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Adamo, o micro “coisa fina” da Dell

Enquanto vasculhava o site da Dell para obter mais informações sobre seu novo netbook escolar, encontrei essa pérola aqui, que parece tirada de uma lasca do monólito do filme “2001″.
Trata-se do Adamo, um notebook (ou seria netbook?) com processador Intel Core 2 Duo (Centrino), memória DDR3 e disco em estado sólido (leia-se memória tipo Flash) [...]

dell-adamo-onyx

Enquanto vasculhava o site da Dell para obter mais informações sobre seu novo netbook escolar, encontrei essa pérola aqui, que parece tirada de uma lasca do monólito do filme “2001″.

Trata-se do Adamo, um notebook (ou seria netbook?) com processador Intel Core 2 Duo (Centrino), memória DDR3 e disco em estado sólido (leia-se memória tipo Flash) de 128 gigas. Foi apresentado em março nos EUA (sim, sim: é “velho”, para os padrões da web…) e duvido que seja vendido por aqui. (Duvidei e perdi: a Dell brasileira vende os 2 modelos, por R$ 8.999 e R$ 11.299, respectivamente.)

A tela, com tecnologia WLED, tem 13,4 polegadas e a bateria de lítio-polímero promete carga para mais de 5 horas de uso.

O charme, no entanto, está no acabamento (metalizado, com chassi de alumínio e teclado retroiluminado) e nas dimensões – fechado, ele tem 33,1 cm de largura, 24,2 cm de profundidade e 1,6 cm de espessura.

O micrinho pesa 1,8 kg e está disponível nas configurações Admire (chip de 1,2 GHz e 2 GB de RAM, US$ 1.999) e Desire (chip de 1,4 GHz e 4 GB de RAM, US$ 2.699).

Quer saber mais? Dê uma olhada no hot site do produto, em AdamoByDell.

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Romiseta de volta, 50 anos depois

Um empresário de Itapevi (SP) resolveu reviver um carrinho que há muito saiu das ruas: a Isetta. Feito com chassi tubular e carroceria de fibra de vidro, a réplica mantém o tamanho e muitos dos detalhes da versão original, que chegou a ser produzida no Brasil pelas Indústrias Romi em fins da década de 50 [...]

A réplica: volante fica na porta frontal. (Foto: divulgação)

A réplica: volante fica na porta frontal. (Foto: divulgação)

Um empresário de Itapevi (SP) resolveu reviver um carrinho que há muito saiu das ruas: a Isetta. Feito com chassi tubular e carroceria de fibra de vidro, a réplica mantém o tamanho e muitos dos detalhes da versão original, que chegou a ser produzida no Brasil pelas Indústrias Romi em fins da década de 50 – e ganhou, na época, o sonoro nome de Romiseta.

Por dentro e por fora, o carrinho é muito, muito pequeno – tanto que há quem nem a considere um carro. Quem viveu aquela época conta que a Romiseta era lembrada pela instabilidade; dependendo da curva, ela rolava pelo chão feito uma bola de futebol. Graças a sua baixa velocidade, na maioria das vezes, felizmente, bastava que o ocupante saísse e a colocasse de novo em pé.

Como teve vida curta por aqui, os poucos que restam andam nas mãos de colecionadores. A última que este Versão Zero viu disputava corajosamente o espaço com caminhões na Marginal Tietê, há cerca de 10 anos; depois disso, só no museu da sede da BMW em Munique, na Alemanha, onde se pode ver Isettas com 4 lugares e até com um trailer a reboque.

Motor de moto

O modelo produzido tem espaço para duas pessoas, que entram pela única porta frontal (e que também apóia o volante). Seu motor, como na Isetta original, é de moto – a opção mais barata é o da Honda Twister, mas outros podem ser adaptados. Com as opções mais básicas – pintura lisa, banco de tecido e roda de chapa -, a Isetta 0km sai por pouco mais de R$ 24 mil.

Segundo Américo Salomão, responsável pela produção, o carrinho pode ser emplacado desde que seguidas as exigências para licenciamento de carros de fabricação artesanal. A principal é a obtenção de um atestado de segurança veicular do Inmetro. O comprador deverá gastar R$ 6 mil com papelada para rodar com o brinquedo por aí. A previsão era que as primeiras unidades fossem entregues este mês. Encomendas e orçamentos podem ser solicitados pelo site www.replicadeisetta.com.br.

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Agora é oficial: Tata Nano chega 23 de março

A notícia do dia não tem lá muito de tecnológica, mas serve de alento a quem já se cansou de andar de ônibus: a Tata anunciou oficialmente a estreia do Nano no mercado indiano. O carrinho, que foi anunciado no começo de 2008 – e que foi responsável, na época, por uma avalanche de acessos [...]

Tata nano na versão Standard

A notícia do dia não tem lá muito de tecnológica, mas serve de alento a quem já se cansou de andar de ônibus: a Tata anunciou oficialmente a estreia do Nano no mercado indiano. O carrinho, que foi anunciado no começo de 2008 – e que foi responsável, na época, por uma avalanche de acessos a este blog -, será lançado dia 23 de março de 2009, em Mumbai.

>> Veja fotos do interior do Tata Nano

Já na primeira semana de abril, as concessionárias da Tata terão um Nano em seus showrooms. Na semana seguinte, as lojas passarão a receber pedidos para compra do Nano.

Preço de notebook

Extremamente básico – seu motor é de 624 cc -, o Nano foi anunciado como o carro das 100 mil rúpias (1 lakh), o que em janeiro de 2008 equivalia a 2.500 dólares, mas que hoje, com a depreciação da moeda americana, valem menos de 2 mil dólares – o mesmo que um notebook topo de linha no Brasil. Ele foi concebido para substituir as motocicletas e scooters que, na Índia, chegam a carregar famílias inteiras.

O Nano demorou a sair por diversas razões. A mais pitoresca foi a demora na escolha da região onde será instalada a fábrica dos Nano. O primeiro sítio, na região de Bengala Ocidental, mostrou-se complicado: além de ser disputado por agricultores em busca de terras cultiváveis, também dependia de uma intricada rede de decisões políticas, orquestrada por uma cacique local chamada, imaginem, Mamata Banerjee (que não tem nada a ver com o extinto banco carioca).

Mamata e Bengala ficaram para trás. Agora localizada em Sanand, na região de Gujarat, a fábrica da Tata terá capacidade de produzir 250 mil carros por ano, expansível para 500 mil. A Tata diz que a iniciativa irá criar cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos.

Ainda é uma produção modesta se levarmos em conta o potencial mercado global para o carrinho. Mas apostamos na possibilidade de que a Fiat, que é parceira da Tata em diversos países, venha a oferecer o Nano como substituto do velho Uno/Mille, que sairá do mercado em 2011. O preço, no entanto, deverá ser bem mais que os tais 2 mil dólares cobrados na Índia.

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A máquina de escrever de Saramago

Não era hora nem lugar, admito. Mas o que me deixou curioso na exposição sobre José Saramago, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, foi a disposição das teclas da máquina de escrever que o escritor português usou até a década de 70.
Em princípio, achei que as teclas da velha Hermes Media, de [...]

saramago-escritorio

Não era hora nem lugar, admito. Mas o que me deixou curioso na exposição sobre José Saramago, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, foi a disposição das teclas da máquina de escrever que o escritor português usou até a década de 70.

Máquina Remington com teclado Azerty

Máquina Remington com teclado Azerty

Em princípio, achei que as teclas da velha Hermes Media, de origem suíça, tivessem sido trocadas por brincadeira. Mas não. Alguns minutos de busca na internet bastaram para descobrir que a máquina era um exemplo de uso do layout AZERTY – a alternativa francesa ao QWERTY, de origem inglesa.

Desconheço se Saramago continua a usar o layout AZERTY em seu computador (sim, há teclados de PC sob medida para os fãs do layout dos francófonos). Mas, quer você se interesse por teclados ou não, vale a pena conhecer mais a fundo a biografia e os trabalhos deste escritor que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 1998.

E, se aparecer por lá, não saia sem dar uma olhadinha na medalha, que está em exposição na última sala do andar inferior, à esquerda. Bom passeio!

Serviço
A Consistência dos Sonhos – José Saramago
Quando De 29/11 a 15/02, ter-dom, 11-20h
Onde Instituto Tomie Ohtake, Av. Faria Lima, 201
Informações www.institutotomieohtake.org.br


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Um novo gabinete para os desktops Positivo

Em algumas semanas, as lojas de varejo vão receber outra novidade da Positivo Informática: os micros de mesa com o gabinete Faces.
Lançado ontem, junto com os novos netbooks da linha Mobo, o gabinete Faces traz duas adições interessantes: uma alça para transporte, encaixada na parte superior, e a frente destacável, que pode ser personalizada.
O gabinete [...]

um micro novo a cada troca de cartão

Faces: um micro novo a cada troca de cartão

Em algumas semanas, as lojas de varejo vão receber outra novidade da Positivo Informática: os micros de mesa com o gabinete Faces.

Lançado ontem, junto com os novos netbooks da linha Mobo, o gabinete Faces traz duas adições interessantes: uma alça para transporte, encaixada na parte superior, e a frente destacável, que pode ser personalizada.

A prática alça para transporte

A alça para transporte é embutida no gabinete

A Deskjet 3425 também podia ser decorada

A Deskjet 3425 também podia ser decorada com foto

O gabinete Faces combina duas idéias que já passaram pelas prateleiras brasileiras: a frente plástica destacável (lembram-se dos velhos Compaq Presario com gabinete branco e frente colorida?) e a capacidade de personalização (que era um dos destaques da impressora HP Deskjet 3425, já descontinuada).

Segundo a Positivo, o desenho do novo gabinete foi encomendado ao estúdio americano Ideo e é patenteado. Ao comprar um dos novos micros, o usuário ganha um conjunto de faces para substituição. E pode, com ajuda de software incluído, imprimir novas faces baseadas nos desenhos ou nas fotos que tiver.

Algumas das faces que vêm com o PC

Algumas das faces que vêm com o PC

Meu PC não tem alça. O que eu faço?

Aos que não têm gabinete com alça, o Versão Zero deixa duas sugestões simples, mas eficazes. A primeira é a alça de tiras, conhecida em inglês como tower case carrying strap (4,98 dólares na Outlet PC):

O fabricante diz que a tira aguenta até 31 kg

O fabricante diz que a tira aguenta até 31 kg

A outra dica, bem mais singela: use uma sacola de feira (6 reais, em média). Uma embalagem acima de qualquer suspeita. E, se for para carregar um velho Apple, perfeito: você pode dizer que saiu para comprar maçãs. ;-)

Com jeitinho, cabe até o teclado

Com jeitinho, cabe até o teclado

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Relógio LCD mostra hora aproximada

O pessoal da design house Tokyoflash não descansará enquanto não inventar o relógio definitivo.
A tentativa da vez é o Rogue, cujo mostrador LCD combina segmentos de círculos concêntricos apenas para mostrar as horas.
Quer aprender a ler as horas no Rogue? Simples! O aro externo, formado por pequenos traços, marca os minutos com precisão. O anel [...]

blocos circulares para ver as horas

Rogue: blocos circulares para ver as horas

O pessoal da design house Tokyoflash não descansará enquanto não inventar o relógio definitivo.

A tentativa da vez é o Rogue, cujo mostrador LCD combina segmentos de círculos concêntricos apenas para mostrar as horas.

Quer aprender a ler as horas no Rogue? Simples! O aro externo, formado por pequenos traços, marca os minutos com precisão. O anel dos grandes blocos representa uma aproximação dos minutos – a área não preenchida mostra o intervalo dentro do qual está o minuto preciso. E o anel interno de blocos representa a hora – o bloco faltante apontará a hora certa.

Na foto acima, por exemplo, o Rogue marca qualquer coisa entre 1h15 e 1h20, e sei que é AM por causa do fino semicírculo à esquerda…

O Rogue está disponível nas cores preto e prata, sempre com mostrador verde. Custa 164 dólares e o frete é grátis. Duvido que não impressione até o menos geek dos amigos.

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Arte em adesivo renova visual de notebook

Cansado do visual do seu celular ou notebook? Então confira os adesivos decorativos da iskin. A proposta do site é popularizar a arte das ruas, oferecendo aos artistas um meio de comercializar seu trabalho tendo os adesivos – skins, na gíria tecnológica – como suporte.
Por meio do site, os interessados podem conferir um breve perfil [...]

arte de Cid Maia para notebook

Moon Session, grafite de Cid Maia, está no site

Cansado do visual do seu celular ou notebook? Então confira os adesivos decorativos da iskin. A proposta do site é popularizar a arte das ruas, oferecendo aos artistas um meio de comercializar seu trabalho tendo os adesivos – skins, na gíria tecnológica – como suporte.

Por meio do site, os interessados podem conferir um breve perfil dos artistas e a imagem de seus trabalhos. Os artistas também podem enviar trabalhos para avaliação. Alguns dos desenhos e estampas foram criados por alunos da Associação Cidade Escola Aprendiz. A ONG também recebe parte dos lucros das vendas.

Leia mais sobre customização de notebooks

>> Embrulhe o notebook para viagem

A novidade em relação aos outros serviços do gênero é a oferta de adesivos para iPod e celulares. Aparelhos RIM, Motorola, Nokia e Sony – além, claro, do iPhone – estão na lista. Quanto aos notebooks, há adesivos para tampas de 12, 13, 14 e 15 polegadas.

Os preços variam de 12,90 reais (celulares) a 39,90 (notebooks). Os adesivos podem ser comprados nas lojas da Fnac ou a partir do site da rede.

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Dell Studio Hybrid: um PC para usar na sala

Sempre achei que os PCs deveriam ser, acima de tudo, bonitos. Mas, com exceção da Apple, toda a indústria parece seguir o velho mantra do mesmo guru: “hoje, bege; amanhã, prata; depois de amanhã, black piano”.
Por isso, é com surpresa que vejo o anúncio do Studio Hybrid, um micrinho para levar com orgulho à sala [...]

Mais espaço na mesa. Mas idéia nova?

Várias opções de cores. Tem até um "amadeirado"

Sempre achei que os PCs deveriam ser, acima de tudo, bonitos. Mas, com exceção da Apple, toda a indústria parece seguir o velho mantra do mesmo guru: “hoje, bege; amanhã, prata; depois de amanhã, black piano”.

Por isso, é com surpresa que vejo o anúncio do Studio Hybrid, um micrinho para levar com orgulho à sala de estar.

Que é, aliás, onde ele já deveria estar havia muito tempo. Pense na integração: banda larga, tela plana, HDTV, Wi-Fi – está tudo lá, do lado da estante. Pra que confinar o coitado do micro no escritório?

O Studio Hybrid faz isso – e, pelo que parece, está bem equipado para a tarefa. Tem leitor de DVD Blu-Ray, conexão HDMI (a mesma da TV de tela plana), conexão Gigabit Ethernet (exagero, mas e daí?) e -claro- teclado e mouse sem fios.

Adeus VGA, olá DVI e HDMI

Adeus PS/2 e VGA, olá DVI e HDMI

Por dentro, ele traz um processador Pentium Dual Core ou um Core 2 Duo; até 4 GB de RAM; e até 320 gigas de HD (com Windows Vista dentro).

O mimo vai começar a ser vendido no outono americano (setembro?), por preços a partir de 499 dólares – número mágico, já que a cota pessoal de importação para brasileiros é de 500 dólares. O caminho é esse.

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Proview 81001: é este o notebook do professor?

Enquanto todo mundo olha para o conversor digital popular da Proview, outro produto cintila no site – e, por enquanto, apenas no site – da empresa.
É o PC 81001, notebook compacto que já foi oferecido ao presidente Lula como o “PC do Professor”, teve o lançamento prometido para março e preço definido em 800 reais [...]

Enquanto todo mundo olha para o conversor digital popular da Proview, outro produto cintila no site – e, por enquanto, apenas no site – da empresa.

É o PC 81001, notebook compacto que já foi oferecido ao presidente Lula como o “PC do Professor”, teve o lançamento prometido para março e preço definido em 800 reais – e que, até agora, não chegou às lojas e que começa a ser vendido no país.

Leia mais sobre o PC 81001

>> Testamos o PC 81001, o netbook da Proview

Há poucas informações disponíveis no site da Proview. Na internet, o Versão Zero encontrou uma galeria de fotos do modelo, junto com um Eee PC 701 (na foto acima, o note Proview é o da esquerda).

Agora a idéia se fecha. O decreto 6.504, que cria o Projeto Computador Portátil para Professores, limita a compra a aparelhos que custem, no máximo, mil reais.

Com tal limitação, a lista de opções incluiria hoje apenas três equipamentos: Eee PC, Positivo Mobo e Proview.

Como o decreto exige fabricação local, o Eee PC ficaria de fora. Sobrariam Mobo e Proview.

Caso o Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável pela lista de especificações mínimas do Notebook do Professor, exija disco rígido, então só restaria o Proview… Será?

Notebook Proview PC-81001
Sistema Linux ou Windows XP
Processador AMD Geode LX de 500 Mhz
Memória 512 MB
Tela Widescreen de 10 polegadas
Disco rígido 60 GB
Expansão VGA, USB, PC Card, Wi-Fi


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Professor terá notebook de mil reais

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União o decreto que facilita a compra de notebooks por professores.

Trata-se do projeto Computador Portátil para Professores, instituído pelo decreto 6.504, que já havia sido assinado pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva em 4 de julho.
Leia mais sobre Computador para Professores
>> Testamos o PC 81001, o netbook [...]

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União o decreto que facilita a compra de notebooks por professores.

izzy_digimon

Trata-se do projeto Computador Portátil para Professores, instituído pelo decreto 6.504, que já havia sido assinado pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva em 4 de julho.

Leia mais sobre Computador para Professores

>> Testamos o PC 81001, o netbook da Proview

>> Proview 81001: é esse o notebook do professor?

>> Portal para professor comprar notebook já está pronto

A intenção, de acordo com o texto do decreto, é “promover a inclusão digital de professores ativos da rede pública e privada da educação básica, profissional e superior (…) mediante a aquisição de soluções de informática constituídas de computadores portáteis”.

Há alguns critérios que devem ser obedecidos. Os notebooks devem ser produzidos no país, o valor não poderá ser maior que mil reais e cada professor poderá comprar apenas um computador.

O parcelamento será feito junto aos bancos credenciados. Segundo o governo, as taxas deverão ficar entre 1,4% e 1,8% ao mês.

Os pedidos poderão ser feitos nas agências dos Correios ou em agências dos bancos participantes do projeto. As vendas devem começar em setembro, inicialmente nas capitais.

Notebook de R$ 1 mil: as parcelas*
Financiamento em 24 meses
Taxa Prestação Valor final
1,4% R$ 49,35 R$ 1.184,40
1,8% R$ 51,68 R$ 1.240,32
* Estimativa

Netbooks de fora?

O decreto atribui ao Ministério da Ciência e Tecnologia a definição da configuração mínima das máquinas. É também esse ministério que receberá os pedidos de credenciamento dos fabricantes.

Já o Ministério da Educação tem 15 dias para criar um sistema que comprove a vinculação profissional do professor. Pelas contas do governo, o projeto poderá beneficiar 3,4 milhões de professores.

Para funcionar, o programa depende da adesão dos participantes – fabricantes e bancos. Não há verba nem subsídio do governo para sua implementação.

E, ao contrário do que foi noticiado, o decreto não estabelece a configuração mínima, que deverá ser confirmada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em no máximo 15 dias.

O portal de notícias G1, por exemplo, afirmou que o laptop deveria ter 512 MB de RAM e HD de 40 GB. Se isso se confirmar, os netbooks, como o Positivo Mobo, ficarão de fora.

Mais curioso foi o portal Universia, que incluiu nas especificações mínimas monitor LCD ou CRT – como se fosse possível, hoje em dia, um notebook com monitor de tubo (CRT).

Experiência portuguesa

Há um ano, Portugal lançava seu programa de inclusão digital para alunos, professores e formandos.

O programa e-professor, como foi chamado, começou em setembro passado e permite que professores do ensino primário e secundário comprem um laptop e contratem o acesso à internet banda larga em condições facilitadas.

Em um dos planos, o professor paga entrada de 150 euros, ou 375 reais (por um notebook Insys Pentium Dual Core, 3 GB de RAM, disco de 250 GB e sistema Linux), e se compromete a pagar mensalidade de 17,50 euros, ou 43,75 reais, durante 3 anos por uma banda larga de 512 kbps. E só.

O programa é parcialmente financiado por um Fundo para a Sociedade da Informação, composto por dinheiro das operadoras móveis – é, na verdade, parte do dinheiro pago pelas licenças 3G. Deve atingir 500 mil pessoas, entre estudantes e professores.

O Brasil também tem seu Fundo – é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, composto por 1% da receita bruta das operadoras de telefonia e 50% da receita da Anatel.

Desde sua criação em 2000, o Fust acumulou uma verba de 6 bilhões de reais, que por enquanto não foi utilizada.

O governo português anunciou, em 30 de julho, a distribuição de 500 mil mini-notebooks aos alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental. Os equipamentos, que são semelhantes aos que a Positivo ofertou ao governo brasileiro no começo deste ano, serão fabricados em Portugal e serão subsidiados: para os pais, vão custar entre zero e 50 euros. Saiba mais clicando aqui.


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