Estranho que tão pouca gente em São Paulo tenha comentado o programa de distribuição de notebooks para professores conduzido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro no primeiro semestre deste ano.
Segundo matéria de André Machado, de “O Globo”, publicada em 22 de abril de 2008, o governo do Rio começava, na época, a “despejar 31 mil laptops sobre os professores das escolas públicas, com previsão de outros 10 mil em nova licitação” (a palavra que o repórter usou foi “despejando”, no presente).
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A iniciativa, batizada de “Conexão Professor”, já tinha sido alvo de matéria pelo mesmo jornal em fevereiro deste ano, quando o governo entregou os primeiros laptops a professores da cidade de Itaperuna (RJ). Segundo informações oficiais, cada note do primeiro lote custou R$ 1.903.
E como funciona o programa? De novo, nos baseamos nas informações de Machado. O governo, por meio de uma empresa estatal, a Investiplan, comprou, via licitação, os 31 mil notebooks. Ganharam a oferta CCE e Positivo, com máquinas cuja configuração incluía processador Celeron M, 512 MB de memória e disco de 80 gigas, gravador de CD e leitor de DVD, Windows XP Pro e MS Office.
Um diferencial importante: os notes vieram com um modem USB para acesso sem fio à internet, via operadora Oi.
Professores de mais de 1.430 escolas receberam os portáteis. Aqui, completamos com o que a leitora Marcia nos contou: para participar do programa, o professor tinha que trabalhar em sala de aula. Os nomes dos contemplados foram escolhidos a partir de uma lista elaborada pelas diretorias das escolas, junto com a Secretaria de Educação.
E foi isso. Muitos professores já receberam seu note com internet sem fio, que é de propriedade do governo, mas foi cedido em comodato – ao recebê-lo, o professor assina um termo de responsabilidade e pronto. O governo do Rio diz ter gasto até agora R$ 70 milhões na “empreitada” (outra palavra do repórter de “O Globo”).
O que paga o professor? Nada. Nem pelo note, que é do governo; nem pelo acesso à internet.
Por que será que soubemos tão pouco a respeito?




23 de October de 2008 às 14:38
Não sei porque foi tão pouco divulgado.Aqui teve muita crítica na mídia e muitos professores criticaram a iniciativa, preferindo que o dinheiro fosse investido na melhoria dos salários. Concordo plenamente com a questão salarial do professor. Mas, também apoiei essa iniciativa porque vejo, por exemplo, lá na minha escola, muitos professores tinham que dividir o pc em casa com a família. O lapt top deu uma certa mobilidade e independência . Além do mais o preço, com relação ao salário do professor, inviabilizava e invibiliza a compra do notebook. Marcia