Desde que a internet surgiu comercialmente, em 1995, ficou claro que livro é livro, texto é texto.
Ou seja: livro é apenas um suporte material. E texto são idéias codificadas.
Se você é vestibulando e está atrás dos textos recomendados pelos principais vestibulares do país, garimpar na internet é obrigatório. Quase todos os textos exigidos pelos vestibulares da Fuvest e da Unicamp (SP) estão disponíveis na rede, prontos para serem carregados no seu celular ou MP3 player.
Numa rápida pesquisa no site Domínio Público, mantido pelo MEC, encontramos os seguintes textos:
- “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente;
- “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida;
- “Iracema”, de José de Alencar;
- “Dom Casmurro”, de Machado de Assis;
- “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós.
No site Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa, mantido pela USP, encontramos um que não estava disponível no “Domínio Público”. É “Poemas Completos de Alberto Caeiro”, de Fernando Pessoa.
Ficam de fora obras que ainda são protegidas pela lei brasileira de direito de autor (que vale mesmo que o autor já tenha falecido, o que sempre me pareceu um paradoxo). São elas:
- “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos;
- “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade;
- “Sagarana”, de João Guimarães Rosa.
Os dois projetos – do MEC e da USP – são custeados com dinheiro público, portanto valem como uma visita à biblioteca do seu bairro ou da sua cidade.
Aliás, se alguém puder explicar por que os centros públicos de acesso à internet (infocentros, telecentros, etc.) não foram instalados dentro das bibliotecas públicas existentes, agradeço…



