
Estação Tatuapé: os primeiros estacionamentos integrados a estaçoes do Metrô deram origem a grandes centros comerciais
Começa a funcionar na segunda-feira, 22 de dezembro, o estacionamento que o Metrô construiu ao lado da estação Santos-Imigrantes da linha verde.
A idéia é que as pessoas deixem seus carros por lá e façam parte do trajeto de metrô, desafogando o trânsito na região central da cidade.
O estacionamento talvez não dê conta disso, mas é um começo. Há vagas para 117 carros e 28 motos, além de um espaço para bicicletas.
Em janeiro deste ano, a frota de veículos da capital ultrapassou 6 milhões.
O preço será de 8,15 reais para o período de 12 horas. O pagamento será eletrônico, com um cartão igual ao do Bilhete Único.
O preço já inclui 2 passagens (de metrô, ônibus ou trem). Como a tarifa está em 2,40 reais, para quem usa o metrô, o estacionamento sai por 3,35.
História antiga
O Versão Zero lembra que estacionamentos integrados não são novidade. Os shoppings Tatuapé, Boulevard Tatuapé e Santa Cruz, por exemplo, foram construídos em estacionamentos do metrô – que, por sua vez, usavam terrenos que foram desapropriados para as obras e que depois ficaram sem uso.
Esses estacionamentos tinham preço fixo para uma diária e davam direito a 2 bilhetes magnéticos.
A cessão de terrenos públicos para exploração comercial faz parte da estratégia do Metrô de São Paulo de ganhar dinheiro de outras formas.
O estacionamento onde é hoje o shopping Tatuapé funcionou de 1981 (ano de inauguração da estação) até cerca de 1994. Em 1997, o shopping seria inaugurado.
Dessa época resta ainda um estacionamento, junto à estação Belém, mas que também já foi cedido para uso comercial. Lá, o Grupo Primo Rossi promoveu por seis meses, este ano, a venda de carros usados, e planeja construir em breve um teatro e uma loja de veículos.


