Um tecladinho para abrir espaço na mesa

Mais um negócio da China, via Deal Extreme: Um miniteclado “inspirado” nos equipamentos da Apple. Será que pega?


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Eis mais uma aquisição vinda diretamente da China, via Deal Extreme: um teclado para PCs com Windows, mas que segue o design dos teclados de perfil fino da Apple.

A compra foi feita no escuro – como tudo que vem do Deal Extreme, basta que o pacote chegue ao destino para que fiquemos felizes. Dado o preço baixo, um eventual retorno por conta de defeitos se torna inviável…

Apesar de preto, este teclado aqui veio numa caixa branca. Não sei se o teclado branco viria numa caixa preta – só sei que o modelo prata-branco é ligeiramente mais caro.

Interessado nas medidas? Vamos lá. Sua largura total é de 28,5 cm e a largura, 12 cm. Cada tecla tem 1,5 cm x 1,5 cm. Sua espessura é menor que 1 cm. Uma saliência na parte de baixo protege as partes eletrônicas e lhe serve de pé.

Duas virtudes

Este tecladinho sem nome tem duas grandes virtudes: o silêncio das teclas (meu tecladinho anterior, nesse aspecto, era terrível) e o tamanho reduzido, capaz de abrir espaço em qualquer mesa.

Como se pode imaginar, ele não vem com cedilha – afinal de contas, é feito para o mercado americano. Mas é mais robusto do que pensava, mesmo sendo feito de plástico (“tipo” black piano).

Uma curiosidade que foi notada pelos comentaristas do Deal Extreme: este teclado não tem a tecla Ins. Ainda não sei se fará falta, mas até agora isso não aconteceu.

Ele também não tem a tecla de atalho, apenas a tecla Windows (uma só, do lado esquerdo). Mas você poderá usar o Shift-F10 no lugar dela.

Se você for bem detalhista, gostará de saberque a luz dos LEDs é azul. Isso para mim foi ruim, pois o LED do monitor é verde. Quando é que a indústria vai nos deixar escolher a cor dos LEDs?

Outro detalhe é o comprimento do cabo USB. Este teclado veio com 120 cm, mas quem for procurá-lo agora vai encontrar versão com 160 cm de cabo.

E, para não dizer que não vai aqui nenhuma queixa séria, deixo uma registrada: a tecla de espaço, às vezes, falha quando a pressionamos na borda. Para ser efetiva, é preciso que a apertemos bem perto do centro, ou com força maior.

Ficha técnica

Produto: 78-key Compact Slim USB Keyboard

Preço: 17,90 dólares (preto); 18,60 dólares (prata com teclas brancas)

Site: www.dealextreme.com

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Conversor para TV digital: Faz sentido comprar um?

Quando estrearam, os conversores eram bem caros. Este aqui, da Digital Tech, ainda não é barato. Mas faz bem mais coisas que os da primeira geração.


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Quando estrearam, os conversores para TV digital eram muito, muito caros. Não podemos dizer que o preço atual está bom. Mas me animou ver um aparelho como o PVR-1818, da Digital Tech – que, além de sintonizar a TV digital brasileira, também reproduz MP3 e vídeos digitais DivX. E, de quebra, ainda funciona como gravador.

O PVR-1818 foi comprado para viabilizar o uso de uma TV de 14 polegadas na cozinha. A necessidade não era nova. Mas esperei muito para ver se o preço dos conversores baixava. A espera foi em vão: o valor mais baixo que vi foi cerca de 200 reais e, mesmo assim, naqueles descontos-relâmpago do Walmart. Hoje, está apenas uns dez reais mais barato, dependendo da loja.

Este da Digital Tech foi comprado no site do Extra. Custou-me uns 280 reais, isso porque fiz antes uma cotação de preços pelo BuscaPé – se você buscar um produto pelo BuscaPé, poderá ter algum desconto ou frete grátis.

É caro? É, sim. Ainda mais quando lembramos que o ministro das Comunicações Hélio Costa chegou a prometer conversores de cem reais. Esses conversores nunca viram a luz do dia… E não é agora, que as TVs de LCD já o trazem dentro de si, que veremos a promessa cumprida, não é?

Mas não foi apenas a sintonia de TV digital que me fez comprar o aparelho. Chamou-me a atenção a porta frontal USB, que – descobri durante a pesquisa de preços – serviria para tocar MP3 e reproduzir vídeos DivX, e até gravar programas. Um media player!, pensei. Argumento que bastou.

Levar na bolsa

A portabilidade da caixinha tem suas vantagens. Soube de um colega que, quando ia à praia, levava seu pequeno conversor consigo – à casa de praia, bem entendido, e não à orla. Este rapaz também levou seu conversor ao escritório durante a Copa do Mundo, para assistir aos jogos numa TV qualquer do trabalho.

Por tudo isso, comprei-o. A história de sua chegada guarda uma decepção e uma surpresa. A decepção: o painel que encobre o display veio parcialmente retorcido, como se a caixa tivesse sido deixada ao sol por horas (ironia: esse daí viu a luz do dia até demais). A surpresa: liguei para o suporte da empresa em São Paulo e no mesmo dia tive o painel trocado.

Como conversor, o PVR-1818 não chega a ser tão básico. Ele suporta resoluções de até 1.080i e tem conexão HDMI – não, não vem com cabo. (Leio agora no site da empresa que o modelo PVR-1818 H vem com cabo.) Outras conexões disponíveis são a S-Video e a Vídeo Componente. Claro que minha pequena TV mono de 14″ só exigiu o clássico cabo de ponta amarela.

Para sintonizar os canais, comprei por 20 reais uma antena interna UHF da marca Castelo. Me pergunto por que essa antena vem com uma espécie de antena parabólica de plástico entre as duas varetas de metal, já que são as varetas que realmente lhes dá utilidade. Ela vai ligada ao conector RF In – há outro, chamado RF Loop, que serve para distribuir o sinal da antena a outro aparelho qualquer – um velho videocassete, talvez?

Hoje, 31/12, troquei a antena Castelo M3002 por outra, chinesa, mais barata, de marca Bestfer e distribuída por uma empresa chamada Rio Chens. E não é que a recepção melhorou?…

A imagem pode ser tanto 4:3 como 16:9, com resoluções que variam de 480 a 1.080 linhas, progressivo ou entrelaçado. Escolhemos a 4:3 Pan Scan para que a imagem ocupasse toda a tela. Na sintonia, notamos que o aparelho pega tanto os canais HD quanto os 1-seg, com qualidade menor. É uma solução pragmática: quando algum canal não pega bem em HD, sempre haverá a opção da qualidade menor.

O menu de mídia é acessado via controle remoto. Pode-se assistir a fotos digitais em modo de apresentação slide show; ouvir a músicas MP3; e assistir a vídeos, com legenda.

Tinha grandes expectativas em relação a esse último recurso – vídeos com legendas -, mas as letras das legendas, mesmo no modo Normal, são muito pequenas até para uma TV de 20 polegadas. Se você conseguir ler as legendas no modo Pequeno, então terá acuidade visual para pilotar um caça F-18. E se você escolher o modo Grande – o que não ajudará grande coisa – a segunda linha das legendas de duas linhas ficará para fora da tela. Para amenizar o problema, pode-se escolher a cor da legenda e a cor de fundo.

Notícia boa, notícia ruim

Outra expectativa era a gravação da programação. Já tinha feito isso com um receptor USB de TV digital, mas me frustrei depois que descobri que o arquivo de vídeo é proprietário. No caso do PVR-1818, o vídeo usa formato .TS e pode ser reproduzido em outros computadores. Ponto para a Digital Tech!

O ponto fraco do recurso estará na qualidade da memória USB utilizada para gravação. A impressão que dá é que o hardware do aparelho sofre para dar conta de processar o sinal digital ao mesmo tempo que grava no pen drive. O resultado é que o vídeo gravado vem com pequenos saltos e falhas de recepção que normalmente não aparecem quando estamos apenas assistindo ao programa. Ah: a memória USB precisa ser formatada em FAT32. Nada de NTFS, hein!

No fim, resta a pergunta: Faz sentido comprar um? O conversor é útil, funciona conforme o prometido, apesar das ressalvas, e dá vida nova a TVs de tubo e mesmo a TVs LCD sem conversor. A capacidade de tocar mídia é um adicional nada desprezível e é coisa que TVs mais caras já fazem há algum tempo. Se a pergunta fosse apenas “faz sentido ter um”, eu diria que sim. Mas, no preço em que está, duvido que venha a se tornar um produto popular…

Digital Tech PVR-1818

Aparelho: Conversor de TV digital

Importador: U-Tech do Brasil Ltda.

Garantia: 6 meses

Site: www.dgtechbrasil.com.br

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