Chad Hurley, a cara do YouTube

Aos 32 anos, Chad Hurley não aparenta a idade que tem. Pode até ser confundido com mais um daqueles garotos americanos que ficaram milionários com um projeto concebido entre uma aula e outra da high school.
Mas não se engane: o jovem que, com mais dois amigos, fundou o YouTube em 2005 (e o vendeu pouco [...]

digital-age-youtube-chad-hurleyAos 32 anos, Chad Hurley não aparenta a idade que tem. Pode até ser confundido com mais um daqueles garotos americanos que ficaram milionários com um projeto concebido entre uma aula e outra da high school.

Mas não se engane: o jovem que, com mais dois amigos, fundou o YouTube em 2005 (e o vendeu pouco tempo depois ao Google, por US$ 1,6 bi) tem muita história para contar. Hurley foi o entrevistado da tarde do primeiro dia do Digital Age 2.0.

O milionário trintão demonstra ter hábitos simples. Em casa, vê TV – ora para manter algum barulho pela casa, ora para acompanhar os esportes (Hurley acaba de anunciar seu patrocínio à equipe americana de Fórmula 1 “US F1″, com estreia em 2010).

Poucas pistas

Se esbanja nos investimentos, economiza nas palavras. Perguntado sobre como imagina o YouTube daqui a 10 anos, respondeu: “Não tenho ideia”. E o CEO do Google, Eric Schmidt, faz muita pressão para que o YouTube se torne lucrativo? “Não há tanta pressão assim”, desconversa.

A principal preocupação do executivo, segundo ele próprio diz, consiste em entender e melhorar a experiência do usuário do YouTube. É compreensível: Hurley formou-se em artes e é especialista em interface com o usuário (diz a lenda que seu emprego anterior, na PayPal, foi conquistado com o desenho do logo que ele produziu a caminho da entrevista).

Quer mais? O sogro de Hurley é ninguém menos que Jim Clark, fundador de empresas como Silicon Graphics e Netscape. Como se vê, não deve faltar assunto nas reuniões em família.

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Medir, contar e comparar: o caso internet

Provocativo, o fundador e presidente do conselho da 24/7 Real Media, David Moore, lançou à plateia do Digital Age 2.0 a pergunta: que significa medir a quantidade de cliques num anúncio na internet? O painel seguinte, com diretores de Google, UOL, Yahoo, Microsoft, entre outras, manteve a questão no ar.
A questão é que as métricas [...]

Provocativo, o fundador e presidente do conselho da 24/7 Real Media, David Moore, lançou à plateia do Digital Age 2.0 a pergunta: que significa medir a quantidade de cliques num anúncio na internet? O painel seguinte, com diretores de Google, UOL, Yahoo, Microsoft, entre outras, manteve a questão no ar.

A questão é que as métricas que usamos atualmente, como o número de cliques num anúncio, simplesmente não contam a história toda. Afinal, o inernauta é exposto ao anúncio mesmo que não clique nele – e isso, diz a indústria de publicidade online, não entra na conta nem de quem mede, nem de quem paga.

É no mínimo curioso isso. Porque medir, contar e comparar são símbolos de nossa era. Medimos e comparamos até o que não se deixa medir nem comparar – caso do nível de aprendizado das crianças, por exemplo.

Nas ciências, temos o apoio relativamente seguro das metodologias. Não dá para fazer um censo? Usemos a amostragem. Não dá para uma análise quantitativa? Usemos a qualitativa, baseada em entrevistas. O problema é que, quando está longe das clínicas de usabilidade, o usuário da internet é arredio a entrevistas. Quanto vale sua atenção? Como medi-la?

Quem souber a resposta, que dê um passo à frente.

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O futuro dos anúncios, na internet e fora dela

Como você chegou até este blog? O que está procurando? E por que (não) clicou no anúncio ao lado? Estas são algumas das perguntas quase filosóficas que atormentam quem quer ganhar dinheiro com publicidade na web. Algumas das pessoas mais influentes do setor estiveram pela manhã aqui no Digital Age 2.0 para discutir isso e [...]

Como você chegou até este blog? O que está procurando? E por que (não) clicou no anúncio ao lado? Estas são algumas das perguntas quase filosóficas que atormentam quem quer ganhar dinheiro com publicidade na web. Algumas das pessoas mais influentes do setor estiveram pela manhã aqui no Digital Age 2.0 para discutir isso e as possibilidades são abertas com o mundo da publicidade online.

Antes que diga que não tem nada a ver com isso, pense duas vezes. Pode ser que você ignore os banners, odeie os pop-ups e ria com os classificados do Google. Ao mesmo tempo, não só adorou o comercial com bebês da água mineral Evian como repassou o link a todos os seus amigos e conhecidos. Isso mesmo: sem perceber, você serviu de meio para a mensagem de um produto – e isso é apenas uma das possibilidades.

Se as pessoas se abalam com tais mudanças, imagine a indústria da publicidade. Muitos anunciantes já descobriram que basta produzir um vídeo interessante: a legião de seguidores do YouTube fará o resto (e esse vídeo nem precisa ser caro – graças aos reality shows e a filmes como “A Bruxa de Blair”, as pessoas se acostumaram a suportar câmeras trêmulas e imagens desfocadas). Já se a intenção é pegar o consumidor no momento exato da decisão de compra, uma saída é anunciar em portais de serviços de busca de preços e de comparativos.

Apesar de todas essas vantagens, o preço e o prestígio de um anúncio no horário nobre da TV continuam em alta – pelo menos para grandes anunciantes e agências de publicidade. Para complicar, ao que parece ninguém sabe ainda como virar o jogo em prol da publicidade (altamente) rentável na internet (embora as pessoas passem cada vez mais tempo diante de um PC). Haverá uma grande ideia salvadora? Ou a virada é uma questão de tempo? A ver.

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O caminho da felicidade

O Versão Zero está presente ao Digital Age 2.0, evento sobre economia e negócios na web promovido pelos amigos da Now! Digital. E chegou à palestra de Tony Hsieh, CEO da Zappos.com, pensando ouvir teorizações e dicas práticas sobre como vender sapatos na internet. Mas o discurso foi outro, pautado por insights de motivação, inspiração [...]

digital-age-20-zappos-tony-hsiehO Versão Zero está presente ao Digital Age 2.0, evento sobre economia e negócios na web promovido pelos amigos da Now! Digital. E chegou à palestra de Tony Hsieh, CEO da Zappos.com, pensando ouvir teorizações e dicas práticas sobre como vender sapatos na internet. Mas o discurso foi outro, pautado por insights de motivação, inspiração e felicidade.

Auto-ajuda? Longe disso. A Zappos fez sua reputação com base na excelência do atendimento ao consumidor. E não conseguiu seu sucesso (a empresa acaba de se juntar à Amazon) obrigando seus empregados a seguirem scripts. Em vez disso, Hsieh investiu seu tempo na criação de uma cultura corporativa inspiradora e perene.

O movimento é curioso. Não se trata apenas de um empreendimento capitalista que se apropria de uma temática ascética. É certo que a questão da motivação está intimamente relacionada com a felicidade individual. Esta, por sua vez, tem ganhado cada vez mais a atenção de economistas, que buscam criar uma métrica da felicidade que substitua ou complemente os números frios do PIB. Em outros campos, como a Educação, pesquisadores tentam incutir nos jovens a motivação necessária para a elaboração de projetos e de estratégias para seu sucesso pessoal.

Para Hsieh, o caminho da motivação passa pela inspiração. “Inspire-os e a motivação virá”, diz. Os lucros também.

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