
A réplica: volante fica na porta frontal. (Foto: divulgação)
Um empresário de Itapevi (SP) resolveu reviver um carrinho que há muito saiu das ruas: a Isetta. Feito com chassi tubular e carroceria de fibra de vidro, a réplica mantém o tamanho e muitos dos detalhes da versão original, que chegou a ser produzida no Brasil pelas Indústrias Romi em fins da década de 50 – e ganhou, na época, o sonoro nome de Romiseta.
Por dentro e por fora, o carrinho é muito, muito pequeno – tanto que há quem nem a considere um carro. Quem viveu aquela época conta que a Romiseta era lembrada pela instabilidade; dependendo da curva, ela rolava pelo chão feito uma bola de futebol. Graças a sua baixa velocidade, na maioria das vezes, felizmente, bastava que o ocupante saísse e a colocasse de novo em pé.
Como teve vida curta por aqui, os poucos que restam andam nas mãos de colecionadores. A última que este Versão Zero viu disputava corajosamente o espaço com caminhões na Marginal Tietê, há cerca de 10 anos; depois disso, só no museu da sede da BMW em Munique, na Alemanha, onde se pode ver Isettas com 4 lugares e até com um trailer a reboque.
Motor de moto
O modelo produzido tem espaço para duas pessoas, que entram pela única porta frontal (e que também apóia o volante). Seu motor, como na Isetta original, é de moto – a opção mais barata é o da Honda Twister, mas outros podem ser adaptados. Com as opções mais básicas – pintura lisa, banco de tecido e roda de chapa -, a Isetta 0km sai por pouco mais de R$ 24 mil.
Segundo Américo Salomão, responsável pela produção, o carrinho pode ser emplacado desde que seguidas as exigências para licenciamento de carros de fabricação artesanal. A principal é a obtenção de um atestado de segurança veicular do Inmetro. O comprador deverá gastar R$ 6 mil com papelada para rodar com o brinquedo por aí. A previsão era que as primeiras unidades fossem entregues este mês. Encomendas e orçamentos podem ser solicitados pelo site www.replicadeisetta.com.br.



