A Futurecom não é uma feira de tecnologia para curiosos. Quem participa deste evento, que este ano é realizado em um hotel da zona Sul de São Paulo, são técnicos, engenheiros e executivos do mundinho das telecomunicações. Mas tudo que é discutido lá tem impacto certeiro sobre o modo como nos comunicamos, em casa ou no trabalho.
Quer um exemplo? Veja esse aparelhinho aí de cima, da Motorola. É um ponto de acesso para comunicação sem fio – entre seu celular e sua banda larga doméstica.
A idéia é a seguinte: você está falando ao celular na rua; entra em casa; a ligação é transferida da rede da sua operadora para a rede sem fio da sua casa; e você nem nota.
As vantagens para a sua operadora é que isso vai desafogar as estações radiobase que servem a região onde você mora. Dentro da sua casa, a recepção melhora. E a tarifa que você paga fica mais barata, já que em casa você agora passou a usar praticamente uma linha fixa.
Para que isso acontecesse, a tecnologia de comunicação teve que evoluir em 3 pontos: largura de banda (para suportar voz e dados), controle de qualidade do tráfego (para priorizar voz em vez de dados) e segurança (já pensou se um hacker grampeia seu telefone?).
O fundamental, contudo, foi a adoção de protocolos abertos – como exemplo, o SIP – Session Initiation Protocol. É por causa dele que uma ligação originada numa rede (da sua operadora) pode ser transferida para outra (a de sua casa) e vice-versa. Tudo, claro, operando sobre o sólido pilar do protocolo internet (Internet Protocol, ou simplesmente IP).
Toda essa tecnologia de mini-estações radiobase de baixa potência leva o nome de Femtocell e foi testada pela Motorola na Futurecom (que, por sinal, termina amanhã, 30/10).
A coisa está aí. Resta saber se as operadoras locais terão interesse na solução…



