Não faz muito tempo, não havia uma única opção em dicionário online de português. E ficávamos sem saber, por exemplo, o significado das palavras difíceis que alguns candidatos resgatam do limbo durante a propaganda dos partidos politicos na TV.
Isso, felizmente, mudou. Descubro com alegria que já é possível consultar o dicionário Michaelis, hospedado no UOL, sem fazer login no portal. O endereço http://michaelis.uol.com.br dá acesso à caixa de consulta não só de português, mas de inglês, francês e outras três línguas.
Outra boa opção é o Dicionário Caldas Aulete, da Lexicon/Nova Fronteira. Em http://www.auletedigital.com.br, o internauta baixa o módulo de consulta (27 MB – requer cadastro). Ele permite ainda a correção e a ampliação dos verbetes da obra – que, segundo a editora, “nasceu para ser aberta, viva, mudando e crescendo junto com a língua”.
A unificação da ortografia dos dois lados do Atlântico vai trazer outras opções ao internauta brasileiro. A Porto Editora, de Portugal, dispõe em http://www.portoeditora.pt/dol de um dicionário com consulta aberta. E com a conveniência de traduzir palavras brasileiras em seu correspondente lusitano.
Outros dicionários, no entanto, têm acesso restrito ou nem são oferecidos online. Um exemplo do primeiro caso é o Aurélio, que é propriedade do Grupo Positivo. Quem compra um micro da marca tem acesso liberado; o mesmo ocorre com quem utiliza as conexões banda larga do iG.
No segundo caso está o Dicionário Unesp do Português Contemporâneo, que só existe em livro. É um bom dicionário, à venda por menos de 100 reais. Mas, como leva o nome de uma instituição pública, foi elaborado com recursos públicos e teve o trabalho de servidores públicos, penso que deveria ser acessível, sem custo, pela internet.
Pois que venham os dicionários online. Quanto mais, melhor. Só assim todos poderão saber, finalmente, o que quer dizer “capadócio”, que o candidato do “peroba neles” vive repetindo na TV. E chega de ignorância.



