Por que calculadora financeira é tão cara?

Entra semestre, sai semestre e os calouros de Administração e Economia descobrem o quanto é cara uma calculadora financeira – sem, no entanto, conseguirem uma explicação racional.
Tome a HP 12C, por exemplo. Lançada em 1981 por US$ 150, a calculadora é a mais antiga da HP ainda em produção. Mais de 27 anos depois, ela [...]

HP 12C, preferência nacional, é de 1981

HP 12C, preferência nacional, é de 1981

Entra semestre, sai semestre e os calouros de Administração e Economia descobrem o quanto é cara uma calculadora financeira – sem, no entanto, conseguirem uma explicação racional.

Tome a HP 12C, por exemplo. Lançada em 1981 por US$ 150, a calculadora é a mais antiga da HP ainda em produção. Mais de 27 anos depois, ela custa US$ 75. Isso nos EUA – por aqui, pode custar até 329 reais.

Que dizer, então, da HP 17B II, que pode custar o equivalente a meio netbook Eee PC?

E as alternativas são poucas. A Elgin, por exemplo, tem a calculadora FC-125. A Casio tem dois modelos, a FC-100V e a FC-200V. Havia ainda outra, chamada Aurora, que era vendida pela Procalc, mas que saiu do mercado.

As diferenças entre elas, contudo, são várias. A começar pelo acabamento – só a HP 12C parece capaz de atravessar uma década com apenas alguns arranhões. E, embora as funções financeiras básicas sejam parecidas, são poucas as que, como a HP, podem ser programadas.

Mas o modelo da HP sofre com um velho visor que não lhe faz mais justiça – mais barata, a FC-100V, da Casio, tem um display alfanumérico de 4 linhas.

O que pesa na escolha, contudo, não parece ser a ficha técnica e sim a tradição – o que dá vários pontos de vantagem à HP, que não consegue sequer emplacar uma sucessora para a 12C. Coisas do mercado.

Calculadoras financeiras
Fabricante Modelo Programável? Preço
Elgin FC-125 Não R$ 149,90
Casio FC-100V Não R$ 149,00
Casio FC-200V Não R$ 279,00
HP 10B II Não R$ 189,00
HP 12C Sim (99 passos) R$ 239,00
HP 12C Platinum Sim (400 passos) R$ 329,00
HP 17B II Sim (HP Solve) R$ 549,00


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Arte em adesivo renova visual de notebook

Cansado do visual do seu celular ou notebook? Então confira os adesivos decorativos da iskin. A proposta do site é popularizar a arte das ruas, oferecendo aos artistas um meio de comercializar seu trabalho tendo os adesivos – skins, na gíria tecnológica – como suporte.
Por meio do site, os interessados podem conferir um breve perfil [...]

arte de Cid Maia para notebook

Moon Session, grafite de Cid Maia, está no site

Cansado do visual do seu celular ou notebook? Então confira os adesivos decorativos da iskin. A proposta do site é popularizar a arte das ruas, oferecendo aos artistas um meio de comercializar seu trabalho tendo os adesivos – skins, na gíria tecnológica – como suporte.

Por meio do site, os interessados podem conferir um breve perfil dos artistas e a imagem de seus trabalhos. Os artistas também podem enviar trabalhos para avaliação. Alguns dos desenhos e estampas foram criados por alunos da Associação Cidade Escola Aprendiz. A ONG também recebe parte dos lucros das vendas.

Leia mais sobre customização de notebooks

>> Embrulhe o notebook para viagem

A novidade em relação aos outros serviços do gênero é a oferta de adesivos para iPod e celulares. Aparelhos RIM, Motorola, Nokia e Sony – além, claro, do iPhone – estão na lista. Quanto aos notebooks, há adesivos para tampas de 12, 13, 14 e 15 polegadas.

Os preços variam de 12,90 reais (celulares) a 39,90 (notebooks). Os adesivos podem ser comprados nas lojas da Fnac ou a partir do site da rede.

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Portugal premia melhor aluno com dinheiro

Prêmios em dinheiro podem estimular os jovens a estudar? Difícil dizer. Mas essa é a inusitada estratégia posta em ação pelo Ministério da Educação em Portugal.
O despacho 20.513/2008, publicado ontem no Diário Oficial daquele país, institui o Prêmio de Mérito, que será concedido ao melhor aluno de cada escola, pública ou privada.
O prêmio consiste em [...]

estimulo à produção de ciência

Os premiados da Intel: estímulo à produção de ciência

Prêmios em dinheiro podem estimular os jovens a estudar? Difícil dizer. Mas essa é a inusitada estratégia posta em ação pelo Ministério da Educação em Portugal.

O despacho 20.513/2008, publicado ontem no Diário Oficial daquele país, institui o Prêmio de Mérito, que será concedido ao melhor aluno de cada escola, pública ou privada.

O prêmio consiste em 500 euros em dinheiro (cerca de 1.250 reais) , além de um diploma oficial e da publicação do nome do ganhador junto à sua comunidade.

Em abril, quatro jovens indianos visitaram o Brasil por uma semana. Shréa Kapoor, 16, e outros três amigos ganharam a viagem por desenvolver um cardápio mais saudável para a cantina da escola em que estudam.

A premiação, chamada Wizkids, é oferecida pela organização não-governamental indiana The Activity e valoriza soluções para questões sociais e ambientais.

Na iniciativa privada, a fabricante de chips Intel premia projetos de pesquisa científica de alunos do Ensino Médio com o Intel Science Talent Search. O prêmio maior é uma bolsa de estudos de 100 mil dólares.

Que tipo de valores a iniciativa portuguesa pretende estimular, no entanto, é mistério. Mas eu não me surpreenderia se visse iniciativa semelhante por aqui.

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TV digital: o que falta para tomar as ruas?

Dia firme e seco. Volto da Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, rumo ao Parque Dom Pedro. No caminho, atravesso o quase centenário Viaduto Santa Ifigênia, que, vigiado numa ponta pela Polícia Militar e na outra pela Guarda Civil, tem pouquíssimos ambulantes. Entre brinquedos, tocadores de MP3 e utensílios domésticos, passo por um [...]

O velho Viaduto Santa Ifigênia

O velho Viaduto Santa Ifigênia

Dia firme e seco. Volto da Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, rumo ao Parque Dom Pedro. No caminho, atravesso o quase centenário Viaduto Santa Ifigênia, que, vigiado numa ponta pela Polícia Militar e na outra pela Guarda Civil, tem pouquíssimos ambulantes. Entre brinquedos, tocadores de MP3 e utensílios domésticos, passo por um ambulante que berra a uma platéia atenta: “TV digital, TV digital“.

O tempo quente desse inverno semi-árido abafa minha curiosidade. Passo sem desviar os olhos, pensando nos coitados que têm sua carteira surrupiada nesses aglomerados de gente simples. No entanto, pensei, será que aquele camelô estava demonstrando a recepção do sinal de TV digital?

Mesmo já tendo alcançado o Largo São Bento, decidi dar meia-volta. E entendi o que se passava. O tal ambulante vendia antenas UHF com um circuito eletrônico que promete melhorar a recepção. Design horrível, eficácia incerta, e mesmo assim o homem estava cercado de curiosos.

Não era a vez da TV digital. Mas e se fosse? Não seria interessante ver a reação do povo? Aquele homem, de voz já rouca e com a cara do Genival Lacerda, faria mais pela popularização dos conversores do que todas as matérias de jornal já publicadas. Estratégia ousada, sem dúvida.

Quem se habilita?

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Teste: fone Bluetooth Panasonic EB-BHX70CN

Há muito, muito tempo atrás, testei um fone de ouvido Bluetooth que a Nokia acabava de lançar no Brasil. Era grande e custava, se não me engano, mais de 700 reais.
Muito tempo depois, venho a conhecer um fone de ouvido Bluetooth com a marca Panasonic. O nome? Pode chamá-lo de EB-BHX70CN.
Leia mais sobre celulares
>> Samsung [...]

fone-panasonic

Há muito, muito tempo atrás, testei um fone de ouvido Bluetooth que a Nokia acabava de lançar no Brasil. Era grande e custava, se não me engano, mais de 700 reais.

Muito tempo depois, venho a conhecer um fone de ouvido Bluetooth com a marca Panasonic. O nome? Pode chamá-lo de EB-BHX70CN.

Leia mais sobre celulares

>> Samsung V820L, a TV digital de bolso

É um fonezinho como qualquer outro. Mono, alcance máximo de 10 metros, bateria interna não-removível, carregador… Principal vantagem: custou ao feliz comprador 40 reais.

Ah, tem uma vantagem adicional: três capinhas intercambiáveis, para combinar com seu aparelho.

A operação do fonezinho é simples. Há apenas dois botões. Um, oval, é o volume; o outro, central, serve para ligar, desligar, atender a chamadas, rediscar o último número e estabelecer conexão com o celular.

Sua função depende do tempo que se fica pressionando o botão: toque rápido, atendimento; 2 segundos, rediscagem; 3 segundos, liga/desliga; 7 segundos, conexão.

Útil no PC

Claro que, como se trata de Bluetooth, o fonezinho também pode ser usado com computadores equipados com Bluetooth em bate-papos de voz, como o do MSN Messenger.

Em resumo, o EB-BHX70CN é um presentinho legal, que cumpre o que promete. E, para os que ainda insistem em dirigir segurando um celular, um fator de segurança.

A dúvida que fica: quanto tempo vai durar aquela bateriazinha interna que é impossível de trocar, hein?

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Sábado: destaques da semana

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Portugal: netbook para alunos, a 50 euros cada

Leio com algum espanto, aqui, que o governo de Portugal teria encomendado 500 mil notebooks do modelo Classnote PC, da Intel, para uso educacional.
É mais ou menos a idéia que nosso governo tinha, até o começo deste ano, de equipar as escolas públicas com notebooks educacionais.
Leia mais sobre inclusão digital na educação
>> Professor terá notebook [...]

PC português custará 50 euros

Magalhães, o netbook português, pode sair de graça

Leio com algum espanto, aqui, que o governo de Portugal teria encomendado 500 mil notebooks do modelo Classnote PC, da Intel, para uso educacional.

É mais ou menos a idéia que nosso governo tinha, até o começo deste ano, de equipar as escolas públicas com notebooks educacionais.

Leia mais sobre inclusão digital na educação

>> Professor terá notebook de mil reais

>> Portal para professor encomendar notebook já está pronto

O projeto brasileiro foi engavetado: o governo achou o preço, de pouco mais de 600 reais por peça (a melhor oferta havia sido feita pela Positivo), alto demais.

Em Portugal, no entanto, parece que a coisa vingou – ou melhor, passou mais fácil. O Magalhães, como foi batizado o micrinho, será produzido em Portugal, mediante parceria entre a Intel – dona do projeto – e o grupo industrial JP Sá Couto, que para fabricá-lo se associou a outra empresa portuguesa, chamada Prológica (que, curiosamente, tem o mesmo nome de uma antiga fabricante brasileira de PCs).

O tom do anúncio é de festa, pois mil novos empregos serão criados. E o micrinho – alardeado como o “primeiro computador portátil português” – custará, no máximo, 50 euros (125 reais).

Preço depende da renda familiar

A mágica portuguesa é a seguinte. O Magalhães será parte do projeto português de inclusão digital escolar, chamado e-escola. O governo classificou os alunos em três grupos, de acordo com as condições financeiras.

Quem tem mais condições, paga 50 euros por peça. Os da faixa intermediária pagarão 20 euros (50 reais). Os mais necessitados terão o micrinho de graça.

O fabricante, JP Sá Couto, declarou que o custo de produção é de 180 euros (450 reais). A diferença será paga pelo governo e pelas empresas envolvidas.

A meta portuguesa com esse projeto, chamado e-escolinhas, é distribuir 500 mil Magalhães aos alunos das séries iniciais do ciclo básico, que têm entre 6 e 11 anos. Ao contrário do e-escola, no e-escolinhas a conexão com a internet é opcional.

Ainda se discute qual sistema operacional será utilizado no bichinho – se Windows (o mais provável) ou Linux. Os mais críticos desabam referências ao ufanismo do “primeiro portátil português” – afinal, trata-se da plataforma Classmate PC.

De qualquer forma, quem queria ver as crianças brincando com notebook na sala de aula conseguiu ter seu sonho realizado. Será um bom laboratório das coisas que, algum dia, poderão ocorrer também por aqui.

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Descobrimos: a fonte de todas as fontes

Nesses dias de inverno seco em que o ar de São Paulo beira o irrespirável, o que nos consola é que a cidade tem de tudo. Tome como exemplo a Rua Santa Ifigênia, no centro.
Onde mais encontraríamos lojas especializadas em contra-espionagem, tubos de vídeo, válvulas e baterias de todos os tipos, por exemplo?
Meu achado, por [...]

Ó fonte, alimentai os que tem sede... de elétrons

Ó fonte, saciai os que têm sede... de elétrons

Nesses dias de inverno seco em que o ar de São Paulo beira o irrespirável, o que nos consola é que a cidade tem de tudo. Tome como exemplo a Rua Santa Ifigênia, no centro.

Onde mais encontraríamos lojas especializadas em contra-espionagem, tubos de vídeo, válvulas e baterias de todos os tipos, por exemplo?

Meu achado, por pura necessidade, foi uma fábrica de fontes de alimentação. É a Juktel - uma sala no 1.o andar do número 308, abarrotada de fontes de todos os tipos.

Cheguei lá por indicação de um vendedor da Nodaji, na Rua Aurora – outra meca das fontes de alimentação. Estava à procura de uma fonte nova para um computador antigo: o TK 85, da Microdigital.

Pelas especificações que obtive (thanks, Marcelo!) , o tal micrinho exige uma fonte DC 9 Volts, corrente de 600 miliamperes, pino de 3,5 mm e pólo positivo no pino central.

Pois bem, fui à Juktel e, depois de 5 minutos e 25 reais, tive minha fonte nova. Cheguei em casa, testei… E não é que funcionou?

Por isso, se seu problema for substituir uma fonte de alimentação – qualquer que seja ela, acredite -, dificilmente você sairá desapontado de um desses dois endereços.

Morar nessa megaconfusão que é São Paulo tinha de ter suas vantagens, não é mesmo?

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Meus bifes por seus pen drives

Tínhamos comentado, sobre o Vaio TZ35AN, que 1 kg deste computador custa, no varejo, 10 mil reais.
Já no açougue da esquina, o filé mignon, em promoção, sai por 15 reais o kg.
Conta rápida e descobrimos que, num escambo, seriam precisos 666 kg de filé para um Vaio desses. Ou seja, meia tonelada de boa carne [...]

Quantos bois valem um notebook?

Quantos bois valem um notebook?

Tínhamos comentado, sobre o Vaio TZ35AN, que 1 kg deste computador custa, no varejo, 10 mil reais.

Já no açougue da esquina, o filé mignon, em promoção, sai por 15 reais o kg.

Conta rápida e descobrimos que, num escambo, seriam precisos 666 kg de filé para um Vaio desses. Ou seja, meia tonelada de boa carne não vale um mini-notebook da Sony.

Para quem acha que o Brasil tem mais é que plantar soja e criar gado – e deixar essa coisa complicada de fazer chips para os asiáticos -, taí uma informação que convida a refletir. Pois são os dólares das vendas de grãos e carne que pagam nossa vida hi-tech. Ou não?

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Precisa de papel monolog? Tente a internet

Já tínhamos indicado, neste Versão Zero, uma forma de conseguir papel milimetrado na internet.
Mas dá para ir bem mais longe com o Graph Paper Printer 4.03 (thanks, Daniel!). O programa é criação do biomédico francês Philippe Marquis e pode ser baixado aqui.
Ele permite imprimir folhas com pautas musicais, pontilhados, quadriculados, tabelas, triângulos, losangos, hexágonos, escalas [...]

Escala musical ou semicirculo logaritmico. Você decide

Escala musical ou logarítmica? Você decide

Já tínhamos indicado, neste Versão Zero, uma forma de conseguir papel milimetrado na internet.

Mas dá para ir bem mais longe com o Graph Paper Printer 4.03 (thanks, Daniel!). O programa é criação do biomédico francês Philippe Marquis e pode ser baixado aqui.

Ele permite imprimir folhas com pautas musicais, pontilhados, quadriculados, tabelas, triângulos, losangos, hexágonos, escalas logaritmicas, quadráticas e tantas outras, ajustadas por eixo – uma mão na roda para alunos e para professores, e também o fim daquela busca insana por papéis especiais.

O bacana é que o programa serve tanto para alunos do Ensino Fundamental, que precisam de papéis quadriculados, aos do Ensino Superior, que podem construir papéis até para explorar geometrias não-Euclidianas.

Segundo o autor, o Graph Paper Printer pode ser copiado e utilizado livremente. A única exigência é o envio de um cartão postal, com um selo bem bacana, para seu filho. Considerando que a última atualização do software ocorreu em 2000, provavelmente o filho nem se importe mais com isso…

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