Brasil: enfim, uma biblioteca em cada cidade

Quando você, de férias, visita uma pequena cidade do litoral do Nordeste – qualquer uma – por acaso procura por uma biblioteca? Aposto que não.
Pois bem. Em 1996, época do real sobrevalorizado, passei uns dias em Orlando, na Flórida, e resolvi procurar a biblioteca pública do bairro no qual me hospedei. Fiquei pasmo: havia, além [...]

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Sala de leitura da Biblioteca Pública de Nova York

Quando você, de férias, visita uma pequena cidade do litoral do Nordeste – qualquer uma – por acaso procura por uma biblioteca? Aposto que não.

Pois bem. Em 1996, época do real sobrevalorizado, passei uns dias em Orlando, na Flórida, e resolvi procurar a biblioteca pública do bairro no qual me hospedei. Fiquei pasmo: havia, além de livros, um telecentro; e diversas estantes com assuntos relevantes para o dia-a-dia, de guas de serviços públicos a como abrir uma empresa. O mais curioso é que ela já não se chamava “Library”, mas “Media Center” – reflexo da onipresença das tecnologias digitais. E, à época, nossa internet comercial só tinha 1 aninho.

É por isso que hoje, 13 anos depois, me surpreende positivamente a decisão do governo federal de oferecer a todas as cidades do Brasil a possibilidade de ter sua biblioteca, com um pacote inicial de 2.500 livros, móveis e computador para controle do acervo. O Ministério da Cultura tem até uma data para que esse marco seja alcançado: 25 de julho. Será, como quer o governo, o Dia D da Leitura no Brasil.

Bem que as bibliotecas poderiam incluir também um espaço de acesso público à internet, mas isso talvez seja pedir demais. Aliás, mesmo na cidade de São Paulo as iniciativas de popularização do acesso nunca tiveram conexão com a rede municipal de bibliotecas – uma separação que, confesso, nunca entendi.

De qualquer modo, marque a data: 25 de julho pode ser o dia em que o Brasil definitivamente chegou ao século XX.

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Scanners de mesa: vem aí o LiDE 100

Sinceramente, pensei que os scanners do tipo flatbed (“de mesa”) tinham morrido – pelo menos os de uso doméstico, já que há tantos mutifuncionais a preços módicos por aí.
Me enganei: esta semana a Elgin, distribuidora de produtos de informática da Canon, anunciou o lançamento do LiDE 100, scanner de mesa com resolução máxima de 4.800 [...]

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Sinceramente, pensei que os scanners do tipo flatbed (“de mesa”) tinham morrido – pelo menos os de uso doméstico, já que há tantos mutifuncionais a preços módicos por aí.

Me enganei: esta semana a Elgin, distribuidora de produtos de informática da Canon, anunciou o lançamento do LiDE 100, scanner de mesa com resolução máxima de 4.800 pontos por polegada (dpi) em cores de 48 bits.

O LiDE 100 é bem esguio – tem 4 cm de altura – e não requer tomada, pois sua alimentação vem da porta USB. Talvez aí resida sua vantagem, pois pode ser usado com notebooks, usando a energia da bateria.

Como é de praxe nos multifuncionais, o LiDE 100 vem com botões de acesso rápido a funções mais comuns, como cópia, conversão para PDF e produção de anexo para e-mail.

O maior obstáculo é o preço sugerido de R$ 349, equivalente ao de muitos multifuncionais jato de tinta que vemos por aí. O lado bom é que ele funciona também com Macs.

Nosso julgamento? Se você só usa Windows e quer economizar, talvez seja melhor pensar em um multifuncional jato de tinta que, além de digitalizar, também lê imagens de cartões de memória, tem tela LCD independente, imprime e copia sem ajuda do PC.

No entanto, se você já tem uma boa impressora e quer mais conveniência na digitalização de documentos, está profundamente envolvido na restauração de fotos em papel ou tem um Mac e trabalha com imagens, o LiDE 100 pode ser mais adequado.

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Um banco de documentos para o BrOffice

Em busca de um modelo de documento para o Open Office ou o BrOffice? Se estiver com sorte, poderá encontrá-lo no Escritório Aberto. No meu caso, queria um recibo simples. Mas há muito mais, de RPAs a contratos, passando por certidões de batismo, controle de extintores e trabalhos acadêmicos. E mais: se tiver pique, você [...]

broffice-logoEm busca de um modelo de documento para o Open Office ou o BrOffice? Se estiver com sorte, poderá encontrá-lo no Escritório Aberto. No meu caso, queria um recibo simples. Mas há muito mais, de RPAs a contratos, passando por certidões de batismo, controle de extintores e trabalhos acadêmicos. E mais: se tiver pique, você pode contribuir com a iniciativa, inscrevendo-se e carregando os modelos que já tiver desenvolvido.

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Chery QQ: no Brasil até o fim do ano

A montadora chinesa de automóveis Chery quer ter uma fábrica no Brasil até 2011. Bem antes disso, em setembro, a marca chega (melhor seria dizer retorna) ao país com o supercompacto QQ (foto).
Dissemos “retorna” porque o modelo já tinha sido apresentado por aqui em 2007, mas não deslanchou. Ao contrário do vizinho Chile, onde se [...]

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A montadora chinesa de automóveis Chery quer ter uma fábrica no Brasil até 2011. Bem antes disso, em setembro, a marca chega (melhor seria dizer retorna) ao país com o supercompacto QQ (foto).

Dissemos “retorna” porque o modelo já tinha sido apresentado por aqui em 2007, mas não deslanchou. Ao contrário do vizinho Chile, onde se pode encontrar o QQ até em locadoras de automóveis.

E o preço? Bem, importado da China e montado no Uruguai, o QQ será vendido no Brasil por cerca de R$ 24 mil (previsão da fábrica). No Chile, ano passado, um QQ zero custava cerca de R$ 13.500.

Para quem não sabe, já temos um carrinho chinês em terras brasileiras – e com relativo sucesso, diga-se. Desde o ano passado já se pode comprar os modelos da Effa Motors. O modelo M100, de passeio, tem mecânica Suzuki, vem com diversos opcionais e custa a partir de R$ 23.500.

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Na Windows Vista, um dossiê da indústria de PCs

Quer saber um pouco mais sobre os principais fabricantes de PCs que atuam no Brasil? Então dê uma olhada na edição 16 da revista “Windows Vista”, que está este mês nas bancas, e vá direto à página 89. É onde começa o caderno especial Quem é Quem na Indústria de PCs, assinado por este que [...]

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Quer saber um pouco mais sobre os principais fabricantes de PCs que atuam no Brasil? Então dê uma olhada na edição 16 da revista “Windows Vista”, que está este mês nas bancas, e vá direto à página 89. É onde começa o caderno especial Quem é Quem na Indústria de PCs, assinado por este que vos escreve. Foi um trabalho difícil, mas recompensador. O caderno mapeia nada menos que 28 fabricantes e seus produtos, coisa que ainda não tinha visto em nenhum outro lugar. Ficou gente de fora? Ficou – coisa de trabalho pioneiro, que permite muitos acertos e que está sempre aberto a sugestões. Confira.

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Philco tem netbook? Tem, sim senhor

Surge mais um netbook no pedaço. Este agora é da marca Philco: é o PHN 10001. Suas vantagens? Mais RAM e mais espaço de HD – sem que você tenha que pagar mais por isso.

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Mais um netbook no pedaço. Este agora é da marca Philco: é o PHN 10001. Dois destaques da configuração são a tela, de 10 polegadas (1024×600) e com tecnologia LED, e o HD SATA, que é de espantosos 250 GB.

Como usa Linux, não está sujeito às bizarras restrições de configuração impostas pela Microsoft para distribuição do Windows XP em netbooks. Assim, ele vem com 2 GB de memória, de fábrica.

De resto, ele tem o que os outros também têm: processador Intel Atom N270, webcam (1,3 megapixels), rede sem fio, leitor de cartões 4 em 1, porta VGA para monitor externo e 3 portas USB.

Ah: o teclado é ABNT2 (tem cedilha, portanto) e a duração da bateria é estimada em 3 horas e meia. O PHN 10001 custa R$ 1.599 na loja virtual da Saraiva.

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Uma luz sobre a Reserva de Mercado de Informática brasileira

Quer saber mais que o óbvio sobre a época da Reserva de Mercado de Informática no Brasil? O Versão Zero lhe dá essa oportunidade. Postamos, para acesso público, uma cópia da monografia “Reserva do Mercado de Informática: a experiência brasileira de 1971 a 1992″, escrita em 2008 como trabalho final para uma disciplina de pós-graduação [...]

Unitron 512, o Mac brasileiro

Unitron 512, o Mac brasileiro

Quer saber mais que o óbvio sobre a época da Reserva de Mercado de Informática no Brasil? O Versão Zero lhe dá essa oportunidade. Postamos, para acesso público, uma cópia da monografia “Reserva do Mercado de Informática: a experiência brasileira de 1971 a 1992″, escrita em 2008 como trabalho final para uma disciplina de pós-graduação da Faculdade de Educação da USP.

Quem olhar a bibliografia vai perceber que nos apoiamos bastante no livro de Tapia, um dos melhores e mais completos sobre o tema. Sobre os detalhes da história da Unitron e do clone de Macintosh que chegou a ser feito, mas nunca chegou ao mercado, há o esclarecedor artigo do professor Ivan da Costa Marques (“O caso Unitron e condições de inovação tecnológica no Brasil”), que pode ser lido aqui.

PS: Depois que terminei o texto, encontrei o livro de Tullo Vigevani, “O Contencioso Brasil Estados Unidos de Informática”, que dá mais detalhes sobre a pressão que os EUA aplicaram ao Brasil na época do negócio da Unitron. Vale uma olhada…

Segue o link da monografia, hospedada no sítio Scribd: http://tinyurl.com/cjokzw

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Da China, uma balança que não pesa no bolso

Já fiz de tudo para estimar o peso de coisas — entre livros, hardware, cabos e quinquilharias — que coloquei à venda na internet, só para encontrar o preço provável do frete. Mas adiava infinitamente a compra de uma balança.
Isso ficou para trás. Acaba de chegar ao Versão Zero, via Deal Extreme, a Portable Electronic [...]

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2,02 kg: é o quanto ela diz que pesa o livro "Java - Como Programar", do Deitel

Já fiz de tudo para estimar o peso de coisas — entre livros, hardware, cabos e quinquilharias — que coloquei à venda na internet, só para encontrar o preço provável do frete. Mas adiava infinitamente a compra de uma balança.

Isso ficou para trás. Acaba de chegar ao Versão Zero, via Deal Extreme, a Portable Electronic Scale – uma balança que cabe na palma da mão, e que aguenta até 40 quilos.

A balancinha é, na verdade, um dinamômetro, nome que se dá aos aparelhos que medem força com base na tração aplicada a uma mola – no caso, a força aplicada é a força peso. Em cima, uma argola para fixação (numa maçaneta, por exemplo). Embaixo, um gancho onde se pode pendurar um prato ou sacola – e, nele ou nela, o objeto que se quer pesar.

A escala do aparelho é de 20 gramas – logo, como a precisão é dada pela metade da menor divisão, considere qualquer medida como dentro da margem +/- 10 g. O peso é mostrado com duas casas decimais, nas unidades kg, lb (libra) e oz (onça inglesa). O botão Tara permite descontar o peso do prato ou da sacola do resultado final.

E não é só. Pressione a tecla Unit por 2 segundos e você terá a temperatura ambiente, em graus Celsius.

Tudo simples, fácil e leve. Mas o melhor está no preço: menos de 8 dólares, frete incluso. Para quem costuma despachar livros e outros itens pelo correios via PAC ou Sedex, nada mais prático.

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Oracle compra Sun. E agora?

George Orwell. Foi em quem eu pensei quando soube que a Oracle de Larry Ellison fechou acordo para a compra da Sun Microsystems de Scott McNealy.
Em “1984″, Orwell pintava um quadro sombrio do mundo, dividido em 3 supercontinentes que guerreavam constantemente entre si.
Agora, com a compra da Sun pela Oracle, o que se delineia no [...]

George Orwell. Foi em quem eu pensei quando soube que a Oracle de Larry Ellison fechou acordo para a compra da Sun Microsystems de Scott McNealy.

Em “1984″, Orwell pintava um quadro sombrio do mundo, dividido em 3 supercontinentes que guerreavam constantemente entre si.

Agora, com a compra da Sun pela Oracle, o que se delineia no setor de tecnologia da informação é a consolidação de 3 grandes planetas – Microsoft, Oracle e IBM -, com o resto da indústria sendo reduzido a meros asteróides.

Pela Sun, a Oracle diz ter oferecido US$ 7,4 bilhões (US$ 9,50 por ação). E a empresa que nasceu como desenvolvedora de banco de dados terá em seu ativo itens como os hardwares Sun, a tecnologia Java, um sistema operacional (Sun Solaris) e duas pérolas do mundo do software livre: Open Office (do qual a Sun é forte mantenedora) e MySQL (adquirido pela Sun em 2008).

Para o consumidor, concentração nunca foi bom negócio, pois reduz a competição. Sem concorrência, a corrida por soluções inovadoras tende a ficar mais lenta. E quem vende fica mais à vontade para engordar sua margem de lucro.

E note que o setor de TI é só um exemplo. Pense na Tim, que se fundiu à Brasil Telecom e acaba de comprar a Intelig; nos bancos pequenos brasileiros, quase todos transformados em fumaça; nas editoras locais, compradas por grandes conglomerados europeus; nas fábricas de bebidas, loteadas entre Imbev e Coca-Cola; e por aí vai. Nem quando se agigantam a coisa para, pois sempre é possível uma fusão; o freio mesmo vem dos órgãos governamentais que regulam a concorrência (e que, nos EUA, ainda deverão decidir sobre a compra da Sun).

De seu túmulo nos fundos da igreja de Sutton Courtenay, nos arredores de Londres, Orwell (ou Eric Arthur Blair, que é seu nome verdadeiro) deve estar rindo à beça.

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As dicas de gerenciamento de Steve Jobs

De temperamento reconhecidamente difícil, o fundador da Apple Steve Jobs está longe de ter o perfil ideal para livros de auto-ajuda empresarial. Mas o editor da revista Wired, Leander Kahney, não se importou. Seu livro “A Cabeça de Steve Jobs – As lições do líder da empresa mais revolucionária do mundo” (Editora Agir, 266 páginas, [...]

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De temperamento reconhecidamente difícil, o fundador da Apple Steve Jobs está longe de ter o perfil ideal para livros de auto-ajuda empresarial. Mas o editor da revista Wired, Leander Kahney, não se importou. Seu livro “A Cabeça de Steve Jobs – As lições do líder da empresa mais revolucionária do mundo” (Editora Agir, 266 páginas, R$ 34,90) é um relato das maiores conquistas profissionais de Jobs, temperado com listas de melhores práticas de gerenciamento, todas baseadas na personalidade forte do executivo.

Tal proposta soa ingênua – e talvez seja mesmo. Aliás, para quem já leu outras biografias de Jobs, esta (que, a rigor, nem pode ser chamada assim) parece ter sido feita para absolver o empresário das inúmeras acusações de desumanidade e crueldade com subalternos da qual foi alvo por toda sua carreira. ‘Ele pode ser como é, mas vejam – deu certo’, parece ser o recado de Kahney.

Não que o jornalista esconda os piores traços da personalidade de Jobs. Eles estão lá no livro, mas o que Kahney faz é explicar como eles foram corresponsáveis pelo sucesso que a Apple tem hoje. De certa forma, seu efeito é o de legitimar o estilo gerencial de Jobs, que no mínimo é discutível [para se ter uma idéia, eis duas das lições (pág. 160): "Jobs grita e berra, mas isso vem de seu desejo de mudar o mundo"; e "Inspire as pessoas através do medo e do desejo de agradar"].

Kahney diz que, ao chegar à meia-idade, Jobs moderou. Continua sendo uma personalidade fascinante que, com seu trabalho, moldou o modo como pensamos em computação pessoal. Haverá um Jobs brasileiro? Em genialidade, certamente já o tivemos, só que sem o ecossistema de investimentos e de conhecimento que só os Estados Unidos (e a Califórnia em particular, com sua poderosa indústria de armamentos) oferecem. Em temperamento, temos aos montes – e qualquer operador de telemarketing pode confirmar o que eu digo.

Como saldo final, “A Cabeça de Steve Jobs” é uma leitura agradável e por vezes reveladora. Apenas seja criterioso com as dicas de Jobs, se não quiser ser levado aos tribunais por assédio moral. Uma coisa é verdade: pelo menos para uma pessoa na face da Terra, elas funcionaram.

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