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Green Energy: rival de Mach 5 é brasileiro

Quem foi ao Autódromo de Interlagos no último fim de semana para conhecer a réplica do Mach 5, a estrela do filme “Speed Racer”, teve uma surpresa: a seu lado, no estande, estava o Green Energy, outro carro do filme.
E com uma diferença importante: ao contrário do estático Mach 5, o Green Energy se move. [...]

Quem foi ao Autódromo de Interlagos no último fim de semana para conhecer a réplica do Mach 5, a estrela do filme “Speed Racer”, teve uma surpresa: a seu lado, no estande, estava o Green Energy, outro carro do filme.

E com uma diferença importante: ao contrário do estático Mach 5, o Green Energy se move. Deu até uma volta de apresentação na pista, onde ocorreu a abertura da temporada 2008 de Stock Car.

Notaram as cores verde e amarela? Não são por acaso. O carro foi criado especialmente para veicular, no filme, a marca Petrobras. A iniciativa foi resultado de um acordo de merchandising assinado entre a estatal de energia, a Warner Bros e a Village Roadshow Pictures.

Rival do bem

Apesar de competir com o Mach 5, o carro não fará parte, na história, da turma dos vilões. Seu propósito é simplesmente divulgar as ações da Petrobras no campo da bioenergia.

O Green Energy foi criado pela própria Warner, como um modelo computadorizado em 3D. Já o carro real foi produzido por cerca de 50 profissionais. A modelagem foi feita em fibra de vidro e o chassi foi aproveitado de um Fórmula Ford. A pintura ficou a cargo do designer Sid Mosca, que desenhava os capacetes de Ayrton Senna.

Quanto ao Mach 5, bem que alguém poderia tê-lo encaixado num chassi de Puma com motor VW a ar. Seria melhor que vê-lo ali, paradão, no meio de um autódromo. Triste.

“Speed Racer”, vale lembrar, tem estréia no Brasil marcada para 9 de maio.

Fotos: Petrobras/divulgação

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Locadora e loja de eletrônicos: tudo a ver

Enquanto isso, nos EUA, a rede de locadoras Blockbuster quer comprar a cadeia de lojas de eletroeletrônicos Circuit City.
A oferta já supera 1 bilhão de dólares, mas aparentemente a Circuit City não acredita que a Blockbuster vá levantar tanto dinheiro assim.
Qual é a estratégia por trás disso? Vender os tocadores de mídia de hoje e [...]

Enquanto isso, nos EUA, a rede de locadoras Blockbuster quer comprar a cadeia de lojas de eletroeletrônicos Circuit City.

A oferta já supera 1 bilhão de dólares, mas aparentemente a Circuit City não acredita que a Blockbuster vá levantar tanto dinheiro assim.

Qual é a estratégia por trás disso? Vender os tocadores de mídia de hoje e do futuro, bem como os conteúdos que eles tocam.

No Brasil, a Blockbuster perdeu a guerra para as locadoras de bairro e já foi devidamente encampada pelas Lojas Americanas.

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Mach 5 visita Stock Car em Interlagos

O Mach 5, carro de divulgação do filme “Speed Racer”, ainda não saiu de São Paulo. Este fim de semana (12 e 13 de abril) a réplica será exposta no Autódromo de Interlagos, onde terá início o campeonato de Stock Car.
Não é a primeira vez que o Mach 5 irá a um autódromo. O brinquedão [...]

O Mach 5, carro de divulgação do filme “Speed Racer”, ainda não saiu de São Paulo. Este fim de semana (12 e 13 de abril) a réplica será exposta no Autódromo de Interlagos, onde terá início o campeonato de Stock Car.

Não é a primeira vez que o Mach 5 irá a um autódromo. O brinquedão já esteve na pista de Curitiba, em março, durante prova do Campeonato Mundial de Carros de Turismo da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Vê-lo andar já são outros quinhentos. Trata-se de uma réplica oca, de 250 kg, feita de fibra de vidro, que já esteve exposta no fim de março no Shopping SP Market.

“Speed Racer”, o filme, tem estréia prevista para 9 de maio.

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“Loucas por amor”, entre a crise e a fantasia

“Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro” (Mad Money, 2008) é um filme dos nossos tempos, coisa que a simples leitura da sinopse não revela. Pelos jornais, sabe-se o básico: que se trata de uma história de roubo a banco, praticado por três mulheres (Diane Keaton, Queen Latifah e Katie Holmes).
Há algo mais a tirar desse [...]

“Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro” (Mad Money, 2008) é um filme dos nossos tempos, coisa que a simples leitura da sinopse não revela. Pelos jornais, sabe-se o básico: que se trata de uma história de roubo a banco, praticado por três mulheres (Diane Keaton, Queen Latifah e Katie Holmes).

Há algo mais a tirar desse filme, feito para a Sessão da Tarde. Da história em três atos (a saber: motivação, execução e fuga), a primeira parte é que nos interessa. O que motivaria três mulheres comuns a desviar dinheiro velho de uma das unidades do Banco Central americano?

Vida no sofá

A personagem de Diane Keaton responde. Seu marido, representado por Ted Danson, perdeu um bom emprego – culpa do downsizing, diz. A meia idade o afasta de novas oportunidades e, depois de vários meses encostado no sofá, a vida luxuosa de classe média-alta desmoronou.

Diane busca, então, um emprego qualquer, desde que tenha benefícios sociais, e a única vaga que encontra é a de faxineira no Federal Reserve de Kansas City (para quem não tem idéia de como funciona o seguro-saúde nos EUA, recomendamos “Sicko”, de Michael Moore, em cartaz).

Aqui surge a opção do cinema americano de transformar uma questão social latente em comédia. Seu espelho involuntário poderia ser o filme espanhol “Segundas ao Sol” (2002), com Javier Barden, que traz a visão real do problema do desemprego na meia idade.

Trajetória dupla

O caminho espanhol é o da angústia. O americano – a partir do segundo ato -, o da fantasia. Nessa trajetória, nossos ladrões redefinem ética e moral, adaptando-os aos nossos tempos (“pegar notas do governo que seriam trituradas não é roubo”, diz uma ladra), ao mesmo tempo que preservam valores como confiança e amizade. O final, inverossímil, é prova disso.

Embora feito para divertir, “Loucas por Amor” também incomoda. Pois não é difícil imaginar que, naquela encruzilhada entre o real e o fantástico, o real tenha sido o caminho efetivamente trilhado. E provavelmente nossos simpáticos personagens tenham tido o mesmo destino dos estivadores espanhóis – uma vida em que cada dia é igual ao anterior, como um eterno domingo, enquanto a vida acontece na TV.

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Embate de gerações, o tema oculto de Jumper

O filme “Jumper”, que estreou 28 de março, chamou minha atenção por causa da idéia original: em vez das já batidas viagens no tempo, o poder do protagonista consiste em se deslocar instantaneamente pelo espaço.
E é o melhor que se pode dizer desse filme, que está em cartaz em 210 salas do País e [...]

jumper.jpgO filme “Jumper”, que estreou 28 de março, chamou minha atenção por causa da idéia original: em vez das já batidas viagens no tempo, o poder do protagonista consiste em se deslocar instantaneamente pelo espaço.

E é o melhor que se pode dizer desse filme, que está em cartaz em 210 salas do País e lidera a bilheteria nacional.

O roteiro, feito a seis mãos, abusa de chavões da linguagem cinematográfica, notadamente o que David Howard e Edward Mabley, em Teoria e Prática do Roteiro, chama de “pista e recompensa”. A foto da mãe que fugiu de casa, a namoradinha do colégio, a conversa sobre a desmaterialização de um prédio inteiro: são essas as charadas que explicarão a trama e que tentarão prender o espectador até o final.

Ao mesmo tempo, o roteiro não explica a história dentro da história: as origens de tal poder, seu plausível embasamento científico, os motivos da irmandade de Paladinos que persegue os Jumpers, tudo isso é varrido para debaixo do tapete ou citado de modo para lá de discreto. É como se a habilidade de desmaterializar/rematerializar fosse tão natural como é hoje, para a garotada, falar ao celular ou navegar pela internet, algo que já suspeitava quando escrevi esse outro post aqui.

‘Eu faço o que eu quero’

É um direcionamento ao mesmo tempo curioso e revelador. Pois o que marca o filme é justamente a oposição de gerações: os Jumpers são jovens, pegam o que querem (roubam), não trabalham, largam os estudos, não obedecem a ninguém. Seus documentos são o passaporte. Desdenham das tradições: tomam sol no topo da Pirâmide de Gizé e observam Londres dependurados no Big Ben.

Seus inimigos, os Paladinos, são mais velhos e cultos. Obedecem a regras e têm hierarquia. Seus documentos são os institucionais: identidades da CIA, da NSA, do FBI. Quando o Paladino Samuel L. Jackson grita ao Jumper que “todo ato tem conseqüências”, fica-se com a impressão que o Jumper não entendeu a frase.

E o ritual de matar um Jumper? Nada de revólveres, espancamentos, fogueiras. O Paladino simplesmente tira do bolso uma faca enorme e a enfia no coração do jovem inconseqüente – um ato simbólico, cuja mensagem, na minha opinião, sugere ser a morte dos sonhos juvenis pelo malvado mundo dos adultos.

Escola, essa velha inimiga

O alvo, no fundo, talvez seja a instituição escolar. Não é por acaso que os primeiros sinais de que a criança se reconhece como Jumper ocorrem aos 5 anos – ou seja, no início da escolarização. Aos 15, início do High School, o Jumper decide largar os estudos e sair de casa – e, vejam que coincidência, os EUA andam hoje preocupados com o alto índice de evasão escolar justamente nessa fase. E a certa altura ficamos sabendo que os Jumpers são perseguidos desde a Idade Média, justamente a época em que se inventou a escola como a conhecemos hoje.

De resto, é um filme água-com-açúcar, ou talvez só água: romance platônico, sem direito a beijo; cenas de ação e de embates, sem sangue; uma pseudociência que, natural e instantânea como tirar uma laranja do pé, dispensa explicações. Por causa da pouca violência física, Jumper foi classificado para crianças de 12 anos. Levando em conta o potencial explosivo da temática de embate entre gerações, a classificação deveria subir para 21. Mas não tem problema. O cruel disso tudo é que a garotada também vai envelhecer – ou melhor, se tornar um Paladino.

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