmera fotográfica foi uma agradável surpresa. E não foi apenas pela tela ampla – que, aliás, permite enquadrar a cena com bastante segurança. (Clique nas fotos para ampliá-las.)

O que agradou mais foi o sistema de autofoco. Mesmo sem ter ajuste Macro, as fotos tiradas bem perto do objeto tiveram sua nitidez preservada. A resolução de 2 megapixels mostrou-se adequada para uma câmera de conveniência; se tiverem iluminação adequada, as fotos poderão ser impressas em papel 10 x 15 com qualidade. O flash embutido é útil, mas pode não ser potente o suficiente para iluminar o cenário por trás do objeto. E o Zoom digital, de 4x, oferece aproximação muito limitada.

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O V820L tem duas câmeras: além da externa, há outra interna, para videoconferência em redes 3G. As duas câmeras funcionam também como filmadora, com resolução máxima de 176 x 144 pixels. A foto pode ter até 1.600 x 1.200 pixels. Há ainda três modos de disparo: normal, Multishot (com opções de 6, 9 e 15 disparos seqüenciais, este último com resolução de meio VGA) e Mosaico, para paisagens. Fotos e vídeos podem ser guardados na memória interna ou no cartão MicroSD – o celular vem com um adaptador SD, para transferir os arquivos a um PC.

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Aplicativos

O V820L tem a maioria dos recursos dos melhores celulares. Toca MP3, grava voz, surfa na Web, tem Bluetooth estéreo, roda programas e jogos Java e está pronto para videoconferência sobre redes 3G. Na lista das poucas coisas que o celular não têm estão sintonia de rádio FM e tela sensível ao toque.

Um recurso de segurança bacana é o uTrack. Imagine que você tenha perdido o celular; quando alguém inserir um novo cartão SIM, ele irá enviar uma mensagens a 2 números de sua escolha, informando o número de quem o encontrou. No quesito profissional, há o Samsung Mobile Business, um aplicativo Java que pode se conectar a um servidor de mensagens Microsoft Exchange.

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Um aplicativo, no entanto, chamou mais a atenção do Versão Zero: o Identificador de Músicas. Funciona assim: se você estiver ouvindo uma música – no rádio, no CD ou na rua –, deixe o Identificador ouvi-la. Em segundos, com ajuda de uma rápida conexão à internet, ele irá dizer o nome da música e do intérprete. No nosso teste, ele acertou quase tudo, de Billy Idol e Madredeus, tocadas no alto-falante do PC, a Skank e Bruno e Marrone, tocadas em um radinho de pilha. Só ficou de fora uma música que Zélia Duncan canta com o Capital Inicial.

A expansão é possível mediante o uso de cartões MicroSD. Com o adaptador fornecido, é fácil transferir arquivos entre o celular e o PC. Retirando parte da carcaça, o usuário tem acesso ao slot MicroSD, ao cartão SIM e à bateria. Ao contrário de muitos celulares, o desencaixe é fácil e a trava é razoavelmente firme.

Conclusão

Fomos atrás do V820L pela capacidade de sintonizar TV digital. E, além de assistir à TV com a qualidade esperada, fomos surpreendidos por uma eficiente câmera digital e uma coleção de aplicativos interessantes.

O suporte de mesa, que pode ser levado como pingente, foi uma boa sacada da Samsung. Bem que o V820L poderia sintonizar rádio – a tela poderia servir para mostrar as informações RDS, transmitidas pela estação.

Outro recurso que gostaríamos de ver é a gravação de trechos da programação da TV – isso transformaria o V820L num prático “videocassete” de bolso. Mas nem isso, nem a captura de “fotos” da tela são permitidas.

Lista de desejos à parte, o celular SGH-V820L pode satisfazer quem busca uma forma de assistir à TV de qualquer lugar, com imagem de qualidade – e sem ter que carregar mais um player dentro da bolsa.

Samsung SGH-V820L
O que é Celular com TV digital 1seg
Padrão GSM
Freqüência 850, 900, 1800 e 1900 Mhz
Redes de dados 3G UMTS, GPRS, Edge
Conexões Bluetooth, USB, slot MicroSD
Tela interna 340 x 220 pixels, 262 mil cores
Câmera 2 MP, flash LED, Zoom digital 4x
Tamanho 103 (A) x 51 (L) x 18 (P) mm
Peso 103 gramas
Preço A partir de R$ 719 na Vivo SP*
* Preço dado como referência, obtido na loja
virtual da Vivo SP para planos pós-pagos. O
preço real pode variar de acordo com o plano
contratado.
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Teste Retrô: Sinclair ZX81 (1981)

Mais uma peça para o acervo do Versão Zero: o microcomputador ZX81, da inglesa Sinclair – considerado por muitos como o primeiro micro realmente popular.
O ZX81 começou a ser vendido em março de 1981. Era um computador de uso doméstico, para usar ligado à televisão. Para guardar programas, era preciso um gravador, fita cassete, sorte [...]

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Mais uma peça para o acervo do Versão Zero: o microcomputador ZX81, da inglesa Sinclair – considerado por muitos como o primeiro micro realmente popular.

O ZX81 começou a ser vendido em março de 1981. Era um computador de uso doméstico, para usar ligado à televisão. Para guardar programas, era preciso um gravador, fita cassete, sorte e paciência.

Mais importante foi seu uso: muitos começaram na computação pelas portas da Sinclair. De fato, estima-se que a produção total desse micrinho tenha ultrapassado 1 milhão de unidades.

Dadas as características da máquina, é de se espantar que tenha cativado tanta gente. Confira: processador Z80A de 3,5 MHz, 1 kbyte de memória principal, teclado de membrana, ausência de som…

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Bizarro, não é? Pois a mágica estava justamente na simplicidade. Com o pouco que havia, era preciso fazer milagres. E, da linguagem Basic, acesssível pelo teclado pré-programado, o entusiasta saltava logo para a linguagem de máquina, formada por longas seqüências de números na base hexadecimal.

Os mais engajados podiam encomendar seu micro desmontado. Até há pouco tempo, uma empresa de Nova York, a Zebra Systems, ainda vendia kits do ZX81 para hobistas. E, acredite, houve quem criasse impressora, expansões e até leitor de disquetes para o micrinho.

Usar o ZX81 hoje é uma experiência e tanto. O desafio começa pela sintonia da TV. O manual diz que o canal correto é o 36 UHF, mas só consegui ver a imagem no 35. Também tive que providenciar um novo cabo, já que o original não se encaixa em nossas TVs. E, claro, um conversor AC/DC, pois o original só opera em 220 V.

Programação na TV

A imagem, que já era sofrível em 1981, continua ruim. Não é por acaso que a internet está cheia de esquemas para adaptar um conector AV (vídeo composto) ao ZX81.

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Ainda sobre a tela, a capacidade máxima é de 24 linhas por 32 colunas, em 2 cores – preto e branco. No modo gráfico, a resolução é de 64 x 44 pixels – que, na TV, parecem tijolos. As duas últimas linhas são reservadas para digitação de comandos, mensagens de erro e entrada de dados.

Comparado ao que existe hoje, o ZX81 parece mais uma calculadora programável. Peso de calculadora ele tem: com pouco mais de 300 gramas e com um gabinete de 16,5 cm x 17,5 cm, o ZX81 cabe fácil na bolsa ou na mochila.

No Brasil, o ZX81 teve diversos clones, fabricados durante o período da reserva de mercado de informática. Os principais “representantes” locais foram Microdigital e Prológica. Foi uma época de desafios, mas também de sonhos – realizados, muitas vezes, pelo teclado de um ZX81-compatível.

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Sinclair ZX81
Linguagem Sinclair Basic
Processador Z80A (3,5 Mhz)
Memória 1 kbyte RAM (8 kbytes de ROM)
Vídeo TV (canal 36 UHF)
Teclado 40 teclas, formato de membrana
Armazenamento Gravador cassete
Cores Duas (Preto e branco)
Som Não
Preço (1981) 55 libras (kit), 70 libras (montado)

Fontes: Old-Computers.com, ZX81 Home Page, Erik Klein’s Vintage Computers, Clube do TK90X

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Teste Retrô: TRS-80 Model 100 (1983)

Depois de uma bem sucedida negociação no eBay, o editor deste blog pôs as mãos em um aparelho há muito cobiçado: um TRS-80 Model 100.
O Model 100 é um micrinho que fez história por duas razões: foi o primeiro notebook de sucesso (seria, na verdade, o segundo; o primeiro lugar, pela cronologia, é do desconhecido [...]

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Depois de uma bem sucedida negociação no eBay, o editor deste blog pôs as mãos em um aparelho há muito cobiçado: um TRS-80 Model 100.

O Model 100 é um micrinho que fez história por duas razões: foi o primeiro notebook de sucesso (seria, na verdade, o segundo; o primeiro lugar, pela cronologia, é do desconhecido Epson HX-20) e teve seus programas internos feitos por ninguém menos que Bill Gates.

Diz a lenda que o Model 100 fez sucesso principalmente entre jornalistas. Era fácil ver alguém teclando num Model 100 durante as Olimpíadas de 1984, em Los Angeles. Em entrevista ao Museu Natural de História Americana, Gates disse que mesmo em 1993 ainda se podia ver alguns jornalistas usando o aparelhinho.

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8 kbytes por 600 dólares

Para quem não sabe, TRS é a sigla para Tandy Radio Shack. A Radio Shack é uma cadeia de lojas de aparelhos e peças eletrônicas que foi fundada em 1921. Em 1963, Charles Tandy encontrou a rede quase falida e a transformou novamente em um negócio lucrativo.

Em 1977, a empresa decidiu entrar no ramo de computadores pessoais. Nascia assim a linha TRS-80. O Model 100 é parte dessa dinastia. Foi lançado nos EUA em 1983 – há exatos 25 anos, portanto – por preços a partir de 599 dólares (base do modelo com 8 kbytes de RAM).

Você leu certo: 8 kbytes. O modelo que adquiri tem 24 kbytes, espaço insuficiente para um documento Word vazio. Mesmo assim, o micrinho é valente. Traz um interpretador Basic e quatro aplicativos (um editor de texto, agenda de endereços, agenda de compromissos e um programa de comunicação). Havia ainda um modelo com 32 kbytes, à venda, no lançamento, por 1.134 dólares.

Meu radinho de pilha

O melhor é que o micro funciona por horas apenas com 4 pilhas AA. Sua autonomia é de dar inveja a qualquer notebook: dá para usá-lo de 16 a 20 horas sem trocar as pilhas. Um LED vermelho do lado da tela avisa quando elas começam a ficar fracas.

A tela LCD tem 8 linhas de 40 caracteres e um botão para ajustar sua intensidade. Não há iluminação. Do lado direito ficam a chavinha liga-desliga e a entrada para o adaptador de tomada de 6 volts. Do esquerdo, os botões de controle do modem embutido (sim, ele tem modem de 300 bps!) e um leitor de código de barras.

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Para que um leitor desses?, você pode perguntar. Segundo a história contada por Gates na entrevista ao museu americano , a japonesa Kyocera – que foi quem projetou este micro – e a Microsoft acreditavam que software poderia ser vendido na forma de cartões com código de barras. O fundador da Microsoft disse que a programação da ROM do Model 100 marcou a última vez em que ele realmente botou a mão na massa.

Tecladão de verdade

No uso, o Model 100 é surpreendente. Esqueça a ergonomia: para enxergar a tela enquanto digita, vai ter que se curvar. Mas o teclado, em tamanho natural, é robusto e suave. Teclas de cursor e de edição permitem o hoje banal Copiar, Colar, Cortar. Mas imagine isso em 1983…

Nos cálculos, o desempenho do processador 80C85 de 8 bits e 2,4 MHz (de novo, você leu certo: megahertz) não decepciona. Escrevi um programa de cálculo de fatorial e o resultado vem na hora.

Um dos testes consistiu em calcular a “área sob a curva” da função f(x)=1/x, no intervalo entre 1 e 100. Isso equivale a encontrar a melhor aproximação da integral numérica dessa função, no intervalo dado. Usamos, para tanto, o método dos trapézios. O resultado? A aproximação com 100 trapézios levou 8 segundos; com 1000 trapézios, 1m22s; com 10000 trapézios, 14m. O tempo foi praticamente a metade do que levou outro micro de 8 bits, o Microdigital TK85 (cujo teste você pode conferir aqui).

Meu próximo passo é escrever um programa para resolução de matrizes baseado no Método de Gauss – aí, talvez, o micrinho peça água.

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Infelizmente este Model 100 não veio com os manuais. Mas não tem problema: muitos deles já foram escaneados e podem ser baixados do Club 100, site que reúne donos e fãs do Model 100. Mas, para o Versão Zero, basta a história: o Model 100 tem tudo para ser nossa maior aquisição.

(O Versão Zero agradece ao site Obsolete Technology pelas informações de época.)

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Teste: Positivo Mobile Mobo

Já estamos perdendo a conta do número de mini-notebooks lançados no mercado internacional. No Brasil, o nicho dos portáteis baratinhos é representado, até agora, por 2 modelos: o Eee PC, da Asus, e o Mobo, da Positivo Informática.
Leia mais sobre mini-notebooks
>> Testamos o PC 81001, da Proview

O Mobo e o Eee PC são bastante parecidos. [...]

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Já estamos perdendo a conta do número de mini-notebooks lançados no mercado internacional. No Brasil, o nicho dos portáteis baratinhos é representado, até agora, por 2 modelos: o Eee PC, da Asus, e o Mobo, da Positivo Informática.

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O Mobo e o Eee PC são bastante parecidos. Ambos têm tela LCD de 7 polegadas e usam memória flash no lugar do HD. Mas também há diferenças importantes entre os dois, e que podem ser decisivas na hora da compra.

Este novo teste de Versão Zero concentra-se no Mobo, um micrinho que compartilha o mesmo hardware que o Kira, da espanhola Airis. É preciso reconhecer que o Mobo foi bem adaptado ao uso no Brasil: tem teclado com cedilha e manual e sistema operacional em português.

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Sistema espremido

O Mobo vem com Windows XP Home, atualizado com o Service Pack 2. O sistema se espreme nos 2 GB da memória flash; sobram 800 MB livres para outros arquivos e programas. A compactação de dados já vem ligada e o tamanho do arquivo de paginação é zero.

Sem arquivo de paginação – um truque de software que faz o computador aparentar ter mais memória RAM do que realmente tem, descarregando o excesso no HD -, o Windows fica dependendo unicamente da memória física, que é de menos de 500 MB (descontados daí o naco dedicado à memória de vídeo).

Não que a falta da paginação seja limitadora: carregamos uma dezena de aplicativos sem ameaçar o funcionamento do sistema. Mas, se for fazer algo mais pesado, como editar fotos ou vídeo, cuidado.

Outro sinal de ambiente limitado é que a opção Hibernar deve ser usada com cautela. Essa opção, que economiza tempo na hora de ligar o sistema, até pode ser ligada, mas vai tomar 447 MB, ou metade do espaço livre no disco (isso é necessário para guardar uma “fotografia” da memória na hora em que o micro é desligado).

Se o espaço no drive C for mesmo um problema, uma solução é encaixar um cartão SD ou SDHC no slot frontal – uma espécie de upgrade instantâneo para o armazenamento de grandes arquivos, como músicas e filmes. Ou apelar para um HD externo, como o da foto que abre este teste.

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Máquina zerada

Apesar de ser um exemplar que já passou por muitos testes, o Mobo chegou ao laboratório do Versão Zero como se tivesse vindo da fábrica. Ligamos o micrinho e logo o Windows XP pediu dados para criação de usuários e sugeriu o registro do sistema na Microsoft.

O processo de inicialização inclui também a criação de uma conta na internet discada da Positivo, um serviço que é prestado pela Brasil Telecom. Isso pode ser deixado de lado, caso se vá usar alguma banda larga ou conexão sem fio (Wi-Fi). Mas é bom saber que tem.

Há também um serviço online de consulta ao dicionário Aurélio, com franquia de um ano. O cadastro no site do dicionário exige número de série do PC, usuário e senha, e a consulta só poderá ser feita a partir de um computador Positivo. Essa verificação é feita por um controle ActiveX, que é baixado no micro logo no primeiro acesso.

A lista de softwares inclui ainda os gratuitos BrOffice – conjunto de aplicativos de escritório com planilha eletrônica, processador de textos e software de apresentação – e Adobe Reader. Faltou o Java, que é essencial para muitos sites e que nós tivemos de instalar por conta própria.

Dicas para usar bem o Mobo
Para digitação prolongada
Use teclado e mouse USB de tamanho natural. Se
possível, use também monitor externo
Para navegação na internet
Use a tecla F11 para expandir a tela do navegador
Para aumentar a área da trabalho
Oculte a barra de tarefas do Windows clicando nela com
o botão direito e escolhendo Propriedades, Ocultar
Automaticamente a Barra de Tarefas. Para fazê-la
aparecer de novo, arraste o cursor para o rodapé da tela
Para melhorar a leitura de textos
Ative o ClearType, que suaviza o contorno das letras.
Clique com o botão direito na área de trabalho e escolha
Propriedades, Aparência, Efeitos e trocando “padrão”
para “ClearType”
Para estender a duração da bateria
Desligue o Wi-Fi quando não estiver usando e diminua o
brilho da tela LCD

Ajuste fino

O Java não foi o único acerto necessário no Mobo saído da caixa. Depois de ligar o micro, notamos que a imagem parecia distorcida. Decidimos então mudar o modo de exibição para ajustar o Windows ao formato widescreen, clicando na área de trabalho com o botão direito e escolhendo o modo 800×480, True Color, 60 Hertz na ficha Propriedades, Adaptador.

A digitação no Mobo é relativamente confortável. Conta pontos os cantos arredondados da base, que se encaixam bem nas palmas das mãos. Mas não vá pensar em passar horas digitando no micrinho. Se isso for mesmo preciso, arranje um teclado USB e, se der, ligue um monitor externo à saída VGA.

Mesmo porque o teclado do Mobo traz algumas idiossincrasias. Exemplo: é preciso apertar Alt-Gr, Q para obter a barra /, e Alt-Gr, W para obter a interrogação ? (foto abaixo). Se você tiver um teclado externo ABNT2, bastará espetar e usar.

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O sistema de restauração da configuração original do Mobo também é curioso. Exige o uso de um pen drive de pelo menos 1 GB. A Positivo fornece apenas o CD com o sistema original. A partir desse CD, a pessoa poderá usar um PC comum e criar, no pen drive, os arquivos necessários para a restauração. Esse pen drive servirá de “disco de boot” para o Mobo. Depois de utilizado, será preciso reformatar o pen drive usando, de novo, o CD da Positivo.

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Bateria nota dez

A duração da bateria é a grande surpresa. Ligado e carregado, o Mobo promete funcionar por 4h40. Deixamos rodar “O incrível homem que derreteu”, com som e Wi-Fi ligados e tela no brilho máximo. No fim, o XP ainda acusava energia para mais 3h00. Rodamos o filme mais uma vez, até o fim. E ainda sobrou gás no Mobo para 1h14 de operação.

O segredo está no processador. O Via C7-M ULV ajusta sua velocidade – e, portanto, seu consumo de energia – à tarefa que estiver sendo executada. Tem que exibir vídeo? Tome potência. Vai apenas digitar texto? Ok, vamos economizar.

Isso acaba distorcendo um pouco a estimativa que o Windows XP faz da durabilidade da carga. Em certo momento do teste, quando navegávamos na internet, o sistema prometia autonomia de 40 minutos, mas bastou rodar um vídeo do YouTube para que o sistema desligasse abruptamente, sem avisar ninguém.

E upgrade, dá para fazer? Segundo o manual, não. Diz lá: “A arquitetura do Positivo Mobile Mobo não permite que se acrescentem dispositivos internos de expansão, ou seja, não é possível realizar upgrade”. De fato, não há sequer uma porta de acesso à memória RAM (foto acima). Relatos na internet dão conta de que a troca de RAM é possível, desde que se remova o teclado. Portanto, se for realmente necessário, melhor procurar um técnico.

O que é legal no Mobo

Posição do microfone no teclado melhora recepção da voz
Tela LCD brilhante
Longa duração da carga da bateria
Boa ventilação contra o superaquecimento
Cabe numa bolsa pequena e não chama atenção

O que não é tão legal assim

Poucas opções de ajuste de iluminação da tela
Posição frontal do slot de memória atrapalha encaixe
Carregador grande e com tomada de 3 pinos
Só tem duas portas USB
Não dá para ampliar a memória RAM

Por dentro do Mobo
Processador Via C7-M ULV de 1 Ghz
Tela LCD TFT de 7 polegadas, widescreen
Memória RAM de 512 MB DDR2
Webcam embutida, resolução de 640×480 (0,3 MP)
Memória flash de 2 GB (tem a função do HD)
Leitor de cartões 3 em 1 (para SD, MMC e MS)
Porta de rede 10/100 Mbps
2 portas USB
Porta VGA
Rede sem fio Wi-Fi 802.11 b/g
Modem interno 56Kbps
Bateria Li-Ion 4800 mAh; autonomia aproximada 4 h
Teclado de 80 teclas,
Touchpad com 2 botões, controle de rolagem de tela
Alto-falantes e microfone embutidos
Peso: 1,1 kg
Acompanha: bateria, carregador, bolsa protetora
Preço: 999 reais


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Teste: receptor de TV digital Aiko DT-0818

Custando menos de 200 reais, o Receptor USB para TV Digital DT-0818 da Aiko é uma das opções mais em conta para quem quer assistir à TV digital no PC. Versão Zero fez um teste completo com o aparelhinho, que permite ver TV de qualquer lugar, com imagem firme e nítida.

Em termos físicos, ele parece [...]

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Custando menos de 200 reais, o Receptor USB para TV Digital DT-0818 da Aiko é uma das opções mais em conta para quem quer assistir à TV digital no PC. Versão Zero fez um teste completo com o aparelhinho, que permite ver TV de qualquer lugar, com imagem firme e nítida.

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Em termos físicos, ele parece um pen drive. Funciona com uma antena com base imantada, que gruda em superfícies metálicas. O DT-0818 não tem antena telescópica, que seria até prática mas costuma ter alcance muito limitado. O DT-0818 funciona atualmente em PCs com Windows XP e Vista. Incidentalmente, o Versão Zero descobriu que, no XP com o pacote de atualizações SP3, a instalação provoca um “boot” involuntário do sistema – no XP com SP2, tudo corre como previsto. Isso não impede o funcionamento do receptor.

A Aiko já oferece, em seu site, um driver feito para o Windows XP com o pacote de atualizações SP3, e que não provoca mais o “boot” involuntário do sistema. O arquivo DT-0818_setup_XPSP3.exe pode ser baixado aqui.

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A Evadin, que fabrica os produtos Aiko, disse estar trabalhando para corrigir o problema. E anuncia uma novidade bacana: a liberação, dentro de um mês, de drivers para Mac no site da Aiko (vamos conferir!). Os drivers para Linux estão nos planos, mas isso, segundo a empresa, vai demorar um pouco mais.

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Qualidade de celular

O hardware é realmente muito simples e a TV é controlada totalmente por software: o programa Presto! PVR, da NewSoft. A imagem tem tamanho nativo de 320 x 180 pontos, que é adequada para a tela de um celular mas que, no PC, pode deixar a desejar. A questão –não custa repetir- é que, embora o sinal seja digital, a resolução não é de alta definição. O receptor é do tipo 1seg, que foi concebido para ser captado pelos celulares com função de TV. Isso não tira o prazer que é acompanhar o que passa na TV a partir de uma janelinha na tela do micro. E o software permite mais: dá para capturar quadros do programa exibido, gravar o que está sendo transmitido e até pausar a programação, usando a função de gravação do Presto! PVR.

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Como é a recepção

O DT-0818 foi utilizado em um apartamento e em uma casa térrea, ambos em São Paulo. No 17.o andar, foi possível sintonizar 10 canais. No nível do solo, o total variou entre 5 e 8. A razão são as áreas de sombra que ainda persistem na cidade. A posição da antena também faz diferença.

Ao contrário da recepção analógica, os canais digitais com sinal fraco não aparecem no seletor. Às vezes, na tentativa de sintonizar, o programa pode reproduzir apenas o som do canal, ou som e imagem sem sincronia. Mas chiados e chuviscos, nunca mais. A imagem, no tamanho natural, é pequenina. Pode ser aumentada por ampliações predefinidas (Original, Padrão, Large Scale 1 e 2) e até ocupar toda a tela. Nesses casos, contudo, será possível ver o efeito granulado da ampliação, já que a recepção não é de alta definição. A captura de telas é instantânea. É feita apertando-se a seqüência de teclas Control Alt S. Não importa o tamanho da imagem exibida na tela: o tamanho da captura será sempre o mesmo, de 320 por 180 pontos.

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Os formatos de tela disponíveis são 16:9 (widescreen) e 4:3 (convencional). Nem todas as emissoras tiram proveito do formato widescreen todo o tempo. Nos casos em que a imagem não preenche a telinha, faixas pretas completam o quadro. Curioso sobre o funcionamento do software Presto? Então siga o pequeno guia que fizemos para você. Mais abaixo, nossas conclusões.

Como funciona a TV por software

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O Painel de controle traz os botões Rec (gravar); Pause (alterar tempo); Parar, Avanço e Retrocesso; troca de canais, último canal (para ficar de olho em um programa que está prestes a começar); ver lista de canais (abre e fecha uma lista lateral com os canais disponíveis); e Histórico.

Com o Pause, a tela fica congelada e a transmissão em tempo real começa a ser gravada; com um segundo clique neste botão, a transmissão continua do ponto pausado, defasada da programação em tempo real. Para voltar a assistir a programação real, basta clicar em Parar. As gravações e capturas de tela podem ser vistas a partir da lista mantida pelo Histórico.

Os trechos de vídeo são gravados em um formato chamado NTS. Um minuto de vídeo resulta num arquivo NTS de cerca de 3 MB. Nos Botões laterais estão o EPG – Guia Eletrônico de Programas; o Closed Caption (abre espaço na tela para exibição de legendas); as Configurações; e a Ajuda.

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O Guia Eletrônico de Programas exibe uma janela com a programação daquele canal. A tabela apresenta o nome do programa, a data, a hora de início, a duração, e uma breve descrição. As Configurações trazem as abas Dispositivo, Canal, Vídeo, Gravar, Programação, Skin, e Live Update. Na aba Dispositivo, o campo Device mostra o dispositivo em uso (Asicen DM011 BDA Digital Tuner 0).

Na aba Canal, uma janela mostra a lista dos canais detectados na região – no caso da Grande São Paulo, são até 10 canais, incluindo Mix TV, Gazeta, Globo, Record, SBT, Rede TV!, RIT, e MTV. Na aba Vídeo, controles permitem ajustar brilho, cor 1, cor 2 e contraste, além de habilitar ou desabilitar o entrelaçamento de vídeo. Na aba Gravar, o campo Pasta define um local para guardar os vídeos gravados. Em Instantâneo, pode-se escolher o tipo de arquivo das capturas de tela (jpg, bmp e png).

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Na aba Programação, o botão Adicionar permite programar a gravação de um programa de TV. Escolhe-se o canal, a periodicidade da gravação (uma vez, diário ou semanal), a data e hora do início, e a duração. Na aba Skin, pode-se mudar o desenho do painel de controle (inicialmente, só há uma opção). E a aba Live Update convida ao registro do produto na NewSoft.

Nossa conclusão

Então, vale a pena? O Versão Zero acredita que sim. A praticidade de ter uma TV no cantinho da tela pode ser bem útil. Viu uma reportagem interessante? Grave-a na hora. Pintou uma cena incrível na novela? Capture uma imagem para mandá-la via e-mail ou publicá-la em seu blog. Quer acompanhar aquele jogo sem ter que parar de trabalhar ou estudar? Simplesmente espete o USB e assista. Entre os que não gostam, a principal crítica é a baixa resolução.

É verdade. Mas considere: o trabalho de decodificação da imagem é quase todo do PC, e uma resolução mais alta vai exigir mais poder de processamento – ou seja, micros mais rápidos. Com um receptor como esse, até um Pentium III bem atualizado poderá dar conta do recado (a exigência oficial é um Pentium 4 de 1,3 GHz ou melhor). Se tiver um micro atualizado, então, o receptor USB de TV digital será diversão garantida.

Teste://Versão Zero
Aiko DT-0818
Função Receptor USB para TV digital
Resolução 320 x 160 pontos no formato 16:9
Interface USB 2.0 ou 1.1
Recursos Gravação programável; captura de tela
Requisitos Desktop: Pentium 4 1,3 GHz
Notebook: Pentium M 1 GHz
Windows XP ou Vista
Informações www.aiko.com.br
Preço R$ 199 no Comprafácil


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