Desvendando o Acer Aspire One

Há alguns dias o Versão Zero destacou uma oferta: netbook Acer Aspire One por menos de 600 reais. Não resistimos e trouxemos o micro para nosso lab – com direito a desmonte e tudo.



Há alguns dias o Versão Zero destacou uma oferta: netbook Acer Aspire One A110 por menos de 600 reais. Não resistimos e trouxemos o micro para nosso lab – com direito a desmonte e tudo.

O trabalho ainda não acabou, mas já é possível comentar alguma coisa sobre o netbook. Que, por sinal, continua com um preço interessante – nesta segunda-feira (26/4), custa 628,13 reais no Magazine Luiza.

O micro não é novidade – foi lançado em 2008. Embora ele chegue novo até você, o netbook que recebemos veio com sinais nas etiquetas de que foi fabricado em 2008.

Usamos o Linux que vem com ele, chamado Linpus, por algum tempo. É um sistema rápido e adequado ao hardware do micrinho (512 MB de RAM). Mas, embora tenha a maioria das ferramentas que as pessoas usam, você certamente irá querer mais (a versão do Firefox, por exemplo, ainda é a 2).

Foi aí que tivemos a ideia de instalar o Windows XP. Heresia? Talvez. Mas nos ajudou a tirar algumas conclusões.

A primeira: o cartão de memória SSD que serve de HD é lento, muito lento. Na primeira instalação do XP, escolhemos NTFS para organizar os arquivos, por ser a opção mais segura e estável. Nossa recomendação é que NUNCA faça isso com o Aspire One equipado com esse SSD. A espera para uma simples abertura de arquivo é insuportável.

A segunda: mesmo com Windows XP instalado em FAT32, você irá querer mais memória. A boa notícia é que dá para expandir, usando um soquete SIMM vazio. A má notícia é que esse soquete não poderia estar mais escondido.

Pergunta: E onde ele está?

Resposta: ATRÁS da placa-mãe do micrinho.

Para chegarmos lá, tivemos de desmontar cuidadosamente – dissemos cui-da-do-sa-men-te – praticamente todo o micro. Primeiro, desparafusando a traseira. Depois, tirando o teclado, destacando seu cabo flat; destacando o touchpad; desparafusando mais, para tirar a carcaça plástica superior; desparafusando a placa-mãe, desencaixando a placa de Wi-Fi e a de SSD; desencaixando o cabo de vídeo do LCD; e, por último, virando a placa-mãe para encontrar o slot vazio (é o que mostra a foto).

Um bom passo-a-passo para desmontar o Aspire One pode ser encontrado neste site.

O barramento da memória do Aspire funciona a 533 MHz, mas decidimos aproveitar um cartão de memória de 667 MHz que sobrou de outro notebook, o Eee PC 701. Somada à memória que vem soldada na placa-mãe, ficamos com 1 GB. E aí descobrimos algo óbvio, mas que não havia recebido nossa atenção: os netbooks podem receber no máximo 2 GB, mas quando eles vêm com 512 MB na placa-mãe e apenas um slot livre esse total fica reduzido a 1,5 GB.

Note, pela foto, que a bateria que alimenta o BIOS está bem próxima do slot de memória, portanto todo esse trabalho deverá ser repetido um dia. O curioso é que, na parte de trás, o Aspire One tem uma portinha presa com dois parafusos – que, pensei, servia para dar acesso à memória. Ao abri-la, percebi: trata-se de um espaço reservado para um eventual modem 3G (há até uma ranhura, atrás da bateria, para facilitar o encaixe do cartão SIM). Mas, para receber o cartão, a placa-mãe deverá ser adaptada com outro hack.

O próximo passo? Bem, esse cartão de memória SSD fabricado pela Intel está na mira de um próximo upgrade – e a peça candidata a tomar seu lugar é um minúsculo HD PATA de 1,8 polegada, nome MK6028GAL, feito pela Toshiba  para uso no iPod, e cuja interface ZIF encaixa-se perfeitamente na delicada fita que se liga à placa-mãe do Aspire One.

Uma segunda desmontagem, como se vê, é questão de tempo.

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