Mini games Nintendo, agora a 20 reais

Se é verdade que saem perdendo se comparados aos joguinhos atuais para celular, os mini games Nintendo Classics têm um trunfo inigualável: o ar retrô de pocket game dos anos 80.
A boa notícia é que eles ficaram mais baratos. Em uma loja Ri Happy de um grande shopping de São Paulo, os joguinhos eram vendidos [...]

Na Ri Happy de São Paulo: em promoção

Na Ri Happy de São Paulo: em promoção

Se é verdade que saem perdendo se comparados aos joguinhos atuais para celular, os mini games Nintendo Classics têm um trunfo inigualável: o ar retrô de pocket game dos anos 80.

Minigame Carrera

Minigame Carrera

A boa notícia é que eles ficaram mais baratos. Em uma loja Ri Happy de um grande shopping de São Paulo, os joguinhos eram vendidos ontem a 19,99 reais.

Compare com os preços na loja virtual Submarino: lá, esses mesmos games não saem por menos de 40 reais.

Os títulos disponíveis são Carrera, Soccer, Mario’s Cement Factory, Super Mario Bros e Donkey Kong Jr. Todos têm as funções de relógio e alarme.

Quem tiver sorte de encontrar, leva.

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Mouse da Logitech tem rodinha livre

Mouse com laser todo mundo já tem. Sem fio, então, nem se fala. Mas o modelo que a Logitech traz ao Brasil, o MX Revolution, tem algo mais: a rodinha livre.
O negócio funciona assim: o mouse tem uma rodinha com rolamentos finos, e que pode rodar até sete segundos sem parar.
A Logitech acredita que o [...]

para poucos

Não, não é uma cabeça de peixe...

Mouse com laser todo mundo já tem. Sem fio, então, nem se fala. Mas o modelo que a Logitech traz ao Brasil, o MX Revolution, tem algo mais: a rodinha livre.

O negócio funciona assim: o mouse tem uma rodinha com rolamentos finos, e que pode rodar até sete segundos sem parar.

A Logitech acredita que o MX Revolution vá agradar principalmente a quem lida com grandes documentos – pelas estatísticas, uma rodadinha dessas faz passar na tela 10 mil linhas de texto.

Outra comodidade desse mouse é a tecla One-Touch Search. Basta que o usuário marque uma frase ou palavra e aperte um botão para que a pesquisa na internet comece. Uma segunda rodinha, ao alcance do polegar, comanda o zoom de documentos e fotos.

Gostou? Então prepare o bolso: o MX Revolution chega com preço sugerido de 499 reais.

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Teste: Positivo Mobile Mobo Kids

Feito para crianças, o Positivo Mobile Mobo Kids pode ser usado por qualquer pessoa – afinal, sua alma é a de um notebook com Windows XP. Mas alguns detalhes da construção, como o gabinete reforçado e o teclado resistente a líquidos, foram pensados justamente para atender a esses pequenos usuários.
É com essa perspectiva que o [...]

O Mobo Kids é revestido com uma capa removivel e lavável

O Mobo Kids é revestido com uma capa com alça, removível e de limpeza fácil (1). Não há modem: internet, só via cabo de rede (2) ou Wi-Fi. Para expansão, há duas portas USB, uma de cada lado (3). O leitor de cartões de memória SD fica na parte de trás (4). (Clique na foto para ampliar)

Feito para crianças, o Positivo Mobile Mobo Kids pode ser usado por qualquer pessoa – afinal, sua alma é a de um notebook com Windows XP. Mas alguns detalhes da construção, como o gabinete reforçado e o teclado resistente a líquidos, foram pensados justamente para atender a esses pequenos usuários.

É com essa perspectiva que o Versão Zero avaliou o Mobo Kids, que já é vendido no varejo a tempo para o Natal.


Historicamente, os netbooks surgiram em parte graças ao Mobo Kids – ou, para ser mais preciso, ao projeto Intel Classmate PC, do qual o Kids (e, mais recentemente, o computador português Magalhães) é derivado.

Tela, teclado e trackpad são pequenos, assim como a capacidade de memória (512 Mb de RAM e 2 gigas de memória flash, que serve de disco rígido).

Apresentado no Brasil em maio de 2008, o Mobo Kids já fazia parte do portfólio de soluções de tecnologia educacional da Positivo. A novidade é que agora qualquer um pode adquiri-lo.

Um fabricante, dois Mobos

Não confunda o Mobo Kids com o Mobo (que Versão Zero testou aqui). Embora tenha pontos em comum, como memória e disco, a proposta e o hardware são bastante diferentes.

O Kids, por exemplo, tem processador Celeron M 900 Mhz (o Mobo usa o Via C7-M). Itens de expansão e comunicação também mudam: o Kids não tem modem, nem saída VGA, nem webcam.

Além disso, no Kids o encaixe para cartão de memória SD fica escondido sob a capa protetora – longe de ser um dos lugares mais práticos.

O teclado também é diferente. O do Mobo Kids é mais alto e oferece uma resposta tátil ligeiramente melhor; no entanto, não entendemos por que não existe Shift do lado direito. O apoio para o pulso oferecido pelo gabinete também é melhor no Kids.

Software

O sistema do Mobo Kids é o Windows XP com Service Pack 2. Para que funcione sem problemas num micrinho desses, o arquivo de paginação e a opção de atualização automática vêm desligados. O usuário pode religá-los, mas não aconselhamos: isso vai consumir boa parte do pouco espaço em disco restante (cerca de 900 megas, com a compactação ativada).

A autonomia da bateria não é tão boa quanto a do Mobo, que era capaz de funcionar por 4 horas. Mas vai longe. Em nosso teste, com tela no brilho máximo e Wi-Fi ligado, o Kids terminou a primeira hora de trabalho com 57% de carga e a segunda hora, com 11%.

Uma coisa boa do Windows XP é que se pode encontrar diversos programas educacionais compatíveis – incluindo os da própria Positivo. Instalamos o Poly, para estudo de planificação de sólidos geométricos; o Winplot, para gráficos de funções; e o Gcompris, com atividades para estudantes de 2 a 10 anos. A Positivo permite o uso gratuito do dicionário Aurélio On-line por 1 ano.

Com o conversor digital, uma TV de conveniência

Com o conversor digital, uma TV de conveniência

Também usamos o Kids com o conversor USB de TV digital da Aiko. Se a anteninha estiver bem posicionada, a imagem vem fácil. O micrinho dá conta da decodificação. Em tela cheia, observamos alguns engasgos na imagem, mas isso pode ter sido causado pela má recepção no lugar do teste.

Nos jogos online – coisa que meninos e meninas adoram –, dado o tamanho reduzido da tela, vai ser preciso expandir a janela do navegador com a tecla F11. Às vezes, nem isso ajuda – alguns jogos educacionais do site da revista Nova Escola, por exemplo, não cabem inteiros na tela de 7 polegadas.

Ainda sobre a tela, o sistema traz o Seletor de Resolução, programa da Intel que permite ajustar a tela para trabalhar de 4 modos diferentes. São eles: Normal (800 x 480), Comprimido (800 x 600), Pan (800 x 600) e Super Pan (1.024 x 768).

Enquanto os dois primeiros fazem a tela toda caber no LCD de 7 polegadas (o Comprimido faz a imagem ficar achatada), nos dois últimos é como se a tela LCD “navegasse” sobre a área total oferecida pela resolução maior – uma solução para janelas que teimam em ficar de fora da área do LCD.

O Mobo Kids ao lado do Eee PC 701, entre um monitor de 17 polegadas e um teclado de tamanho natural

O Mobo Kids ao lado do Eee PC 701, e entre um monitor de 17 polegadas e um teclado de tamanho natural. (Clique na foto para ampliar)

Conclusão

Embora tenha sido feito para crianças, o Positivo Mobo Kids é um notebook de verdade. Por isso, é bom que seu uso seja acompanhado pelos pais, que podem instalar novos programas educacionais e indicar, junto com os professores, os melhores sites para estudo e diversão.

Dado o público-alvo desta máquina, o reduzido tamanho da tela e do teclado pode ser até um facilitador. Nem a duração limitada da bateria atrapalha, visto que é saudável que as crianças (e os adultos também!) não permaneçam muito tempo diante do teclado.

Por outro lado, não seria mal se o Mobo Kids tivesse uma webcam embutida ou mesmo Bluetooth, para comunicação com o celular ou com outros Mobo Kids.

Lá fora, a Intel anunciou a segunda geração do Classmate PC. Ela tem disco rígido de 30 gigas, webcam, tela de 7 ou 9 polegadas, trackpad retangular e tecla Shift dos dois lados – esquerdo e direito. Se chegar aqui com preço competitivo, vai valer a pena.

Positivo Mobile Mobo Kids
Sistema Windows XP Service Pack 2
Processador Celeron M 900 Mhz
Memória 512 MB
HD 2 GB, tipo memória flash
Tela 7 polegadas, widescreen
Expansão Cartão SD, 2 portas USB
Redes Ethernet e Wi-Fi
Bateria Autonomia para até 3 horas
Preço R$ 999,00
Informações www.positivoinformatica.com.br
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Um adeus a Michael Crichton

Acabo de saber pelo The New York Times que Michael Crichton faleceu hoje ontem, 4/11, aos 66 anos. Pelo que fez à ficção científica, já deixa saudades.
Nos últimos tempos, Crichton trabalhava no roteiro de “Jurassic Park IV” e na refilmagem do clássico “Westworld – Onde ninguém tem alma”, de 1973 – história sobre um resort [...]

Acabo de saber pelo The New York Times que Michael Crichton faleceu hoje ontem, 4/11, aos 66 anos. Pelo que fez à ficção científica, já deixa saudades.

Nos últimos tempos, Crichton trabalhava no roteiro de “Jurassic Park IV” e na refilmagem do clássico “Westworld – Onde ninguém tem alma”, de 1973 – história sobre um resort habitado por robôs programados para satisfazer todas as necessidades humanas, mas que saem do controle.

Antes de “Westworld”, Crichton já havia escrito o romance-que-virou-filme “O Enigma de Andrômeda” (1971). Depois, ainda escreveria “O Homem Terminal” (1974), cujo filme contaria com uma atuação marcante de George Segal como o homem que recebe um implante cerebral para controlar seus acessos de fúria.

E há muito mais: Twister, Jurassic Park, Timeline, E.R…. Sem contar as dezenas de livros.

Do Versão Zero, nosso sincero obrigado!

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CPTM e USP: uma travessia mais segura

O tema é off-topic, mas merece nossa atenção porque o Versão Zero levantou a questão meses atrás.
A CPTM, empresa que controla os trens metropolitanos da Grande São Paulo, abriu uma passagem para que os passageiros desembarquem direto na calçada da Ponte Cidade Universitária.
Leia mais
>> CPTM: entre perder o trem e perder a vida
>> Travessia CPTM-USP: [...]

telhado serviu de base à nova passarela

Solução criativa: telhado serviu de base à nova passarela

O tema é off-topic, mas merece nossa atenção porque o Versão Zero levantou a questão meses atrás.

A CPTM, empresa que controla os trens metropolitanos da Grande São Paulo, abriu uma passagem para que os passageiros desembarquem direto na calçada da Ponte Cidade Universitária.

Leia mais

>> CPTM: entre perder o trem e perder a vida

>> Travessia CPTM-USP: a resposta oficial

>> Estação Cidade Universitária: a USP se manifesta

A passarela foi improvisada sobre o próprio telhado da plataforma. Uma pequena escada faz com que a passagem alcance o nível da ponte.

É uma reforma simples, mas que traz muito mais segurança. Até então, os passageiros tinham que atravessar correndo a alça de acesso que leva da Marginal Pinheiros à ponte.

Atento à questão, o Versão Zero encaminhou e-mails para a CPTM, a ouvidoria da USP e a Prefeitura da Cidade Universitária. Obtivemos respostas em todas as instâncias. Solução havia. Só não tínhamos um prazo para que elas fossem implementadas.

Agora, com a liberação da passarela, o problema está resolvido em parte, já que cadeirantes ainda não podem usar o acesso. Os pedestres, por enquanto, agradecem.

antes, era preciso correr

Travessia perigosa: antes, era preciso correr

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Aprenda matemática como se faz na Índia

Leio no The New York Times de ontem que um empresário americano criou um serviço na web para ajudar crianças a estudar matemática… Do jeito que se faz na Índia.
Trata-se do Indian Math Online. Seu co-fundador, Bob Compton, disse que a idéia surgiu depois de ter financiado a produção do filme-documentário 2 Million Minutes, que [...]

planos a partir de US$ 12,50 ao mês

Indian Math Online: planos a partir de US$ 12,50 ao mês

Leio no The New York Times de ontem que um empresário americano criou um serviço na web para ajudar crianças a estudar matemática… Do jeito que se faz na Índia.

Trata-se do Indian Math Online. Seu co-fundador, Bob Compton, disse que a idéia surgiu depois de ter financiado a produção do filme-documentário 2 Million Minutes, que compara o Ensino Médio dos Estados Unidos com os da China e da Índia.

Compton disse ao NYT que, em matemática, os garotos indianos estão três anos à frente de suas filhas. E que o site, com serviços que custam de 12,50 a 20 dólares/mês, é uma forma de diminuir este “gap”.

Por trás do Indian Math Online está uma equipe de professores e analistas de software, todos indianos. E, além da bateria de problemas (que devem ser resolvidos pelo aluno em um tempo determinado), há um portal para pais, que podem acompanhar a evolução de seus filhos, por tópico.

O Versão Zero vai experimentar o serviço gratuitamente por uma semana. Será que ficaremos mais espertos?

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Mini 1000, o novo netbook da HP

A HP lançou nos Estados Unidos sua coleção outono-inverno de netbooks, representada pela série Mini 1000.
O Mini 1000 rouba um pouco da cena do HP 2133 e tem tudo para agradar aos que admiram a marca, mas queriam um netbook mais discreto (ou menos prateado).
Discreto, aqui, não significa despojado. O Mini 1000 traz soluções diferentes, [...]

A HP lançou nos Estados Unidos sua coleção outono-inverno de netbooks, representada pela série Mini 1000.

O Mini 1000 rouba um pouco da cena do HP 2133 e tem tudo para agradar aos que admiram a marca, mas queriam um netbook mais discreto (ou menos prateado).

Mini Mobile Drive Bay

Mini Mobile Drive Bay

Discreto, aqui, não significa despojado. O Mini 1000 traz soluções diferentes, para dizer o mínimo. Algumas são legais – caso da porta USB recuada que serve para encaixe do Mini Mobile Drive Bay, uma expansão em forma de pen drive. Outras, nem tanto – caso da porta mini-VGA, que exige um cabo adicional (vendido em separado) para usar um monitor comum. E não podemos deixar de celebrar a mágica que faz o teclado ter 92% do tamanho de um teclado comum.

Para os mais afoitos, o Mini 1000 está disponível imediatamente nos EUA na versão com Windows XP, a partir de 399,99 dólares. A HP promete lançar em breve a versão Mobile Internet Experience, que traz uma interface especial de acesso rápido a sites e aplicativos (feita com Linux!) e que custará a partir de 379,99 dólares.

design oriental

Vivienne Tam Edition: design oriental

Agora, se discrição não é com você, espere pelo modelo em tons violeta e vermelho, decorado pela estilista chinesa radicada em Nova York Vivienne Tam. A peça, chamada Vivienne Tam Edition, custará a partir de 699,99 dólares.

HP Mini 1000
Sistema Windows XP ou Linux
Processador Intel Atom N270
Memória 1 ou 2 gigas
Armazenamento 8, 16 ou 60 gigas (HD)
Tela 8,9 ou 10,2 polegadas
Expansão 2 portas USB, leitor SD/MMC
Redes Wi-Fi ou banda larga sem fio
Bateria 3 células
Peso 1 kg
Dimensões 25,4 x 12,7 cm
Preço A partir de US$ 379,99 nos EUA


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TI-Nspire: um conceito, várias representações

Em setembro de 2007, este blog não existia. Talvez por isso tenhamos deixado passar o lançamento da TI-Nspire, handheld matemático da Texas Instruments.
Por que handheld e não calculadora? Bem, porque a TI-Nspire abusa da relação entre gráficos, textos, tabelas e álgebra.
Na verdade, ela propõe uma forma instigante de estudo: a abordagem de conceitos matemáticos por [...]

A TI-nspire e a primeira calculadora de mão da Texas, de 1967

A TI-Nspire e a primeira calculadora de mão da Texas, de 1967: visor era de papel

Em setembro de 2007, este blog não existia. Talvez por isso tenhamos deixado passar o lançamento da TI-Nspire, handheld matemático da Texas Instruments.

Por que handheld e não calculadora? Bem, porque a TI-Nspire abusa da relação entre gráficos, textos, tabelas e álgebra.

Na verdade, ela propõe uma forma instigante de estudo: a abordagem de conceitos matemáticos por meio de múltiplas representações simultâneas.

Para fazer isso, a TI-Nspire conta com uma tela de resolução melhorada e que pode ser dividida entre os aplicativos. Por exemplo, uma tabela leva a um gráfico que leva à expressão algébrica daquela curva – e uma alteração em uma destas representações faz atualizar todas as outras.

A TI-Nspire é vendida nas versões com ou sem CAS – sigla de Computer Algebra System, sistema que lida diretamente com a notação simbólica (em outras palavras, que dá à calculadora a habilidade de fazer as contas “com letras” em vez de números). Softwares de apoio permitem que os professores criem listas eletrônicas de exercícios e simulem a TI-Nspire em seus computadores.

O mais curioso é que, por ser muito avançada, a TI-Nspire pode ser barrada em alguns exames norte-americanos. Por isso, a Texas Instruments criou um teclado numérico destacável que rebaixa a TI-Nspire ao nível da calculadora TI-84.

Na Amazon.com, a TI-Nspire sem CAS é vendida por 119,99 dólares e a com CAS, 154,67 dólares. No Brasil, certamente será vendida a preços proibitivos e supertaxados – algo incompreensível tratando-se de material exclusivamente educacional. Pena.

A primeira calculadora e a mais recente, agora de perfil

A primeira calculadora e a mais recente: de perfil

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Na Unesp, uma calculadora de 15 mil dólares

Numa das pausas para café de um seminário sobre educação matemática na Unesp de Rio Claro (SP), quinta-feira passada, notei uma máquina enorme encostada num armário de aço. Do modo como estava guardada, só podia ver a tecla de raiz quadrada e o design que mais lembrava um velho terminal de computador, só que com [...]

reliquia na Unesp

A incrível calculadora de 4 operações de 1966. A foto é do site Vintage Calculators

Numa das pausas para café de um seminário sobre educação matemática na Unesp de Rio Claro (SP), quinta-feira passada, notei uma máquina enorme encostada num armário de aço. Do modo como estava guardada, só podia ver a tecla de raiz quadrada e o design que mais lembrava um velho terminal de computador, só que com uma tela bem menor.

De volta à internet, uma rápida pesquisa sobre “electronic desktop calculator”, aliada à minha memória fotográfica, revelou a identidade daquela máquina. O que o Departamento de Matemática da Unesp tem por lá é uma Friden EC-132, fabricada nos EUA entre 1965 e 1968.

A EC-132 é uma calculadora de quatro operações, com memória e raiz quadrada. Sua tela é um pequeno tubo CRT que exibe até 4 números com 12 dígitos. Seu peso total é de 19 quilos.

Além da tecla de raiz quadrada – justamente a que fez com que eu examinasse a calculadora com mais atenção – a EC-132 se destaca por ter teclas de ponto decimal e mudança de sinal com inscrições por extenso. Note que não há tecla de igual – a calculadora usa notação polonesa inversa (RPN), sistema que ficou famoso com as calculadoras da HP.

Raiz quadrada, só na 2.a versão

Raiz quadrada, só na 2.a versão

Segundo o site Vintage Calculators, a Friden EC-132 foi uma evolução da EC-130 (o sinal dessa evolução é justamente a tecla de raiz quadrada). E a EC-130 é tida como uma das primeiras calculadoras totalmente transistorizadas do mundo.

Em 1966, a EC-132 era vendida na Inglaterra por 810 libras (cerca de 2.250 dólares, no câmbio da época). A calculadora de inflação do site do governo federal americano indica que 2.250 dólares de 1966 tinha o mesmo poder de compra que 15 mil dólares em 2008.

Hoje, uma calculadora de 4 operações pode ser encontrada por 1,50 real. Como disse uma vez Bill Gates, se os carros tivessem sofrido a mesma redução de preço dos computadores…

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