O Versão Zero está presente ao Digital Age 2.0, evento sobre economia e negócios na web promovido pelos amigos da Now! Digital. E chegou à palestra de Tony Hsieh, CEO da Zappos.com, pensando ouvir teorizações e dicas práticas sobre como vender sapatos na internet. Mas o discurso foi outro, pautado por insights de motivação, inspiração e felicidade.
Auto-ajuda? Longe disso. A Zappos fez sua reputação com base na excelência do atendimento ao consumidor. E não conseguiu seu sucesso (a empresa acaba de se juntar à Amazon) obrigando seus empregados a seguirem scripts. Em vez disso, Hsieh investiu seu tempo na criação de uma cultura corporativa inspiradora e perene.
O movimento é curioso. Não se trata apenas de um empreendimento capitalista que se apropria de uma temática ascética. É certo que a questão da motivação está intimamente relacionada com a felicidade individual. Esta, por sua vez, tem ganhado cada vez mais a atenção de economistas, que buscam criar uma métrica da felicidade que substitua ou complemente os números frios do PIB. Em outros campos, como a Educação, pesquisadores tentam incutir nos jovens a motivação necessária para a elaboração de projetos e de estratégias para seu sucesso pessoal.
Para Hsieh, o caminho da motivação passa pela inspiração. “Inspire-os e a motivação virá”, diz. Os lucros também.


