Mais ágil, novo “Star Trek” respeita fã

Poucas séries de TV capturaram tão bem -e por tanto tempo- a imaginação dos fãs de tecnologia como “Star Trek”. Produzida no fim dos anos 60, época em que o homem chegou à Lua, a série -chamada no Brasil de “Jornada nas Estrelas”- teve vida curta: apenas três temporadas. Mas a fabulosa receptividade entre o [...]

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Poucas séries de TV capturaram tão bem -e por tanto tempo- a imaginação dos fãs de tecnologia como “Star Trek”. Produzida no fim dos anos 60, época em que o homem chegou à Lua, a série -chamada no Brasil de “Jornada nas Estrelas”- teve vida curta: apenas três temporadas. Mas a fabulosa receptividade entre o emergente grupo de nerds dos anos 1970 deu à saga uma sólida sobrevida, tanto na TV quanto no cinema. A última sequência para a telona, chamada simplesmente de “Star Trek”, chega aos cinemas do Brasil nesta sexta (8/5) prestando o devido respeito à série original, mas sem esquecer as inovações necessárias para cativar audiências que, à época da série original, nem tinham nascido.

O novo “Star Trek” tem como diretor J.J.Abrams, o produtor de “Lost” e “Fringe”. Abrams nasceu em 1966, mesmo ano em que a série original estreou nos EUA. Agradar a uma legião de fãs formada em 40 anos de exibição não seria mesmo fácil, mas Abrams conseguiu. Os atores escolhidos -Chris Pine como Kirk, Zachary Quinto como Spock e Karl Urban como o médico McCoy- convencem como as versões imberbes dos heróis do seriado. Quem assistir ao filme com olhar mais atento verá que o filme ainda paga tributo à série original por meio da sonoplastia (os sons do teletransporte, dos comunicadores, do alerta vermelho e da nave são os mesmos) e de certos takes dos rostos dos personagens (que às vezes parecem aquelas pausas que serviam de deixa para a entrada dos comerciais).

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No campo das inovações, não dá para deixar de notar a liberalidade sexual dos personagens (a jovem Uhura, como pivô de um triângulo amoroso, é uma saborosa surpresa). Além disso, há o design renovado dos cenários, das ferramentas e da nave Enterprise, que ganhou painéis touch screen por todo o lado (os da série tinham botões deslizantes). Outra “novidade” foi a inserção de marketing de empresas como Nokia e Budweiser, além da breve aparição do carro elétrico californiano Aptera (que o Versão Zero já tinha apontado aqui). Coisa, aliás, difícil de se conseguir em filmes de ficção, e cujo maior exemplo é “2001 – Uma Odisséia no Espaço” e sua nave da PanAm (empresa que tristemente não chegou a ver o raiar de 2001, pois faliu antes, em 1991).

Ainda é cedo para saber se este “Star Trek” ficará nas mentes dos fãs, tal como ocorreu com o primeiro “Star Trek” para o cinema, de 1979, ou se será esquecido. Sem dúvida, Abrams deixou sua marca (a reviravolta causada por viagens no tempo, marca deste “S.T.”, parece ter sido transplantada de “Lost”). Nossa aposta é que este “Star Trek”, com personagens mais irascíveis e ação na dose certa, veio para ficar. Se estamos certos? Só o tempo dirá.

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