Jogos 3D ajudam a entender matemática

Aprender brincando. Essa é a promessa de muitas iniciativas que buscam combinar o currículo escolar com jogos eletrônicos. Não sem alguma desconfiança de pais e de professores.
A mais recente tentativa está acontecendo enquanto você lê este post. Soube pelo The New York Times que um grupo de escolas públicas de Nova York vem testando jogos [...]

O site permite baixar versões demo

O site permite baixar versões demo

Aprender brincando. Essa é a promessa de muitas iniciativas que buscam combinar o currículo escolar com jogos eletrônicos. Não sem alguma desconfiança de pais e de professores.

A mais recente tentativa está acontecendo enquanto você lê este post. Soube pelo The New York Times que um grupo de escolas públicas de Nova York vem testando jogos em 3D para aprender… Matemática.

A coleção de jogos é chamada de Dimension M e foi produzida por uma empresa novaiorquina chamada Tabula Digita, criada em 2003 por um ex-executivo do Citibank para produzir jogos educacionais.

Para licenciar seus jogos, a Tabula Digita cobra das escolas uma taxa anual por aluno, que varia de 10 a 20 dólares. Treze escolas já adotaram a fórmula, quatro delas em Nova York.

Xô, medo

Pelos depoimentos dados ao NYT, a coisa tem dado certo, pelo menos no que diz respeito a dois objetivos básicos: diminuir o medo causado pela matemática e incentivar o gosto pelo estudo da disciplina.

Versão Zero baixou um desses jogos, o Dimenxian. Ele rodou bem no nosso velho Pentium III, mas foi preciso atualizar o driver da placa gráfica (uma ATI Radeon 9000) e instalar o .Net Framework, uma atualização gratuita para o Windows.

A primeira fase (única disponível no demo) consiste em conduzir o personagem numa ilha habitada por “sentinelas” – criaturas que podem paralisá-lo. Sua missão é coletar dados de quatro sondas e baixar tudo em um computador central.

A matemática entra aí de forma acessória, mas importante. O endereço das sondas é dado na forma de par ordenado (x,y). O mapa de orientação, o plano cartesiano, fica num canto da tela. Na hora de descarregar os dados, é preciso construir gráficos a partir de tabelas dos dados coletados.

Os outros jogos da Tabula Digita são o Evolver, para o currículo de pré-álgebra, e a série de desafios Evolver Multiplayer.

Evidências

Para entender e explorar as reais possibilidades dos jogos na educação é que foi anunciada nos EUA terça-feira, 7/10, a criação do Games for Learning Institute – G4LI.

O comunicado à imprensa afirma que o instituto vai “fornecer as evidências científicas fundamentais para apoiar games como ferramentas de aprendizagem para assuntos relacionados a matemática e ciências entre alunos da Middle School”.

O período entre o 6.o e o 8.o ano foi escolhido por ser “um estágio crítico para estudantes”, disse o professor de ciência da computação da New York University, Ken Perlin.

O instituto começa com uma verba de 3 milhões de dólares e um patrocinador de peso, a Microsoft Research (que deu metade desse dinheiro). O G4LI funcionará dentro da New York University e tem como associadas, além da NYU, mais cinco universidades: Columbia University, City University of New York, Dartmouth, Parsons the New School for Design, e o Rochester Institute of Technology.

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Clássicos da literatura, de graça na web

Desde que a internet surgiu comercialmente, em 1995, ficou claro que livro é livro, texto é texto.
Ou seja: livro é apenas um suporte material. E texto são idéias codificadas.
Se você é vestibulando e está atrás dos textos recomendados pelos principais vestibulares do país, garimpar na internet é obrigatório. Quase todos os textos exigidos pelos vestibulares [...]

No "Dominio Público", um painel sobre Machado de Assis

No Domínio Público, um painel sobre Machado

Desde que a internet surgiu comercialmente, em 1995, ficou claro que livro é livro, texto é texto.

Ou seja: livro é apenas um suporte material. E texto são idéias codificadas.

Se você é vestibulando e está atrás dos textos recomendados pelos principais vestibulares do país, garimpar na internet é obrigatório. Quase todos os textos exigidos pelos vestibulares da Fuvest e da Unicamp (SP) estão disponíveis na rede, prontos para serem carregados no seu celular ou MP3 player.

Numa rápida pesquisa no site Domínio Público, mantido pelo MEC, encontramos os seguintes textos:

  • “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente;
  • “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida;
  • “Iracema”, de José de Alencar;
  • “Dom Casmurro”, de Machado de Assis;
  • “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós.

No site Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa, mantido pela USP, encontramos um que não estava disponível no “Domínio Público”. É “Poemas Completos de Alberto Caeiro”, de Fernando Pessoa.

Ficam de fora obras que ainda são protegidas pela lei brasileira de direito de autor (que vale mesmo que o autor já tenha falecido, o que sempre me pareceu um paradoxo). São elas:

  • “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos;
  • “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade;
  • “Sagarana”, de João Guimarães Rosa.

Os dois projetos – do MEC e da USP – são custeados com dinheiro público, portanto valem como uma visita à biblioteca do seu bairro ou da sua cidade.

Aliás, se alguém puder explicar por que os centros públicos de acesso à internet (infocentros, telecentros, etc.) não foram instalados dentro das bibliotecas públicas existentes, agradeço…

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