Então você pensava que a idéia de melhorar a educação por meio da distribuição de dinheiro estava restrita a Portugal. Cara leitora, caro leitor, devo dizer que não. São Paulo e o Brasil estão fazendo a sua parte.
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Neste momento o governo do Estado de São Paulo aguarda a apreciação, pela Assembléia Legislativa, de um projeto de lei que estabelece bônus para os professores, de acordo com as notas obtidas pelos alunos.
O projeto de lei define que a meta a ser atingida ou superada será dada por escola. O cálculo do bônus individual, no entanto, levará em conta o número de faltas do professor. Quanto maior o número de faltas, menor o bônus.
Segundo simulações feitas pela Secretaria da Educação, um professor com salário mensal de 1.600 reais (cerca de 1.000 dólares) poderá receber, no fim do ano, 960 reais de bônus, caso tenha 50% de faltas e a escola tenha alcançado 50% da meta.
Em outro cenário, se a escola superar a meta em 20% e o professor não tiver faltado um só dia, receberá no fim do ano bônus de 4.608 reais.
Se São Paulo quer premiar o professor com base nas notas dos alunos, o Governo Federal tem pensado em distribuir dinheiro diretamente aos alunos. Desde o ano passado tem-se discutido, dentro do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a idéia de dar um prêmio, estimado em 204 reais, a quem passe de ano, da 5.a à 8.a séries (6.o ao 9.o anos).
Claro que ninguém será louco de recusar dinheiro. Mas vale repetir a pergunta: que valores a escola busca estimular com tais iniciativas?



