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Eleições: democracia ou ficção?

Ainda não sabe em quem votar para vereador? Não se preocupe. Pelos cálculos nos quais se baseiam as eleições, em quem você vota é praticamente irrelevante – o que faz diferença, aqui, é o partido que você escolhe.
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Uma homenagem a Shepard Fairey

Uma homenagem à street art de Shepard Fairey

Ainda não sabe em quem votar para vereador? Não se preocupe. Pelos cálculos nos quais se baseiam as eleições, em quem você vota é praticamente irrelevante – o que faz diferença, aqui, é o partido que você escolhe.

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Não estranhe. É que o método de seleção dos vereadores se parece muito com o dos vestibulares mais concorridos. Tal como a nota de corte da Fuvest, o que manda é o quociente eleitoral: para eleger um vereador, o partido deve totalizar votos em número maior que esse quociente.

E como o quociente é calculado? Simples: pega-se o número de votos válidos (brancos e nulos não entram) e divide-se pelo número de vagas na Câmara Municipal. São Paulo, por exemplo, tem 55 vereadores. Se tivermos 5,5 milhões de votos válidos, serão necessários 100 mil votos para eleger um vereador. E reconheçamos, não é botando alto-falante num Fusca e saindo por aí que se consegue 100 mil votos.

Isso explica por que um candidato pode estar entre os mais votados e não levar o cargo. Um partido em que seu candidato mais votado tenha 10 mil votos, mas que totalize 200 mil votos, irá eleger 2 vereadores. Outro partido que tenha um candidato com 99 mil votos, mas que não tenha totalizado os 100 mil, ficará de fora.

Note que o quociente é, como o nome diz, uma divisão entre o total de votos válidos e o número de vagas. Logo, quanto maior o número de votos inválidos (brancos e nulos), menor será o quociente eleitoral.

Talvez seja o caso de revermos tais práticas. Mas, enquanto isso não acontece, é bom ficar de olho não apenas no candidato, mas também no partido que se escolhe, bem como em seus líderes.

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