
Motos elétricas têm, com frequencia, sido alvo de polêmicas. Uns as veem como brinquedos; outros, como a salvação do ambiente. Uma coisa, porém, é inegável: essa tecnologia tem evoluído bastante, deixando os carros – e o bate-boca – para trás.
Tome como exemplo a Enertia, da americana Brammo. Com “desempenho de uma moto de 500cc e velocidade de uma moto de 150cc”, esse modelo de 128 kg tem motor elétrico alimentado por 6 baterias de lítio-fosfato – uma combinação química que, segundo o fabricante, é mais resistente a sobrecargas e curto circuito.

Andar de moto elétrica, para quem gosta do ronco dos modelos a gasolina, não vai ter graça. Isso porque o motor elétrico, além de não poluir, não faz barulho. Nem tem câmbio, essa coisa de uma tecnologia centenária e obsoleta. Basta acelerar e rodar.
Há ainda outra limitação: a velocidade máxima, que não passa de 80 km/h – para garantir a autonomia e não sobrecarregar a bateria.
A empresa alardeia como vantagens a força do motor, que fica totalmente disponível a partir do momento em que a moto é ligada, e que faz com que ela salte de zero a 30 mph (50 km/h) em 3,8 segundos. Melhor, mesmo, é a economia. Cada milha percorrida sai por US$ 0,007.
Para os engenheiros, a briga real é com a autonomia da bateria. Atualmente, uma carga permite rodar por até 45 milhas (72 km) em velocidade constante e terreno plano. No anda e para do trânsito, essa autonomia cai para 35 milhas (56 km), em média. A vantagem é que, para a recarga, você pode usar qualquer tomada. A operação leva 3 horas e a energia consumida para “encher o tanque” custa, nos EUA, 40 centavos de dólar.

Se você gostou da idéia e não se importa em andar com uma moto que não ronca nem corre, seu único obstáculo será o preço. O modelo que será produzido em série a partir do 2.o trimestre de 2009 terá quadro de alumínio, banco de vinil e painel plástico e vai custar US$ 11.995.
Uma série especial, construida com banco de couro e painel em fibra de carbono e limitada a 99 exemplares, estará disponível ainda neste 1.o trimestre por US$ 14.995. A Brammo aceita encomendas mediante o pagamento de 50% de sinal.







A autonomia das baterias é resultado direto da aceleração. Quanto mais potência se exige do motor, mais rápido você precisará de uma nova carga. Em outras palavras, o motociclista tranqüilo anda mais. Pelas estimativas da Vectrix, viajar a 40 km/h permite rodar até 104 km. A 96 km/h, a autonomia cai para 32 km. Se der para usar uma tomada no escritório ou na faculdade, tudo bem. O tempo de recarga das baterias (de NiMH) varia de 3 a 5 horas. Atenção para os ciclos de descarga: são 1.700. Ou seja, daria para recarregar todo dia por 4 anos e meio até que seja preciso trocar o conjunto de baterias.





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