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Teste Retrô: TK90X (1985)

Em junho de 1985, chegava ao mercado mais um microcomputador brasileiro, filhote da reserva de mercado: o TK90X. Parte do acervo deste Versão Zero, a unidade 35.002 é o novo alvo do Retro-review – Teste Retrô, série que apresenta as máquinas que fizeram a história da informática brasileira.
O TK90X foi o segundo melhor computador Sinclair-compatível [...]

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Em junho de 1985, chegava ao mercado mais um microcomputador brasileiro, filhote da reserva de mercado: o TK90X. Parte do acervo deste Versão Zero, a unidade 35.002 é o novo alvo do Retro-review – Teste Retrô, série que apresenta as máquinas que fizeram a história da informática brasileira.

O TK90X foi o segundo melhor computador Sinclair-compatível produzido pela Microdigital. O melhor foi o TK95, com teclado de verdade. Por dentro, contudo, eram iguais – e tinham a imagem em cores na TV como diferencial. Os outros – TK80, TK82C, TK83 e TK85 – usavam o mesmo Basic, mas tinham bem menos memória e eram (snif!) em preto e branco.

Leia mais sobre memória da computação

>> Micro brasileiro dos anos 80, um item raro

>> Uma visita à Apple, pelo túnel do tempo

O TK90X é cópia de um computador inglês, o ZX Spectrum da Sinclair Research. Voltados para iniciantes, os computadores TK eram os mais baratos do mercado. Isso não queria dizer acessível. Segundo o fansite TK90X, na época do lançamento o modelo de 48 KB custava Cr$ 1.749.850. Na época, o salário mínimo era de Cr$ 333 mil.

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Não era, portanto, brinquedo de filho de operário. Mas era um brinquedo. Caixa de plástico, teclado de borracha, fonte externa, sinalização de silk screen que apagava com o tempo eram suas características. Mas ele entendia Basic, e com ele técnicos e engenheiros tinham uma potente calculadora programável.

O visor dessa calculadora tinha que ser uma TV. O TK90X ligava-se ao “monitor” por um cabo RF (radiofreqüência), tal como o videogame Atari. Era preciso sintonizar a TV no canal 3 para enxergar a tela do TK. Para guardar e carregar programas e dados, era preciso usar um gravador e fitas cassete.

Para devolver a vida ao TK, usei um televisor de tubo Philips e um gravador portátil Panasonic RQ-L31, comprado há dois anos. Encontrei algumas fitas velhas com programas da época, mas a única que funcionou a contento foi a fita “Arco Íris”, com um curso sobre o TK e que era enviada junto com o aparelho.

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Tal como fiz com o Apple da Milmar, escrevi um programa em Basic para cálculo de fatorial. Aliás, digitar no TK é um pouco diferente, já que cada tecla tem diversas funções. Para digitar o comando Print, por exemplo, não se escreve letra a letra; basta teclar P. Outras funções são acessíveis apertando as teclas Caps Shift e Symbol Shift.

E não é que o sistema funciona? Além de poupar digitação, as funçõezinhas pré-programadas e impressas no teclado transformam a programação num divertido jogo de caça-palavras. Quem não está acostumado fica procurando por elas no teclado. As pintadas em vermelho são as mais difíceis de achar sob luz fraca.

Usar o cassete foi outra aventura. Para minha alegria, a carga da fita “Arco Íris” funcionou na primeira. Gravar meu programa de fatorial (usei uma fita nova) também foi moleza. Mas quem disse que eu conseguia carregá-lo de novo? Foi preciso uma sessão de ajustes no volume para encontrar o ponto ideal de leitura. Depois de seis ou sete tentativas, deu certo.

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Não é o caso de dizer que o TK é ruim. Um estudante de Exatas da época iria se maravilhar com a coisa. Imagine fazer integração numérica, cálculos estatísticos, aproximações polinomiais de funções, resolução de sistemas com matrizes e interpolações com qualquer técnica, sem precisar ir à Nasa!

Muitos periféricos foram prometidos para o TK. Impressora, leitor de disquetes… Coisas que só cheguei a ver em revistas. Alguns foram realmente lançados, mas o preço proibitivo (a impressora térmica custava bem mais que o computador) fez deles itens raros, muito raros. A Microdigital ainda iria produzir clones de Apple, de videogame e de PC.

Teste Versão Zero: TK90X
Processador Z80A de 3,58 Mhz
RAM 48 KB
Teclado Borracha, 40 teclas
Vídeo TV, 24 linhas x 32 colunas
Resolução 256 x 192 pixels
Fonte 9 volts DC, 600 mA
Lançamento Junho de 1985
Fonte: www.tk90x.com.br

Uma curiosidade: sabe qual foi o último produto da Microdigital antes de fechar? Um teclado musical. De brinquedo…

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Eee PC escreve em chinês? Saiba como mudar

Mais um mistério que circunda o Eee PC, netbook da Asus, foi revelado.
O caso da vez: de quando em quando, sem razão aparente, o Eee PC muda seu método de entrada de dados, do alfabeto romano para caracteres orientais.
Leia mais sobre configuração do Eee PC
>> Dando cara de Linux tradicional ao Eee PC
>> Programe em [...]

Input Method

Input Method

Mais um mistério que circunda o Eee PC, netbook da Asus, foi revelado.

O caso da vez: de quando em quando, sem razão aparente, o Eee PC muda seu método de entrada de dados, do alfabeto romano para caracteres orientais.

Leia mais sobre configuração do Eee PC

>> Dando cara de Linux tradicional ao Eee PC

>> Programe em C no seu Eee PC

Quem mostrou o problema foi Ana, uma das leitoras deste blog. Nunca tinha visto isso. Até que, de repente, enquanto tentava deslocar uma janela pela telinha de 7 polegadas (que, lembrei depois, é feito pelo comando Alt, Botão esquerdo do mouse), meu Eee PC também passou a escrever em chinês. Respirei fundo, refiz as combinações de teclas que tinha acabado de apertar. Então, compreendi.

Há um ícone do lado esquerdo do relógio, na barra de tarefas, identificado como “Input Method”. É por meio dele que se ajusta o modo de entrada de dados no Xandros, o sistema operacional nativo do Eee PC.

Ocorre que isso também pode ser feito pela combinação de teclas Left-Shift, Control. Mantendo-se o Shift Esquerdo pressionado e teclando em Control, vê-se que o ícone Input Method deixa de ser cinza, mudando a cada teclada.

Ou seja, se alguém pressiona, por engano, Shift e Control, vai mudar o Input Method. A partir daí, tudo que você digitar será identificado como chinês ou japonês, por exemplo.

Se você entende essas línguas, vai gostar de saber que dá para pesquisar no Google digitando diretamente em chinês.

Para o resto de nós que não entende patavina de chinês, o melhor é se manter afastado desse comando…

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Governo cria portal para professor comprar notebook

Enfim, mais detalhes sobre o Projeto Computador Portátil para Professores. O Governo Federal criou um site web com informações para os interessados.
Atualizado em 22/09/08: segundo os responsáveis pelo programa, nenhum fabricante ainda se cadastrou para ofertar notebooks pelo programa (leia a íntegra da resposta aqui).
O portal traz as informações básicas sobre a inscrição no programa, [...]

Enfim, mais detalhes sobre o Projeto Computador Portátil para Professores. O Governo Federal criou um site web com informações para os interessados.

Atualizado em 22/09/08: segundo os responsáveis pelo programa, nenhum fabricante ainda se cadastrou para ofertar notebooks pelo programa (leia a íntegra da resposta aqui).

O portal traz as informações básicas sobre a inscrição no programa, a configuração mínima que as máquinas devem ter e até o logotipo oficial que deve ser afixado em cada portátil vendido (ver modelo abaixo). Mas não há nada para vender.

Leia mais sobre Computador Portátil para Professores

>> Governo paulista lança programa de notebook para professores

>> Testamos o PC 81001, netbook da Proview

>> Professor terá notebook de mil reais

>> Proview 81001: será este o notebook do professor?


Para os fabricantes de PC, o site oferece instruções para participar do programa. Ainda não há nenhum cadastrado. Especificações

Notebook do professor: a configuração básica
Processador Celeron M, Mobile Sempron ou similar
Frequência 1,4 GHz
Barramento 333 MHz
Memória RAM 512 MB
Disco rígido 40 GB
Drive óptico Combo (DVD e gravador de CD)
Tela 14 polegadas ou maior, TFT
Conexões Modem, Ethernet e Wi-Fi
Fonte: Governo Federal

Ainda interessado? Então, muna-se de paciência. O cronograma de implantação do Projeto envolve três fases: Teste, Fase 1 e Fase 2. Na fase Teste, que vai de 11 de agosto a 9 de setembro, os Correios – que é quem vai receber os pedidos – irão atender 64 cidades selecionadas, a maioria no interior dos Estados. A lista, que pode ser vista aqui, inclui municípios como Parintins (AM) e Sete Barras (SP). Na Fase 1 (10 de setembro a 8 de outubro), serão atendidas também as Capitais dos Estados. A Fase 3 começará em 9 de outubro e vai englobar todos os municípios. Esta foto foi incluida no site apenas para mostrar onde o adesivo deverá ser afixado. Não representa o notebook que será oferecido – coisa, aliás, que o Versão Zero está curioso para conhecer…

Em Portugal, o projeto de distribuir laptops para alunos das séries iniciais finalmente decolou. Cada maquininha vai custar no máximo 50 euros. Saiba mais clicando aqui.


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Micro brasileiro dos anos 80, um item raro

Revirando papéis velhos, encontrei um exemplar intacto da revista Byte Brasil de 1994 – e, nela, um artigo escrito pelo colega Marcelo Bernstein sobre pesquisa, feita pela FGV, do uso de informática pelas empresas.
Depois de 14 anos, o que poderia haver de interessante numa velha revista de informática? Bem, para os colecionadores de velhos micros [...]

Revirando papéis velhos, encontrei um exemplar intacto da revista Byte Brasil de 1994 – e, nela, um artigo escrito pelo colega Marcelo Bernstein sobre pesquisa, feita pela FGV, do uso de informática pelas empresas.

Depois de 14 anos, o que poderia haver de interessante numa velha revista de informática? Bem, para os colecionadores de velhos micros da época da reserva de mercado, há algo, sim: a tabela abaixo.

Evolução das vendas de micros no Brasil
Ano Quantidade Base ativa Base de PC % PC/Total
1982 12.000 15.000 0 0%
1984 70.000 120.000 3.000 3%
1986 230.000 480.000 20.000 4%
1988 400.000 1.180.000 170.000 14%
Fonte: Revista Byte Brasil, agosto 1994; CIA/FGV

Ela mostra a quantidade de micros vendidos no Brasil entre 1982 e 1988. Foi nessa época que a indústria nacional produziu máquinas como TK, Unitron e CP-500.

Leia mais sobre micros antigos

>>> Teste: Apple Laser IIc da Milmar

A coluna Base Ativa estimava a quantidade de micros em operação nas empresas. Base de PC estimava o número de equipamentos compatíveis com micros IBM PC. A última coluna dava o porcentual de PCs em uso, em relação ao total de micros.

A tabela dá uma idéia de como pode ser difícil, por exemplo, encontrar um exemplar do TK-82C, produzido pela Microdigital no início dos anos 1980.

Em 1988, juntavam-se a nós os clones de MSX, como Hot Bit e Expert. Dado o crescimento da produção brasileira, torna-se facilmente explicável por que é bem mais fácil achar um deles para comprar.

Para comparar: o Brasil fechou 2007 com 10,7 milhões de micros vendidos, o que deu ao nosso país a quinta posição no ranking mundial.

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Proview 81001: é este o notebook do professor?

Enquanto todo mundo olha para o conversor digital popular da Proview, outro produto cintila no site – e, por enquanto, apenas no site – da empresa.
É o PC 81001, notebook compacto que já foi oferecido ao presidente Lula como o “PC do Professor”, teve o lançamento prometido para março e preço definido em 800 reais [...]

Enquanto todo mundo olha para o conversor digital popular da Proview, outro produto cintila no site – e, por enquanto, apenas no site – da empresa.

É o PC 81001, notebook compacto que já foi oferecido ao presidente Lula como o “PC do Professor”, teve o lançamento prometido para março e preço definido em 800 reais – e que, até agora, não chegou às lojas e que começa a ser vendido no país.

Leia mais sobre o PC 81001

>> Testamos o PC 81001, o netbook da Proview

Há poucas informações disponíveis no site da Proview. Na internet, o Versão Zero encontrou uma galeria de fotos do modelo, junto com um Eee PC 701 (na foto acima, o note Proview é o da esquerda).

Agora a idéia se fecha. O decreto 6.504, que cria o Projeto Computador Portátil para Professores, limita a compra a aparelhos que custem, no máximo, mil reais.

Com tal limitação, a lista de opções incluiria hoje apenas três equipamentos: Eee PC, Positivo Mobo e Proview.

Como o decreto exige fabricação local, o Eee PC ficaria de fora. Sobrariam Mobo e Proview.

Caso o Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável pela lista de especificações mínimas do Notebook do Professor, exija disco rígido, então só restaria o Proview… Será?

Notebook Proview PC-81001
Sistema Linux ou Windows XP
Processador AMD Geode LX de 500 Mhz
Memória 512 MB
Tela Widescreen de 10 polegadas
Disco rígido 60 GB
Expansão VGA, USB, PC Card, Wi-Fi


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No Brasil, 2008 é o ano do notebook

Pergunte a qualquer fabricante de computadores sobre números de vendas no Brasil. É quase certo que a resposta será “não dispomos de números locais, pois a matriz só divulga os números globais”.
Não é assim com a Positivo, por duas razões: 1) ela é uma integradora brasileira e 2) suas ações são negociadas em bolsa.
Leia mais [...]

Pergunte a qualquer fabricante de computadores sobre números de vendas no Brasil. É quase certo que a resposta será “não dispomos de números locais, pois a matriz só divulga os números globais”.

Não é assim com a Positivo, por duas razões: 1) ela é uma integradora brasileira e 2) suas ações são negociadas em bolsa.

Leia mais sobre a Positivo

>> Teste: Positivo Mobile Mobo

>> Positivo: ações caem, mas empresa cresce

Por isso, interessa saber que, na comparação do 2.o trimestre de 2008 com o mesmo período de 2007, a receita da Positivo com vendas de notebooks aumentou 70%. Ao mesmo tempo, a receita das vendas de micros de mesa diminuiu 6,2% – resultado, segundo a empresa, da redução de custo dessas máquinas.

Mais interessante é notar que os ultraportáteis lançados em maio – leia-se Mobo – já representam 5,5% da receita líquida de notebooks.

Decididamente, e a exemplo do que já aconteceu nos EUA, 2008 será o ano do notebook no Brasil…

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Sony imita Apple? Na trilha sonora, sim

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=1WPAd5ISv34]
Fui surpreendido, na TV, por um simpático comercial (veja acima) das TVs Bravia, da Sony, em que coelhos coloridos de massa de modelar saem dos becos de Nova York, correm pelas ruas e formam, juntos, um enorme coelhão – tudo ao som de “She’s a Rainbow”, dos Rolling Stones.
Mas… A memória ainda funciona, e sabia [...]

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=1WPAd5ISv34]

Fui surpreendido, na TV, por um simpático comercial (veja acima) das TVs Bravia, da Sony, em que coelhos coloridos de massa de modelar saem dos becos de Nova York, correm pelas ruas e formam, juntos, um enorme coelhão – tudo ao som de “She’s a Rainbow”, dos Rolling Stones.

Mas… A memória ainda funciona, e sabia que já tinha ouvido aquela música em um comercial antes: há nove anos e meio – janeiro de 1999 -, a Apple Computer lançava seus iMacs translúcidos com gabinetes coloridos, usando a mesma canção.

Sorte nossa que a música é boa. Mas bem que a Sony, dona do Walkman – o tocador de “mídia cassete” que foi o iPod dos anos 80 – podia ter sido mais criativa, não?

Você pode curtir o comercial original da Apple logo abaixo.

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=lcBpXYI1r3Q]

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Um HD externo com grife italiana

Compactos e fáceis de levar, os HDs externos começam a ganhar versões sofisticadas.
Uma delas é a Simple Tech, que a Elgin Info Products começa a vender por aqui.
Leia mais sobre HD externo
>> Um HD externo para o Eee PC
A linha tem cinco opções de cores e capacidades que variam de 120 GB a 500 GB, [...]

Compactos e fáceis de levar, os HDs externos começam a ganhar versões sofisticadas.

Uma delas é a Simple Tech, que a Elgin Info Products começa a vender por aqui.

Leia mais sobre HD externo

>> Um HD externo para o Eee PC

A linha tem cinco opções de cores e capacidades que variam de 120 GB a 500 GB, com alguns modelos de mesa e outros que cabem no bolso e na bolsa. E com uma distinção: o design assinado pelo estúdio italiano Pininfarina. Os discos rígidos têm velocidade de 7.200 rpm.

Os drives Simple Tech custam R$ 499 (de bolso, 120 GB, cor preta), R$ 599 (de mesa, 320 GB, cor azul) e R$ 799 (de mesa, 500 GB, na cor preta, e de bolso, 250 GB, nas cores azul e rosa).

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Teste: expanda o netbook com um cartão SD

Os mini-notebooks, também chamados de netbooks, costumam usar uma memória flash no lugar do HD.
Isso faz com que, em geral, o desempenho desses micrinhos seja bem melhor que o dos notebooks com HD – e compensa, em parte, outras deficiências, como o processador mais lento.
Leia mais sobre netbooks
>> Teste: Positivo Mobo
>> HP adere aos mini-notebooks
>> [...]

Os mini-notebooks, também chamados de netbooks, costumam usar uma memória flash no lugar do HD.

Isso faz com que, em geral, o desempenho desses micrinhos seja bem melhor que o dos notebooks com HD – e compensa, em parte, outras deficiências, como o processador mais lento.

Leia mais sobre netbooks

>> Teste: Positivo Mobo

>> HP adere aos mini-notebooks

>> Netbooks tentam reproduzir sucesso do Eee PC

O problema é que essas memórias internas ainda têm tamanho limitado. O Eee PC 701, por exemplo, tem 4 GB. O Positivo Mobo, por sua vez, tem 2 GB.

A boa notícia é que esses micrinhos podem ter seu HD expandido quase que instantaneamente. Basta usar cartões de memória SD – ou sua versão melhorada SDHC.

Mas será que usar a memória interna e o cartão SD dá na mesma? Versão Zero decidiu testar o desempenho dessas memórias, usando como exemplo um Eee PC.

Antes, um pouco de história sobre esses cartões.

Os cartões SD são padronizados pela SD Card Association. Fundado em 2000, o grupo reúne as principais indústrias eletrônicas do mundo. Seus primeiros associados foram Panasonic, SanDisk e Toshiba.

A capacidade dos cartões SD evoluiu ao longo dos anos até que, em 2006, a SD Card Association anunciou a especificação SD 2.0. O cartão SDHC é resultado dessa nova especificação.

Mais espaço

A sigla SDHC identifica cartões com capacidade maior que 2 GB (HC significa High Capacity, ou Alta Capacidade).

Além do logotipo SDHC, os cartões SDHC devem trazer a identificação da classe – um número que identifica o desempenho mínimo garantido para o cartão.

Desempenho SDHC
Classe Velocidade
2 2 MB/s
4 4 MB/s
6 6 MB/s

Ainda sobre compatibilidade: um aparelho compatível com SDHC vai ler cartões SD e SDHC, enquanto um aparelho feito para cartões SD não vai ler cartões SDHC. Os aparelhos e leitores de cartões SD puros só poderão usar cartões SD de 2 GB ou menores (ver figura abaixo, extraída daqui).

Como foi feito o teste

O equipamento usado no teste foi um Eee PC 710, da Asus, com memória RAM de 512 MB e memória flash interna de 4 GB, rodando Linux Xandros. Seu processador é um Celeron 900, sem overclock – ou seja, funcionando a 630 MHz, conforme especificações de fábrica da Asus.

O cartão escolhido foi SDHC Classe 6, com capacidade de 4 GB e da marca Transcend.

A medição da velocidade das memórias foi feito com o “hdparm”, um programa do Linux que testa operações de leitura. A seguir, os passos do teste:

1) Pressionamos Control Alt T, para abrir a janela do Terminal.

2) Instalamos o programa “hdparm”, com o comando:

sudo apt-get install hdparm

3) Você poderá checar a versão do “hdparm” usando o comando:

sudo hdparm –v

Como a saída na tela é muito rápida, você poderá gravá-la em um arquivo texto usando o comando:

sudo hdparm –v 2>hdparmhelp.txt

Depois abra o arquivo com um editor de texto, como no comando:

edit hdparmhelp.txt

E verifique a versão – que, no caso, foi a 6.9. (Para sair do Edit, tecle F10.)

4) Use o comando “df” para verificar os sistemas de arquivo (filesystems) disponíveis. No nosso caso, o filesystem a ser testado é o /dev/sda1 e o comando para fazer isso é:

sudo hdparm –t /dev/sda1

(Onde “-t” significa “teste”.)

O resultado médio de 3 testes de leitura para a memória flash interna do Eee PC foi 25,3 MB/segundo.

5) Depois, inserimos o cartão SD. Agora, quando executamos o comando df, obtemos dois filesystems:

/dev/sda1
/dev/sdb1

O filesystem sdb1 é o cartão SD. Vamos testá-lo com o comando:

sudo hdparm –t /dev/sdb1

E obtemos como média de 3 testes o resultado de 15,9 MB/segundo.

6) Repetimos o resultado para um pen drive Kingston de 2 GB, e o resultado médio, após 3 testes, foi ainda melhor:18,4 MB/segundo.

Os resultados foram sumarizados na tabela abaixo.

Memória Leitura MB/s
Flash interna 25,3
SDHC 15,9
Pen drive 18,4

Um cartão SDHC classe 6 garante velocidade de pelo menos 6 MB/segundo. Assim, pelo teste, o cartão Transcend SDHC excede as especificações SD.

Agora que você acompanhou passo a passo a mecânica do teste, será possível conferir e comparar o desempenho de outros cartões e HDs removíveis.

Conclusão

Embora a velocidade do cartão seja menor que a da memória flash interna, ela ainda é muito eficiente para o armazenamento de arquivos de dados e programas.

Há ainda a possibilidade de usar o cartão SDHC como disco de boot de um sistema alternativo – como o Windows XP (que, aliás, será um dos próximos testes).

O pen drive pode até ter desempenho melhor, mas a praticidade do encaixe nos faz preferir o SDHC para expandir o “HD” de nosso netbook.

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Professor terá notebook de mil reais

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União o decreto que facilita a compra de notebooks por professores.

Trata-se do projeto Computador Portátil para Professores, instituído pelo decreto 6.504, que já havia sido assinado pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva em 4 de julho.
Leia mais sobre Computador para Professores
>> Testamos o PC 81001, o netbook [...]

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União o decreto que facilita a compra de notebooks por professores.

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Trata-se do projeto Computador Portátil para Professores, instituído pelo decreto 6.504, que já havia sido assinado pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva em 4 de julho.

Leia mais sobre Computador para Professores

>> Testamos o PC 81001, o netbook da Proview

>> Proview 81001: é esse o notebook do professor?

>> Portal para professor comprar notebook já está pronto

A intenção, de acordo com o texto do decreto, é “promover a inclusão digital de professores ativos da rede pública e privada da educação básica, profissional e superior (…) mediante a aquisição de soluções de informática constituídas de computadores portáteis”.

Há alguns critérios que devem ser obedecidos. Os notebooks devem ser produzidos no país, o valor não poderá ser maior que mil reais e cada professor poderá comprar apenas um computador.

O parcelamento será feito junto aos bancos credenciados. Segundo o governo, as taxas deverão ficar entre 1,4% e 1,8% ao mês.

Os pedidos poderão ser feitos nas agências dos Correios ou em agências dos bancos participantes do projeto. As vendas devem começar em setembro, inicialmente nas capitais.

Notebook de R$ 1 mil: as parcelas*
Financiamento em 24 meses
Taxa Prestação Valor final
1,4% R$ 49,35 R$ 1.184,40
1,8% R$ 51,68 R$ 1.240,32
* Estimativa

Netbooks de fora?

O decreto atribui ao Ministério da Ciência e Tecnologia a definição da configuração mínima das máquinas. É também esse ministério que receberá os pedidos de credenciamento dos fabricantes.

Já o Ministério da Educação tem 15 dias para criar um sistema que comprove a vinculação profissional do professor. Pelas contas do governo, o projeto poderá beneficiar 3,4 milhões de professores.

Para funcionar, o programa depende da adesão dos participantes – fabricantes e bancos. Não há verba nem subsídio do governo para sua implementação.

E, ao contrário do que foi noticiado, o decreto não estabelece a configuração mínima, que deverá ser confirmada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em no máximo 15 dias.

O portal de notícias G1, por exemplo, afirmou que o laptop deveria ter 512 MB de RAM e HD de 40 GB. Se isso se confirmar, os netbooks, como o Positivo Mobo, ficarão de fora.

Mais curioso foi o portal Universia, que incluiu nas especificações mínimas monitor LCD ou CRT – como se fosse possível, hoje em dia, um notebook com monitor de tubo (CRT).

Experiência portuguesa

Há um ano, Portugal lançava seu programa de inclusão digital para alunos, professores e formandos.

O programa e-professor, como foi chamado, começou em setembro passado e permite que professores do ensino primário e secundário comprem um laptop e contratem o acesso à internet banda larga em condições facilitadas.

Em um dos planos, o professor paga entrada de 150 euros, ou 375 reais (por um notebook Insys Pentium Dual Core, 3 GB de RAM, disco de 250 GB e sistema Linux), e se compromete a pagar mensalidade de 17,50 euros, ou 43,75 reais, durante 3 anos por uma banda larga de 512 kbps. E só.

O programa é parcialmente financiado por um Fundo para a Sociedade da Informação, composto por dinheiro das operadoras móveis – é, na verdade, parte do dinheiro pago pelas licenças 3G. Deve atingir 500 mil pessoas, entre estudantes e professores.

O Brasil também tem seu Fundo – é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, composto por 1% da receita bruta das operadoras de telefonia e 50% da receita da Anatel.

Desde sua criação em 2000, o Fust acumulou uma verba de 6 bilhões de reais, que por enquanto não foi utilizada.

O governo português anunciou, em 30 de julho, a distribuição de 500 mil mini-notebooks aos alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental. Os equipamentos, que são semelhantes aos que a Positivo ofertou ao governo brasileiro no começo deste ano, serão fabricados em Portugal e serão subsidiados: para os pais, vão custar entre zero e 50 euros. Saiba mais clicando aqui.


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