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Teste: Computador pessoal Casio PB-110

Houve um tempo em que se acreditava no poder da linguagem de programação Basic para levar a computação às massas. A calculadora programável PB-110, que chega até nós em estado de nova, é dessa safra.


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Houve um tempo em que se acreditava no poder da linguagem de programação Basic para levar a computação às massas. Computadores pessoais vinham com um interpretador Basic embutido e crianças eram levadas pelos pais a cursos livres de programação. E mais: alguns fabricantes decidiram que Basic era bom também para calculadoras. Dessa época, como se tivesse sido tirada do portaluvas de um certo DeLorean, veio uma reluzente Casio PB-110, cujo teste você vê aqui no Versão Zero.

Este exemplar veio das mãos do amigo Miguel Pragier, que a deu como um dos mais incríveis presentes de aniversário que já ganhei. Ia dizer que ela está praticamente nova. Mas não: está realmente nova. Vidro, painel, capa, manuais – tudo impecável, já que ela nunca foi realmente utilizada.

Passado o espanto inicial de ver uma máquina tão antiga e, ao mesmo tempo, tão nova, tínhamos a obrigação de colocar baterias para vê-la funcionar. Já tive surpresas ruins em ressuscitação de computadores e calculadoras antigas, e capacitores que estouram não são novidade para quem se aventura por tais caminhos. Felizmente não foi o caso da PB-110. Foi só abri-la, encaixar as duas baterias CR-2032, fechar a tampa e ligá-la. A mensagem “Ready P0” não deixou dúvidas – 26 anos após sua fabricação, a máquina ainda estava viva.

Computadores pessoais?

É curioso que máquinas como a PB-110 tivessem sido apresentadas ao mercado como computadores pessoais. Mas é o que consta na caixa e nos manuais. Algumas coisas, de fato, a distanciavam das calculadoras científicas, e não era só pela linguagem Basic. Acessórios opcionais permitiam a conexão de um gravador cassete (para gravar e ler programas e dados) e de uma pequena impressora.

O uso do Basic torna a PB-110 (e outras do gênero) bastante singular. Para explicar: numa calculadora convencional, por exemplo, você teria de apertar as teclas três, zero e “sin” se quisesse saber o seno de um ângulo de 30 graus. Na PB-110, você tem de escrever, com o teclado alfanumérico, “sin30” e apertar a tecla EXE (de Execute). É por isso que não há funções matemáticas associadas aos botões – você é que precisa decorar  as funções do Basic. Da mesma forma, para calcular o quadrado do seno de 30 graus na calculadora comum, você teria de pressionar três-zero-sin-x2, obtendo 0.25. Na PB-110, isso equivale a “sin30^2”.

O painel da PB-110 é bem, bem pequeno: tem 16 cm de largura por 7 cm de comprimento. Mesmo assim, é capaz de certos milagres. O pequeno teclado Querty permite chavear entre maiúsculas, minúsculas e caracteres especiais, como as letras gregas sigma, ômega e mi. A tecla Mode, no teclado numérico, permite configurar alguns aspectos da máquina, como o tipo de ângulo (grau, radiano e grado) e a partição de memória utilizada.

Memória em passos

A área de RAM tem 544 passos e 26 memórias (variáveis). Pode-se expandir sua memória para 1.568 passos/222 memórias mediante a instalação de um módulo de hardware. Bem, mas quanto é isso? O manual explica: numa instrução tão simples quanto “10 INPUT A”, o número de linha (10) ocupa dois passos; a instrução INPUT ocupa um passo; e o nome da variável A ocupa um passo. O caracter de fim da linha (EXE) também ocupa um passo.Total da linha: cinco passos.

Ah, e lembra a mensagem inicial “Ready P0” que aparece quando ligamos a PB-110? P0 (pê-zero) identifica uma das dez partições da memória. É um tipo de organização que visa permitir o armazenamento de mais de um programa. (Na maioria dos micros da época, só era possível carregar um programa por vez na memória. Havia truques de programação para burlar essa limitação, mas isso é outra história.) Isso quer dizer que você poderia ter até dez programas para acesso imediato – desde que a soma de seus passos não exceda a capacidade da memória.

Dizer que a PB-110 “fala” Basic é impreciso. Na verdade, ela entende um dialeto limitado do Basic, embora surpreenda pela inclusão de comandos como READ e DATA (que outros micros, como o Sinclair, não tinham). Em termos de tipos de variáveis, só existem três – números, strings e matrizes unidimensionais –, sendo que as strings não podem ter mais de sete caracteres. Mais: a cada uma das 26 variáveis numéricas possíveis é associada uma letra do alfabeto, de A a Z, e essa mesma área servirá para as variáveis das matrizes. Imagine uma matriz A com dois elementos, A(0) e A(1); se você der o comando PRINT B, verá o conteúdo de A(1).

O bom e velho fatorial

Como já fizemos em outras ocasiões (e com outros micros antigos), digitamos um programinha Basic para cálculo de fatorial (n!) só para conferir a velocidade do micrinho. O programa, que consumiu 38 passos, ficou assim:

10 INPUT N
20 A=1
30 FOR B=1 TO N
40 A=A*B
50 NEXT B
60 PRINT A

Daí, pedimos o cálculo de 69!, só para compararmos com outro teste, feito com a calculadora TI-66. A PB-110 entregou o resultado em 3 segundos cronometrados. Programada, a TI-66 levou absurdos 49 segundos. Para comparar, a calculadora escolar Sharp EL-501W, atualmente à venda, levou 0,6 segundo para realizar o mesmo cálculo!

E, só para pegar um pouco do espírito da época, tentamos reescrever o programa acima, juntando linhas para economizar memória. O resultado,

10 INPUT N:A=1
20 FOR B=1 TO N:A=A*B:NEXT B
30 PRINT A

consumiu 32 passos, seis a menos que a primeira versão – ganhamos dois bytes a cada número de linha eliminado (óóó…), mas em contrapartida o programa ficou mais difícil de ler. Programar na década de 1980 era isso aí. Quer moleza? Vai programar em Delphi.

Computador pessoal Casio PB-110
Ano de produção: 1983/1984
Linguagem: Basic
Memória: 544 passos/26 variáveis
Tela: LCD (1 linha x 12 caracteres visíveis; 62 caracteres por linha)
Peso: 119 gramas
Alimentação: Baterias (2xCR2032)
Preço de lançamento: desconhecido
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Um tecladinho para abrir espaço na mesa

Mais um negócio da China, via Deal Extreme: Um miniteclado “inspirado” nos equipamentos da Apple. Será que pega?


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Eis mais uma aquisição vinda diretamente da China, via Deal Extreme: um teclado para PCs com Windows, mas que segue o design dos teclados de perfil fino da Apple.

A compra foi feita no escuro – como tudo que vem do Deal Extreme, basta que o pacote chegue ao destino para que fiquemos felizes. Dado o preço baixo, um eventual retorno por conta de defeitos se torna inviável…

Apesar de preto, este teclado aqui veio numa caixa branca. Não sei se o teclado branco viria numa caixa preta – só sei que o modelo prata-branco é ligeiramente mais caro.

Interessado nas medidas? Vamos lá. Sua largura total é de 28,5 cm e a largura, 12 cm. Cada tecla tem 1,5 cm x 1,5 cm. Sua espessura é menor que 1 cm. Uma saliência na parte de baixo protege as partes eletrônicas e lhe serve de pé.

Duas virtudes

Este tecladinho sem nome tem duas grandes virtudes: o silêncio das teclas (meu tecladinho anterior, nesse aspecto, era terrível) e o tamanho reduzido, capaz de abrir espaço em qualquer mesa.

Como se pode imaginar, ele não vem com cedilha – afinal de contas, é feito para o mercado americano. Mas é mais robusto do que pensava, mesmo sendo feito de plástico (“tipo” black piano).

Uma curiosidade que foi notada pelos comentaristas do Deal Extreme: este teclado não tem a tecla Ins. Ainda não sei se fará falta, mas até agora isso não aconteceu.

Ele também não tem a tecla de atalho, apenas a tecla Windows (uma só, do lado esquerdo). Mas você poderá usar o Shift-F10 no lugar dela.

Se você for bem detalhista, gostará de saberque a luz dos LEDs é azul. Isso para mim foi ruim, pois o LED do monitor é verde. Quando é que a indústria vai nos deixar escolher a cor dos LEDs?

Outro detalhe é o comprimento do cabo USB. Este teclado veio com 120 cm, mas quem for procurá-lo agora vai encontrar versão com 160 cm de cabo.

E, para não dizer que não vai aqui nenhuma queixa séria, deixo uma registrada: a tecla de espaço, às vezes, falha quando a pressionamos na borda. Para ser efetiva, é preciso que a apertemos bem perto do centro, ou com força maior.

Ficha técnica

Produto: 78-key Compact Slim USB Keyboard

Preço: 17,90 dólares (preto); 18,60 dólares (prata com teclas brancas)

Site: www.dealextreme.com

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Instalando um HD no Acer Aspire One

Desde que comprei o netbook Acer Aspire One numa promoção, percebi que deveria fazer alguma coisa em relação à lentidão de seu SSD.


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Desde que comprei o netbook Acer Aspire One numa promoção (saiu por menos de 600 reais, na compra com boleto), percebi que deveria fazer alguma coisa em relação à lentidão de seu módulo SSD que lhe serve de HD.

Vasculhando um pouco a Internet, descobri este post no blog da Tnkgrl (em inglês). Lá encontrei uma sequência de fotos da instalação do HD, dicas de como fixar o HD na placa-mãe e sugestões de modelos de HD que poderiam ser utilizados na operação.

Com base nos comentários, escolhi o MK3008GAL, de 30 GB, fabricado pela Toshiba para uso em iPods. É um HD de 1,8″, com interface ZIF e 5 mm de altura – pequeno o suficiente para caber no apertado gabinete do Aspirezinho.

Alguns comentários do blog da Tnkgrl já avisavam sobre a dificuldade de se encaixar o pequeno cabo flat no HD. Alguns tinham conseguido aproveitar o cabo original que veio com o SSD; outros se queixavam de que o HD não tinha sido reconhecido pelo micro.

Foi por isso que, ao encomendar o HD no eBay, pedi que fornecessem também um cabo flat ZIF compatível. O cabo veio – mas, para meu azar, era curto demais (5 cm). Depois de alguma manobra, consegui encaixá-lo. O micro conseguiu reconhecer o HD e até me deixou instalar o Ubuntu Netbook Remix.

A felicidade durou pouco. Depois de umas duas ou três semanas, o micro começou a apresentar falhas: ao ser ligado, o HD  às vezes não era reconhecido. Pouco tempo depois, nada de o HD funcionar.

Suspeitei do cabo flat e tratei de encomendar outro no eBay – desta vez, consegui encontrar um kit com 3 cabos de 10 cm. Foi chegar, trocar e pronto. O Acer Aspire One já funciona há dois meses com um HD de 30 GB, sem reclamar.

Instalação

Para desmontar e montar o micro, segui os passsos (com fotos) fornecidos pelo site The Register. Você terá de retirar uma infinidade de parafusos, por isso recomendo fazer isso num dia bem tranquilo e sem pressa. Eu tirei algumas fotos do processo (veja a galeria), mas a sequência do The Register é bem mais completa e precisa.

Já para instalar o HD eu segui as dicas da Tnkgrl. A primeira delas: uma das saliências plásticas do gabinete do Aspire teria que ser quebrada para acomodar o HD. Outra: o HD deve ser fixado na placa-mãe com o uso de uma fita adesiva dupla face.

Eu usei uma fita de espuma dupla face de alta resistência da Scotch. Bastou um pequeno retângulo e algum cuidado para não entortar a posição do HD. Atenção: a cola da fita é poderosa. Depois que percebi que o cabo flat seria curto, tentei reposicionar o HD, descolando-o da placa-mãe. Tudo que consegui foi quase arrancar a própria etiqueta do HD.

Como já foi dito, o cabo flat ZIF que tentei utilizar na primeira instalação era curto demais (5 cm). Isso fez com que o encaixe do cabo no HD se soltasse. Com o cabo de 10 cm adquirido depois, não foi preciso amassar nem vincar o cabo, que se encaixou perfeitamente no HD.

Esse cabo, aliás, é para mim o ponto mais sensível da instalação. Ele precisa ter pontas de espessuras diferentes. A mais grossa vai no soquete ZIF da placa-mãe. A mais fina, no HD. Para prendê-lo, a placa-mãe tem uma presilha plástica. Já no HD é preciso encaixá-lo cuidadosamente, empurrando-o para entrar no conector.

Compras

Não foi difícil encontrar o cabo ZIF para venda no eBay. Eu o encontrei com a descrição “3x FFC 10cm cable for 1.8″ Toshiba ZIF Drive HDD”. Mais difícil foi convencer o vendedor a entregar para o Brasil. O kit com três cabos custou pouco mais de 4 dólares.

Já o HD foi encontrado pela descrição “TOSHIBA 1.8″ 30GB MK3008GAL HARD DISK DRIVE HDD 30 GB” e custou cerca de 40 dólares. Há modelos compatíveis com mais capacidade (por exemplo, 60 GB). Eu preferi o de 30 GB pelo preço e, por que não dizer, pelo tamanho, já que é bem mais do que eu precisaria num netbook.

Conclusão

Este Acer Aspire One foi comprado em 6 de abril e, logo que chegou, já teve sua garantia invalidada, porque o desmontei inteiro para instalar a memória que sobrou de um Eee PC 701.

Pouco mais de seis meses depois, já era possível encontrar ofertas  de netbooks que, por 200 reais a mais, vinha com tela maior, HD de 160 GB e mais memória. e chip Atom N450.

Se levarmos em conta o custo-benefício, o Acer Aspire One modificado não vale tanto a pena. Foi preciso gastar mais 100 reais com as peças novas e a garantia foi para o espaço.

Em diversão e aprendizado, contudo, o micrinho tem valido muito a pena. E, agora que está equipado com uma bateria de nove células e 7 horas de duração, ficou ainda melhor.

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Monitor SyncMaster 710N: enfim, destravado

Por mais de um ano um bloqueio misterioso no menu de um monitor SyncMaster 710N atormentava este blog. A solução estava no Google.


Usamos um monitor Samsung SyncMaster 710N (foto acima) há exatos seis anos, com satisfação (e nem nos atrevemos a dizer o quanto pagamos por ele na época, para não assustá-lo, caro leitor). Mas, embora nunca nos tenha dado problema, uma coisa nos incomodava: os controles do menu. Mais especificamente, uma opção venenosa que acabou por bloquear boa parte dos ajustes finos – e cujo antídoto não podia ser encontrado nem nos manuais, nem no próprio site da Samsung.

Este tormento, que já durava mais de um ano, foi sanado nesta sexta-feira (4/6), com uma breve pesquisa no Google. Bastou buscar por “Samsung 710N locked” para descobrir, neste site aqui, que a poção mágica do destravamento consistia em manter a tecla Menu apertada por cerca de 10 segundos.

Não sei dizer o que ocorreu para que a solução demorasse tanto. Chame de procrastinação, se quiser. O fato é que, em outras pesquisas que fizemos na web, a resposta não aparecia. Mais triste é guardar um manual por anos só para perceber que, quando se precisa dele, a informação relevante não está lá.

Enfim, outra lição aprendida. Se você também tem um SyncMaster 710N, use nossa experiência para economizar seu tempo. Se não tem, reflita sobre como esse problema poderia ser resolvido sem uma rápida prece para o São Google!

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Desvendando o Acer Aspire One

Há alguns dias o Versão Zero destacou uma oferta: netbook Acer Aspire One por menos de 600 reais. Não resistimos e trouxemos o micro para nosso lab – com direito a desmonte e tudo.



Há alguns dias o Versão Zero destacou uma oferta: netbook Acer Aspire One A110 por menos de 600 reais. Não resistimos e trouxemos o micro para nosso lab – com direito a desmonte e tudo.

O trabalho ainda não acabou, mas já é possível comentar alguma coisa sobre o netbook. Que, por sinal, continua com um preço interessante – nesta segunda-feira (26/4), custa 628,13 reais no Magazine Luiza.

O micro não é novidade – foi lançado em 2008. Embora ele chegue novo até você, o netbook que recebemos veio com sinais nas etiquetas de que foi fabricado em 2008.

Usamos o Linux que vem com ele, chamado Linpus, por algum tempo. É um sistema rápido e adequado ao hardware do micrinho (512 MB de RAM). Mas, embora tenha a maioria das ferramentas que as pessoas usam, você certamente irá querer mais (a versão do Firefox, por exemplo, ainda é a 2).

Foi aí que tivemos a ideia de instalar o Windows XP. Heresia? Talvez. Mas nos ajudou a tirar algumas conclusões.

A primeira: o cartão de memória SSD que serve de HD é lento, muito lento. Na primeira instalação do XP, escolhemos NTFS para organizar os arquivos, por ser a opção mais segura e estável. Nossa recomendação é que NUNCA faça isso com o Aspire One equipado com esse SSD. A espera para uma simples abertura de arquivo é insuportável.

A segunda: mesmo com Windows XP instalado em FAT32, você irá querer mais memória. A boa notícia é que dá para expandir, usando um soquete SIMM vazio. A má notícia é que esse soquete não poderia estar mais escondido.

Pergunta: E onde ele está?

Resposta: ATRÁS da placa-mãe do micrinho.

Para chegarmos lá, tivemos de desmontar cuidadosamente – dissemos cui-da-do-sa-men-te – praticamente todo o micro. Primeiro, desparafusando a traseira. Depois, tirando o teclado, destacando seu cabo flat; destacando o touchpad; desparafusando mais, para tirar a carcaça plástica superior; desparafusando a placa-mãe, desencaixando a placa de Wi-Fi e a de SSD; desencaixando o cabo de vídeo do LCD; e, por último, virando a placa-mãe para encontrar o slot vazio (é o que mostra a foto).

Um bom passo-a-passo para desmontar o Aspire One pode ser encontrado neste site.

O barramento da memória do Aspire funciona a 533 MHz, mas decidimos aproveitar um cartão de memória de 667 MHz que sobrou de outro notebook, o Eee PC 701. Somada à memória que vem soldada na placa-mãe, ficamos com 1 GB. E aí descobrimos algo óbvio, mas que não havia recebido nossa atenção: os netbooks podem receber no máximo 2 GB, mas quando eles vêm com 512 MB na placa-mãe e apenas um slot livre esse total fica reduzido a 1,5 GB.

Note, pela foto, que a bateria que alimenta o BIOS está bem próxima do slot de memória, portanto todo esse trabalho deverá ser repetido um dia. O curioso é que, na parte de trás, o Aspire One tem uma portinha presa com dois parafusos – que, pensei, servia para dar acesso à memória. Ao abri-la, percebi: trata-se de um espaço reservado para um eventual modem 3G (há até uma ranhura, atrás da bateria, para facilitar o encaixe do cartão SIM). Mas, para receber o cartão, a placa-mãe deverá ser adaptada com outro hack.

O próximo passo? Bem, esse cartão de memória SSD fabricado pela Intel está na mira de um próximo upgrade – e a peça candidata a tomar seu lugar é um minúsculo HD PATA de 1,8 polegada, nome MK6028GAL, feito pela Toshiba  para uso no iPod, e cuja interface ZIF encaixa-se perfeitamente na delicada fita que se liga à placa-mãe do Aspire One.

Uma segunda desmontagem, como se vê, é questão de tempo.

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Netbook por menos de 600 reais? Tem, sim

Às vezes as lojas online surpreendem com ofertas que duram apenas algumas horas. Esta aqui pode ajudar quem ainda sonha em ter um netbook.



Sabe aquelas ofertas que aparecem de repente nas lojas virtuais? Esta é uma delas – e pode agradar a quem ainda não pulou para o vagão dos netbooks.

A oferta é esta: netbook Acer Aspire One por 629 reais. Valor que pode baixar para 590,50, caso seja pago com boleto bancário.

Este netbook pode ser interessante a quem nunca teve um e não está disposto a gastar mais de 1.000 reais numa máquina que, claro, tem suas limitações.

Entre as vantagens do One estão o processador Atom N270 de 1,6 GHz, que ainda equipa boa parte dos equipamentos desta categoria à venda por aí, e a tela de 8,9 polegadas (um avanço em relação aos primeiros netbooks de 7″).

A lista de desvantagens inclui a memória (vem com apenas 512 MB), o sistema (vem com um tipo desconhecido de Linux) e o tamanho do “HD”, que não é HD e sim SSD (memória flash) e tem 8 GB.

Mas se você tem apenas 600 reais, poderá ter seu netbook agora. Depois, poderá comprar mais memória, trocar o sistema e até instalar um HD de verdade, seguindo receitas de modificações na internet como essa aqui.

Para conferir a página da oferta, clique aqui. Não se sabe até quando durará.

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Vai um adaptador de som externo USB aí?

A criatividade dos fabricantes de acessórios USB não tem limites. Desta vez, o Versão Zero encontrou o inusitado: um Virtual 5.1 Surround USB 2.0 External Sound Card.



A criatividade dos fabricantes de acessórios USB está longe de se esgotar. Esta semana recebemos mais uma prova disso: o Virtual 5.1 Surround USB 2.0 External Sound Card.

O aparelhinho funciona como uma placa de som instantânea: você a coloca numa porta USB vaga e imediatamente tem à disposição uma entrada para microfone e uma saída para fone de ouvido. Útil para aquele notebook que ficou mudo ou desktop que só tem saída de áudio no painel traseiro.

Comprado na loja virtual Deal Extreme, o adaptador chegou relativamente rápido. Do pedido ao recebimento via correio, foram cerca de três semanas. O preço? Quase um milagre: 2,23 dólares (menos de 4 reais), com frete incluso, pagos via PayPal.

Usamos o adaptador num micro desktop com Windows 7 e num netbook com Windows XP (o site diz que o aparelho suporta também Linux e Mac OS). Nos dois casos, bastou encaixar a peça na porta USB para que o sistema a reconhecesse como “USB Audio”. Ligamos um fone de ouvido com microfone desses bem baratinhos, da marca Bright, aos conectores, que são de 3,5 mm.

O áudio dos fones de ouvido funcionou de primeira, com qualidade aceitável até para músicas MP3. Para ativar o microfone, tivemos apenas que mudar, no Windows, a escolha padrão do canal de som Mic e aumentar o volume da captação, que para variar estava no zero.

Usamos o aparelhinho com o Media Player, com o Gravador de Som e com o Skype. Nos três casos, ele funcionou adequadamente. A qualidade da gravação é aceitável; não tivemos problemas como os relatados por alguns compradores do Deal Extreme, que reclamaram de ruídos na gravação.

Já o acabamento não é tão sólido como o de um pen drive, mas aguentará o tranco se usado com algum cuidado. De resto, não há segredos. É espetar e usar.

Conclusão: se você esquecer a parte “virtual 5.1″ do nome, o USB Sound funcionará adequadamente. Seu som é limpo e claro. O volume pode ser ajustado tanto pelo PC como pelo controle do fone de ouvido, caso exista. Caso seu PC não tenha entradas de áudio frontais, mas tenha uma USB, esse aparelhinho lhe será de grande ajuda. Mesmo que até a USB seja traseira, é mais fácil e barato encontrar um cabo extensor USB do que um fone de ouvido com fio comprido. E convenhamos, onde mais você encontraria um USB desses por 4 reais?

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Na loja virtual, netbook 3G por menos de R$ 1.000

Em promoção, Submarino oferece o netbook Positivo Mobo 2055 3G por menos de 1.000 reais. Será que compensa?



Lojas online são famosas por apresentar promoções relâmpago, que duram apenas um dia ou algumas horas.

A que me surpreendeu nesta sexta-feira (2/4) veio do Submarino: um netbook Positivo Mobo 2055 (código de produto 21507726), com modem 3G embutido, por 999 reais.

É uma opção atraente para quem busca portabilidade e conexão permanente à internet, sem depender de hot spots WiFi.

Por um lado, sua configuração já começa a dar sinais de obsolescência. Confira: Windows XP Home Edition, processador Atom N270, 1 GB de memória (FSB 533)…

O tamanho do teclado não é tão bom quanto o de concorrentes como os Eee PC da Asus e os HP Mini, só para citar alguns. Já á tela é compatível com a da maioria (10 polegadas), porém não é LED e sim LCD.

Por outro lado, tem 3G, a bateria tem 6 células (com energia para pelo menos 4 horas de trabalho) e, diferentemente da maioria dos nets, vem com modem 56 Kbps (para emergências, claro).

Fica a dica. Mas, se tiver interesse, é bom correr. Essas ofertas não costumam durar muito na web!

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Netbook de 50 dólares: serve para você?

Site de leilão oferece netbook com Windows por menos de 50 dólares, dentro do limite de isenção de impostos. Uma oferta tentadora – mas há diversas pegadinhas.



Um netbook novo, com Windows, por menos de 50 dólares – justamente dentro do limite de isenção de impostos da Receita Federal.

Oferta boa demais para ser verdade, não é? Mas ela existe. E pode ser encontrada facilmente no site de leilões eBay. Basta procurar por “mini netbook laptop wifi windows”.

Concebidos provavelmente pelos mesmos engenheiros que criam os fantásticos aparelhos de baixo custo que vêm da China, esse laptop reúne tecnologia ultrapassada e limitada (e, por isso mesmo, barata) em uma embalagem que remete ao maior sucesso comercial da informática em 2008: o netbook.

Em muitos anúncios, o preço aparece em dólares australianos. O daí de cima sai por 45 dólares americanos. Alguns não entregam para o Brasil. Além disso, o preço não inclui o custo da remessa, nem eventual imposto – para o cálculo, a Receita considera a soma de preço e frete (a regra é: cobra-se 60% de imposto sobre o que passar 50 dólares).

Não que o aparelho seja inútil. A julgar pela configuração, ele poderá servir como terminal de acesso à internet, para acessar sites de notícias e webmails. Ou para escrever pequenos textos e atualizar planilhas, ou para ler arquivos PDF.

Mas seu pequeno tamanho, tela de 7 polegadas e teclado reduzido não será confortával para uso prolongado. O processador, um chip ARM de no máximo 300 MHz, já não é utilizado nem em smartphones – e nem pense em usá-lo para ver conteúdo mais pesado da web, como vídeos do YouTube.

A memória RAM de 128 MB e a capacidade de armazenamento de 2 GB (ou 1 GB, nos modelos mais simples) não vão permitir atualizações para sistemas operacionais mais recentes. Talvez o Windows 2000 lhe sirva bem, desde que se tenha os drivers adequados.

E ele vem com o Windows CE, uma versão que começou a ser usada nos palmtops dos anos 90 mas que ainda sobrevive eventualmente em máquinas industriais e outras aplicações específicas.

Com tudo isso, talvez o que sobra de positivo de suas especificações é a duração da bateria, estimada em um dia inteiro, e o peso de 600 gramas.

E a novidade já chegou ao Brasil. Há quem venda esse equipamento em sites como o Mercado Livre, por 360 reais (cerca de 200 dólares).

Aí, vai encarar?

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Teste retrô: Microdigital TK85 (1983)

Relíquia da década de 1980, o TK85 é um perfeito exemplar do que chamavam, à época, de computador pessoal. Saiba como ele funciona.

tk85 com joystick

Relíquia da década de 1980, o TK85 é um perfeito exemplar do que chamavam, à época, de computador pessoal. Foi provavelmente o micro mais popular de sua época, embora custasse muito dinheiro (a partir de Cr$ 150 mil, em valores de fevereiro de 1983).

Por dentro, o TK85 era um clone do micro inglês Sinclair ZX81, só que com mais memória (16K ou 48K). Seu processador é o Z80, de 8 bits, que opera a 3,25 MHz.

Computador Pessoal TK85 (1983)
Processador Z80 (8 bits), 3,25 Mhz
Memória 16 ou 48 Kbytes
Vídeo TV
Gráficos 44 x 64 pixeis
Sistema Basic
Teclado 40 teclas, com 160 funções
Portas Expansão, joystick, data in/out
Fabricante Microdigital (São Paulo,SP)

Àquela altura, o disquete já havia sido inventado. Mas não para o TK: a carga e a gravação de programas eram feitas em fitas cassete, usando-se um gravador de mesa.

O monitor tinha de ser uma TV, colorida ou não. Tanto faz – afinal, a imagem do TK85 era preto no branco.

tk85 corrida

Para usar o TK85, você tinha que programá-lo primeiro. Você podia usar a linguagem Basic ou arriscar uma programação em linguagem de máquina.

O teclado de borracha não ajudava muito. Sua vantagem era trazer todos os comandos pré-configurados. Em vez de digitar Print, bastava teclar P. Na verdade, cada tecla dava conta de 4 funções.

Se já era limitado para o trabalho, não seria nos jogos que ele se daria bem. Para começar, não havia som – o gerador de áudio era vendido como opcional.

E a tela, com resolução máxima de 44 x 64 pixeis, transformava qualquer desenho em um mosaico de quadradinhos brancos e pretos.

tk85 donkey kong

O Versão Zero submeteu um TK85 a trabalho duro. Primeiro, programou o micrinho para calcular o fatorial de um número natural. Depois, calculou a integral da função 1/x no intervalo [1,100].

No caso do fatorial, calculamos 33!, que foi o máximo suportado pela variável do Basic Sinclair. O resultado – 8,6833176E36 – apareceu em 3 segundos cravados.

Já a integral – que nada mais é que a área sob a curva da função no intervalo [1,100] – levou bem mais tempo.

Programas TK85

O método utilizado foi o da aproximação numérica, em que a área total é aproximada pela soma das áreas de trapézios de bases iguais. Da primeira vez, segmentamos essa área sob a curva em 100 trapézios. A aproximação 4,68237 (com precisão de 1 casa decimal) chegou em 17 segundos.

Na segunda vez, dividimos a área em 1.000 trapézios. Desta vez, o resultado foi 4,606 (precisão de 2 casas decimais) e chegou em 2 minutos e 41 segundos.

Na terceira tentativa, fomos mais ambiciosos: retalhamos o intervalo em 10.000 trapézios. O resultado foi perfeito: 4,60517 (precisão de 5 casas decimais). Mas levou 27 minutos para aparecer na tela!

tk85 pacman

Desempenho, usabilidade e design podiam não ser o forte do TK85. Mas sua simplicidade e os desafios trazidos por suas limitações capturaram a imaginação de uma geração de programadores brasileiros.

Hoje o TK85 é cultuado por um pequeno mas fiel grupo de colecionadores. E a compatibilidade com o ZX81 dá acesso a uma ampla lista de softwares que podem ser baixados da internet e carregados com ajuda da placa de som do PC (que foi como conseguimos rodar todos os jogos mostrados aqui).

Como se vê, a internet não apenas molda o futuro – ela também nos ajuda a entender o passado!

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