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Teste: Computador pessoal Casio PB-110

Houve um tempo em que se acreditava no poder da linguagem de programação Basic para levar a computação às massas. A calculadora programável PB-110, que chega até nós em estado de nova, é dessa safra.


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Houve um tempo em que se acreditava no poder da linguagem de programação Basic para levar a computação às massas. Computadores pessoais vinham com um interpretador Basic embutido e crianças eram levadas pelos pais a cursos livres de programação. E mais: alguns fabricantes decidiram que Basic era bom também para calculadoras. Dessa época, como se tivesse sido tirada do portaluvas de um certo DeLorean, veio uma reluzente Casio PB-110, cujo teste você vê aqui no Versão Zero.

Este exemplar veio das mãos do amigo Miguel Pragier, que a deu como um dos mais incríveis presentes de aniversário que já ganhei. Ia dizer que ela está praticamente nova. Mas não: está realmente nova. Vidro, painel, capa, manuais – tudo impecável, já que ela nunca foi realmente utilizada.

Passado o espanto inicial de ver uma máquina tão antiga e, ao mesmo tempo, tão nova, tínhamos a obrigação de colocar baterias para vê-la funcionar. Já tive surpresas ruins em ressuscitação de computadores e calculadoras antigas, e capacitores que estouram não são novidade para quem se aventura por tais caminhos. Felizmente não foi o caso da PB-110. Foi só abri-la, encaixar as duas baterias CR-2032, fechar a tampa e ligá-la. A mensagem “Ready P0” não deixou dúvidas – 26 anos após sua fabricação, a máquina ainda estava viva.

Computadores pessoais?

É curioso que máquinas como a PB-110 tivessem sido apresentadas ao mercado como computadores pessoais. Mas é o que consta na caixa e nos manuais. Algumas coisas, de fato, a distanciavam das calculadoras científicas, e não era só pela linguagem Basic. Acessórios opcionais permitiam a conexão de um gravador cassete (para gravar e ler programas e dados) e de uma pequena impressora.

O uso do Basic torna a PB-110 (e outras do gênero) bastante singular. Para explicar: numa calculadora convencional, por exemplo, você teria de apertar as teclas três, zero e “sin” se quisesse saber o seno de um ângulo de 30 graus. Na PB-110, você tem de escrever, com o teclado alfanumérico, “sin30” e apertar a tecla EXE (de Execute). É por isso que não há funções matemáticas associadas aos botões – você é que precisa decorar  as funções do Basic. Da mesma forma, para calcular o quadrado do seno de 30 graus na calculadora comum, você teria de pressionar três-zero-sin-x2, obtendo 0.25. Na PB-110, isso equivale a “sin30^2”.

O painel da PB-110 é bem, bem pequeno: tem 16 cm de largura por 7 cm de comprimento. Mesmo assim, é capaz de certos milagres. O pequeno teclado Querty permite chavear entre maiúsculas, minúsculas e caracteres especiais, como as letras gregas sigma, ômega e mi. A tecla Mode, no teclado numérico, permite configurar alguns aspectos da máquina, como o tipo de ângulo (grau, radiano e grado) e a partição de memória utilizada.

Memória em passos

A área de RAM tem 544 passos e 26 memórias (variáveis). Pode-se expandir sua memória para 1.568 passos/222 memórias mediante a instalação de um módulo de hardware. Bem, mas quanto é isso? O manual explica: numa instrução tão simples quanto “10 INPUT A”, o número de linha (10) ocupa dois passos; a instrução INPUT ocupa um passo; e o nome da variável A ocupa um passo. O caracter de fim da linha (EXE) também ocupa um passo.Total da linha: cinco passos.

Ah, e lembra a mensagem inicial “Ready P0” que aparece quando ligamos a PB-110? P0 (pê-zero) identifica uma das dez partições da memória. É um tipo de organização que visa permitir o armazenamento de mais de um programa. (Na maioria dos micros da época, só era possível carregar um programa por vez na memória. Havia truques de programação para burlar essa limitação, mas isso é outra história.) Isso quer dizer que você poderia ter até dez programas para acesso imediato – desde que a soma de seus passos não exceda a capacidade da memória.

Dizer que a PB-110 “fala” Basic é impreciso. Na verdade, ela entende um dialeto limitado do Basic, embora surpreenda pela inclusão de comandos como READ e DATA (que outros micros, como o Sinclair, não tinham). Em termos de tipos de variáveis, só existem três – números, strings e matrizes unidimensionais –, sendo que as strings não podem ter mais de sete caracteres. Mais: a cada uma das 26 variáveis numéricas possíveis é associada uma letra do alfabeto, de A a Z, e essa mesma área servirá para as variáveis das matrizes. Imagine uma matriz A com dois elementos, A(0) e A(1); se você der o comando PRINT B, verá o conteúdo de A(1).

O bom e velho fatorial

Como já fizemos em outras ocasiões (e com outros micros antigos), digitamos um programinha Basic para cálculo de fatorial (n!) só para conferir a velocidade do micrinho. O programa, que consumiu 38 passos, ficou assim:

10 INPUT N
20 A=1
30 FOR B=1 TO N
40 A=A*B
50 NEXT B
60 PRINT A

Daí, pedimos o cálculo de 69!, só para compararmos com outro teste, feito com a calculadora TI-66. A PB-110 entregou o resultado em 3 segundos cronometrados. Programada, a TI-66 levou absurdos 49 segundos. Para comparar, a calculadora escolar Sharp EL-501W, atualmente à venda, levou 0,6 segundo para realizar o mesmo cálculo!

E, só para pegar um pouco do espírito da época, tentamos reescrever o programa acima, juntando linhas para economizar memória. O resultado,

10 INPUT N:A=1
20 FOR B=1 TO N:A=A*B:NEXT B
30 PRINT A

consumiu 32 passos, seis a menos que a primeira versão – ganhamos dois bytes a cada número de linha eliminado (óóó…), mas em contrapartida o programa ficou mais difícil de ler. Programar na década de 1980 era isso aí. Quer moleza? Vai programar em Delphi.

Computador pessoal Casio PB-110
Ano de produção: 1983/1984
Linguagem: Basic
Memória: 544 passos/26 variáveis
Tela: LCD (1 linha x 12 caracteres visíveis; 62 caracteres por linha)
Peso: 119 gramas
Alimentação: Baterias (2xCR2032)
Preço de lançamento: desconhecido
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Conversor para TV digital: Faz sentido comprar um?

Quando estrearam, os conversores eram bem caros. Este aqui, da Digital Tech, ainda não é barato. Mas faz bem mais coisas que os da primeira geração.


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Quando estrearam, os conversores para TV digital eram muito, muito caros. Não podemos dizer que o preço atual está bom. Mas me animou ver um aparelho como o PVR-1818, da Digital Tech – que, além de sintonizar a TV digital brasileira, também reproduz MP3 e vídeos digitais DivX. E, de quebra, ainda funciona como gravador.

O PVR-1818 foi comprado para viabilizar o uso de uma TV de 14 polegadas na cozinha. A necessidade não era nova. Mas esperei muito para ver se o preço dos conversores baixava. A espera foi em vão: o valor mais baixo que vi foi cerca de 200 reais e, mesmo assim, naqueles descontos-relâmpago do Walmart. Hoje, está apenas uns dez reais mais barato, dependendo da loja.

Este da Digital Tech foi comprado no site do Extra. Custou-me uns 280 reais, isso porque fiz antes uma cotação de preços pelo BuscaPé – se você buscar um produto pelo BuscaPé, poderá ter algum desconto ou frete grátis.

É caro? É, sim. Ainda mais quando lembramos que o ministro das Comunicações Hélio Costa chegou a prometer conversores de cem reais. Esses conversores nunca viram a luz do dia… E não é agora, que as TVs de LCD já o trazem dentro de si, que veremos a promessa cumprida, não é?

Mas não foi apenas a sintonia de TV digital que me fez comprar o aparelho. Chamou-me a atenção a porta frontal USB, que – descobri durante a pesquisa de preços – serviria para tocar MP3 e reproduzir vídeos DivX, e até gravar programas. Um media player!, pensei. Argumento que bastou.

Levar na bolsa

A portabilidade da caixinha tem suas vantagens. Soube de um colega que, quando ia à praia, levava seu pequeno conversor consigo – à casa de praia, bem entendido, e não à orla. Este rapaz também levou seu conversor ao escritório durante a Copa do Mundo, para assistir aos jogos numa TV qualquer do trabalho.

Por tudo isso, comprei-o. A história de sua chegada guarda uma decepção e uma surpresa. A decepção: o painel que encobre o display veio parcialmente retorcido, como se a caixa tivesse sido deixada ao sol por horas (ironia: esse daí viu a luz do dia até demais). A surpresa: liguei para o suporte da empresa em São Paulo e no mesmo dia tive o painel trocado.

Como conversor, o PVR-1818 não chega a ser tão básico. Ele suporta resoluções de até 1.080i e tem conexão HDMI – não, não vem com cabo. (Leio agora no site da empresa que o modelo PVR-1818 H vem com cabo.) Outras conexões disponíveis são a S-Video e a Vídeo Componente. Claro que minha pequena TV mono de 14″ só exigiu o clássico cabo de ponta amarela.

Para sintonizar os canais, comprei por 20 reais uma antena interna UHF da marca Castelo. Me pergunto por que essa antena vem com uma espécie de antena parabólica de plástico entre as duas varetas de metal, já que são as varetas que realmente lhes dá utilidade. Ela vai ligada ao conector RF In – há outro, chamado RF Loop, que serve para distribuir o sinal da antena a outro aparelho qualquer – um velho videocassete, talvez?

Hoje, 31/12, troquei a antena Castelo M3002 por outra, chinesa, mais barata, de marca Bestfer e distribuída por uma empresa chamada Rio Chens. E não é que a recepção melhorou?…

A imagem pode ser tanto 4:3 como 16:9, com resoluções que variam de 480 a 1.080 linhas, progressivo ou entrelaçado. Escolhemos a 4:3 Pan Scan para que a imagem ocupasse toda a tela. Na sintonia, notamos que o aparelho pega tanto os canais HD quanto os 1-seg, com qualidade menor. É uma solução pragmática: quando algum canal não pega bem em HD, sempre haverá a opção da qualidade menor.

O menu de mídia é acessado via controle remoto. Pode-se assistir a fotos digitais em modo de apresentação slide show; ouvir a músicas MP3; e assistir a vídeos, com legenda.

Tinha grandes expectativas em relação a esse último recurso – vídeos com legendas -, mas as letras das legendas, mesmo no modo Normal, são muito pequenas até para uma TV de 20 polegadas. Se você conseguir ler as legendas no modo Pequeno, então terá acuidade visual para pilotar um caça F-18. E se você escolher o modo Grande – o que não ajudará grande coisa – a segunda linha das legendas de duas linhas ficará para fora da tela. Para amenizar o problema, pode-se escolher a cor da legenda e a cor de fundo.

Notícia boa, notícia ruim

Outra expectativa era a gravação da programação. Já tinha feito isso com um receptor USB de TV digital, mas me frustrei depois que descobri que o arquivo de vídeo é proprietário. No caso do PVR-1818, o vídeo usa formato .TS e pode ser reproduzido em outros computadores. Ponto para a Digital Tech!

O ponto fraco do recurso estará na qualidade da memória USB utilizada para gravação. A impressão que dá é que o hardware do aparelho sofre para dar conta de processar o sinal digital ao mesmo tempo que grava no pen drive. O resultado é que o vídeo gravado vem com pequenos saltos e falhas de recepção que normalmente não aparecem quando estamos apenas assistindo ao programa. Ah: a memória USB precisa ser formatada em FAT32. Nada de NTFS, hein!

No fim, resta a pergunta: Faz sentido comprar um? O conversor é útil, funciona conforme o prometido, apesar das ressalvas, e dá vida nova a TVs de tubo e mesmo a TVs LCD sem conversor. A capacidade de tocar mídia é um adicional nada desprezível e é coisa que TVs mais caras já fazem há algum tempo. Se a pergunta fosse apenas “faz sentido ter um”, eu diria que sim. Mas, no preço em que está, duvido que venha a se tornar um produto popular…

Digital Tech PVR-1818

Aparelho: Conversor de TV digital

Importador: U-Tech do Brasil Ltda.

Garantia: 6 meses

Site: www.dgtechbrasil.com.br

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Toca-discos Ion Profile Flash:
os bons tempos do vinil estão de volta

Seu toca-discos já foi para o lixo há tempos? Não desanime. Com aparelhos como o Ion Profile Flash, você poderá ouvir seus velhos discos de vinil e, de quebra, convertê-los para MP3 sem o PC.


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É provável que tenha me livrado dos toca-discos em 1999, durante mudança para um apartamento. Mas as “vitrolas” – uma velha Grundig, outra Gradiente DS-40 – podem ter ido antes, já que os CDs entraram em casa cedo, em 1988.

Boa parte dos discos de vinil também foram doados. Quem os levou foi um professor de História, que encheu seu velho Escort com uma pilha de gravações, de escolas de samba a Roberto Carlos.

Mas sobraram alguns – cerca de dez -, escolhidos a dedo, entre MPB, pop e rock. Foram estes que, mais de dez anos depois, voltaram à vida graças a um aparelho tinindo de novo: o toca-discos Ion Profile Flash.

A volta do vinil
Já vinha acompanhando por algum tempo a volta dos discos de vinil. Nos países mais ricos, a indústria percebeu logo o novo filão.

A Sony, por exemplo, vende desde 2008 seu toca-discos PS-LX300USB – que, como o nome indica, pode ser ligado a um PC via porta USB. (Ele recebeu a companhia de outros dois modelos, o PS-LX250H e o PS-LX350H, ambos sem USB.)

O problema ainda era o preço. Se nos Estados Unidos estes aparelhos custam entre 80 e 200 dólares, no Brasil seu valor beira os mil reais.

O sonho de voltar a ter um toca-discos novinho teve de ser adiado até este ano, quando, numa viagem aos EUA, pude conhecer a linha Ion Profile.

Dois modelos estavam à venda: o Ion Profile LP – um toca-discos USB parecido com o PS-LX300USB – e o Ion Profile Flash, que não tem conexão USB porque oferece uma comodidade em princípio mais atraente: a conversão imediata de vinil para MP3, bastando encaixar um pen drive ou cartão SD.

Seus preços de lista eram de 100 dólares para o Profile e de 150 dólares para o Profile Flash. Mas era dia de promoção, e o Profile Flash pôde ser comprado por 100 dólares (detalhe: era a última caixa do estoque).

O que esperar
Toca-discos na mão, foi preciso esperar até a chegada ao Brasil para fazê-la funcionar. O que sabíamos era: 1) que o Profile Flash seria capaz de converter gravações em vinil para o formato MP3; 2) que ele vinha com um pré-amplificador embutido (o que permitiria sua ligação direta na porta Auxiliar dos aparelhos de som); 3) que funcionaria em 110 V.

Mas não sabíamos, por exemplo, se ele também poderia ser ligado ao PC via porta USB, ou se viria com algum software; nem o bit rate do MP3 gerado pelo aparelho.

Caixa aberta, ficamos contentes de ver que o aparelho chegou inteiro. Havia o receio de que a tampa de acrílico poderia ter sido estragada no transporte. Mas não. E o acabamento da base, no estilo Black Piano, é bacana.

A parte de trás vem com os fios de áudio (L/R) ligados internamente, ou seja, não é possível destacá-los. Ligamos o Ion Profile Flash a um microssystem Sony, via porta auxiliar. O Ion não tem controle próprio de volume, logo o controle remoto do Sony seria de grande ajuda. Com o plugue na tomada, ligamos o aparelho com a chave que fica na parte de trás. Estava vivo!

Como saltar músicas?
Fazê-lo funcionar foi (e é) uma viagem no tempo. Para tocar um LP (sigla de Long Play, que é outro nome para os discos de vinil de “longa duração”), é preciso encaixar o disco no prato; levantar o braço da agulha (usando a alavanca); arrastar, com a mão, o braço sobre o disco; e descer o braço da agulha, novamente usando a alavanca (e tomando cuidado para a agulha não cair para fora do disco).

Quer saltar uma música? Levante-se, vá ao toca-discos, levante o braço da agulha, leve-o sobre a faixa que se quer tocar e desça o braço (da agulha, da agulha…).

Outra característica dos LPs é a diferença que pode haver na velocidade de rotação. Discos mais antigos tinham de ser tocados em 78 rotações por minuto (rpm); a partir dos anos 60, já se podiam ver discos de 33 1/2 rpm; eventualmente, alguns discos eram feitos para reprodução a 45 rpm. O Ion Profile Flash toca discos a 33 1/2 e a 45 rpm. Soube que há programas capazes de restaurar arquivos de áudio de discos de 78 rpm, que foram gravados a 33 rpm; mas não os encontramos.

MP3 sem o micro
Como dissemos, o Ion Profile Flash converte as músicas de vinil para MP3, sem ajuda do micro. O processo é, realmente, bem simples. Com o toca-discos ligado, você encaixa um pen drive (ou cartão SD) nas ranhuras indicadas no painel frontal.

Um display LCD com iluminação verde tentará mostrar o número de pastas e de músicas gravadas na memória, se houver. Para gravar, aperta-se Rec; mas a gravação só começará quando se apertar Play/Pause. Faça o disco tocar e, assim que a agulha tocar no vinil, aperte Play/Pause. A gravação começará.

O processo automático termina aí. É que o toca-discos não é capaz de perceber, por exemplo, quando uma música termina e outra começa.

Split Track
Você pode deixar a gravação rolar solta e gerar um único arquivo de áudio (que poderá, depois, ser editado/recortado no PC). Mas se quiser evitar esse trabalho, terá que se levantar e apertar Split Track a cada pausa entre músicas. No fim de tudo, aperte Stop.

Nesse momento, a pasta que você criou ao apertar Rec será fechada e, se quiser gravar o lado B, terá que repetir o processo (criando, assim, uma nova pasta no pen drive). Como se esperaria, o toca-discos Ion Profile Flash também é um MP3 player e pode tocar as músicas que você acabou de gravar.

Com bit rate fixo de 192 kbps, o áudio tem qualidade equivalente ao do LP. Isso quer dizer que os graves podem parecer um tanto saturados, e os efeitos de cliques característicos do vinil aparecerão também no MP3. É bom lembrar que, para uma boa gravação, o vinil deverá estar em bom estado, limpo e sem riscos.

Aliás, sujeira é o que mais atrapalha, pois depois de alguns minutos de execução do disco o pó da superfície do vinil começa a se acumular na agulha, atrapalhando a reprodução. Se os discos estiveram guardados por muito tempo, recomenda-se limpar os discos com uma flanela seca, e examine se há acúmulo de poeira na agulha depois de cada execução.

De cassete para MP3
O Ion Profile Flash traz ainda um bônus, se é que podemos chamar assim: uma entrada traseira estéreo, para plug de 3,5 mm, que pode ser usada para conversão de outras fontes de áudio em MP3.

Aqui, ela foi usada para converter áudio de uma velha fitas cassete. Para tocá-la, usamos um “walkman” Aiwa, que foi ligado ao Ion Profile Flash por meio de um cabo macho-macho (da saída de fone de ouvido à entrada estéreo do toca-discos).

O Profile Flash “percebe” a conexão por meio de um aviso no LCD frontal. O processo de conversão é semelhante ao do LP: Rec, Play no “walkman”, Play, Stop (ou Split Track).

Conclusão
No fim das contas, o Ion Profile Flash cumpriu o que prometeu: uma conversão de mídias antigas para MP3 de forma descomplicada.

De que sentimos falta? Primeiro, de um controle remoto (para o tocador de Mp3); depois, de um ajuste de bit rate (embora 192 kbps seja bastante aceitável); por último, de um preço mais razoável no Brasil (no país, o modelo mais simples, Profile LP, pode ser encontrado em importadores independentes a partir de 538 reais).

Sem aparelhos desse tipo, o audiófilo dependerá de toca-discos de segunda mão, fabricados nos anos 1980. É pena.

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Teste: celular Sony Ericsson W302 Walkman

Por Robinson dos Santos, do Versão Zero

Quando vi o W302 pela primeira vez, esperava que fosse uma mera atualização do W300. Estava enganado. O celular da Sony Ericsson avança em pontos importantes, como o design. Mas alguns recursos bacanas ficaram de fora deste novo aparelho.

O tamanho do W302 é bem acertado. Tem 1,1 cm de [...]

Por Robinson dos Santos, do Versão Zero

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Quando vi o W302 pela primeira vez, esperava que fosse uma mera atualização do W300. Estava enganado. O celular da Sony Ericsson avança em pontos importantes, como o design. Mas alguns recursos bacanas ficaram de fora deste novo aparelho.

O tamanho do W302 é bem acertado. Tem 1,1 cm de espessura por 10 cm de altura e 4,6 cm de largura, e pesa cerca de 80 gramas. Como não faz volume, pode ser levado discretamente no bolso da camisa.

A tela, com diagonal de cerca de 5 cm (2 polegadas), tem tamanho adequado para mostrar as fotos tiradas com a câmera embutida de 2 megapixels.

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O compartimento traseiro tem acesso fácil. Para abrir, puxa-se a tampa a partir de uma ranhura. O cartão de expansão, tipo M2, é fácil de retirar. Já para trocar o chip SIM é preciso antes desencaixar a bateria – que é a BST-33, a mesma do W300.

O acabamento aparenta boa qualidade. O painel metalizado segue o padrão aço escovado e tem detalhes dourados no botão Play e no logotipo Walkman. A tampa traseira pode vir nas cores branco ou preto.

Nas laterais, apenas três controles: volume/zoom, foto/filme, e Walkman (este, por sinal, desnecessariamente pequeno). E o conector universal também é lateral – o que é bom quando se ouve música com o fone, pois o celular, no bolso, não faz dobrar o fio.

Já o teclado numérico, de tão pequeno, pode não agradar a todos. É preciso destreza para não apertar duas teclas de uma só vez.

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Sony Ericsson ou Sagem?

Antes de comentar sobre o software, cabe aqui um lembrete. Em março de 2007, a francesa Sagem e a Sony Ericsson anunciaram um acordo de produção conjunta de celulares de baixo custo (entry level).

Pelo acordo, não só a Sagem licenciou tecnologias para uso da Sony Ericsson, como também se comprometeu a fabricar aparelhos com a marca Sony Ericsson.

Embora não seja possível afirmar com precisão se um aparelho Sony Ericsson tenha sido projetado ou fabricado pela Sagem, é possível notar neste W302 algumas diferenças importantes em relação a outros modelos Walkman.

O primeiro deles é que este celular Walkman não tem a função Megabass. A alternativa é ativar, no Equalizador, o reforço de Grave.

O W302 também não grava as conversas ao telefone, nem vem com o útil aplicativo Remote Control, para controle de apresentações no PC via Bluetooth.

Em compensação, há um recurso interessante, na Agenda, que é o de registrar um novo compromisso usando o gravador de voz – e que já era conhecido dos usuários de aparelhos Sagem.

O volume máximo do W302 Walkman não é de impressionar. É possível que, em ambientes barulhentos como o trem do metrô, você deixe de notar muitos detalhes da música. Mas, sem dúvida, é mais seguro para os ouvidos.

O W302 tem Bluetooth e permite o uso de fones estéreo com perfil A2DP. Mas a surpresa foi descobrir que se pode ouvir música MP3 também com fone mono. No teste, usamos um Panasonic EB-BHX70CN. Rádio, no entanto, só com fone normal, já que o fio lhe serve de antena.

Ao contrário de outros Sony Ericsson, este não vem com o software PC Suite. Para copiar músicas de e para o W302 (e também as fotos e os vídeos), basta conectá-lo ao PC usando o cabo USB fornecido. O celular aparecerá no sistema como se fosse dois pen drives. Um será a memória interna, de 20 MB; o outro será o cartão de expansão (512 MB). Detalhe: com o W302, você pode fazer e atender chamadas mesmo com o telefone conectado ao PC.

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Fotografia

O W302 tem câmera, mas não aspira a ser uma Cyber-shot. As resoluções possíveis são 1600×1200 (2MP), 1280×1024 (1MP) e 640×480 (VGA), mas curiosamente o zoom só é possível no modo VGA. Inexplicavelmente, o zoom também não está disponível no modo Visualizar.

A caixa de ferramentas inclui os “efeitos de praxe” (negativo, sépia e preto e branco); temporizador (com intervalos de 5, 10 ou 15 segundos); balanço de branco; modo noturno; e ainda permite desligar o som do disparo. O W302 não tem flash.

Depois de tirada, a foto pode ser melhorada com o recurso PhotoFix e receber os tais “efeitos de praxe”.

Já vimos que zoom na fotografia, só em modo VGA. A surpresa foi notar que, na gravação de vídeo, também dá para usar o zoom. E melhor ainda: você decide se quer deixar o microfone ligado ou não.

A qualidade do vídeo 3gpp é boa nas cores, mas limitada na resolução (176×144 pixels). O destaque é o áudio, captado com precisão pelo microfone embutido.

Para completar, o W302 tem PictBridge, um recurso que permite imprimir fotos do celular diretamente na impressora, por meio do cabo USB. É preciso, no entanto, que a impressora também tenha o recurso.

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Internet

O W302 permite acessar a internet via rede GSM Edge ou GPRS. Não é, portanto, um celular 3G. Ele vem com um programa básico para ler e enviar e-mails e um navegador web, e vai um pouco além.

Gostou da música que está sendo tocada no rádio e não sabe qual é? Use o TrackID, um aplicativo que usa a internet para descobrir o nome e o intérprete da música. Basta ativar o programa e deixar o celular “ouvir” um pequeno trecho. Em segundos, os dados aparecem na tela do celular.

Outra opção curiosa do W302 é o Enviar para Blog. Com ele, você pode, depois de tirar uma foto, enviá-la para um blog, que será hospedado no serviço online Blogger. Para cada foto você escreve um título e um texto e, no primeiro envio, você receberá uma mensagem com informações como nome do blog, usuário e senha.

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Conclusão

O design limpo e contido faz com que o W302 não faça feio no dia-a-dia do trabalho. E, nas horas vagas, a câmera de 2 MP e o Walkman estarão lá para distrair e divertir.

Quem já teve um celular Walkman vai sentir falta de um som mais forte e do reforço Megabass para os graves. E algumas deficiências, como as limitações no uso do zoom nas fotos, vai irritar os mais exigentes.

A ausência do software PC Suite, para gerenciamento dos dados do celular a partir do PC, também é de se estranhar. Para quem já se acostumou a usar o celular simplesmente como pen drive, não haverá problema, pois o cabo USB dará conta do recado.

O importante é que os principais recursos esperados em um celular estarão lá: viva-voz, Bluetooth, conexão USB, expansão com cartão de memória, MP3 player, câmera fotográfica e acesso de conveniência à internet.

Se isso é justamente o que você precisa, o W302 pode ser o aparelho certo – profissional, sim, mas sem deixar de lado a diversão.

Sony Ericsson W302
Tecnologia GSM 2G Quadriband
Redes de dados GPRS, Edge
Tamanho (cm) 10 (A) x 4,6 (L) x1,1 (E)
Peso 78 gramas
Tela 2” (176×220 pixels), 262 mil cores
Conexões Bluetooth 2.0 com A2DP
Acessórios Fone, cabo USB, carregador, cartão 512 MB
Outros recursos Java, vivavoz, email
Câmera 2 MP, vídeo 176×144 pixels a 15fps
Cores Branco ou Preto
Memória interna 20 MB
Expansão Sim, com cartões M2
Preço (desbloqueado) 499 reais (sugerido)


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Teste: monitor LCD Matsui Wide 14

Por Robinson dos Santos, do Versão Zero

Seu netbook pede por um monitor de mesa quando está em casa? Um dos mais baratos é o Matsui widescreen de 14 polegadas, fabricado em Manaus pela Digibrás (ligada à CCE). O Versão Zero pôs as mãos num desses, que podem ser encontrados no varejo por 249 reais, ou [...]

Por Robinson dos Santos, do Versão Zero

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Seu netbook pede por um monitor de mesa quando está em casa? Um dos mais baratos é o Matsui widescreen de 14 polegadas, fabricado em Manaus pela Digibrás (ligada à CCE). O Versão Zero pôs as mãos num desses, que podem ser encontrados no varejo por 249 reais, ou até por menos.

O Matsui é um monitor bem simples. Tem apenas dois fios, o da eletricidade e o da conexão D-Sub, padrão de vídeo em PC. Além dos cabos, a caixa traz um manual de instruções em forma de folheto, o certificado de garantia (1 ano) e uma lista de oficinas autorizadas.

Sua resolução nativa é 1.280 x 800 pixels. O tamanho da tela, de 14 polegadas, adequa-se perfeitamente ao trabalho como monitor auxiliar de netbook e, dado o baixo preço, pode servir como substituto de tela de tubo de 15 polegadas.

Usamos o pequeno Matsui como monitor externo de 2 notebooks: um Eee PC com Linux Xandros e um Itautec com Windows XP. Nos dois, o ajuste foi automático, mas no XP a configuração mais próxima disponível foi a 1.280 x 768 pixels. Isso deu um leve desconforto na hora de rolar textos na tela, pois os pixels iam se ajustando à tela cada vez que se apertava a tecla de seta.

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Quase um espelho

É preciso ter em mente que o Matsui é um monitor de baixo custo. Isso significa que alguns detalhes do acabamento, apesar de simples e funcionais, podem lhe parecer frágeis, caso das capinhas plásticas que protegem as dobradiças traseiras. E a capacidade de reflexão da tela é absurda: quando desligado, o monitor quase pode ser usado como espelho.

Mas a surpresa definitiva deste monitor foi a presença de um stuck pixel – para quem não sabe, stuck pixel é aquele pontinho da tela que teima em permanecer aceso. O contrário dele é o dead pixel, pontinho que permanece apagado.

Assim que percebeu o problema do stuck pixel, a compradora desse monitor ligou para a loja virtual que o vendeu, pedindo uma troca. Como estava no prazo de 7 dias da compra, foi atendida. O problema é que o segundo monitor também veio com um stuck pixel.

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A compradora, enfim, decidiu ficar com a segunda peça, principalmente porque o ponto aceso fica bem em cima da linha que divide a barra de tarefas do resto da tela. No entanto, sua experiência indica que a chance de ganhar um pixel aceso ou morto é grande.

Atendimento nota 10

É preciso, aliás, ressaltar a boa vontade da loja que o vendeu, pois de acordo com o fabricante dead pixel não é defeito. Numa folha encartada no manual, a Digibrás afirma que, para um painel de 1.280 x 800 pixels de Classe II (coisa que ela não explica o que significa, mas tem relação com a qualidade do painel), ter até 2 pixels acesos, 2 apagados, ou 5 subpixels acesos ou apagados não constitui defeito (um subpixel é um dos 3 pontos – vermelho, verde ou azul – que formam o pixel).

Feitas essas ressalvas, por que alguém recomendaria o Matsui? Bem, porque é muito mais barato que outros monitores LCD de uso geral. Ele não será o mais rápido para jogos, nem terá conexão digital DVI. Mas vai lhe oferecer mais conforto e irá consumir menos energia que um monitor de tubo. Se é isso o que você precisa, não há por que gastar mais. Agora, se você não suporta a idéia de receber um painel com um pixel que ficará eternamente aceso ou apagado, melhor não tentar a sorte.

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Teste: TV Toshiba LCD com conversor digital

São raras as TVs widescreen que vêm com conversor digital integrado de fábrica. Uma dessas é a Toshiba de 32 polegadas (32CV550DA). Versão Zero teve a oportunidade de conhecer o modelo de perto. Confira.

Muitas TVs LCD têm sua capacidade de alta definição desperdiçada por não terem um conversor digital acoplado. Não é o caso da [...]

Rede TV: sinal digital em widescreen

Rede TV: sinal digital em widescreen

São raras as TVs widescreen que vêm com conversor digital integrado de fábrica. Uma dessas é a Toshiba de 32 polegadas (32CV550DA). Versão Zero teve a oportunidade de conhecer o modelo de perto. Confira.

Muitas TVs LCD têm sua capacidade de alta definição desperdiçada por não terem um conversor digital acoplado. Não é o caso da Toshiba Regza 32CV550DA. Ter o conversor integrado é uma comodidade e tanto: a sala fica mais limpa, com um cabo e um controle remoto a menos; e a configuração, mais fácil.

O teste já começou com uma surpresa. Depois de ligada à tomada, conectamos o cabo da antena coletiva do prédio (o teste ocorreu em São Paulo), e acionamos a busca automática de canais. Para nossa decepção, só conseguimos um canal, o da Mix TV. Na segunda tentativa, perdemos a Mix TV e ganhamos a Globo.

Anteninha mágica

Culpa do conversor? Não. Decidimos arrancar uma antena V de uma pequena TV de tubo de 14 polegadas, e a ligamos no Toshiba Regza. Dessa vez, deu certo: quase dependurada, a pequena antena quebra-galho nos deu os canais Cultura, Univesp, SBT, Globo, Record, Rede TV (HD e SD), Gazeta (HD e SD), Band, Mix TV, MTV e RIT. De todas, a única que ficou com o sinal instável foi a Record. Mas bastou reposicionar a anteninha para resolver o problema.

Detalhes da programação vêm pelo ar

Detalhes da programação vêm pelo ar

A partir daí, tudo que se tem a fazer é dominar o controle remoto. Uma tecla central permite saltar entre os modos de recepção digital e analógico. No digital, a tecla Guide mostra, em forma de texto, a programação dos canais. E dá para usar a tecla Still, que congela a cena na tela – útil para conferir a tabela de pontos do Campeonato Brasileiro ou anotar detalhes daquela receita de bolo.

É preciso se acostumar com algumas coisas, como as faixas escuras laterais, por exemplo. Lembre-se: nem todas as emissoras transmitem em widescreen. E alta definição, então, só no horário nobre, como na hora da novela das 9. Nessa hora, o nível de detalhe da imagem é de babar – e olhe que a Regza nem tem 1.080 linhas (sua resolução é de 768 linhas).

Falta um mouse

toshiba-regza-controle-remotoO controle remoto também poderia ser mais amigável. Não há um botão direto para ativar o Closed Caption, por exemplo. Na verdade, boa parte dos recursos depende de um longo passeio pelas opções do menu – são tantas as opções que melhor seria se tivéssemos um mouse. Vale gastar um tempinho para se familiarizar com os comandos.

Uma tecla merece atenção especial. É a Pic Size, que ajusta as dimensões da imagem na tela. Já notou que em muitas TVs LCD a imagem parece alargada? Essa é a função da Pic Size. Neste Toshiba, há 3 opções para preenchimento total da tela: alargando, ampliando ou uma combinação das 2 primeiras.

Nossa experiência mostrou que o resultado fica aquém do esperado. Descartamos o uso dos efeitos na transmissão analógica, pois a imagem perde sua proporção original. E tentamos “melhorar” a exibição de um filme em DVD, ampliando-o para que ocupasse toda a tela. Um esforço em vão: a ampliação só serve para tornar a imagem mais serrilhada. Hora de pensar em um DVD player com recurso upscale ou partir para um Blu-ray player.

Ei, ganhamos uma porta HDMI

toshiba-regza-painel-traseiroEm termos de conexões, esta Regza é generosa. Há 3 entradas HDMI, uma delas na lateral (e lembre-se, nas outras TVs uma delas já seria ocupada pelo conversor digital). Duas saídas de áudio digital, coaxial e óptica, permitem ligar a Regza a um amplificador/decodificador de home theater.

Pode-se ligar um PC à Regza de dois modos: ou via porta VGA, ou via HDMI, mediante o uso de um cabo adaptador DVI/HDMI. O áudio do PC entra por uma conexão separada. As resoluções suportadas variam de VGA (640 x 480) a SXGA (1.280 x 1.024), com a devida adaptação à resolução nativa da TV.

Tem um gravador de DVD? Então deixe de usá-lo como sintonizador de TV. Para gravar a programação digital, você irá preferir plugá-lo à saída AV (tendo o cuidado de, antes, associar o sintonizador digital DTV a ela). E a caixinha da TV a cabo poderá usar um HDMI, se for digital, ou a entrada analógica, se for do tipo convencional.

Conclusão

Em termos técnicos, a Toshiba Regza 32CV550DA não decepciona, embora alguns itens do acabamento poderiam melhorar. O som é eficiente e a imagem, excelente, só mostra a que veio quando sintoniza a programação digital em alta definição. Daí que seu maior trunfo seja mesmo o conversor digital embutido. Com ele, a TV digital perde a complicação e dá a sensação de dinheiro bem gasto. (Se a programação da TV aberta vale o investimento ou não, você decide!) E prepare o bolso, porque quem entra nessa vai querer um Blu-ray player bem rapidinho.

TV Toshiba LCD 32” com sintonizador digital integrado
Modelo Regza 32CV550DA
Tela 32′ (80 cm diagonal)
Resolução 1.366 x 768 pixels
Sintonia Digital, analógica e por cabo
Brilho 500 cd/m²
Contraste 10.000:1
Entradas digitais HDMI (3), VGA (1)
Entradas analógicas Vídeo composto, componente, S-Video
Saídas digitais Áudio óptico e coaxial
Saídas analógicas Vídeo componente, áudio estéreo
Consumo 117 watts
Peso 13,3 kg
Preço R$ 1.999 (sugestão)
Informações www.semptoshiba.com.br


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Teste: Positivo Mobile Mobo Kids

Feito para crianças, o Positivo Mobile Mobo Kids pode ser usado por qualquer pessoa – afinal, sua alma é a de um notebook com Windows XP. Mas alguns detalhes da construção, como o gabinete reforçado e o teclado resistente a líquidos, foram pensados justamente para atender a esses pequenos usuários.
É com essa perspectiva que o [...]

O Mobo Kids é revestido com uma capa removivel e lavável

O Mobo Kids é revestido com uma capa com alça, removível e de limpeza fácil (1). Não há modem: internet, só via cabo de rede (2) ou Wi-Fi. Para expansão, há duas portas USB, uma de cada lado (3). O leitor de cartões de memória SD fica na parte de trás (4). (Clique na foto para ampliar)

Feito para crianças, o Positivo Mobile Mobo Kids pode ser usado por qualquer pessoa – afinal, sua alma é a de um notebook com Windows XP. Mas alguns detalhes da construção, como o gabinete reforçado e o teclado resistente a líquidos, foram pensados justamente para atender a esses pequenos usuários.

É com essa perspectiva que o Versão Zero avaliou o Mobo Kids, que já é vendido no varejo a tempo para o Natal.


Historicamente, os netbooks surgiram em parte graças ao Mobo Kids – ou, para ser mais preciso, ao projeto Intel Classmate PC, do qual o Kids (e, mais recentemente, o computador português Magalhães) é derivado.

Tela, teclado e trackpad são pequenos, assim como a capacidade de memória (512 Mb de RAM e 2 gigas de memória flash, que serve de disco rígido).

Apresentado no Brasil em maio de 2008, o Mobo Kids já fazia parte do portfólio de soluções de tecnologia educacional da Positivo. A novidade é que agora qualquer um pode adquiri-lo.

Um fabricante, dois Mobos

Não confunda o Mobo Kids com o Mobo (que Versão Zero testou aqui). Embora tenha pontos em comum, como memória e disco, a proposta e o hardware são bastante diferentes.

O Kids, por exemplo, tem processador Celeron M 900 Mhz (o Mobo usa o Via C7-M). Itens de expansão e comunicação também mudam: o Kids não tem modem, nem saída VGA, nem webcam.

Além disso, no Kids o encaixe para cartão de memória SD fica escondido sob a capa protetora – longe de ser um dos lugares mais práticos.

O teclado também é diferente. O do Mobo Kids é mais alto e oferece uma resposta tátil ligeiramente melhor; no entanto, não entendemos por que não existe Shift do lado direito. O apoio para o pulso oferecido pelo gabinete também é melhor no Kids.

Software

O sistema do Mobo Kids é o Windows XP com Service Pack 2. Para que funcione sem problemas num micrinho desses, o arquivo de paginação e a opção de atualização automática vêm desligados. O usuário pode religá-los, mas não aconselhamos: isso vai consumir boa parte do pouco espaço em disco restante (cerca de 900 megas, com a compactação ativada).

A autonomia da bateria não é tão boa quanto a do Mobo, que era capaz de funcionar por 4 horas. Mas vai longe. Em nosso teste, com tela no brilho máximo e Wi-Fi ligado, o Kids terminou a primeira hora de trabalho com 57% de carga e a segunda hora, com 11%.

Uma coisa boa do Windows XP é que se pode encontrar diversos programas educacionais compatíveis – incluindo os da própria Positivo. Instalamos o Poly, para estudo de planificação de sólidos geométricos; o Winplot, para gráficos de funções; e o Gcompris, com atividades para estudantes de 2 a 10 anos. A Positivo permite o uso gratuito do dicionário Aurélio On-line por 1 ano.

Com o conversor digital, uma TV de conveniência

Com o conversor digital, uma TV de conveniência

Também usamos o Kids com o conversor USB de TV digital da Aiko. Se a anteninha estiver bem posicionada, a imagem vem fácil. O micrinho dá conta da decodificação. Em tela cheia, observamos alguns engasgos na imagem, mas isso pode ter sido causado pela má recepção no lugar do teste.

Nos jogos online – coisa que meninos e meninas adoram –, dado o tamanho reduzido da tela, vai ser preciso expandir a janela do navegador com a tecla F11. Às vezes, nem isso ajuda – alguns jogos educacionais do site da revista Nova Escola, por exemplo, não cabem inteiros na tela de 7 polegadas.

Ainda sobre a tela, o sistema traz o Seletor de Resolução, programa da Intel que permite ajustar a tela para trabalhar de 4 modos diferentes. São eles: Normal (800 x 480), Comprimido (800 x 600), Pan (800 x 600) e Super Pan (1.024 x 768).

Enquanto os dois primeiros fazem a tela toda caber no LCD de 7 polegadas (o Comprimido faz a imagem ficar achatada), nos dois últimos é como se a tela LCD “navegasse” sobre a área total oferecida pela resolução maior – uma solução para janelas que teimam em ficar de fora da área do LCD.

O Mobo Kids ao lado do Eee PC 701, entre um monitor de 17 polegadas e um teclado de tamanho natural

O Mobo Kids ao lado do Eee PC 701, e entre um monitor de 17 polegadas e um teclado de tamanho natural. (Clique na foto para ampliar)

Conclusão

Embora tenha sido feito para crianças, o Positivo Mobo Kids é um notebook de verdade. Por isso, é bom que seu uso seja acompanhado pelos pais, que podem instalar novos programas educacionais e indicar, junto com os professores, os melhores sites para estudo e diversão.

Dado o público-alvo desta máquina, o reduzido tamanho da tela e do teclado pode ser até um facilitador. Nem a duração limitada da bateria atrapalha, visto que é saudável que as crianças (e os adultos também!) não permaneçam muito tempo diante do teclado.

Por outro lado, não seria mal se o Mobo Kids tivesse uma webcam embutida ou mesmo Bluetooth, para comunicação com o celular ou com outros Mobo Kids.

Lá fora, a Intel anunciou a segunda geração do Classmate PC. Ela tem disco rígido de 30 gigas, webcam, tela de 7 ou 9 polegadas, trackpad retangular e tecla Shift dos dois lados – esquerdo e direito. Se chegar aqui com preço competitivo, vai valer a pena.

Positivo Mobile Mobo Kids
Sistema Windows XP Service Pack 2
Processador Celeron M 900 Mhz
Memória 512 MB
HD 2 GB, tipo memória flash
Tela 7 polegadas, widescreen
Expansão Cartão SD, 2 portas USB
Redes Ethernet e Wi-Fi
Bateria Autonomia para até 3 horas
Preço R$ 999,00
Informações www.positivoinformatica.com.br
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ZX81: mais memória para um PC clássico

Quando o Versão Zero testou uma de suas aquisições – o microcomputador ZX81, com 1 kbyte de memória -, muitos argumentaram que a máquina era limitada.
Pois bem: em resposta às críticas, este blog investiu em um poderoso upgrade: uma expansão de memória Memopak de 16 kbytes.
O módulo tem a largura do ZX81 (16,5 cm) e [...]

vitamina para o ZX81

Memopak 16K: vitamina para Sinclair

Quando o Versão Zero testou uma de suas aquisições – o microcomputador ZX81, com 1 kbyte de memória -, muitos argumentaram que a máquina era limitada.

Pois bem: em resposta às críticas, este blog investiu em um poderoso upgrade: uma expansão de memória Memopak de 16 kbytes.

O módulo tem a largura do ZX81 (16,5 cm) e ocupa o slot de expansão do micrinho, sem monopolizá-lo – atrás da memória há outra porta de expansão (para uma eventual impressora, por exemplo).

O Memopak foi construído pela empresa inglesa Memotech. Usá-lo é bem simples: basta encaixá-lo na tal porta de expansão. Se o famoso “K” dos micrinhos Sinclair aparecer na tela, tudo correu bem.

Atrás dele, chavezinhas permitem configurá-lo como Mestre ou Escravo. Isso mesmo: você pode ter 2 Memopaks encadeados!

O teste definitivo

O teste definitivo

E para testá-lo? Muito simples. O manual do Memopak recomenda a criação, no Basic do ZX81, de uma matriz A(3000) – ou seja, uma tabela com 3 mil números. Se o resultado for uma mensagem “0/0″, ok.

O efeito colateral é que o Memopak desabilita a memória nativa de 1 kilobyte do ZX81 – algo que certamente não nos fará falta…

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Teste: tocador de mídia Mirage MP4 Titan

Lá se vão 10 anos desde que o primeiro MP3 player do mundo chegou ao mercado, em 1998. (O título é do MPMan F10, da coreana Saehan, que tinha 32 MB e o tamanho de um maço de cigarros.)
Hoje o principal representante da categoria é o iPod, que foi lançado pela Apple em 2001. Na [...]

Com vídeo .rmvb convertido: TV de bolso

Com vídeo .rmvb convertido: TV de bolso

Lá se vão 10 anos desde que o primeiro MP3 player do mundo chegou ao mercado, em 1998. (O título é do MPMan F10, da coreana Saehan, que tinha 32 MB e o tamanho de um maço de cigarros.)

Hoje o principal representante da categoria é o iPod, que foi lançado pela Apple em 2001. Na esteira de seu sucesso vieram muitos outros, que oferecem recursos interessantes por bem menos. Versão Zero testou um deles: o recém-lançado MP4 Titan, da Mirage.

Atualizado em 11/11: a Mirage lança este mês o MP4 Titan com 4 gigas de memória. O preço sugerido do novo modelo é 229 reais.

O Mirage MP4 Titan é encontrado em quatro cores – prata, preto fosco, rosa (o modelo do teste) e azul. É um faz-tudo: reproduz áudio nos formatos MP3, WMA e Wave, exibe vídeo (mas só no formato AMV – um programa conversor, que roda em Windows, vem no CD do aparelho), sintoniza rádio FM, grava voz e mostra fotos Jpeg e arquivo de textos puros acentuados (txt).

O Titan avaliado veio com 1 giga de memória, espaço que serve também para guardar arquivos, como um pen drive. No Windows XP (e também no Linux), basta conectar o cabo para que ele seja reconhecido. A partir daí, é só carregá-lo de arquivos. Quem tem Windows 98 (acredite, há quem ainda o use) pode usar o driver que vem no CD.

Ao contrário dos velhos MP3, o Titan não usa pilhas descartáveis. Sua bateria é recarregada pela porta USB do micro. Como alternativa, um pequeno adaptador AC bivolt com saída de 5 volts e 300 mA permite ligá-lo diretamente à tomada.

O design é o mesmo do iPod nano. Mas os controles são bem diferentes, a começar pelo disco branco, que não é sensível ao correr do dedo como o player da Apple. Esse disco é, na verdade, um botão multidirecional de quatro funções: menu, avanço, retrocesso e volume. O botão central é o Play.

Letra e música

Nossa primeira tarefa foi carregá-lo de música. A qualidade do som, com os fones originais, não lhe faz justiça; os mais exigentes devem considerar sua troca. O equalizador tem 7 ajustes predefinidos (Natural, Rock, Pop, Clássico, Soft, Jazz e realce de graves) e o volume tem 32 níveis.

É divertido ouvir a música acompanhando a letra, especialmente quando se quer aprender inglês. Esse recurso, que já existia nos players em formato de pen drive, fica melhor com a tela de 1,8 polegada do Titan.

Ele funciona assim: você grava na memória do player dois arquivos para cada música, um MP3 e outro, em formato texto, com extensão .lrc (de lyrics, letra em inglês). Na hora de tocar, aperta-se o botão Menu por 2 segundos ou mais. A letra aparece em seguida.

Nem sempre é fácil encontrar o arquivo .lrc para sua música preferida na internet. Mas dá para fazer, você mesmo, um arquivo desses. Para isso, use o LRC Editor, que vem com o Titan. Digite ou cole a letra da música na caixa do LRC Editor, toque a música com o Winamp (ele funciona integrado ao LRC) e marque o tempo de cada verso, pressionando F5 no PC. Aí é só salvar o arquivo e gravá-lo no player. Detalhe: os dois arquivos – letra e música – devem ter nomes iguais. Só a extensão é que é diferente.

Vídeo AMV

Outro passatempo legal é assistir a vídeo. Mas é preciso ser safo em PC. Para converter os vídeos para o formato AMV, o único aceito pelo player, não basta instalar o AMV Converter, programa conversor que vem com o Titan. Este programa só vai funcionar direito se você instalar os decodificadores (codecs) para os vários tipos de mídia da internet.

Nós instalamos o K-Lite Mega Codec Pack. Depois disso, pudemos converter tranquilamente nossos vídeos mpeg e Real Media (especialmente .rmvb, que é o formato de muitos animes disponíveis na web). Para baixar vídeos do YouTube, usamos outro programa, o Vdownloader, que gravou os arquivos no formato AVI. Só depois é que usamos o AMV Converter.

A tela pequena torna impossível ler legendas. Por isso, é melhor que o vídeo tenha som em português ou em outra língua que seu dono entenda. Pelo fato de a resolução ser limitada, desenhos animados são mais agradáveis de ver do que filmes. Convertemos um episódio de anime de .rmvb para AMV e vimos que é fácil se divertir com o player. Mas o arquivo cresceu: os 50 MB do .rmvb viraram 100 MB em AMV.

Também tentamos baixar conteúdo educativo a partir do site da Biblioteca Virtual da Escola do Futuro da USP. Mas muitos links estavam quebrados; alguns traziam arquivos corrompidos; e outros só podiam ser vistos online. Paciência. Nesse último caso, usamos o programa HiDownload para baixá-los no HD e convertê-los para AMV. Vale lembrar que, em muitos casos, o uso desse conteúdo só é permitido para fins didáticos.

Biblioteca de bolso

Como se poderia imaginar, ler textos no Titan é bem mais simples: é só copiar o arquivo para a memória do player. Mas ele deve estar no formato txt. Para testar o recurso, baixamos livros inteiros da Biblioteca Virtual da USP, como “O Alienlsta”, de Machado de Assis, tudo com acentos e tabulação. O tamanho da letra, equivalente ao corpo 10 do Word, não é ruim. Não há hifenização, mas isso não chega a atrapalhar a leitura.

Além disso tudo, o Titan grava voz em formato Wave, por meio de um microfone embutido num dos cantos do aparelho. O resultado da gravação será melhor se o microfone estiver apontado para a fonte do som. Deixado sobre uma mesa, todo o ruído da sala será gravado, o que poderá atrapalhar na hora de ouvir. De quebra, o Titan vem com o jogo Tetris na memória.

Kit tem carregador, cabo, fone, manual e software

Kit tem carregador, cabo, fone, manual e software

Conclusão

Players de mídia digital como o MP4 Titan concorrem muitas vezes com os recursos que já são oferecidos pelos celulares. Muitas vezes, porém, esses recursos só são encontrados em aparelhos mais caros. Além disso, nem todo celular aceita tantos formatos de arquivo como este player.

Para uma criança que ainda não tem (ou não pode ter) celular, e mesmo para adultos em busca de algo que lhes dê um passatempo útil, o player Titan pode ser uma boa opção. Fácil de levar, ele pode ser sacado a qualquer hora para assistir ao anime preferido, ler um trecho daquele livro que vai cair no vestibular, gravar a aula do professor (com a permissão dele, claro) ou aprender inglês acompanhando a letra da música. Como se vê, os velhos MP3 players viraram peça de museu.

Mirage MP4 Titan
Categoria Tocador de mídia
Áudio MP3, WMA, Wave
Vídeo Somente no formato AMV
Texto Arquivos .txt
Fotos Jpeg
Jogos Tetris
Outras funções Rádio FM, gravador de voz
Aplicativos AMV Converter e LRC Editor
Acessórios Cabo USB e carregador
Preço R$ 129 (1 GB), R$ 189 (2 GB), R$ 229 (4 GB)
Contato www.mirage.com.br


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Teste: notebook Proview Compact PC 81001

Os notebooks ultracompactos deixaram de ser privilégio de endinheirados. Com o surgimento dos econômicos netbooks, eles passaram a ser a porta de entrada para o mundo da computação móvel – e até servir, às vezes, como o primeiro PC.
No Brasil, o mais novo da turma é o PC 81001, da Proview. Lançado sem muito alarde, [...]

pc81001_aberto

Os notebooks ultracompactos deixaram de ser privilégio de endinheirados. Com o surgimento dos econômicos netbooks, eles passaram a ser a porta de entrada para o mundo da computação móvel – e até servir, às vezes, como o primeiro PC.

No Brasil, o mais novo da turma é o PC 81001, da Proview. Lançado sem muito alarde, ele já pode ser encontrado em algumas lojas pelo país. Um de nossos leitores, dono de um PC 81001, sugeriu produzir, ele mesmo, um teste de usabilidade – proposta que Versão Zero aceitou prontamente.

Leia mais sobre o PC 81001

>> Conheça o sucessor do PC 81001

>> PC 81001: será este o notebook do professor?

>> Saiba mais sobre o Geode, o processador do PC 81001

>> Notebook da Proview, à venda por menos de mil reais


A pedido, nosso avaliador teve sua identidade preservada. O resultado está publicado abaixo. Confira.

O Compact PC da Proview

A cada dia novos notebooks ultracompactos são lançados no mercado mundial. Mas nem todos chegam ao Brasil, e encontrá-los nas lojas exige certo esforço. Com o PC 81001, a história é outra, pois ele é fabricado em Manaus. Isso faz com que a análise deste portátil seja ainda mais necessária: afinal, em muitas lojas o vendedor não sabe o que está vendendo, nem o consumidor o que está comprando.

Minha intenção ao adquirir o PC 81001 era simples: substituir meia dúzia de livros que carregava diariamente, dicionário, folhas e o caderno universitário por algo portátil. E posso dizer que fui bem atendido. Tanto que já nem uso mais aqueles mochilões: saio apenas uma pequena bolsa lateral, com o PC e um bloco de notas.

A análise pode ser resumida em uma frase: você estará comprando um hardware. Portanto, os problemas serão os mesmos que os de qualquer PC conectado que comprar numa loja de eletrodomésticos: sistemas operacionais ruins, assistência demorada e pouca ajuda dos fabricantes.

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O que vem na caixa

No empacotamento, a Proview foi bastante econômica. Além do notebook, o comprador recebe bateria, manual, adaptador de energia (pouco maior que o de um celular), certificado de garantia e bolsa para transporte tipo glove (que, embora não seja impermeável, é bem resistente). Um aspecto curioso – na verdade, seu ponto fraco – é que o PC 81001 não vem com os discos do sistema operacional, nem com drivers.

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O manual é extremamente pobre. Contém informações básicas, como reconhecer o que é um teclado e um touchpad, ou como aumentar e diminuir o contraste, por exemplo. Tem apenas 23 páginas e um agravante: a imprecisão. As especificações do manual diferem das do site, que também diferem das impressas no fundo do aparelho.

Por exemplo, enquanto no site as dimensões são 260 (C) x 180 (L) x 33 (A) mm, o manual traz 260 (C) x 188 (C) x 34,5 (C). Outro exemplo: o consumo, segundo o manual, é menor que 36W. Segundo o que está impresso no aparelho, é menor que 24W. A desorganização, aqui, impera.

O pior é que também não há informação alguma sobre o hardware, ou sobre como substituir componentes básicos se os mesmos derem defeito. Em uma frase: é como o manual de sua TV.

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Os pecados da configuração

A Proview deveria ter tomado mais cuidado na configuração feita na fábrica. A começar pelo Bios, que vem totalmente “desconfigurado” – o que torna a inicialização bastante lenta. Durante o boot, ele fica procurando por endereços Macs (quando conectado num cabo de rede), dispositivos USB e todas as outras opções. Depois de tudo isso, no fim da fila, está o boot pelo HD. Só com isso perdemos mais de um minuto.

As possibilidades de configuração do Bios são bastante pobres – há apenas dois menus. O lado bom é que são fáceis e intuitivas.

O sistema operacional foi outra proeza da Proview. O PC 81001 veio com Ubuntu, aparentemente a MID – Mobile Internet Device Edition (!!!). Sim, isso mesmo, dá até para ativar o teclado touchscreen! (Se ele, de fato, existisse no PC 81001.) O único trabalho que tiveram foi mudar o tema original da splash screen e do GDM para um tema da Proview. É possível trocar o gerenciador de janelas original pelo Gnome, mas isso não melhora muita coisa. Com o Ubuntu original, a inicialização levava mais de cinco minutos.

As consequências disso? Desempenho medíocre. Mesmo usando o Audacious, ou o VLC, nem vídeos AVI, nem músicas MP3 eram reproduzidos corretamente. Tudo sempre funcionava com aquelas travadinhas. Mesmo com o Firefox, a navegação era lenta e a exibição de páginas era ruim, com muitos bugs. Aliás, o ponteiro do mouse travava até quando nenhum programa estava aberto. Hora de trocar de sistema.

Depois de tentar outras distribuições Linux, sem sucesso (por causa da resolução de 1024×600 e de outros problemas com vídeo), resolvi colocar o Windows XP nele. (Dica para quem usa Windows: o unetbootin pode ajudar bastante para colocar o Linux no seu pendrive). Para isso, usei um cabo conversor de IDE/USB para dar boot pelo drive de CD. Tive que tentar várias vezes para que o Bios reconhecesse o mesmo. A instalação correu normalmente, mas foi necessário valer-se de um monitor VGA externo para instalar o driver de vídeo, já que sem o mesmo o LCD do notebook fica inutilizado.

Com o XP, o PC 81001 ficou bastante leve. Agora as janelas abrem instantaneamente. O Google Chrome carrega em aproximadamente 4 segundos; o Firefox, em cerca de 10 segundos.

O VLC funciona muito bem para a maioria dos codecs, mas não aqueles que exigem maior processamento, como MKV. Já o Rmvb funciona razoavelmente. Videos do YouTube e algumas aplicações Flash mais pesadas só funcionam bem se diminuirmos a qualidade. No Windows, o desempenho do Octave (um programa de cálculo numérico que utilizo) foi inferior, mas como era esperado rodou os algoritmos que uso normalmente. Até aqui tudo normal – é o que se espera de um Geode LX 800. PDFs e outros arquivos de leitura também funcionam normalmente, como em qualquer outro PC.

Conclusão: a configuração de fábrica é mais um ponto negativo para a Proview, já que a maioria das pessoas não tem paciência, conhecimento ou bugigangas em casa para resolver esses problemas. A assistência da esquina agradece.

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A máquina no dia-a-dia

O PC 81001 é muito agradável de se usar. Pouco menor que um caderno universitário, ele não esquenta e nem faz barulho.

Ponto positivo para o visor, o grande diferencial do PC 81001. A tela de 10,2 polegadas e resolução de 1024×600 pixels revelou-se ideal. O tamanho é perfeito para o uso que faço dele. Já conhecia as telas de 7″ e 9″, e para mim, não foram satisfatórias. Ler livros, navegar em sites e editar textos fica bastante agradável.

pc81001_teclado

O teclado é menor que o convencional, mas ainda assim bastante agradável de usar. Dá para digitar tranquilamente, sem aquele incômodo que se nota no Eee PC. Nada de esbarrar o dedo em outras teclas. É uma pena – e outro ponto negativo – não ter o layout brasileiro e sim o de Portugal (85 teclas). Como sempre lido com teclados diferentes, não tive problemas em me acostumar.

O touchpad é normal, com dois botões. Seu tamanho é suficiente, mas pode ficar um pouco incômodo para quem prefere sensibilidade baixa. Quanto ao microfone embutido, ainda não consegui fazer funcionar, embora não tenha insistido muito nisso. Seus dois alto-falantes integrados dão conta do recado.

Em termos de conectividade, o PC 81001 é objetivo e funcional. Oferece duas portas USB, uma saída VGA, uma RJ45 (Ethernet), conexão sem fio Wi-Fi (com adaptador Atheros AR5007UG), entrada para microfone e fone de ouvido e slot PCMCIA. Não há modem interno.

pc81001_telas_cpu-z1

O processador dá conta das tarefas básicas. Octave, plotar gráficos, ler livros, navegação, programas simples de CAD, dicionários, etc. Além do Octave, costumo sempre ficar com o Foxit (leitor de PDFs), CADemia (um sistema CAD de código aberto) e Foobar2000 (MP3 player) abertos, geralmente ao mesmo tempo. Em nenhum momento o PC 81001 reclama.

Bem que a autonomia poderia melhorar. Uma carga de bateria costuma durar em média pouco mais de 2 horas. O curioso é que, quando inicia, o medidor do Windows costuma indicar cerca de 2 horas e 30 minutos. Em contrapartida, como o consumo é pequeno, dá para deixar ligado na tomada sem se preocupar com a conta de luz.

Proview Compact PC 81001
Sistema Ubuntu
Processador AMD Geode LX, 500 Mhz
Memória 512 megas
Disco rígido 60 gigas
Tela 10,2” wide (1.024 x 600)
Conectividade USB (2), VGA, Ethernet, slot PCMCIA, leitor de cartões SD/MMC, rede sem fio Wi-Fi
Multimídia 2 alto-falantes, microfone embutido, entradas mic e fone de ouvido
Bateria energia para 2 horas, em média
Preço 899 reais (o modelo testado)


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