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Secretaria de Educação de SP abre salas de informática das escolas para uso pelos alunos

Sabia que 97% das escolas estaduais paulistas têm sala de informática? Pois bem, a Secretaria de Educação finalmente decidiu abri-las para uso pelos alunos. Para isso, vai contratar 12 mil estagiários para atuarem como monitores. Eles serão responsáveis por orientar e controlar o uso dos cerca de 70 mil computadores instalados nas 5.500 escolas do [...]

Sabia que 97% das escolas estaduais paulistas têm sala de informática? Pois bem, a Secretaria de Educação finalmente decidiu abri-las para uso pelos alunos. Para isso, vai contratar 12 mil estagiários para atuarem como monitores. Eles serão responsáveis por orientar e controlar o uso dos cerca de 70 mil computadores instalados nas 5.500 escolas do Estado.

Nessa etapa inicial, serão contratados 4 mil estudantes para atuar em mil escolas. Cada estagiário será contratado por um período de 12 meses, e trabalhará 4 horas por dia em um dos períodos (manhã, tarde ou noite). A bolsa será de 340 reais mensais. Só poderão concorrer às vagas alunos do 1.o e 2.o anos do Ensino Médio estadual e a prioridade é para quem já estuda nessas escolas.

O comunicado que a Secretaria de Educação divulgou à imprensa afirma que os espaços de informática das escolas serão uma espécie de “lan houses”, mas não será bem assim. Haverá controle, o que é bom e até necessário – afinal, trata-se de uma escola. E, apesar de o comunicado não deixar claro, sabe-se que as escolas contam com um acervo restrito de softwares de produtividade e educacionais (se bem que a principal atividade mesmo deverá ser a navegação na internet).

Radiografia imprecisa

O que intriga é que, de acordo com um levantamento da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, havia muitas escolas estaduais com apenas um computador (que, claro, era usado pela administração), e muitas ainda não tinham acesso à internet (pelos alunos, diga-se). Não se sabe também quantos desses 70 mil PCs têm cinco anos ou mais, nem se continuam em funcionamento.

Também havia o caso das escolas que tinham computadores (as salas “full” costumam ter apenas 10 micros), mas que sequer abriam a sala para uso pedagógico (por medo de depredações) – que dirá para funcionar como “lan houses”. Mas certamente a gestão atual da secretaria deve ter encontrado respostas satisfatórias a essas questões.

Para quem se interessar, as inscrições terminam nesta quarta-feira (21/05). Haverá uma prova em 22/06, e a publicação da lista dos classificados será em 03/07. A capacitação – um treinamento fornecido por técnicos do programa Acessa São Paulo de inclusão digital – começará em 15/07. Os convocados irão trabalhar a partir de agosto.

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Crianças e publicidade: nada a ver?

Vejam só: a exemplo do Versão Zero, ontem mesmo o The New York Times publicou artigo sobre publicidade em ônibus… escolar.
Em Estados como Connecticut, muitos pais e alunos estão descontentes com o serviço de rádio criado e mantido pela empresa BusRadio, que lucra com inserções comerciais.
O sistema baixa diariamente da internet um pacote de músicas, [...]

Vejam só: a exemplo do Versão Zero, ontem mesmo o The New York Times publicou artigo sobre publicidade em ônibus… escolar.

Em Estados como Connecticut, muitos pais e alunos estão descontentes com o serviço de rádio criado e mantido pela empresa BusRadio, que lucra com inserções comerciais.

O sistema baixa diariamente da internet um pacote de músicas, notícias e comerciais, que é tocado para os alunos nos trajetos entre a casa e a escola.

Mas a empresa vem enfrentando protestos incentivados pela ONG Commercial Alert, ligada ao ativista americano Ralph Nader. A ONG acredita que, pelo menos na escola, as crianças não deveriam ser expostas à publicidade.

Publicidade nas escolas é uma idéia recorrente. Quando era prefeito de São Paulo, em 2005, José Serra decidiu liberar o uso de propaganda nos uniformes escolares.

Depois de ataques vindos de todos os lados, a idéia de transformar as crianças em outdoors foi abandonada.

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Precisa de papel milimetrado? A internet arranja

A internet não pára de surpreender. Descobri tardiamente (thanks, Rafa!) que basta uma pesquisa no Google para obter papel milimetrado – aquele que é exigido em aulas de física e de matemática, mas que todo mundo se esquece de levar.
Resolver esses esquecimentos é muito fácil. É só dar um pulinho na cantina do tio Google, [...]

A internet não pára de surpreender. Descobri tardiamente (thanks, Rafa!) que basta uma pesquisa no Google para obter papel milimetrado – aquele que é exigido em aulas de física e de matemática, mas que todo mundo se esquece de levar.

Resolver esses esquecimentos é muito fácil. É só dar um pulinho na cantina do tio Google, digitar “papel milimetrado” e pronto. A primeira resposta que aparece é da Unicamp - um arquivo PDF com a imagem de um papel milimetrado. É abrir e imprimir.

A segunda opção não é menos bacana, mas tem uma falha. Trata-se de um modelo da Microsoft, feito para o Office a partir da versão 97. O tal modelo leva o nome de milimetrado, mas na verdade é quadriculado, onde cada quadrado tem lado de 4 mm. O modelo, compactado dentro de um arquivo com extensão .cab, pode ser baixado aqui.

Boa aula!

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HP adere à onda dos mini-notebooks

E não é que a HP se rendeu aos ultraportáteis de baixo custo? A empresa americana lançou nesta terça o HP 2133, um mini-notebook que lembra bastante micros como o Eee PC, da Asus, e o Cloudbook, da Everex.
Leia mais sobre mini-notebooks
>> Versão Zero testa o netbook PC 81001, da Proview
>> Testamos o Mobo, da [...]

E não é que a HP se rendeu aos ultraportáteis de baixo custo? A empresa americana lançou nesta terça o HP 2133, um mini-notebook que lembra bastante micros como o Eee PC, da Asus, e o Cloudbook, da Everex.

Leia mais sobre mini-notebooks

>> Versão Zero testa o netbook PC 81001, da Proview

>> Testamos o Mobo, da Positivo

Estava na cara que notebooks realmente pequenos e baratos seriam, por si, um poderoso nicho de mercado. E não é só para estudantes – como, aliás, faz questão de ressaltar o comunicado à imprensa divulgado pela HP.

Consultores, programadores, administradores de sistemas – todo mundo quer andar por aí com um equipamento mais leve. Cabe em qualquer bolsa e o ladrão não vê.

Nem as limitações intimidam. Não tem leitor de CD? Isso não é problema quando se tem pen drives de 4 GB ou maiores. O teclado é pequeno? Deixe um kit com mouse e teclado full size à disposição em casa ou no escritório.

Pelas fotos, é difícil fazer idéia do resultado final alcançado pela HP. Dá para ver apenas que as teclas parecem ligeiramente maiores que as do Eee PC. Segundo a fabricante, o teclado tem 92% do tamanho de um teclado normal.

O que há por dentro

De resto, as especificações técnicas divulgadas pela HP são curiosas. A começar pelo processador, que, pasmem, não é Intel. Seguem os detalhes, conforme divulgados pela empresa:

Sistemas compatíveis: Windows Vista Business, Windows Vista Home Basic, FreeDOS, SuSE Linux Enterprise Desktop 10

Tela: WXGA de 8,9 polegadas (1.280 x 768 pixels – é maior que a dos primeiros Eee PC, mas, como a resolução também é maior, o conforto na leitura deve ser equivalente)

Processador: Via C7-M Ultra Low Voltage de até 1,6 GHz (do mesmo tipo, mas ligeiramente mais veloz que o do Everex Cloudbook)

Memória: um slot SODIMM para DDR2 667 MHz (idêntico ao Eee PC)

Armazenamento: opção de HD (com capacidades de 120 e 160 GB e velocidades de 5.400 ou 7.200 rpm) e disco de estado sólido de 64 GB; opcionalmente, o micro pode vir com um drive de 4 GB se equipado com SuSe Linux

Wireless: 802.11a/b/g, com Bluetooth opcional

Slots de expansão: 1 SD, 1 ExpressCard/54

Portas: 2 USB (no Eee PC são 3), saída VGA, webcam VGA integrada opcional

Bateria: de íon de lítio, com 2 opções: 3 ou 6 células.

Peso: 1,19 kg (mais pesado que Eee PC e Cloudbook)

Dimensões: 3,3 mm (altura frontal) x 25,5 mm (largura) x 16,5 mm (profundidade)

A HP diz que seu mini-notebook estará disponível nos EUA ainda este mês, com preços a partir de 499 dólares (ou seja, sem opcionais como Bluetooth ou webcam, e provavelmente com SuSE Linux e 4 GB de disco Solid State).

Já era hora de levarem os chineses mais a sério, não?

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EUA: evasão no Ensino Médio preocupa

Como calcular a taxa de evasão dos alunos do Ensino Médio? Uma fórmula razoável é comparar o número de formandos num dado ano com o número de matriculados no ano de ingresso dessa mesma turma; dividindo o primeiro número pelo segundo, teremos o porcentual de sucesso. Subtraindo esse porcentual de 100, teremos o índice de [...]

Como calcular a taxa de evasão dos alunos do Ensino Médio? Uma fórmula razoável é comparar o número de formandos num dado ano com o número de matriculados no ano de ingresso dessa mesma turma; dividindo o primeiro número pelo segundo, teremos o porcentual de sucesso. Subtraindo esse porcentual de 100, teremos o índice de evasão (e de atraso).

Nos Estados Unidos, contudo, não é tão simples assim. Soube pelo The New York Times que cada Estado tem sua própria fórmula, o que impede comparações. A fórmula descrita acima é a que foi sugerida pelo governo federal – e que deverá ser de uso obrigatório daqui para a frente.

Pelas contas federais, o Estado de Nova York, por exemplo, teria 65% de sucesso, ou 35% de evasão. Isso significaria que, de cada 3 ingressantes na High School, 1 não chegaria ao fim dos estudos. Mas há casos piores de Estados cujo índice de evasão chegaria a 70%.  Os Estados Unidos têm 14 mil escolas públicas de Ensino Médio, diz o jornal.

E no Brasil? Segundo o Censo Escolar de 2006 feito pelo Inep, 1.858.615 alunos concluíram o Ensino Médio em 2005. Em 2003, havia 3.687.333 alunos matriculados na 1.a série. Portanto, se seguirmos o cálculo americano, teremos 50,4% de sucesso (alunos que concluíram o Ensino Médio no tempo regular). E 49,6% de evasão e atraso. De cada 2 que entram, 1 fica para trás.

É curioso notar que o Brasil tinha 24.131 escolas de Ensino Médio em 2005. As públicas eram 17.072, ou 70,7% do total. Ou seja, mais que os EUA…

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